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22/06/2003 06:04
Sou fã das sapinhas!
Eu tenho uma queda por mulheres lésbicas ou que têm "um quê". Nada sexual, diga-se de passagem, mas eu gosto. É estranho. Por exemplo, as minhas atrizes de Hollywood preferidas todas têm um jeito meio másculo e se não são sapinhas ou bissexuais pelo menos aparentam ou tem um toque gay. Veja, eu adoro a Sigourney Weaver, e gosto principalmente da série Alien que é onde ela interpreta a Tenente Ellen Ripley, sua personagem mais masculinizada. Sempre vejo os filmes da Sigourney, como os ótimos Nas Montanhas dos Gorilas (quem devia ter ganho o Oscar era ela por este filme e não Jodie Foster por Acusados), Tempestade de Gelo e O Mapa do Mundo. Quem não viu esses filmes não sabe o que está perdendo, são excelentes. Há quem não goste de Sigourney e fuja de seus filmes justamente pelo seu jeito meio macho, minha irmã por exemplo detesta ela.
Outra atriz que gosto bastante é Jodie Foster, é uma atriz talentosa e respeitada em Hollywood, mas que tem sua vida íntima na mira dos tablóides e gera curiosidade por ser super-discreta. Jodie, assim como Sigourney também tem aquele quê, sabe, aquele jeitinho que você olha e pensa, "ah, você não me engana". Seus papéis geralmente são de mulheres determinadas. Seu melhor momento para mim continua sendo no papel da agente Clarice Starling no espetacular O Silêncio dos Inocentes, um de meus filmes de estimação.
A terceira de minhas atrizes prediletas é Susan Sarandon. Gosto muito desta atriz e como alguns devem ter percebido, Susan também tem uma faceta meio homenzinho em seus papéis, tem "aquele" jeitinho. Veja seu filme Fome de Viver, amo este filme super-estiloso dos anos 80, aqui Susan tem momentos lésbicos com direito a beijo na boca de Catherine Deneuve, que interpreta uma vampira muito sensual. Outro papel bastante suspeito e um dos melhores da ótima Susan é o de Louise no maravilhoso road movie Thelma & Louise. Posso estar vendo coisas, mas não é meio estranha a relação das duas amigas? Susan, como uma mulher meio amargurada está com o seu quê másculo bem ativo neste filme.
Não estou dizendo que essas atrizes são ou não são lésbicas, elas já foram ou são casadas, têm filhos, são vistas acompanhadas de homens, etc. O que digo é que todas as três têm um jeitinho que, ás vezes, é meio "forte", másculo mesmo eu diria. É justamente isso que me fascina. Por que será?? Nem mesmo sei. Há ainda outra estrela que eu adoro, por coincidência ela também é assim, tem um jeito bem homenzinho de agir e falar, embora seja extremamente feminina e sexy também. Contraditório? Veja, por exemplo, seu papel em Tomb Raider, como a deliciosa Lara Croft. Ou a top model bissexual de Gia, Fama e Destruição. Já sabem de quem falo né? Sim, ela, Angelina Jolie, a queridinha de todas as sapinhas. Sobre a minha admiração por Angelina Jolie vou falar em outro momento em um post especial só para ela.
Bom, é isso, agora já sabem quem são minhas atrizes preferidas e o lance curioso que gira em torno da minha admiração por elas e que vai para além de serem excelentes atrizes. Será que eu gosto tanto de homem assim que me apaixono até pelos toques másculos das sapinhas?? huahauha que coisa hein. Ou será que sou tão simpatizante com o mundo gay, que até minhas atrizes preferidas têm que ser ou ter algo de gay? Ou será mera coincidência todas terem essa característica (afinal tbem gosto de atrizes nada gay)? Well, sei lá, me dá uma opinião? Outra hora volto a esse assunto que se aplica às cantoras tbem, e dá-lhe Zélia Duncan, Janis Joplin, Cássia Eller, P. J. Harvey, etc...
Croc!Croc!
That's it!
enviada por Garland
22/06/2003 05:32
Aê, chega!!
Cansei!! Definitivamente não tem nada a ver comigo nem com este blog ficar postando esse monte de bobagens que andei colocando aqui nesta noite. Já enchi o saco. O meu lance é colocar meus textos mesmo, minhas idéias, histórias, opiniões. Acho que é isso que as pessoas que freqüentam este meu cantinho gostam e é isso que eu gosto também. Por isso vou parando agora mesmo com essas fotinhas bobas, esses testes... Deixemos isso para momentos isolados e não para um noite inteira postando abobrinhas ininterruptas que só denotam falta do que dizer. Para finalizar a noite, me redimo com um post que é mais minha cara. Confira a seguir, logo acima.
Beijo grande!
That's it!
enviada por Garland
22/06/2003 03:01
Esse teste é muito legal. QUE GÊNIO-LOUCO É VOCÊ? Olha quem eu sou:
FAÇA VOCÊ TAMBÉM
Gostei do resultado, embora não saiba se tem a ver comigo ou não, pois não conheço muito da personalidade e vida deste diretor. Mas eu adoro os filmes de Kubrick, principalmente Laranja Mecânica e O Iluminado. São demais!
That's it!
enviada por Garland
22/06/2003 02:48
Eu sempre soube que sou um inútil e esse teste só confirmou minhas suspeitas! Tá bom, não sou tão inútil assim né ;O)
71% INÚTIL!
Quão inútil
você é? por Alito
That's it!
enviada por Garland
22/06/2003 02:28
Eu também gosto de testes!!
Tem mais logo logo... Estou me divertindo nos testezinhos aqui.
That's it!
enviada por Garland
22/06/2003 01:01
Não resisti e roubei de um blog por aí. Muito fofo né?! Cara, adoro cachorros. Eles são tão carinhosos, você sente que eles amam você, fazem a maior festa quando você chega em casa, fazem greve de fome e ficam até doentes quando você vai viajar. São muito lindos. Mas não gosto de cachorro-monstro, esses grandões. A verdade é que tenho medo de cachorro, quando eu era criança um cachorro se grudou de dentes em meu joelho e eu esperneava e nada dele soltar, minha bisavó veio com um porrete e deu na cabeça do bicho, só assim ele largou. Desde então basta eu ver um cachorro que sinto medo, chego a atravessar a rua, às vezes dou cada pulo com um latido que seja... Creio que fiquei meio traumatizado. Mas meus cachorros sempre amei muito, como sinto saudades deles. A minha duplinha ficou no RS quando mudamos para cá, pois aqui moramos em apartamento. Que tristeza que sinto ao pensar nos meus cachorros, tão queridos, tão carinhosos. Um dia ainda coloco a foto deles aqui. Eu os amo muito.
..............
Dá pra ver que não consigo deixar de contar uma historinha, hauaha.
That's it!
enviada por Garland
21/06/2003 23:47
Podia ser um bilau né? Mas achei super legal, pequei no site da Revista TPM. Eu nunca liguei muito pra layout, acho que o conteúdo é mais importante mesmo. Mas é claro que um visual legal, próprio, bonitinho, interessante não faz mal a ninguém né?! Para mim o conteúdo conta mais que a embalagem. E isso é válido para tudo, blogs, pessoas...
That's it!
enviada por Garland
21/06/2003 23:31
Gente, sou humano
Não vão ficar horrorizados com a maneira como escrevi falando das brigas aqui em casa né?! É óbvio que não sou um anjinho nem um "amor de pessoa", sou bem insuportável às vezes, tenho vários defeitos e como qualquer um às vezes me encho de tudo e tenho meus dias de fúria.
Mas nada como um dia após o outro. A sexta-feira foi tranqüila, o clima aqui em casa estava bem melhor. Estou me policiando para não me desentender com ninguém por aqui. Déco ligou para saber se eu ia querer ir ao Mix Café, mas disse que não estava afim e que a gente se via no domingo. Fiquei entocadinho aqui mesmo.
Hoje, sábado também fiquei em casa, sabe que horas me levantei? 19h!! Também, fui dormir eram 11 da manhã! O pessoal já tinha levantado e fiquei conversando com eles por aqui. E olha que droga, vc que acompanha o blog sabe que aluguei o filme Psicopata Americano semana passada, tem um comentário sobre o filme em algum post passado, e agora adivinha qual filme está passando no Supercine da Globo?? Isso mesmo: Psicopata Americano!! Que foda, perdi dinheiro alugando esse filme, se eu soubesse... Pelo menos as cenas de sexo tavam todas lá, ao contrário da mais que censurada versão da Globo.
Hoje vou fazer um esquema diferente aqui no blog. Nunca fiz isso, nem é minha cara, mas hoje quero variar: vou passar postando besteirinhas a noite toda, full time... As historinhas de minha vida voltam outra hora!
BEIJÃO a todos!
That's it!!
enviada por Garland
20/06/2003 07:37
E ENTÃO, VAMOS CONTINUAR "FICANDO"?
( )SIM
( )NÃO
Nesta quarta, dia 18, à tarde fui ao encontro de Déco no Shopping Itaguaçu, em São José. Havíamos combinado por fone na noite anterior de pegarmos um cineminha. Eu estava me preparando para ver um filme que não tenho vontade alguma de ver: Todo Poderoso. Felizmente já estava em cartaz Premonição 2 que eu estava animadíssimo para assistir, pois adorei o primeiro. Mesmo um pouco a contragosto (pois não gosta de terror), mas para satisfazer minha vontade, Déco topou assistirmos a este filme. Não rolou pegação na sala de cinema, pois mesmo não estando lotada era possível alguém ver se fizéssemos algo lá, o máximo foi uma mão na perna, mão na mão. Adorei o filme, mas em alguns momentos eu estava meio aéreo, não apreendi algumas partes. Ao fim da sessão decidimos voltar a pé para nosso bairro, a caminho discutíamos a respeito do filme.
Déco sugeriu passarmos na casa de um amigo que há tempos ele não via. Chegamos ao apto do cara e vimos que uma travesti estava sentada á mesa com a mãe do amigo do Déco, a trava estava muito mal encarada, cara de poucos amigos mesmo. Cumprimentamos todos e logo ambas foram para o quarto e ficamos os três, Déco, eu e o amigo na sala conversando. Déco perguntou sobre a trava e quando o seu amigo disse que ela não era trava, que era mulher nós nos surpreendemos. O amigo de Déco e eu caímos na gargalhada. Déco, dizia: "Não pode ser cara, ela tem que ser trava, olha a cara dela, vc tem certeza?". Pior que a mulher realmente tinha cara de travesti mesmo, feições mais másculas que muita trava de verdade por aí. Rimos bastante da confusão, Déco ficou um pouquinho sem graça. O amigo de Déco perguntou se éramos namorados e nisso eu digo que NÃO e Déco quase diz SIM. Situação chatinha. Ficamos pouco tempo lá, Déco conversou umas coisas com seu amigo enquanto eu ouvia, sorria e as vezes fazia algum comentário. Fomos embora dali.
A caminho de casa eu e Déco discordavámos de algumas coisas, ele leva a sério demais as coisas que eu falo, às vezes alfinetadinhas que não têm intenção alguma de ofender, brincadeirinhas minhas, e ele já faz cara séria. Eu percebo que eu e o Déco temos muitas diferenças no modo de pensar e ver as coisas, a gente discorda, dá essas alfinetadas e essa história eu já conheço e sei que não dá certo, foi esse tipo de coisa que fudeu o meu relacionamento com o Ludi. Eu sou do contra e às vezes mesmo sem querer teimo em contrapor o que a pessoa fala, parece que naturalmente minha opinião acaba sempre sendo oposta e isso eu já sei que, quando acontece com freqüência com alguém, com o passar do tempo vai minando o namoro. Por aí já dá pra perceber que namoro entre Déco e eu é melhor nem cogitar mesmo. Ele me convidou para sair nesta quinta ou ir a uma boate em Balneário Camboriú no fim de semana. Eu disse que não queria sair, que não sou de sair sempre, que sou chato assim mesmo, não gosto de ferveção, só saio às vezes. Ele ficou meio aborrecidinho que eu percebi.
No caminho de casa paramos no Hipermercado Angeloni. Déco comprou uma barra de chocolate Krot e uma caixa de Bis. Ficamos na praça de alimentação comendo os chocolates. Surgiu "O ASSUNTO": nossa relação, o que eu queria, se eu queria continuar ou acabar com aquilo. Ele é bem tagarela e se justifica muito, eu não sou tanto assim. Ele falou bastante e chegou um momento em que pediu para eu tomar uma decisão, se eu queria continuar a vê-lo ou se queria parar com tudo. Que coisa complicada, nunca passei por uma situação assim. Já descartei carinhas antes, mas com Déco eu não sabia como agir. Argumentei que ele já sabia muito bem que eu não queria namoro, pois eu já havia dito antes. Falei que estou gostando de sair com ele, de estar na companhia dele, que eu gostaria de se possível continuar assim, mas que não estou apaixonado, nada de namoro nem com ele nem com ninguém e que eu ficava meio aborrecido pois talvez ele pudesse estar deixando de conhecer outra pessoa que queira namorar pra ficar comigo que não tem futuro. Eu disse que se ele estava me pressionando para eu tomar uma decisão entre namorar ele ou não nos vermos mais que infelizmente então a resposta era não, que daí não devíamos mais nos ver. Ele disse que quanto a ele estar deixando de conhecer outros não há problemas, que ele já sabe disso, mas que mesmo assim gostaria de continuar como está. Perguntou com todas as letras: Você quer continuar ficando comigo? Eu disse que poderíamos deixar tudo como está, sem maiores compromissos, que se ele encontrasse alguém e quisesse namorar pra mim estava tudo bem e eu até ia achar legal. Ele disse: poxa, mas então vc não sente nada por mim, nem um ciuminho? Eu disse que obviamente eu ficaria com um pouco de ciúme mas entenderia pois a gente não tá namorando, se estivesse aí sim eu me magoaria. A verdade é que estou gostando de estar com ele, de sair com ele e tal, mas não estou sentindo nada mais forte por ele, nem amor, nem paixão, nada que justifique me jogar em um namoro. Além disso na cama a gente não teve "A química", até falei pra ele que a gente não se deu muito bem na cama, mas ele, insistente, diz que a gente pode tentar de novo e daí dar certo. Sei lá, vamos ver no que vai dar esta história.
Estava chovendo, saímos para fora do mercado e esperamos a chuva amenizar, a caminho de casa mais uma discordânciazinha e eu disse viu só como não ia dar certo entre nós dois. Rimos. Eu disse; ai, o que vc viu em mim?, nesse fim de semana na pousada eu te mostrei meu pior lado, estava mau humorado, chatinho, cheio de frescuras, vc viu como eu sou enjoado né. Sou chato. Ele disse "ahaha então vc se ferrou por que se aquele é teu pior lado saiba que eu não tô nem aí e adorei teu pior lado também." Que coisa hein gente, mas vamos levando então, estou com minha consciência tranqüila de que não estou enganando ninguém!! Vou aproveitar a companhia dele que está melhor do que continuar sozinho. Ele é legal, a gente se diverte e até que se dá bem apesar dessas discordâncias que, por enquanto, são coisa mínima.
Nos despedimos e ele ficou de ligar no dia seguinte. Em casa, em torno de 23 e 35 liguei para meu amigo Monsieur Costa para saber como ele estava pois há dias não nos falávamos, conversamos por meia hora e convidei ele para, com seu namorado, irmos ao bar Galileu's na quinta-feira. Ele ficou de dar resposta no dia seguinte. Fiquei ansioso para falar com o Déco para dizer que eu mudara de opinião e que gostaria de ir ao Galileu's com ele nesta quinta. Por sorte encontrei ele no Icq e tc a respeito disso, ele ficou de me ligar no dia seguinte para combinarmos nossa ida ao bar.
Balanço do dia: foi agradável, foi bom pegar um cineminha, assitir a um filme que eu realmente queria ver, um filme legal, estar em boa companhia, conversar, esclarecer umas coisas...
...............
CONVIVÊNCIA FAMILIAR: UMA MISSÃO INFERNALl!
Esta quinta-feira, feriado de Corpus Christi, foi um inferno para mim. Como de costume fui dormir de manhã cedo. Meio dia e pouco Monsieur Costa ligou dizendo que não ia ir comigo e Déco ao Galileu's. Convidou para encontrá-lo mas eu não estava afim de ir ao centro, voltar para casa para depois voltar ao centro para ir ao Galileu's, muito cansativo. Outra hora a gente se encontra, eu disse. Voltei a dormir e levantei da cama eram quase 18h. Pra quê, Meu Deus?!!! O mundo caiu. Começou uma discussão aqui em casa, acontece que falei alto um negócio e aqui todos se preocupam muito com o que os vizinhos de apartamento vão pensar. Admito que eu falo alto sem pensar com freqüência, mas às vezes, como foi neste caso, nem é nada grave e já fazem uma tempestade. Odeio isso de ter que estar me policiando, pra meus pais e irmã parece que todos os vizinhos estão sempre com os ouvidos colados na parede pra ouvir o que se passa aqui.Me poupe, vai se importar assim com os outros no inferno, tô cagando montes para o que os vizinhos vão pensar. Bastou e o sangue me subiu. Ultimamente o clima aqui tem sido insuportável, estamos mais incompatíveis do que nunca, definitivamente meu santo não cruza com o dessas pessoas, minha "amada" família. Sei que sou difícil de se lidar e que sei ser insuportável, o maior culpado devo ser eu mesmo. Discuti com minha mãe e irmã, e aí que é pior pois então é que falo mais alto ainda e não demora sai uns palavrões. Grrr fiquei com um ódio mortal da vaca jersey da minha irmã, essa praga. Nesses momentos me dá tanta raiva dessa criatura, mas tanta raiva que desejo que ela nunca tivesse nascido, essa peste só apareceu pra me atormentar, seria tão bom sem ela. Lógico que no auge da briga eu acabo sempre com o "Porque que tu não morre guria, morre logo praga, pra que que nasceu, desaparece", ela é claro não deixa por menos e me xinga também.
Tomei meu banho e estava pronto pra me preparar para ir ao Galileu's. Logo o Déco me liga, eu com um humor péssimo e a figura vem me testar: Juliann o Derek não vai querer ir ao Galileu's daí eu tava pensando em a gente deixar e não ir hoje e sim amanhã. Eu: Ah tudo bem, o Monsieur Costa tbem não vai, vamos deixar então, só que amanhã quem não vai querer sair sou eu. Ele disse: ai é mentira, eu tô afim de ir sim, mas o que eu falei do Derek é verdade ( bla bla blá...) mas se vc quiser vamos nós dois. Eu: não, não quero mais. Mas tá um clima péssimo aqui em casa, isso aqui tá um inferno eu acho que vou sair dar umas voltas pra me distrair por que aqui eu não fico (bla bla bla). Ele: quer companhia?
Combinamos de nos encontrar então, seria bom pois eu conversaria outros assuntos e me desestressaria um pouco, aliviaria minha mente que estava explodindo. Servi-me do almoço de meio-dia e, enquanto comia, chorava de ódio e raiva pela discussão de há pouco. Nos encontramos eram 20 horas e fomos até a beira-mar do bairro Itaguaçu, ficamos ali sentados sentindo a briza do mar, estava friozinho ali. O Déco começou uma liçãozinha de moral em mim, falando que é assim mesmo com família e que eu deveria me adaptar a eles, pois eles só querem meu bem e bla bla blá. Conselhos tipo manual de auto-ajuda, que comigo não colam. Eu, puto da cara, ouvi tudo mas claro que contra-argumentei dizendo que quando as pessoas são incompatíveis nem adianta insistir, que fazem 24 anos que convivo com eles e que já tive tempo suficiente pra tentar mudar e pra gente se adaptar um ao outro e quando não dá não dá mesmo, o jeito é cada um ir pra seu lado e que não vejo a hora de sumir no mapa, só preciso vender meu prédio e comprar um apartamentinho pra mim... Déco disse que sou problemático, revoltado, mas ele que é bonzinho demais pro meu gosto. Não tenho paciência pra sermão e conselhos de amigo em tom de "eu sou o psicólogo vc é o louquinho cabecinha fraca...". Mas entendi que ele só tava tentando ajudar. Eu acho que o Déco deve ficar meio chocado comigo quando falo de minha família, da maneira como falo com minha mãe e tal, pras pessoas que vivem bem com seus familiares deve ser dificil mesmo entender o inferno que pode ser a convivência familiar para outros, em alguns casos nem conviver é possível tamanha incompatibilidade.
Demos umas voltas por ali, conversamos sobre vários assuntos e logo eu estava mais calminho. Ele, pra variar, queria beijar. Acontece que não curto estar beijando pelas ruas, em público, não acho legal. Mesmo assim demos uns beijos em um ponto de ônibus e nos despedimos. Já havia passado de 22 horas quando cheguei em casa e tive que agüentar a cara de bunda da minha irmã, mas a minha não estava menos pior. Conversei com minha mãe, dizendo que está muito difícil de agüentar viver aqui. Assei uma pizza e comi, depois entrei na net.
..................
Só alguns tesudos e suas bundinhas gostosas pra amenizar esse stress:
That's it!!
enviada por Garland
20/06/2003 06:24
Filmaço
ÊÊÊBA! Finalmente assisti a um filme bom! Há tempos eu não via um filme que eu pudesse dizer: Ah, esse filme eu gostei!! O filme em questão eu assisti quarta-feira no cinema, chama-se Premonição 2 (Final Destination 2, EUA, 2003). Geralmente gosto de filmes de terror e suspense em que vários adolescentes são mortos por um assassino esquisito, me divirto com a baboseira toda, pois geralmente são filmes que não dá pra levar muito a sério e divertem pelo absurdo das situações. O primeiro Premonição, de 2000, me chamou a atenção justamente por ser mais um filme no estilo, mas superou minhas expectativas pois é um filme que tem um roteiro bastante original, foge da mesmice quando substitui o manjado serial killer mascarado pela própria Morte em si. Em Premonição, não existe um assassino, mas sim uma força maligna, a Morte, que se utiliza de meios diversos, para fazer as suas vítimas. E dá-lhe objetos que caem e rolam, água ou óleo que vazam estrategicamente para causar quedas e curto-circuitos que acarretarão na morte de alguém, etc. Premonição 2 segue exatamente a mesma linha do primeiro filme. Desta vez os sobreviventes do desastre que serão perseguidos pela "Dona Morte" se safaram de um mega acidente no trânsito (no primeiro escapavam de um avião que explodia). A culpada desta vez é uma garota que com suas premonições interfere no rumo natural das coisas e impede que um grupo de pessoas morra na estrada. Mas a morte não gostou nada disso e vai dar um jeitinho de levar uma por uma. Detalhes da história estão no site oficial do filme.
Alguns pontos fortes: o suspense é eficaz, há mais ação e as mortes seguem bastante elaboradas, chocantes e ainda mais sangrentas que no filme de 2000; há um toque de humor negro na trama que impede que o filme seja do tipo que mesmo absurdo se leva a sério demais; o roteiro é redondinho, razoavelmente complexo, dinâmico, o que prende a atenção do começo ao fim, além disso explica e retoma fatos e personagens do primeiro filme, mas funcionando por si só sem prejudicar a compreensão para quem não assistiu a Premonição; o ator Michael Landes, que interpreta um policial, é um GOSTOSO...
E alguns pontos fracos: ao contrário do primeiro filme neste a garota tem premonições e visões com freqüência e quando mais lhe convém, isso gera uma situação forçada e facilita demais para ela encontrar e saber quem está ameaçado, o primeiro era melhor justamente pelo jogo de detetive que se estabelecia pela incerteza de como e onde a morte agiria; os personagens ainda são muitos quando todos ficam sabendo que estão ameaçados pela Morte, aceitam o absurdo numa boa e se reúnem para descobrirem como despistá-la, o fato de os personagens saberem com antecedência quebra o clima de suposta ingenuidade da vítima que é legal em um filme de suspense, o interessante é quando a vítima nada sabe, e somente o espectador acompanha a iminência de sua morte. No filme de 2000 isso se fazia mais presente e era mais interessante.

Premonição 2 é tenso e ágil, quem gosta do gênero "horror teen" vai adorar. Dentro deste estilo é um filme inteligente, divertido, assustador. Não desaponta quem apreciou o primeiro, pois mantém a mesma qualidade e até se supera em alguns quesitos. Gostei bastante de Premonição 2. Uma ótima opção para quem aprecia filme de suspense e terror. Nota: 8,5.
That's it!
enviada por Garland
18/06/2003 07:45
Back to flashback
Dando continuidade às historinhas da descoberta da minha sexualidade, conforme eu havia prometido em meu post de aniversário... Não há nada de excepcional ou realmente interessante afinal foram anos bem banais, mesmo assim eis a segunda parte aqui.
ATENÇÃO! O post abaixo contem pornografia, leia por sua conta e risco.
Seção flashback:
Eu era gay e não sabia - Parte 2
Eu tinha 11 anos quando peguei para assistir algumas fitas de sexo explícito que meu pai tinha escondidas em casa, uma chamava-se Garotas Usadas (Girls Busters) e a outra Perseguição Sexual (Little Orphan Dusty). Girls Busters era péssimo, qualidade muito ruim, mas havia algumas cenas interessantes em qua a personagem principal tinha seu apartamento invadido por vários homens e eles a violentavam, faziam de tudo com ela e ela bem que gostava. Mas Little Orphan Dusty foi bem mais marcante, é um filme de 1976, para cinema, não tem aquele caráter de videotape dos anos 80. O filme contava com a participação do astro pornô John Holmes, e, nossa, eu achei muito esquisito aquele cacetão gigante dele, ele mal conseguia comer direito as mulheres, uma cena em que Dusty (Rhonda Jo Petty) faz oral nele era particularmente engraçada pois ela mal conseguia por a cabeçona na boca. A parte mais excitante do filme, e que ainda gosto de rever, é a cena inicial em que a ingênua Dusty é atacada no meio do mato por um grupo de motoqueiros que rasgam suas roupas e a estupram em cima de uma moto. Eu ficava (e ainda fico) altamente excitado com esta seqüência. Foi a primeira vez que ouvi o termo "Foda" e pela primeira vez eu vi que saía um líquido gosmento do cacete do cara logo depois que ele comia a Dusty. Eu nem sabia o que era aquilo. Naturalmente me empolguei e a partir de então passei a fazer os mesmos movmentos de mão no meu pau. Mas eu era novinho demais e quando chegava ao orgasmo apenas sentia uma sensação agradável, uma coceirinha, mas não saía nada de meu pinto. Com o passar do tempo e a prática da punhetinha começou a sair um líquido transparente que mais tarde ganhou aspecto grosso e esbranquiçado igual ao que eu via no filme. Little Orphan Dusty está entre meus filmes de estimação justamente por isso, há um valor sentimental na parada, devo minha primeira punhetinha a ele.
A capa da fita que tenho é esta versão:
Mas encontrei na net essa versão também:
Até então eu não sentia atração nem por homens nem mulheres, mas acreditava que eu devia me sentir atraído pelas garotas, era o certo. O sexo já começava a me interessar. Eu comprava revistinhas com cartoons pornográficos e piadinhas sacanas, aqueles desenhos inspiraram muitas punhetas. Mas foi nesta época que eu passei a ver os garotos com outros olhos e alguns colegas de aula passaram a inspirar minhas bronhas no banho. Eu me imaginava transando com eles, havia um em especial por quem eu sentia um grande tesão, o Ty. Fazíamos trabalhos de aula juntos e rolava uma certa tensão sexual entre nós, uma vez ele passou a mão na minha perna com a desculpa de sentir os pelinhos pois ele não tinha pêlos nas pernas ainda. Creio que ele, assim como outros carinhas da sala de aula sentiam uma certa atração por mim. Eu percebia nos olhares, e às vezes rolava até uma passada de mão da parte deles. Mas eu não era bichinha assumida, eu não me arriscaria jamais a fazer algo com os carinhas pois temia que depois se espalhassem boatos, e eu fosse humilhado. Perdi a chance de viver umas aventuras sexuais com Ty e os outros por causa desse meu medo. Mas gozei muitas vezes no banheiro tendo Ty como inspiração. Eu de certa forma estava gamado nele, mas nada de paixão, só tesão... Foi nessa época, eu estava com 12 anos e comecei a estimular o cuzinho, metia dedinho, e depois outros objetos pequenos, eu sentia que era muito gostoso gozar assim, mexendo no cuzinho e fazia isso com freqüência, no banho.
Com 11, 12 e 13 anos eu incomodava como um louco em casa, xingava minha mãe de todos os palavrões, tinha crises de depressão, não via motivo para viver, meu quarto era intransitável de tanto papel, desenhos e coisas que eu guardava, eu me encerrava no quarto e batia na porta sem parar, gritava, parecia um possuído. Com o tempo isso tudo foi se amenizando. Nessa época minha mãe me mandou para a psicóloga, mas sobre isso já postei aqui em Amor de pica é amor que fica??(2a semana de maio).
Na rua continuavam me xingando às vezes, de bicha, viadinho, etc, mas com menos freqüência. Mesmo assim eu ficava magoado quando isso acontecia.
Quando eu estava com uns 14 anos eu estava na fase de chamar a atenção, andava rindo alto, falando alto, usava roupas malucas, era escandaloso, foi minha fase mais bicha. Mas depois essa necessidade de aparecer passou e vi como eu havia sido ridículo. Voltei a ser fechado e discreto.
Os anos haviam se passado e eu cada vez mais fechado, o ocorrido com Diego me deixara arisco e nunca mais fiz amigos de verdade. Eu era visto como antipático pois não falava com ninguém, era chatinho. Havia alguns colegas com quem eu sempre fazia trabalhos e até considerava-os amigos, ia na casa deles e eles algumas vezes foram em minha casa também, mas depois me afastei eu passei a fazer grupo sempre com as meninas, e a ser mais amigo delas novamente.
Mesmo tocando punheta imaginando que estava transando com o Ty ou outros colegas eu não me considerava totalmente homossexual. Eu pensava que poderia me sentir atraído por mulheres e que uma hora dessas eu ia gostar de uma. Eu até me senti fortemente atraído por Bebel nesta fase. Havia garotas que me atraíam, mas eu era tímido demais, não sabia como agir, parecia que tinha medo das garotas. Mas dos garotos também.
Eu tinha desejos mas acreditava que jamais ia por em prática, eu estava me acostumando com a idéia de ser assexuado, sem interesse por sexo com ninguém, me satisfazia só com as punhetas no banho. Eu não tinha vontade de fazer nada com ninguém, só tinha fantasias que em minha mente eu jamais poria em prática. Eu estava vivendo em um casulo, não estava aberto às possibilidades.
Concluí o segundo grau e logo passei no vestibular. Eu estava com 16/17 anos e nada de transar com ninguém. Na minha mente eu seria virgem para sempre. Quando eu teria coragem de me relacionar com alguém? Transar com outro cara? Muito improvável. Eu já havia admitido que era gay, que sentia atração por homem. Parece que de tanto dizerem que eu era bicha/gay/viado durante a minha infância e puberdade isso ficou na minha mente, se diziam é por que eu era mesmo. Eu pensava: quem sabe eu estou cego e todos já viram o que só eu não vi. Se todos acham que eu sou então devo ser mesmo, deve estar escrito na minha testa, se não me considero mas me chamam disso então devo ser, sou gay mesmo. Mas seguia na minha, discreto, fechado, não fazia questão nenhuma de que soubessem de minha homossexualidade. Eu nem havia transado com nenhum cara ainda, não podia me considerar gay de verdade.
Eu continuava sem sentir forte atração por homens, eu estava assim, meio assexuado mesmo, eu havia colocado em minha mente que eu não treparia com ninguém, parecia que eu já havia riscado de vez a possibilidade de que isso ia acontecer, eu não tinha pressa nenhuma, mas sabia que o tempo estava passando e que já estava passando o prazo normal de ter a primeira vez. Ao mesmo tempo algumas garotas me fascinavam, talvez eu fosse bissexual, eusentia uma certa atração por elas, eu acreditava que poderia me envolver com uma mulher numa boa, poderia surgir uma redentora que despertasse o tesão e vontade de ficar com mulher. Mas um certo medo sempre estava presente. Medo do desconhecido...
Continua.
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(Em um casulo)
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Nos próximos flashbacks: primeira atração mais forte por outro cara, primeiro beijo, primeira pegação, primeiro amigo gay, primeira transa (cômica e deprimente)...
That's it!
enviada por Garland
18/06/2003 06:04
Nesta segunda e nesta terça acordei depois das 17: 00 da tarde! Que coisa! É claro que tenho ido dormir de manhã cedo, como nesta terça em que fui dormir era passado de 9 da manhã. Coisas de louco desocupado.
That's it!
enviada por Garland
18/06/2003 05:56
Outra Bomba
Nesta segunda, 16, assisti a mais uma bomba na Tela Quente da Globo. É incrível como tenho assistido filmes ruins nos últimos tempos! A bomba em questão chama-se Medo em Cherry Falls (Cherry Falls, EUA, 2000). Eu até fiquei animado pois geralmente gosto desses filmes de terror em que um serial killer mata um monte de adolescentes chatos, eu sempre me divirto, mas este filme é muito ruim, nem tem como se divertir pois o roteiro uó se leva muito a sério e o elenco é nojento. A trama gira em torno de um assassino que passa a matar adolescentes virgens, gerando pânico em uma pequena cidade. Os jovens organizam uma festa na qual acontecerá a maior orgia, pois deixando de serem virgens não serão as próximas vítimas. Enquanto isso a jovem Jody, que é vrgem e escapou de ser assassinada, passa a investigar os misteriosos acontecimentos. A estrelinha do filme é uma garota insuportável que eu simplesmente detesto. Sabe quando você assiste a um filme e odeia tanto a personagem principal a ponto de torcer para que a mocinha seja brutalmente assassinada? Mas infelizmente a mocinha dificilmente morre e esse filme não é exceção a regra. Essa garota que tanto abomino chama-se Brittany Murphy e creio que trabalha em filmes desde que era criança, é incrível, mas os anos e anos no cinema não serviram de nada para ela desenvolver algum talento como atriz, é simplesmente péssima, canastrona, careteira, além de fisicamente ser muito antipática, que boca nojentinha. Ela lembra a Alessandra Negrini, é bastante parecida de rosto, e isso para mim definitivamente não é vantagem nenhuma pois não tenho simpatia alguma pela chatinha da Alessandra Negrini. Essa tal Brittany trabalhou em filmes como As Patricinhas de Beverly Hills (é a patinha feia que é transformada em patricinha por Alicia Silverstone) e em Garota Interrompida (a maníaca louca por frango que se suicida em seu pequeno apartamento quando Anjelina Jolie e Winona Ryder vão passar a noite lá). Detestável essa garota.
O filme já comete um grande erro em escalar tal figura como atriz principal, mas na verdade isso é só um detalhe, pois é um filmeco com poucos sustos e péssimas interpretações de todo o elenco (muito piores do que as já ruins "interpretações" a que estamos acostumados a ver em outros filmes de terror teen por aí). Uma palavra para defini-lo: Bomba!!! Nota: 4
That's it!!
enviada por Garland
17/06/2003 06:09
Conto Caio Fernando do Mês
Os que acompanham meu blog sabem que sou fã do escritor Caio Fernando Abreu. Conforme prometido em meu post especial sobre Caio (3a semana de maio, no arquivo aí ao lado), em que contei como descobri este escritor e o porque de minha paixão por ele e por sua obra, deixo aqui um conto deste grande autor. Como se não bastassem meus posts gigantes de sempre agora ainda coloco um longo conto aqui. É um conto muito gostoso de ler, prende a atenção do começo ao fim, é pornográfico, escroto, realista, cruel, o considero simplesmente fantástico. Aqueles que não conhecem e tiverem tempo e ânimo suficientes para lerem este conto não se arrependerão. Faça uma forcinha pois vale a pena mesmo, depois me diga o que achou.
DAMA DA NOITE - de : Os Dragões Não Conhecem o Paraíso
Para Márcia Denser
"E sonho esse sonho que se estende
em rua, em rua em rua
em vão."
(Lucia Villares: Papos de Anjo)
Como se eu estivesse por fora do movimento da vida. A vida rolando por aí feito roda-gigante, com todo mundo dentro, e eu aqui parada, pateta, sentada no bar. Sem fazer nada, como se tivesse desaprendido a linguagem dos outros. A linguagem que eles usam para se comunicar quando rodam assim e assim por diante nessa roda-gigante. Você tem um passe para a roda-gigante, uma senha, um código, sei lá. Você fala qualquer coisa tipo bá, por exemplo, então o cara deixa você entrar, sentar e rodar junto com os outros. Mas eu fico sempre do lado de fora. Aqui parada, sem saber a palavra certa, sem conseguir adivinhar. Olhando de fora, a cara cheia, louca de vontade de estar lá, rodando junto com eles nessa roda idiota - tá me entendendo, garotão?
Nada, você não entende nada. Dama da noite. todos me chamam e nem sabem que durmo o dia inteiro. Não suporto: luz, também nunca tenho nada pra fazer - o quê? Umas rendas aí. É, macetes. Não dou detalhe, adianta insistir. Mutreta, trambique, muamba. Já falei: não adianta insistir, boy . Aprendi que, se eu der detalhe, você vai sacar que tenho grana e se eu tenho grana você vai querer foder comigo só porque eu tenho grana. E acontece que eu ainda sou babaca, pateta e ridícula o suficiente para estar procurando O verdadeiro amor. Pára de rir, senão te jogo já este copo na cara. Pago o copo, a bebida. Pago o estrago e até o bar, se ficar a fim de quebrar tudo. Se eu tô tesuda e você anda duro e eu precisar de cacete, compro o teu, pago o teu. Quanto custa? Me dil que eu pago. Pago bebida, comida, dormida. E pago foda também, se for preciso.
Pego, claro que eu pego. Pego sim, pego depois. É grande? Gosto de grande, bem grosso. Agora não. Agora quercì falar na roda. Essa roda, você não vê, garotão? Está por aí. rodando aqui mesmo. Olha em volta, cara. Bem do teu lado. Naquela mina ali, de preto, a de cabelo arrepiadinho. Tá bom, eu sei: pelo menos dois terços do bar veste preto e tem cabelo arrepiadinho, inclusive nós. Sabe que, se há uns dei anos eu pensasse em mim agora aqui sentada com você, eu não ia acreditar? Preto absorve vibração negativa, eu pensava. O contrário de branco, branco reflete. Mas acho que essa moçada tá mais a fim mesmo é de absorver, chupar até o fundo do mal - hein? Depois, até posso. Tem problema, não. Mas não é disso que estou falando agora, meu bem.
Você não gosta? Ah, não me diga, garotinho. Mas se eu pago a bebida, eu digo o que eu quiser, entendeu? Eu digo meu-bem assim desse jeito, do jeito que eu bem entender. Digo e repito: meu-bem-meu-bem-meu-bem. Pego no seu queixo a hora que eu quiser também, enquanto digo e repito e redigo meu-bem-meu-bem. Queixo furadinho, hein? Já observei que homem de queixo furadinho gosta mesmo é de dar o rabo. Você já deu o seu? Pelo amor de Deus, não me venha com aquela história tipo sabe, uma noite, na casa de um pessoal em Boiçucanga, tive que dormir na mesma cama com um carinha que. Todo machinho da sua idade tem loucura por dar o rabo, meu bem. Ascendente Câncer, eu sei: cara de lua, bunda gordinha e cu aceso. Não é vergonha nenhuma: tá nos astros, boy. Ou então é veado mesmo, e tudo bem.
Levanta não, te pago outra vodca, quer? Só pra deixar eu falar mais na roda. Você é muito garoto, não entende dessas coisas. Deixa a vida te lavrar a cara, antes, então a gente. Bicho, esquisito: eu ia dizer alma, sabia? Quer que eu diga? Tá bom, se você faz tanta questão, posso dizer. Será que ainda consigo, como é que era mesmo? Assim: deixa a vida te lavrar a alma, antes, então a gente conversa. Deixa você passar dos trinta, trinta e cinco, ir chegando nos quarenta e não casar e nem ter esses monstros que eles chamam de filhos, casa própria nem porra nenhuma. Acordar no meio da tarde, de ressaca, olhar sua cara arrebentada no espelho. Sozinho em casa, sozinho na cidade, sozinho no mundo. Vai doer tanto, menino. Ai como eu queria tanto agora ter uma alma portuguesa para te aconchegar ao meu seio e te poupar essas futuras dores dilaceradas. Como queria tanto saber poder te avisar: vai pelo caminho da esquerda, boy, que pelo da direita tem lobo mau e solidão medonha.
A roda? Não sei se é você que escolhe, não. Olha bem pra mim - tenho cara de quem escolheu alguma coisa na vida? Quando dei por mim, todo mundo já tinha decorado a tal palavrinha-chave e tava a mil, seu lugarzinho seguro, rodando na roda. Menos eu, menos eu. Quem roda na roda fica contente. Quem não roda se fode. Que nem eu, você acha que eu pareço muito fodida? Um pouco eu sei que sim, mas fala a verdade: muito? Falso, eu tenho uns amigos, sim. Fodidos que nem eu. Prefiro não andar com eles, me fazem mal. Gente da minha idade, mesmo tipo de. Ia dizer problema, puro hábito: não tem problema. Você sabe, um saco. Que nem espelho: eu olho pra cara fodida deles e tá lá escrita escarrada a minha própria cara fodida também, igualzinha à cara deles. Alguns rodam na roda, mas rodam fodidamente. Não rodam que nem você. Você é tão inocente, tão idiotinha com essa camisinha Mr. Wonderful. Inocente porque nem sabe que é inocente. Nem eles, meus amigos fodidos, sabem que não são mais. Tem umas coisas que a gente vai deixando, vai deixando, vai deixando de ser e nem percebe. Quando viu, babau, já não é mais. Mocidade é isso aí, sabia? Sabe nada: você roda na roda também, quer uma prova? Todo esse pessoal da preto e cabelo arrepiadinho sorri pra você porque você é igual a eles. Se pintar uma festa, te dão um toque, mesmo sem te conhecer. Isso é rodar na roda, meu bem.
Pra mim, não. Nenhum sorriso. Cumplicidade zero. Eu não sou igual a eles, eles sabem disso. Dama da noite, eles falam, eu sei. Quando não falam coisa mais escrota, porque dama da noite é até bonito, eu acho. Aquela flor de cheiro enjoativo que só cheira de noite, sabe qual? Sabe porra: você nasceu dentro de um apartamento, vendo tevê. Não sabe nada. fora essas coisas de vídeo, performance, high-tech, punk, dark. computador, heavy-metal e o caralho. Sabia que eu até vezenquando tenho mais pena de você e desses arrepiadinhos de preto do que de mim e daqueles meus amigos fodidos? A gente teve uma hora que parecia que ia dar certo. Ia dar, ia dar. sabe quando vai dar? Pra vocês, nem isso. A gente teve a ilusão, mas vocês chegaram depois que mataram a ilusão da gente. Tava tudo morto quando você nasceu, boy, e eu já era puta velha. Então eu tenho pena. Acho que sou melhor, sei porque peguei a coisa viva. Tá bom, desculpa, gatinho. Melhor, melhor não. Eu tive mais sorte, foi isso? Eu cheguei antes. E até me pergunto se não é sorte também estar do lado de fora dessa roda besta que roda sem fim, sem mim. No fundo, tenho nojo dela - você?
Você não viu nada, você nem viu o amor. Que idade você tem, vinte? Tem cara de doze. Já nasceu de camisinha em punho, morrendo de medo de pegar Aids. Vírus que mata. neguinho, vírus do amor. Deu a bundinha, comeu cuzinho. pronto: paranóia total. Semana seguinte, nasce uma espinha na cara e salve-se quem puder: baixou Emílio Ribas. Caganeira, tosse seca, gânglios generalizados. Õ boy, que grande merda fizeram com a tua cabecinha, hein? Você nem beija na boca sem morrer de cagaço. Transmite pela saliva, você leu em algum lugar. Você nem passa a mão em peito molhado sem ficar de cu na mão. Transmite pelo suor, você leu em algum lugar. Supondo que você lê, claro. Conta pra tia: você lê, meu bem? Nada, você não lê nada. Você vê pela tevê, eu sei. Mas na tevê também dá, o tempo todo: amor mata amor mata amor mata. Pega até de ficar do lado, beber do mesmo copo. Já pensou se eu tivesse? Eu, que já dei pra meia cidade e ainda por cima adoro veado.
Eu sou a dama da noite que vai te contaminar com seu perfume venenoso e mortal. Eu sou a flor carnívora e noturna que vai te entontecer e te arrastar para o fundo de seu jardim pestilento. Eu sou a dama maldita que, sem nenhuma piedade, vai te poluir com todos os líquidos, contaminar teu sangue com todos os vírus. Cuidado comigo: eu sou a dama que mata, boy. Já chupou buceta de mulher? Claro que não, eu sei: pode matar. Nem caralho de homem: pode matar. Já sentiu aquele cheiro molhado que as pessoas têm nas virilhas quando tiram a roupa? Está escrito na sua cara, tudo que você não viu nem fez está escrito nessa sua cara que já nasceu de máscara pregada. Você já nasceu proibido de tocar no corpo do outro. Punheta pode, eu sei, mas essa sede de outro corpo é que nos deixa loucos e vai matando a gente aos pouquinhos. Você não conhece esse gosto que é o gosto que faz com que a gente fique fora da roda que roda e roda e que se foda rodando sem parar, porque o rodar dela é o rodar de quem consegue fingir que não viu o que viu. O boy, esse mundo sujo todo pesando em cima de você, muito mais do que de mim e eu ainda nem comecei a falar na morte...
Já viu gente morta, boy? É feio, boy. A morte é muito feia, muito suja, muito triste. Queria eu tanto ser assim delicada e poderosa, para te conceder a vida eterna. Queria ser uma dama nobre e rica para te encerrar na torre do meu castelo e poupar você desse encontro inevitável com a morte. Cara a cara com ela, você já esteve? Eu, sim, tantas vezes. Eu sou curtida, meu bem. A gente lê na sua cara que nunca. Esse furinho de veado no queixo, esse olhinho verde me olhando assim que nem eu fosse a Isabella Rossellini levando porrada e gostando e pedindo eat me eat me, escrota e deslumbrante. Essa tontura que você está sentindo não é porre, não. É vertigem do pecado, meu bem, tontura do veneno. O que que você vai contar amanhã na escola, hein? Sim, porque vocé ainda deve ir à escola, de lancheira e tudo. Já sei: conheci uma mina meio coroa, porra-louca demais. Cretino, cretino, pobre anjo cretino do fim de todas as coisas. Esse caralhinho gostoso aí, escondido no meio das asas, é só isso que você tem por enquanto. Um caralhinho gostoso, sem marca nenhuma. Todo rosadinho. E burro. Porque nem brochar você deve ter brochado ainda. Acorda de pau duro, uma tábua, tem tesão por tudo, até por fechadura. Quantas por dia? Muito bem, parabéns: você tá na idade. Mas anota aí pro teu futuro cair na real: essa sede, ninguém mata. Sexo é na cabeça: você não consegue nunca. Sexo é só na imaginação. Você goza com aquilo que imagina que te dá o gozo, não com uma pessoa real, entendeu? Você goza sempre com o que tá na sua cabeça, não com quem tá na cama. Sexo é mentira, sexo é loucura, sexo é sozinho, boy.
Eu, cansei. Já não estou mais na idade. Quantos? Ah, você não vai acreditar, esquece. O que importa é que você entra por um ouvido meu e sai pelo outro, sabia? Você não fica. você não marca. Eu sei que fico em você, eu sei que marco você. Marco fundo. Eu sei que, daqui a um tempo, quando você estiver rodando na roda, vai lembrar que, uma noite. sentou ao lado de uma mina louca que te disse coisas, que te falou no sexo, na solidão, na morte. Feia, tão feia a morte, boy. A pessoa fica meio verde, sabe? Da cor quase assim desse molho de espinafre frio. Mais clarinho um pouco, mas isso nem é o pior. Tem uma coisa que já não está mais ali, isso é o mais triste. Você olha, olha e olha e o corpo fica assim que nem uma cadeira. Uma mesa, um cinzeiro, um prato vazio. Uma coisa sem nada dentro. Que nem casca de amendoim jogada na areia, é assim que a gente fica quando morre, viu, boy? E você, já descobriu que um dia também vai morrer?
Dou, claro. Ficou nervosinho, quer cigarro? Mas nem fumar você fuma, o quê? Compreendo, compreendo sim, eu compreendo sempre, sou uma mulher muito compreensiva. Sou tão maravilhosamente compreensiva e tudo que, se levar você pra minha cama agora e amanhã de manhã você tiver me roubado toda a grana, não pense que vou achar você um filho da puta. Não é o máximo da compreensão? Eu vou achar que você tá na sua, um garotinho roubando uma mulher meio pirada, meio coroa, que mexeu com sua cabecinha de anjo cretino desse nojento fim de todas as coisas. Tá tudo bem, é assim que as coisas são: ca-pi-ta-lis-tas, em letras góticas de neon. Mulher pirada e meio coroa que nem eu tem mais é que ser roubada por um garotinho ïmbecil e tesudinho como você. Só pra deixar de ser burra caindo outra vez nessa armadilha de sexo.
Fissura, estou ficando tonta. Essa roda girando girando sem parar. Olha bem: quem roda nela? As mocinhas que querem casar, os mocinhos a fim de grana pra comprar um carro, os executivozinhos a fim de poder e dólares, os casais de saco cheio um do outro, mas segurando umas. Estar fora da roda é não segurar nenhuma, não querer nada. Feito eu: não seguro picas, não quero ninguém. Nem você. Quero não, boy. Se eu quiser, posso ter. Afinal, trata-se apenas de um cheque a menos no talão, mais barato que um par de sapatos. Mas eu quero mais é aquilo que não posso comprar. Nem é você que eu espero, já te falei. Aquele um vai entrar um dia talvez por essa mesma porta, sem avisar. Diferente dessa gente toda vestida de preto, com cabelo arrepiadinho. Se quiser eu piro, e imagino ele de capa de gabardine, chapéu molhado, barba de dois dias, cigarro no canto da boca, bem noir. Mas isso é filme, ele não. Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi. Vai olhar direto para mim. Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo. É por ele que eu venho aqui, boy, quase toda noite. Não por você, por outros ecmo você. Pra ele, me guardo. Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor. Cuidado, comigo: um dia encontro.
Só por ele, por esse que ainda não veio, te deixo essa grana agora, precisa troco não, pego a minha bolsa e dou a fora já. Está quase amanhecendo, boy. As damas da noite recolhem seu perfume com a luz do dia. Na sombra, sozinhas. envenenam a si próprias com loucas fantasias. Divida essa sua juventude estúpida com a gatinha ali do lado, meu bem. Eu vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui. continua tudo certo. Fora da roda, montada na minha loucura. Parada pateta ridícula porra-louca solitária venenosa. Pós-tudo, sabe como? Darkérrima, modernésima, puro simulacro. Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada.
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That's it!!
enviada por Garland
17/06/2003 05:58
Hoje não vou postar nada sobre mim
Tô com preguiça sabem? hhehe. Mas meu post de amanhã é a continuação da historinha da minha descoberta como gay, quem quer saber esses detalhes basta passar por aqui. Abração a todos!
That's it!
enviada por Garland
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