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29/06/2003 08:39
Well, minha ida ao Mix Café:
Eram 16 horas da sexta-feira, dia 27, e Déco me ligou querendo saber se eu estava afim de ir com ele a uma festa surpresa de aniversário que um amigo gay dele estava promovendo para o namorado. Quase aceitei mas quando ele me falou que a festa seria às 18 horas desisti e disse que a gente se encontrava no Mix Café. Me arrumei e saí de casa em torno de 23:20 para pegar o ônibus para o centro, felizmente tem um ponto de ônibus bem em frente a meu condomínio. A caminho o ônibus parou em outro ponto a algumas quadras de casa e Déco entrou. Ele me falou que ainda bem que eu não quis ir na tal festa que tinha sido o maior barraco lá e foi um tremendo mal estar pois o carinha havia chamado toda a família dele e tinha umas pessoas preconceituosas lá que ficavam largando piadinhas e comentando pelas costas, Déco e Derek passaram a maior saia-justa. Sem falar que o aniversariante se recusou a entrar na festa pois não se entende bem com o irmão do namorado dele que estava lá. Putz que situação que eu me livrei hein, hehehe.
Era meia noite. Creio que fomos os primeiros a chegar no Mix Café, aquilo estava um deserto. Ficamos sentados conversando e logo chegou um conhecido de Déco e sentou-se à mesa com a gente, ele, de 30 e poucos anos estava acompanhado de outro carinha mais novo que deve ter uns 22, de cabelos crespos pelo ombro e usava uma faixa vermelha no cabelo. O papo fluiu legal, Déco sabe como conduzir uma conversa, ele é meio tagarela às vezes e monopoliza o papo, mas antes alguém que fale bastante do que quatro pessoas sem assunto na mesa né. O chato foi quando Déco foi ao banheiro e não voltava mais e tive que ficar ali, super sem assunto conversando com eles, pô eu não sou divertido nem engraçado como Déco, definitivamente não sou o melhor dos papos. Déco não voltava mais e quando chegou disse que estava conversando com um conhecido dele ali junto ao bar e que durante esse tempo todo estava de olhos em mim, pois tinha um carinha na mesa ao lado que não parava de me olhar. Logo subimos para a pista que estava bem meia-boca, poucas pessoas e a mesma música de sempre do Mix.
Dançamos bastante, descemos para beber algo no bar e conversar. Rolou um papo sobre Dark Room, sobre o que a gente achava disso e Déco me falou que já foi algumas vezes mas que não curte muito. Me contou algumas histórias de dark, algumas medonhas como de um carinha que escorregou e saiu de lá todo sujo ou de uma vez que um fedor horrível empesteou a boate inteira até que foram ver o que era e um cara saiu do dark coberto de merda. Ri dessas histórias grotescas ao mesmo tempo que achava tudo meio nojento.
Não sou freqüentador de dark room e é inevitável, tenho uma ponta de preconceito com quem freqüenta este tipo de ambiente. Certa vez entrei rapidamente de mãos dadas com um amigo meu apenas para ter noção de como é lá dentro e saimos rapidinho antes que alguém sequer tocasse na gente. Não digo que nunca entrarei com intenções sexuais em um dark, quem sabe um dia me dá a louca, mas sinceramente acho o lugar em si muito nojento. Deve ser cheio de porra pelo chão, pelas paredes, uma coisa anti-higiênica. Uma amiga minha, a So certa vez brincou comigo dizendo assim: "Dark room? Ah aquele lugar onde tem uma plaquinha escrito AIDS na porta..." Heheh, eu acho que So pegou um pouco pesado, não é pra tanto afinal é possível se proteger lá dentro também, mas ela não deixa de ter razão no que se refere à possibilidade de haver muitas pessoas com DST ou mesmo o vírus nesse tipo de ambiente, pois são pessoas que querem mais é trepar com quantos der não interessa quem seja. Lógico que há quem se joga no dark acompanhado de um carinha que encontrou na pista e o tesão foi incontrolável, aí até entendo a situação. Mas para mim Dark Room ainda continua sendo lugar de gente promíscua, devassa em excesso, sem amor-próprio, ou então dos menos favorecidos, feios, fora de forma, acima do peso, velhotes que só no escuro para conseguirem algo, ou mesmo de pessoas que já estão com o vírus e não têm nada a perder. Posso estar soando extremamente preconceituoso, quem discorda de minha opinião por favor argumente, mas eu não consigo encarar de outra forma. Eu confesso no entanto que tenho curiosidade em relação a dark room, mas mais em ver a suruba geral se desenrolando do que em participar, sou meio voyeur mesmo, pena que no dark como o próprio nome diz, é escuridão quase absoluta e entrou lá tá na rede é peixe, não tem essa de ficar de fora da pegação.
O carinha mais novo que estava á mesa conosco antes (e que nem lembro como chama, pois sou uma negação com nomes) disse que tava afim de um cara e queria que Déco fizesse o papel de "tia noemi" (essa expressão foi alguém aqui no blog que me disse), isto é ir lá falar com o cara que nosso amiguinho tava afim dele. Déco se recusou e eu jamais faria isso, pois fico muito sem graça no papel de garoto-cupido-moleque-de-recados. O carinha estava muito afim do outro e insistiu mas não topamos fazer o esquema pra ele. Em torno de 3 horas iniciou o melhor desta noite deprimente de Mix Café: o show dos strippers. O primeiro stripper era gostoso mas não curti muito a cara dele, fez um número vestido de policial. O bom de tudo é ver a neca deles, cada cacetão, pena que esse depois que tirou a cueca pôs em cima, na parte dos pentelhos e só deixou o bicho de fora, nem manipulou aquele cacetão todo. O segundo stripper foi o já manjado número do cowboy, cara toda vez que vou ao Mix dá a coincidência de ser esse número. No entanto esse cara é mais gostoso e dança muito bem, além disso tem um cacete igualmente enorme e é mais desinibido. Cheguei a ficar de pau duro vendo o número dele. Tesudo.
A pista estava esvaziando enquanto Déco e eu aproveitávamos para soltar a franga e dançar mais a vontade, Déco até me pegou no colo um momento e em outros me levantou pelas pernas e me encostou na parede e ficou fazendo um vai-e-vem sacana, logo mandei parar com aquilo apesar de ter achado divertido. Isso tudo, mais umas coreografias ridículas que fazíamos só por que havia apenas uma dezena de pessoas na pista. Nos beijamos muito durante toda a noite, no meio da pista, no bar...
Não eram 5 horas da manhã e eu já não agüentava mais estar no Mix, queria ir embora, aquilo tava muito chato, a noite foi muito fraca, pouco movimento, o térreo onde fica o bar tava deserto mesmo, ficamos sentados esperando o tempo passar para pegarmos ônibus de volta para casa. Nisso desce a biba da faixa no cabelo que há tempos não víamos. Perguntamos do bofe que ela estava afim e ela disse que nem rolou nada que "aquilo" devia ser um mal-resolvido. Falou que estava vindo do dark-room. A biba disse que ficou com um cara que tinha ido com namorado e quando o sujeito passou pela mesa onde estávamos ela deu uma piscada para ele, um velhote feioso. Déco perguntou se ela pegou na neca do bofe e ela disse: ih meu bem, fizemos de tudo! Fiquei um pouco enojado da biba, não consegui evitar, mas tentei entender. De repente ela estava na seca, meio desesperada, sei lá. Ou então, simplesmente é do tipo que não admite ir a boate e não ficar com alguém, mesmo que seja um feioso no dark room. É, estou longe de ser assim, quantas vezes fui à boate só para dançar e nem fiquei com ninguém. Mas tem gente que PRECISA ficar, sente necessidade e obrigação de ficar com alguém, precisa beijar, precisa fazer pegação senão a noite não valeu nada. Às vezes quando vê que a noite está no fim e ela tá sozinha se joga com o primeiro escrotão que lhe aparece mesmo que horas antes tenha olhado para ele com desprezo, tudo pra dizer que ficou com alguém, que a noite não foi em vão. Não estou dizendo que esse tenha sido o caso do garoto, mas que existem, e muitos, gays assim, isso não dá pra negar né.
O conhecido de Déco, aquele de 30 e poucos anos, que havia sentado à mesa conosco no começo da noite, apareceu e ficamos ali trocando umas palavras até que ele disse que tinha gente se comendo no banheiro pois de onde ele estava era possível ver as quatro pernas por debaixo do reservado no banheiro. Ficamos curiosos pra saber o que estava rolando lá dentro. Logo saiu um carinha todo suado de lá, que de cara percebemos que era quem tava fazendo o outro. Déco conhece o cara e quando ele saiu falou algo do tipo: Aí Fulano, não perde uma hein! Queríamos saber quem era que tava dando lá e fomos dar uma espiada, logo o cara saiu do reservado, tinha cerca de 30 anos e não era feio, nem afeminado.
O cara da faixa, o qual, apesar de tudo, achei bastante simpático, se despediu de nós com beijo no rosto. Eca, que coisa, ela bem que podia ter se flagrado, se andou chupando pau no dark nem vem dá beijo no rosto né! Fiquei com um pouco de nojo mas acho que ela nem se antenou do que fazia. Fomos pagar a comanda e a biba ainda estava ali e veio se despedir com beijo de novo. Hugh. O cara que tava dando no banheiro apareceu também, suadão e o conhecido do Déco de 30 e poucos anos foi bater papo com ele. Déco disse para o cara perguntar em que bairro o gay do banheiro mora, não entendi muito bem o porquê, quem sabe o maluco pensava em pegar carona com o cara ou sei lá. Enquanto eu pagava, vi que Déco estava passando o telefone para a biba da faixa, que anotava no celular. Fiquei levemente enciumado, mas mais aborrecido com ele pois se estava comigo podia ter passado sem essa. Quando ele chegou a meu lado falei: Humm trocando telefone com a biba hein, vão se encontrar? Viu que a amiga é facinha né, bom depois me conta os detalhes sórdidos tá?. Déco não gostou muito do comentário e disse: Ai, Juliann, me poupe né, vc acha que eu teria algo com a biba, só passei fone por que ele é legal ora, um amigo. Na verdade fiquei mesmo irritado, mas não acredito que Déco vá ter algo com a biba e se tiver não me importo, pois afinal não somos namorados e eu também me sinto com o mesmo direito de ficar com outros se eu quiser, apesar de no íntimo achar uma sacanagem.
Voltamos para casa, de ônibus, conversando sobre vários assuntos.
............
Neste sábado, 28, fiquei por aqui, dormi das 7 horas até as 10 da manhã e não consegui mais pegar no sono. Déco havia me convidado para comer pizza na casa de uma amiga mas não me ligou para confirmar. Também, tadinho, teve que ir trabalhar de manhã sem dormir, deve ter dormido a tarde toda depois.
À tarde comecei a assistir a Assassinato em Gosford Park mas o filme tava muito chato e confuso, acabei cochilando. Deixei minha irmã assistindo e fui dormir. Dormi até de noite e um amigo da net, que às vezes deixa comments neste meu blog, o Espírito Errante ligou convidando para ir ao The Pub. Seria uma ótima oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, tenho certeza de que eu iria me divertir lá, mas eu estava cansado e se fosse depois não teria como voltar para casa. Fica pra outra hora.
Outro cara me ligou, o gordinho com quem transei tempos atrás (detalhes no post da 1a semana de maio, entitulado Narcisismo Fálico). Ele queria repetir a foda pois outra noite encontrei ele no chat e ele me disse que seguira a dica e fizera a chuca e foi tudo de bom quando deu para um cara e que estava afim de dar muito para mim. Foi nessa mesma noite no chat que fiz sexo virtual com ele e ele disse que gozou muito, eu ao contrário só me diverti em tc putarias para ele gozar já que não senti tesão algum. Eu havia dado esperanças ao gordinho, por chat, de que poderíamos nos encontrar outra hora para eu comê-lo bem gostoso, creio que foi por isso que ele me ligou neste sábado. Eu disse que não poderia, ele disse que liga outro dia durante a semana. Não sei, mas acho que mesmo estando afim de comer uma bundinha pra sair da rotina eu não serei capaz de marcar com ele, pois ele definitivamente não me atrai em nada fisicamente.
Mais tarde assisti ao filme Cálculo Mortal com Sandra Bullock (um bom filme mas nada de especial, comento mais sobre ele depois), e em seguida me conectei, teclei um pouco e a noite voou.
Thats's it!
enviada por Garland
29/06/2003 08:06
Outros testes legais
Olha uns testes interessantes que peguei em uns blogs por aí:
Qual é sua cor interior?
Eu sou laranja e vcs?
You are orange. You are emotional. Outside, you are bitter and stubborn, inside you are hopeful, hoping someone will come save you from the bitterness of your own mind. You constantly feel the need to prove yourself, and you look up to those who can make thier dreams happen. You are broken, but not beyond repair like maroon.
What inner color are you?
Esse é realmente bacana: Que prostituta do cinema é você?
Qual prostituta cinematográfica você é?
Eu sou a pequena perdida Iris, vivida pela adolescente Jodie Foster nesse excelente filme de Martin Scorcese, Taxi Driver. Adoro a Jodie, adorei o resultado, agora dizer que me identifico com a personagem seria demais né?!
E vocês? Como sempre, estou curioso para saber os resultados de meus amigos blogueiros. Diz aí!
That's it!
enviada por Garland
29/06/2003 07:53
Putz!!
Desculpem se não postei nada antes, mas é que eu estava no chat até as 6 horas teclando com um carinha hetero. O papo estava muito legal mesmo. Fazia tempinho que eu não teclava.
Para me redimir vou postar umas fotos de putaria aqui! E dá-lhe fotos de bundinhas maravilhosas e de algumas possibilidades gostosas que elas oferecem!
Tesão! Adoro bunda!
That's it!
enviada por Garland
27/06/2003 08:03
Deprimente!
Como já disse no post anterior: nesta quarta-feira à tarde fui com Déco ao Shopping Itaguaçu em São José. Fomos a pé, conversando. Assistimos ao filme Todo Poderoso que é o que ele queria assistir. Nada de amassos durante a sessão, até por que sentou-se a meu lado uma mulher e uma criança. Logo que o filme acabou viemos embora, caminhando de novo. Eu estava bastante animado (neste dia eu já havia acordado de ótimo humor) e vinha imitando uma bicha com Déco, falava com aquela voz de taquara rachada, bem no estilo bichona. Ríamos muito. Em determinado momento vi um cara alto, de camiseta listrada que vinha atrás de nós, mas segui brincando. Dobramos a esquina e o cara seguia atrás. Entramos em uma galeria e logo saímos de lá. Continuamos andando e conversando a caminho de casa. Em determinado momento encontramos com o cara novamente em uma esquina. Andamos mais umas quadras e percebemos que a figura estava nos seguindo. Logo ele chegou em nós. Olha só a abordagem do sujeito:
Ele: Oi vocês sabem se tem um putedo por aqui?
Eu: Hã?
Ele: É, um putedo, sabe umas mulheres.
Eu: Não não sabemos não a gente não é daqui
Ele: E tão indo pra onde agora?
Eu: Estamos indo pra casa, por que?
Ele: Ah, e vcs não tão afim de fazer uma festinha, sabe de se divertir?
Putz. Recusamos a proposta do cara é óbvio e seguimos caminho.
O cara era alto, tinha em torno de uns 25 anos eu acho, não era horroroso e muito menos bonito, estava bem vestido. Não creio que estivesse afim de "dar a elza" em nós como o Déco falou. Não tinha muita pinta de ladrão não. Creio que tratava-se apenas de um babaca. Sabe o tipo de babaca que não pode ver um carinha falando mais fino ou com algum trejeito que já pensa que é uma bichinha louca pra dar? Bom, qdo ele nos viu estávamos brincando de afeminadas e ele deve ter pensado que tratava-se de duas bichonas. Gente, fico indignado como tem cara escroto andando por aí, esse tipo de mentalidade me enoja! Cansei de encontrar figuras do tipo no chat, daqueles que já começam teclando assim: "e aí tá afim de me dar hoje?" "Quer chupar?". Às vezes até finjo estar interessado para ver até onde vai a escrotidão do sujeito e tem vezes que vc vai ver é um cara gordo, velhote já, às vezes casado. Certa vez qdo eu disse que não tava afim, que não curto casado a figura me perguntou: porque viadinho? vc quer romance é? Não quer só dar?... Que nojo. Eu acho até engraçado isso, mas acima de tudo desprezível, pois infelizmente tem muito cara escroto que não se enxerga e por mais deprimente que ele seja acha que só porque o cara é gay está desesperado por um pau e vai sair dando pra qualquer um. E ainda tem os que acham que estão fazendo um grande favor de comer a bicha. Eu não sei, talvez esse tipo de gente pense assim pois a imagem que têm de gays é que são um bando de promíscuos que só pensam em dar o rabo e são doisos por um pau sem importar o dono. Infelizmente tem muita bicha baixa e bagaceira por aí que não se dá o devido valor e só pensa em trepar mesmo, bichas fáceis, vulgares que acabam queimando o filme de toda classe de homossexuais. Perdoem se estou parecendo preconceituoso, mas gente sem moral eu desprezo mesmo.
É bastante provável que tenha passado pela mente desse cara nojento que nos abordou: olha lá duas bichas, bichinhas alegres, fáceis, devem estar loucas pra dar o cu, vou tentar algo com elas, elas devem estar afim, são fáceis mesmo devem topar qualquer um que lhes apareça.
Sei de bichas que topariam sem pensar duas vezes, não vou generalizar mas não dá pra negar que o meio homossexual é bastante promíscuo (Os dark rooms e os pontos de pegação tão aí pra confirmar que para os gays é muito mais fácil uma transadinha anônima), não diria mais promíscuo que o heterossexual pois não tenho base nenhuma pra afirmar isso, mas acredito que é muito mais fácil uma bicha deitar-se com um desconhecido da rua do que uma garota que é abordada assim topar. Não vou dizer que essa liberdade toda não tenha seu lado legal, mas depois não dá pra se ofender se é taxado de promíscuo né!?
Sei lá, julguem meu modo de pensar como queiram. Só sei que essa bicha aqui não precisa disso e pode escolher com quem vai pra cama. Esses escrotos podem até ter a idéia de que TODO gay é fácil e só quer saber de pau não importando a cara, a idade, o peso ou a mentalidade do dono do cacete, mas estão redondamente enganados. Felizmente ainda há o livre arbítrio, o poder de escolha e enquanto isso existir eu vou passar longe desses vermes que tratam os outros como objeto, pior que um monte de merda. Definitivamente não preciso disso, pode ser o maior gatinho, mas se chega abordando assim, se é escroto desse jeito, é melhor que vá pastar!
GRRRRRRR
Desenho que fiz tempos atrás, é Chucky, o Brinquedo Assassino.
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O pior é que após esse fato eu e Déco começamos a nos alfinetar. Déco é naja e eu também então já viu. Um tombando o outro sem parar e a situação já estava perdendo o controle pois as alfinetadas já estavam ganhando caráter ofensivo demais. Eu já estava puto da cara com ele e creio que ele tembém. Decidimos maneirar. Entramos no Supermercado Angeloni e compramos pão de queijo, ficamos comendo na Praça de alimentação. Eu fingia que nada havia acontecido e que estava tudo bem, mas não tava, eu tava aborrecido. Definitivamente é impossível algo mais entre nós, nesta noite tive a prova, é impossível duas najas terem um relacionamento, namorarem, pois fatalmente vão acabar brigando pois nenhuma aceita alfinetada e quer sempre ter a última resposta, isso só pode dar em briga mesmo. No caminho de casa pasei na locadora e peguei o filme A Mão do Diabo. Déco já estava agindo naturalmente e eu tbem, mas não quis beijá-lo no ponto de ônibus. Não sei, mas acho que algo não está indo bem nessa história. O tesão já é pouco de minha parte, deve ser isso. Bom, espero que pelo menos a amizade persista pois gosto dele, acho que será um bom amigo, se ele quiser, óbvio.
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Nesta quinta fiquei em casa, só saí para devolver o filme na videolocadora. Déco ligou e combinamos de que hoje, sexta-feira vamos ao Mix Café. Aluguei 4 filmes para assistir neste fim de semana, o primeiro assisti hoje, chama-se Não Conte a Ninguém, adorei o filme, outra hora faço um comentário especial sobre ele.
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That's it!!
enviada por Garland
27/06/2003 06:16
Filmes
Como sempre, eis aqui a minha opinião sobre os filmes a que assisti recentemente:
Nesta quarta, dia 25, fui ao cinema com Déco e assistimos a um filme que eu não estava nem um pouco afim de ver: Todo Poderoso (Bruce Almighty, EUA, 2003, direção de Tom Shadyac). Não sou fã de comédia, geralmente nem acho graça enquanto os outros se deitam de rir. Para eu rir e me divertir mesmo tem que ser um lance engraçado de verdade, original. Por isso mesmo talvez os meus genêros preferidos sejam o suspense, o terror, o drama. Este é um típico "filme Jim Carrey", com uma históa bobinha e muitas caretas, no mesmo estilo de Ace Ventura e O Mentiroso. Eu estava razoavelmente interessado em saber o que esse Todo Poderoso tem de tão especial para atrair tanta gente ao cinema, desde que estreou é sessão lotada direto. Acho que é a presença de Jim Carrey mesmo pois fora isso o filme não tem nada demais. A "história" é a seguinte: Deus (Morgan Freeman) decide deixar seus poderes nas mãos do "jornalista engraçadinho que reclama de tudo" vivido por Carrey. De começo Carrey age de forma egoísta tirando proveito próprio até que isso começa a afetar negativamente seu relacionamento com a mulher de sua vida, interpretada pela chatinha Jennifer Aniston. Segue-se o festival de caretas de Jim, algumas piadas grosseiras do tipo macaquinho saindo do traseiro de um sujeito e outras bem sacadas e realmente engraçadas, como o ótimo momento em que Carrey utiliza seus poderes contra seu rival para conseguir a posição de âncora em um telejornal. Simplesmente hilária esta cena. O principal defeito do filme é querer a todo custo "passar uma mensagem" e a dose de mel que permeia a trama por vezes excede a dose, como no final "comovente". A trilha sonora de Bruce Almighty, no entanto, é fantástica, com muitos hits que incluem sucessos de Fatboy Slim, Elvis Presley, Avril Lavigne, Joan Osbourne entre outros. O filme é bom, tem seus defeitos é claro, mas é um filme agradável de assistir, não é cansativo e o melhor: é engraçado. No entanto é uma diversão ligeira, coisa passageira que saindo da sala nem tem o que discutir. Nota: 6.
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Mais a noite assisti a outro filme que, desta vez, peguei na videolocadora das sapas, uma locadora bem legal e com um casal de atendentes simpáticas ao contrário daquela outra videolocadora em que o atendente é uma bicha mal amada sempre com cara de bunda azeda. Quis fugir do clima sessão comédia do filme que havia visto á tarde e optei por um suspense que, pela sinopse atrás da fita me pareceu tratar-se de um filme interessante e com uma temática bem no estilo que gosto, com lances macabros, serial killers, muitas mortes e uma boa dose de sobrenatural. O filme chama-se A Mão do Diabo (Frailty, EUA, 2001), estréia do ator Bill Paxton na direção. Eu não sei se eu quase dormi por que estava exausto ou porque o filme é muito paradão mesmo. A história é a seguinte (por pura preguiça roubei a sinopse de um ótimo site sobre cinema): Nos anos 70 um viúvo (Bill Paxton) vive com seus dois filhos pequenos. A rotina da família é alterada quando, ao chegar a casa uma noite, Meeks comunica aos moleques que um anjo falou com ele e lhe deu uma missão: exterminar demônios que caminham na Terra disfarçados de humanos. Enquanto o filho mais novo acredita piamente, o mais velho, Fenton (o ótimo Matt O’Leary), acha que o pai está com um parafuso a menos, e seu "trabalho" nada mais é que retalhar pessoas comuns a machadadas. Tudo isso é narrado em flashback por Matthew McConaughey nos dias de hoje, que conta a história de sua infância a um agente do FBI encarregado de encontrar um serial killer – que McConaughey garante ser seu irmão, traumatizado pela experiência. Apesar da premissa interessante o filme é meio arrastado até os momentos finais quando ocorre uma reviravolta, só nesse momento o filme realmente prende a atenção do espectador, fiquei bem desperto nessas derradeiras cenas. Sabe aquele tipo de filme em que vc acompanha a história sem se sentir envolvido e que só ao final as coisas passam a interessar de verdade, na resolução da história? A Mão do Diabo é um filme deste tipo. A trama é bem conduzida e o filme é bem feito, não se prende em sustos fáceis e utiliza o poder de sugestão como seu maior aliado. Tem alguns momentos assustadores mas em geral é um filme em que não há muito suspense. Nota: 6.
That's it!
enviada por Garland
27/06/2003 05:18
E de tudo se tira um aprendizado...
Pois é, talvez agora vcs compreendam por que não estou muito afim de embarcar tão cedo em um novo relacionamento. Esse namoro com Ludi obviamente teve bons momentos, nossas transas eram maravilhosas tbem, mas o stress foi forte demais e me deixou muito mal na época. Sabem como é, primeiro namoro, as coisas têm um peso muito maior pra gente, a gente se entrega mais e logicamente está mais sujeito a quebrar a cara tbem. Hoje já superei e não sofro mais com isso, nada como o tempo e a distância para curar uma dor de amor. Mas, lógico, ainda penso na figura e tento pensar no lado positivo desse namoro, nas coisas boas. Só que apagar o lado que me fez mal é impossível. Amizade com ele? Como já disse: difícil! Felizmente essa história já não me afeta mais. Tá superada. Ficou o aprendizado, que já pus em prática no meu namoro com Cwb ainda lá em Ctba e que preciso me esforçar para por em prática com os próximos namorados tbem. A dor da gente nunca é em vão.
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UAU! E não é que teve gente que leu esse post gigante aí embaixo?? Caramba. Bom, pra quem costuma acessar esse blog e tem paciência e até curte ler as coisas que eu coloco aqui não deve ter sido sacrifício muito grande. Óbvio que teve gente que leu uns trechos apenas e aqueles que só de verem o tamanho do post já saíram correndo. Logicamente compreendo todos pois eu mesmo algumas vezes dou apenas uma lida por cima em alguns posts gigantescos por aí, não é sempre que a gente tem disposição e tempo né. Mas sempre que posso leio tudo e com prazer, se comento é porque li. Obrigado às pessoas que passam por este blog e em especial àquelas que deixam comentários, aprecio muito a opinião de vcs!! E talvez não tenham percebido mas sempre respondo a TODOS na parte de comentários também. Abraço forte, vcs são sempre bem-vindos!
Muitos beijos gostosos para todos!
That's it!
enviada por Garland
25/06/2003 03:10
Fantasminha do passado ataca novamente
Não é de meu feitio e muito menos é objetivo desse blog expor opiniões de pessoas de meu círculo de conhecidos. Nada de opiniões alheias aqui, ainda mais sem autorização. Os nomes citados neste blog são todos fictícios. Este é um espaço meu, onde eu me exponho, não é minha intenção expor ninguém aqui, até por que não acho legal e quero evitar transtornos. No entanto hoje abro mais uma exceção. Há duas semanas eu havia publicado um textinho que Ludi me enviou em um cartão virtual. Dia desses abri meu e-mail e encontrei uma nova mensagem dele, que é a que publico aqui agora, apenas por que ela é importante para o contexto de meu post de hoje.
Ficaram algumas mágoas de minha parte depois do fim de nosso namoro ano passado, como eu já disse é muito difícil para mim e realmente não quero uma reaproximação dele. Não quero mal a ele, mas é melhor deixar tudo como está, não respondi nem responderei este e-mail, ele não tem por que querer saber de mim, não depois de me ignorar e virar a cara para mim na rua. Não entendo por que esse cara quer ser meu "amigo", por que deseja essa reaproximação, mais de um ano depois. Creio que ele relê o e-mail de despedida que enviei para ele dois dias antes de partir de Curitiba para viver aqui e talvez isso o leve a querer saber de mim, quem sabe ele viu que suas atitudes na época foram estúpidas, quem sabe ele viu que não me tratou como eu merecia... Quem sabe... Quem sabe o quê, pare Juliann de tentar dar conta do que se passa com o outro!! Quando vc vai perder essa mania? E a psicanálise, e o que seu psicólogo sempre dizia, não sofra pelo que podia ter sido nem pelo que será, viva o hoje, o que passou e o que virá não está em suas mãos. Não sofra com o " E SE...". Não queira dar conta do que se passa na mente das outras pessoas pois jamais será possível, não sofra por fantasias que vc mesmo criou... Aiai, como sou cabeça dura, Meu Deus!
Mas é isso, vou postar o e-mail que Ludi mandou para mim há alguns dias e que não respondi. Em seguida publico o e-mail de adeus que enviei para ele em 2002, meu e-mail de despedida já que não nos falávamos mais. Com isso acabo antecipando a minha "Seção Flashback" onde tenho contado histórias da minha vida, pois nesse e-mail acabo fazendo um resumo de como foi a relação com meu primeiro namorado: início, meio e fim. É um e-mail escrito "com toda a minha alma" como dizem nas novelas mexicanas. Heehhehe. Mas, falando sério, o verborrágico e detalhista Juliann precisava desse desabafo na época e só um e-mail enorme para dar conta do turbilhão de pensamentos e emoções que se passavam dentro de mim. Não publicarei a resposta de Ludi a este meu e-mail pois, como eu disse, aqui neste blog só coisas minhas... Quando eu continuar minha história, a parte 3 de "eu era gay e não sabia", seguirei a ordem cronológica dos acontecimentos contando as muitas coisas que aconteceram antes desse meu primeiro namoro. Mais tarde seguindo a seqüência retomo brevemente o assunto do primeiro namorado e daí paro de postar a respeito pois, se vc é leitor de meu blog há tempo, sabe que "Ludi" está presente desde os primeiros posts, e já estou cansado de ocupar tanto espaço aqui com isso. Se vc gosta de ler as minhas historinhas da seção flashback e tiver paciência acho que vai gostar de ler o que segue abaixo:
As pessoas e cidades tiveram seus nomes trocados, de resto meu texto segue na íntegra conforme a versão enviada por e-mail em 2002.
Email de Ludi para Juliann, semana passada
Data: 19/06/2003 07:17
Assunto: amigos
Oi Ju...
E ai gostaria que voce ao menos le-se as mensagens que
escrevo para voce se não quiser não precisa responder...
Mas quero que saiba que gostaria muito de me tornar
seu amigo...
Não podemos ignorar que tivemos otimos momentos
juntos...
Eramos muito mais que simples namorados eramos
amigos...
E eu quero ser seu amigo
Um abraço
Ludi
.......
De: Juliann
Para: Ludi
Data: 14/08/2002 16:32
Assunto: ADEUS LUDI!!
OI LUDI!!! Tenho uma notícia boa pra você. Não sei se Guilherme quis te falar, mas estou indo embora de Curitiba nesta sexta-feira, dia 16 de agosto. Agora pelo menos você não correrá o risco de ficar cruzando comigo pela rua ou no café e ter que virar a cara pra mim ou fingir que não me conhece. Vai ser bom dar um fim nessa palhaçada né? ;-) Pois é, estou indo para Florianópolis, minha família mudou pra lá e morar na praia vai ser uma beleza também. Esses 6 meses de férias aqui em Curitiba foram legais, acho que o saldo foi positivo. Emprego eu nem me esforcei pra achar, a verdade é que eu não estava ligando muito pra isso, mas fora as decepções e as pancadas que levei na cabeça por conta desse meu relacionamento com você, consegui conquistar umas amizades legais e conheci um carinha especial. Pra 6 meses, aconteceu bastante coisa. Foi bom, valeu.
LUDI VOCÊ MARCOU... e por isso estou escrevendo este e-mail (é o maior que já escrevi!) como forma de me despedir de você... É o meu ADEUS... Não sei se signifiquei alguma coisa pra você, mas se signifiquei gostaria que fizesse um esforço e tirasse um tempinho para ler essas minhas últimas palavras para você. Fica tranqüilo que é o último e-mail que te envio, ok.
Era um sábado, 10 de novembro de 2001 quando eu cheguei em Sant'Anna-RS. Apesar de eu haver teclado e falado com Ludi pelo telefone e dele ter me parecido muito simpático eu estava um pouco apreensivo, pois estava fazendo algo que nunca havia feito: era a primeira vez que eu viajava até outra cidade para encontrar com um carinha. Quando cheguei vi um garoto de camisa pólo amarela que se aproximou de mim perguntando se eu era Luciano, eu havia mentido meu nome por telefone. Eu gostei dele, pois era simpático e tinha um sorriso bonito que acabou me conquistando. Iniciava aí um fim de semana muito especial e um encontro que de certa forma mudaria muita coisa em minha vida.
Foi algo diferente, eu já havia ficado com outros carinhas mas não sentia nada de muito especial por eles, o que rolava era sexo sem maiores envolvimentos, por prazer. Mas com Ludi eu experimentei uma nova emoção, senti algo especial, rolou um negócio de pele, uma atração meio louca, um tesão diferente, um carinho, algo especial. Eu gostei tanto de todos aqueles momentos... Ludi era querido, simpático, agradável e parecia feliz por estar comigo... Isso me envolveu, me cativou... Quando ficamos juntinhos naquela garagem escura, esperando seu irmão Sandro sair, enquanto a chuva caía, senti que estava vivendo um momento especial, pensei “poxa, que bom estar aqui, o Ludi é um cara legal.”
No domingo aconteceu algo que marcaria nosso relacionamento, foi a primeira vez que uma tristeza me invadiu na companhia de Ludi, no bar fiz uma brincadeira boba dizendo que Negão, um outro cara com quem eu havia ficado, tinha “uns centímetros a mais... de altura” e percebi que o que disse mexeu com Ludi e ele mudou, ficou mais calado, mais frio. Percebi que pisei na bola com aquele carinha que eu havia gostado tanto. Pensei “Juliann seu idiota, você estraga tudo assim!” Fiquei triste por acabar nosso encontro assim, por ter estragado aquele fim de semana perfeito com um comentário idiota... Por isso acabei chorando no quarto, com Ludi a meu lado, ele já era especial para mim. Mas aquela melancolia, aquela tristeza apareceu... e apareceria durante quase todos os nossos encontros no futuro... seja quando ele foi até Jupiterville para me encontrar, quando já éramos namorados, e ficamos deitados lado a lado numa galeria, seja por telefone quando eu estava na casa de meus pais, seja na última vez em que nos vimos no RS, quando fui visitá-lo em Sant'Anna, em janeiro de 2002. De certa forma, talvez essa tristeza fosse um pressentimento do rumo que as coisas tomariam, de que mais tristeza viria e que tudo teria um fim meio estúpido. Na verdade, essa estranha vontade de chorar vinha por Ludi representar alguém especial, alguém cujos sentimentos e impressões sobre mim importavam para mim... Eu estava mais sensível para tudo o que viesse dele... Nunca ninguém mexeu assim comigo antes!!!
Foi esse sentimento que me fez querer dar continuidade a essa história e me impulsionou a vir para Curitiba o quanto antes, não havia nada que impedisse, tudo conspirava a favor. Seria bom estar onde Ludi estava, tê-lo por perto e continuar esse relacionamento... Mas chegando aqui, parece que algo mudou. Parece que Ludi mudou também... ou apenas começou a se revelar diferente, algo que o namoro a distância talvez tivesse disfarçado. Não sei, mas vinha a sensação de que Ludi queria iniciar nova vida em Curitiba, deixando tudo que lembrasse sua vida no Rio Grande do Sul para trás, inclusive eu, Juliann. “Que que o Juliann tinha que vir para Curitiba também, esse fantasma do passado não vai deixar que eu mude minha vida 100%... tenho outra vida, quero outros caras, não quero contato com nada que me lembre o passado, não quero vínculo com aquilo que ficou pra trás. Além do mais ele pode me atrapalhar aqui, ninguém deve saber que sou gay!” Acho que foi assim que Ludi pensou. Não sei.
Bom Ludi, passado um tempo que isso aconteceu eu te escrevo pra dizer que sei que EU ERREI COM VOCÊ! Peço perdão por isso! Foi meu primeiro namoro, não tinha experiência. Sei que fui insensível às vezes, que pressionei você, que impliquei com você. Houve muitas alfinetadas e palavras mordazes, discordei muito também, fui bobo e infantil. Sei que cometi erros, mas você também errou comigo, você sabe que eu não merecia muito do que você me fez... No fim das contas fomos dois teimosos, nenhum dos dois queria dar o braço a torcer. Você me magoou e tripudiou sobre mim quando pôde também... É certo que tínhamos muitas diferenças de gostos, de opiniões e de personalidade mas a verdade é que realmente não nos esforçamos para ter uma convivência mais agradável e agimos como duas crianças bobas que ficam se provocando, competindo, entrando sempre em atrito e choques de opiniões. Parece que só no finalzinho, após aquela briga feia no meio da rua e após nos desculparmos que começamos a ser mais adultos, mais tolerantes e a relevar mais as diferenças... Pena que não pudemos sequer tentar experimentar essa nova maneira mais tranqüila de conduzir as coisas porque em maio aconteceram coisas que mudaram de vez nossos caminhos.
Foi quando a Wilson veio para Curitiba... Eu senti que algo mudaria, eu já estava sentindo que perderia você, que nossa história que gradativamente vinha se deteriorando com o passar do tempo, estava fadada ao fracasso definitivo e já trazia mais tristezas do que alegrias. Por isso, mesmo com você na cabeça, fui conhecer outra pessoa, com quem estou até hoje, numa relação mais madura e tranqüila.
E você vê...parece que tudo o que fazemos volta pra nós cedo ou tarde: enquanto eu fui fiel pois gostava muito de você e não achava legal te trair, você traiu minha confiança quando trepou com a Wilson naquele “reveillon maravilhoso”, e olha só, justo a sua querida Wilson acabou traindo sua confiança quando entregou você ao Guilherme...tsc, tsc, tsc... Que sacanagem, e não creio muito que foi porque ela “encontrou Jesus” que ela falou da sua homossexualidade pro Guilherme. Algo me diz que foi por ciúme e despeito, pra te ferrar mesmo, parece vingança de bicha rejeitada... Por acaso aqui em Curitiba você rejeitou ela? Parece algo do tipo “ Ah é Ludi, não me quer, então não vai ter mais ninguém, nem esse tal de Juliann, nem mais ninguém!” Que naja... E você dizendo que ele é um irmão pra você. Que belo irmão hein? Tremendo Judas, isso sim!
MEU LUDI, MEU LUDI, MEU LUDI... Pelo menos por uns momentos você foi meu e eu fui teu. E isso foi bom. Mesmo com as brigas e tudo, eu gostava tanto de estar com você cara. Sentia um tesão enorme. Apesar de tudo tivemos momentos bons e inesquecíveis. Sua bundinha foi a minha primeira, lá no meu quartinho em Jupiterville, chegando da festa em Twin Rivers. Amava essa bundinha gostosinha, pena que você sempre me regulou ela e foi com outro que fui gozar dentro... Amava teu corpo e teu rosto. Tinha atração por cada partezinha. Gostava de te tocar, de ter você junto, de olhar pra você, pro teu rosto, ficar vendo teus traços, reparando você, gostava disso. Coisas de quem é meio louco, coisas que um carinho grande e uma atração doida fazem. Atração doida e doída. Por que pra você pode ter sido simples mas eu sofri com tudo isso e com o modo como tudo acabou. Machucou, não vou negar. Eu te amei e te odiei por todas as coisas que aconteceram entre nós. Eu pensei muito em você, e ainda penso. Chorei também algumas vezes lembrando, não me envergonho de dizer pois sou um ser humano, tenho um coração que dói às vezes e fico triste com as desilusões dessa vida. E você, Ludi, de certa forma foi uma desilusão para mim, pois eu sonhava com tanta coisa boa e diferente entre nós dois sabe... Bem, a vida nem sempre é como queremos né. Mas como dói ter que, de repente ter que liquidar, apagar da vida da gente uma pessoa que é especial pra gente. Ter que enterrar ela na memória pra não sofrer e tentar seguir em frente e ser feliz...
Sabe, foi bom Gulherme vir até mim, assim pude entender melhor o que aconteceu e tentar compreender melhor os seus motivos, Ludi. Sei que é o seu futuro que está em jogo, a sua vida, o caminho que você escolheu que é levar esta vida religiosa, ser pastor e missionário. Só é uma pena que por isso você deva renegar uma parte de você, escondê-la em baixo do tapete, mascarar seus desejos e expulsar pessoas da tua vida como você fez comigo em nome dessa tua suposta regeneração da homossexualidade, pra mostrar pro Guilherme que você é “ex-gay” e ficar se reprimindo assim. Cara isso traz conflitos e frustração. Guilherme e eu conversamos, ele veio me falar que ser gay vai me levar direto pro inferno e tal, que devo aceitar Jesus e largar essa vida de pecado. Como se fosse bem fácil. Mas sabe, acho que Deus pôs a gente no mundo pra aprender com a vida e tentar ser feliz. A VIDA É TÃO CURTA, ela passa voando, esses meus 23 anos passaram num piscar de olhos, eu preciso me aceitar como sou, gosto de homem, tenho desejo e me realizo com homem e ponto. E isso, Ludi, eu e você sabemos que não é simples e fácil assim mudar, faz parte da gente. E se eu ficar me reprimindo, me renegando, em conflito com meus desejos, vou sofrer a vida toda e ser frustrado e infeliz. E EU QUERO É SER FELIZ!! Então vou ser verdadeiro comigo mesmo, não vou tentar me enganar, sou gay mesmo e não sou uma pessoa pior por isso, não roubo, não mato, não traio, não sou promíscuo, não engano, não sou mentiroso, não estou fazendo mal a ninguém e nem a mim mesmo por ser homossexual. Ser gay é mais difícil mesmo que ser hetero, tem preconceito e tal, mas a gente pode tentar viver a vida sendo discreto e honesto aceitando que isso não é algo de outro mundo. Não tenho pretensão nenhuma de ser um celibatário, muito menos santo, só de ser uma pessoa boa, do bem. Não acho que Jesus Cristo não me ame, nem que me considere uma pessoa má e abominável por ser homossexual. Ele deve ter cruzado com gays e não deve ter renegado eles. E ser homossexual não me impede de ter Deus no coração, de ajudar aos outros, de estar em comunhão ouvindo a palavra, louvando e dando graças ao Senhor pela vida.
Não acho impossível vir a me envolver com uma mulher, ter filhos e tal pois a vida dá voltas e não se sabe o dia de amanhã. Mas sei que é mais difícil de eu me sentir realizado com uma mulher e o que EU NÃO QUERO para mim é viver uma mentira, levar uma vida hipócrita e de falsidade como eu vejo que é o plano de vida de muitos gays que fingem serem heteros, casam e acabam traindo a mulher e os filhos, mentem para todos, enganam e traem seus amigos que acreditam que eles não são gays... Eu poderia dizer ao Guilherme sim vou me converter e largar essa vida, começar a ir à igreja, tentar arranjar namorada, renegar o passado e dizer que sou “ex-gay”, que larguei a vida de pecado, mas depois não resistir a atração que tenho e continuar trepando com homens, traindo minha namorada e enganando o Guilherme e todo mundo que acredita que me regenerei... Mas eu não quero isso. Eu acho que viver uma hipocrisia, uma mentira constante, traindo a confiança e enganando as pessoas que gostam da gente e de quem a gente gosta é um PECADO MUITO MAIOR, porque você pode mentir e trair todo o mundo, mas de Deus você não pode esconder. Sei que ser missionário, viajar pelo mundo e ganhar uma graninha com isso é o que você quer para o teu futuro Ludi, e te admiro por querer transmitir a palavra de Deus às outras pessoas, acho uma missão muito linda, mas seja verdadeiro consigo mesmo e com os outros, não seja mais um desses pastores hipócritas que chega lá na frente e caga um monte de leis nos crentes, dizendo que a homossexualidade é abominável e que os gays vão pro inferno, mas que depois sai de lá e vai cornear a mulher com uma bicha por aí e ainda infectar a coitada com uma doença braba. Isso sim é pecado cara. Pensa bem... Eu sei que você não é nenhum santo e que gosta muito do babado, afinal, se não gostasse não ia ter uma lista enorme de carinhas com quem já trepou pela vida e sei que você não deixou de ter tesão por carinhas também e acho que nunca vai deixar por que quem dera fosse assim tão simples como apertar um botãozinho e deixar de sentir atração por homem... Só que o Guilherme parece acreditar na tua regeneração, na da Wilson também, e ele parece levar muito a sério a missão dele de “converter” as pessoas e de que Deus pode transformar tudo. Concordo com ele, só que talvez ele esteja sendo um pouco ingênuo e apesar da marcação dele, tenho informações e vi com meus próprios que olhos que você continua procurando homem e não é “Ex-gay” coisa nenhuma. Tenho pena do Guilherme, acho que ele não merecia... mas só não enxerga quem não quer e você sempre foi perito em mentir... Bom a vida é sua, decida-se pelo que vai te fazer feliz, que quando você deite à noite seja com a consciência tranqüila de que não está enganando ninguém, nem a você mesmo.
Não foi em vão que Deus fez com que nossos caminhos se cruzassem. Meu coração ainda não está bem cicatrizado mas essa mudança de cidade vai ajudar eu acho. Sabe, fui feliz, sofri e cresci com essa minha história com você. Estou mais maduro para outros relacionamentos, menos infantil, mais tolerante, menos egoísta e de olhos mais abertos para não cometer os mesmos erros nem me enganar tão facilmente com as pessoas. Pude comprovar esse meu amadurecimento nesse meu novo relacionamento que durou 3 meses muito felizes, fiéis e tranqüilos e que como namoro vai acabar porque não acredito mais que namoro a distância seja viável, mas que vai continuar como uma amizade legal.
Bom, adeus, não procurarei você nunca mais pois respeito a tua decisão de não querer que eu faça parte da tua vida, talvez tenha sido melhor assim mesmo. Fica tranqüilo que as coisas continuarão como estão, eu e você não vamos mais nos ver, A menos que Deus queira que nossos caminhos se cruzem de novo... Não vou dizer que não virei a Curitiba novamente pois Floripa é um pulo daqui (só 4 horas de viagem), a passagem é barata e eu deixei alguns amigos queridos aqui e é certo que virei visitá-los e eles a mim quando quiserem.
Como eu disse, não estou afim de mentir pra quem eu gosto e minha família logo saberá da minha orientação sexual, basta eles perguntarem. Na verdade, já sabem, afinal essa minha “amizade” com esse tal de Ludi e como essa história me afetou foi algo MUITO ESTRANHO né. Só não desconfia quem é muito cego e isso minha mãe não é!
Você deve me achar um idiota por me importar e me dar ao trabalho de estar escrevendo tudo isso. É, eu sou um bobo mesmo e não quero inimizade com ninguém nessa vida, menos ainda com alguém por quem tive um sentimento bom e especial. É por isso que, apesar de tudo não odeio você, ao contrário, tenho amor e um carinho grande por você. No meu coração existe um compartimentozinho onde se lê “LUDI” e lá estão guardadas as lembranças dessa nossa história e tudo o que você significou para mim. É por isso que desejo de coração: SEJA FELIZ NOS CAMINHOS QUE ESCOLHER!!!
ADEUS e abraços daquele que hoje faz parte do teu passado.
Juliann
......
That's it!
enviada por Garland
25/06/2003 02:45
No Sofazão
Esse blog tá muito meiguinho essa semana, é gif, é desenho, é foto engraçadinha e um bando de mulheres. Estou sentindo falta de uma boa dose de testosterona aqui. Para dar um jeito nisso nada melhor que algumas fotos gostosas de homens em ação. Dessa vez o protagonista é o sofá, afinal quem disse que no sofazão não podem rolar as transas mais gostosas?
That's it!
enviada por Garland
24/06/2003 03:31
Sai da toca menino!
Uma coisa boa de ter conhecido Déco é que eu andava me sentindo muito sozinho, não tinha companhia para sair e portanto ficava muito tempo em casa, quem acompanha meu blog sabe que nas primeiras vezes que postei aqui eu até disse que ficava semana inteira sem por um pé pra fora de casa. Tem sido bom sair, conversar, me distrair, me divertir, fazer coisinhas diferentes. Na verdade é quase um namoro o que estou vivendo com Déco, não posso negar. Mas eu simplesmente não encaro as coisas como são em um namoro, não tenho ciúmes, não sou possessivo, não preciso "cuidar do que é meu" por que ele não é "meu". Assim como eu não me considero dele e não admito possessividade nem controle sobre mim. Estou aproveitando os momentos e só. Está sendo bom assim.
Neste domingo, 22, acordei eram umas 18h. Eram cerca de 21:30 quando saímos, Déco e eu, daqui do nosso bairro rumo ao Galileu's. Estava agradável lá, na mini-pista da parte de baixo tinha um DJ, tava rolando um som legal, deu pra dançar bastante. No piso superior tava rolando videokê. Putz tinha uma sapa lá que estava torturando a todos, como cantava mal, nossa. O pior é que ela só escolhia músicas difíceis, tipo aquela "rimas e ventos e velas...", ou Como Nossos Pais e ainda atacou de "só mais uma vez, amanhã talvez...", que desastre, ehehehe. Mas ela estava se divertindo e pelo jeito apesar da tortura todos ali estavam dando boas risadas com aquela figura, inclusive eu e Déco. Uns carinhas do tipo "sou hetero" também atacaram no vocal cantando Anna Júlia entre outras. Fiquei animado a cantar também, já que o mico tava rolando solto. Eu não ligo muito pra isso, sei que é mico, mas quero é me divertir e os outros que pensem e julguem como quiserem, podem até rir, tô nem aí. Mas Déco disse que não cantava por nada no mundo, que isso é UÓ. Fiquei só na vontade, fica pra próxima, antes de ir embora desta cidade faço questão de ir no Galileu´s e cantar muito no videokê. Ficamos lá, como dois namorados, rolou uns beijos, mas eu não estava muito afim de beijar. Era meia-noite e Déco queria ir embora com a desculpa de que tinha trabalho de manhã cedo. Fiquei puto, eu estava gostando de estar lá e queria ficar mais. Déco até mudou de idéia depois e perguntou se eu queria ficar mais um pouco, mas daí achei melhor irmos embora de uma vez. Além do mais, béshas pobres, tínhamos que pegar o madrugadão que só passava de hora em hora. Não sei dirigir, nem ele, senão poderíamos ter ido de carro, o jeito foi ir e voltar de ônibus mesmo. Pegamos o madrugadão da meia-noite e meia e como faz mil e uma voltas e costumo passar mal decidimos descer logo após a ponte que liga ao continente e voltamos caminhando e conversando para casa. O tempo e a distância passaram rapidinho pois o papo estava bom. Nos despedimos com beijos perto de meu condomínio, cheguei em casa eram 2h.
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Fiz um teste muito bacana, principalmente para quem é fã da diva: "Qual personagem de um vídeo da Madonna você é?. Confira o meu resultado, faça o teste e me diga depois em qual vídeo vc se encaixou. Eu sou esse:
Você quer dominar, você quer mandar, você quer estar no topo. Sexo, glamour e poder, do que mais você precisa? Só tome cuidado com o narcisismo e a prepotência exagerada - ninguém tem saco pra aturar isso por muito tempo.
Uau! Admito, sou meio mandão mesmo, um pouquinho dominador talvez. Gosto mesmo de luxo e glamour e sou um pouco narcisista mas nada assim tão sério. Não vou dizer que o vídeo não tenha realmente coisas que combinam com minha personalidade, me identifiquei, mas não precisava ser tão drástico também! Heheh.
That's it!
enviada por Garland
24/06/2003 03:20
Mas não pensem que o que eu relatei no post abaixo é regra, eu adoro mulheres super femininas também, como esta abaixo, o símbolo máximo da feminilidade, minha adorada Marilyn Monroe:
That's it!
enviada por Garland
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