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02/08/2003 17:53
COMO SOU EXTREMAMENTE BOBO!
Existe algo sobre mim que eu detesto, não gosto de ser assim, de sentir isso... Me sinto tão idiota, tão bobo por ser assim. Eu costumo me apegar as pessoas e sinto ciúme, o tipo de ciúme mais ridículo... Por exemplo, o Japinha, gostei muito de tê-lo conhecido pessoalmente e de ter ficado com ele por três noites. Para mim foram momentos especiais, rolou uma química legal, e pelo menos de minha parte me senti bastante atraído por ele, meu pau não baixava de jeito nenhum, eheheh, uma coisa de pele mesmo, que acontece assim sem a gente nem mesmo saber ao certo o motivo...
Mesmo assim eu estava um pouco inseguro de estar com ele, principalmente na quinta-feira que foi eu quem ligou convidando para a gente se ver. Lá no Café Soleil eu estava com uma sensação de que talvez estivesse sendo inconveniente a minha presença para o Japinha, de repente ele estivesse afim de ficar com outros caras e estivesse ali comigo só por sentir-se obrigado de certa forma... Por essas e outras que sondei ele com a história do bilhete que alguém havia passado que dizia que tava afim de ficar com ele... Ele pareceu muito interessado em saber quem era e aí que acabei achando que eu tava ali fazendo papel de bobo e forçando uma situação... Mas depois disso acabou rolando uma transa bem legal no apto do Japinha e amenizou um pouco essa neura.
Eu sou assim, crio mil histórias na minha cabeça e me angustio com minhas próprias fantasias, é meu lado Heloísa eu acho, eheheh... Eu me despedi do Japinha quando ele me trouxe em casa e sabia que haveria um fim de semana e tanto para mim (em Blumenau com Déco) e para ele (aqui, curtindo todas as boates gays).
Por um lado acho que foi melhor assim, pois se eu tivesse ficado em Floripa neste fim de semana que o Japinha estava aqui talvez eu me sentisse meio mal. Eu não teria coragem de ligar novamente para ele como que me oferecendo, e o fato de saber que ele estaria se divertindo em boates gays e ficando com vários caras ia me deixar deprimido... Vê que louco que sou...
Acontece que nessas últimas noites tenho teclado com o Japinha direto no icq. E obviamente nosso primeiro papo depois daquele fim de semana foi justamente para saber o que tinha rolado... Confesso, senti uma certa angústia de saber do fim de semana dele. Claro que eu estava curioso e perguntei, no que ele respondeu exatamente com essas palavras: "na sexta fui na london.... no sábado fui na new.....no domingo dei uma saidinha e aconteceu uma coisa.... mais nada...". Me contou que havia ficado com uns três na London e que uma galera foi pro apartamento e lá ficou com mais um e que na New ficou com um carinha que pelo jeito ele curtiu bastante... Óbvio que eu queria saber detalhes do que rolou de verdade mas ele despistou. E ele lá todo animado dizendo com quantos tinha ficado e que fulaninho gostou dele e se apaixonou por ele e talz. Só que eu me vi com ciúmes!! Ciúmes, vê se pode... Me senti tão ruim de ficar lendo aquelas coisas. Como sou idiota! Eu sou assim, quando gosto da pessoa, tenho ciúmes mesmo sabendo que foi uma ficada e nada mais... Me sinto mal, não posso evitar... preciso aprender a me desapegar, isso é uma idiotice!!
Porque será que isso acontece?? É uma espécie de curiosidade mórbida, seria melhor que eu nem ficasse sabendo de nada do que ele fez... Me lembro que com Ludi eu sempre queria saber das coisas que ele havia feito no passado, pedia detalhes e acabava me sentindo meio mal pois me via com um tremendo ciúme, ciúme do passado da pessoa, vê se pode!!
Outra coisa: quando eu gosto de alguém e sinto que rolou uma coisa legal, uma química e por alguma circunstância já rompemos eu sinto uma sensação muito ruim quando o vejo com outro. Que loucura!! Certa vez fui ao 100 % Bar em Curitiba, eu e Ludi. Já havíamos terminado o namoro nessa época e éramos apenas "amigos". Um garoto veio perguntar para mim de Ludi, se ele era "florzinha", eu disse que não e o carinha pediu pra eu falar com Ludi que ele tava afim de ficar com ele. Eu encarei numa boa e fui lá e falei com Ludi, ele nem estava afim de ficar com ninguém mas eu praticamente joguei um nos braços do outro, achei que, no papel de amigo, isso era normal. Mas quando vi os dois se beijando me subiu o sangue à cabeça, me deu uma espécie de ódio, um tremor, meu coração se acelerou, me vi tomado de ciúmes, e meu humor foi para o espaço naquele mesmo instante. Foi algo incontrolável!!! É isso que me deixa péssimo, o fato de essa sensação ser incontrolável!!! Tempos depois quando nem mais falava com Ludi e o vi na rua com outro cara ao lado senti essa mesma sensação, parece que o coração começa, a bater mais e mais forte e rápido, parece que vai explodir, o sangue ferve, chega a dar um zumbido na cabeça... Que sensação ruim!! E porque sinto isso quando na verdade eu sei que isso é algo normal, quando vc não está mais namorando uma pessoa é totalmente normal vê-la acompanhada e vc tbem estar com outra pessoa, mas porque essa sensação desagradável, esse ciúme??
Será isso uma possessividade?? Você pode estar com outro mas aquele que já foi teu estar com outro te tira do sério mesmo que vc queira e saiba que deve encarar normalmente. Droga de sensação inevitável!! ODEIO sentir-me assim!! Me sinto tão bobo... Ciúme idiota...
E com o Japinha foi assim também, quem sou eu para sentir-me mal quando ele fala que ficou com vários, por acaso eu não estava com outro também?? E desde quando tenho algum direito sobre o Japinha? Foi apenas umas noites de sexo, ele não me deve absolutamente nada, por que ficar abalado? Maldito apego...
Eis um problema: sentir-se apegado a uma pessoa que vc transou, só porque rolou uma química forte e foi tudo de bom... Isso não tem nexo nenhum, não deve ser assim... Imagine eu morando em uma cidade turística, logicamente vou acabar me relacionando com muitas pessoas que nem são daqui e se vou me apegar a cada uma que foi transa nota 10 estou ferrado pois vou ficar me angustiando aqui por alguém para quem não passei de passatempo... PRECISO aprender a não me apegar!!
O sexo tem um poder muito grande sobre mim. As vezes um bom entendimento na cama basta para me deixar apaixonado... E sei bem que sou assim mesmo, veja o caso de Ludi: muitas brigas e desentendimentos mas a cama sempre falando mais alto, por isso me apeguei tanto e corri atrás e sofri, pelo peso que o SEXO tomou na relação... Prince: apenas duas transas maravilhosas e já me vi praticamente apaixonado, certa vez achei que havia visto ele no shopping e meu coração já foi a mil, e nem era ele!! E agora o Japinha... felizmente ele não está aqui, senão cada vez que o visse na boate aos beijos com algum carinha eu me sentiria enciumado, com um mal estar infundado... APEGO IDIOTA!!! Imagine se apegar a alguém com quem vc apenas transou. Apesar de que nessas pode perfeitamente surgir uma paixão também...
Nessas horas penso nas pessoas que topam um swing ou sexo a três, envolvendo a pessoa que namoram... Tem que ter muito desapego pra encarar ir com o namorado e vê-lo desejar, beijar outra pessoa, transar, gozar com outra pessoa... E garotas e garotos de programa?? Ter que fazer sexo, ouvir as histórias de pessoas e nunca se apegar, estar treinado para evitar se apegar e criar laços... Complicado.
E me pergunto de novo: se você não tem nada com a pessoa porque sentir ciúmes?? Ciúme até de amigo já tive, não é inveja, é ciúme mesmo de vê-lo ficando com alguém, felizmente isso não tem acontecido mais...
Mas veja Déco, uma carinha tão legal, nesta sexta-feira mesmo me ligou duas vezes, na primeira estava ouvindo o cd de Jewel que lhe dei de presente, ouvia a faixa This Way que ele sabe que é minha preferida, da segunda vez que ligou senti que ele estivera chorando, me disse que tava vendo uma cena da novela, Cláudio e Edwiges e lembrou de mim por isso sentira vontade de chorar... E olha eu aqui me sentindo um canalha... Por não poder dizer que sinto o mesmo por ele. Seria bom se eu sentisse um pouco desse ciúme por ele, sinal de que já sinto que ele me pertence em parte, mas não sinto... Se ele ficar com outra pessoa acho que não vou me sentir mal e de coração saltando pela boca... química, atração fatal, não se escolhe por quem sentir... acontece... Me sinto até mal, triste por não conseguir sentir o mesmo por ele...
Mas nesse mundinho tão sórdido em que pessoas se usam, se apegar é pedir pra sofrer... Anda Juliann, aprende que ninguém é de ninguém, aprende a ser menos IDIOTA!!!!!!! Acho que estou precisando voltar à análise...
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Quanto ao Japinha, tem sido bom manter contato com ele, eu gostaria de manter uma amizade com ele, será que é possível?? Eliminar o ciuminho e ouvir das ficadas dele como um amigo, como eu e meu amigo Didi sempre conversamos?? Ainda mais depois que ele disse que desde o término de seu namoro de 2 anos e meio em abril ele não transava com ninguém e que fui o primeiro desde então?? Devo encarar isso como algo lisonjeiro, ehehhe... Só que a seguir ele disse que depois de mim estava "desbloqueado", e percebo que sim mesmo, afinal no dia seguinte a nossa despedida ele já tava ficando com vários... ehehhe... A verdade é que se ele aparecesse em minha frente eu queria era encher aquela boquinha de beijos, muitos beijos, mas é provável que ele nem quisesse mais nada comigo, já que ele faz tanto sucesso aqui e com tantos gatinhos novinhos bonitinhos dando sopa pra quê ficar comigo de novo, uma figurinha repetida que não vai encher álbum...
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MUDANDO DE ASSUNTO
Neste sábado vou a New Heaven, com amigos. Monsieur Costa e seu namorado Bernardo estão passando o fim de semana aqui em B.C. e ele quer conhecer a boate. Além do mais Derek, o amigo de Déco também vem para ir na New Heaven, com amigos. Vamos nos encontrar por lá. Déco disse que mandará uma carta para mim por Derek, estou curioso...
E que droga, comprei uma calça tão bonita no Bazar Colcci (peças de várias coleções com valor máximo de 50 reais) e ficou apertada!! Tinindo de apertada, pareço a Lacraia... Mas vou usá-la mesmo assim na boate, afinal uso a desculpa de ser gay e vou assim de calça colada UÓ... Hhehe pelo menos a bundinha ficou perfeita, ehhehe...
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Você vê um dálmata na imagem acima?
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Vou demorar um pouco até meu próximo post, ando escrevendo aqui diariamente e escrevendo MUUUUITO, o pessoal nem tá dando conta de ler, ehehhe... Enquanto isso, se quiserem leiam e comentem o passado... Eu juro que respondo... Até mais!
That's it!!
enviada por Garland
02/08/2003 17:31
IMMATURE
Björk
How could I be so immature
to think he would replace
the missing elements in me ?
how extremely lazy of me!
...
IMATURA
Como que eu pude ser tão imatura
pensar que ele substituiria
os elementos perdidos em mim?
como eu sou extremamente preguiçosa!
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That's it!
enviada por Garland
01/08/2003 04:04
DESCANSANDO O...
Tão cedo acho que não vou dar o "edí". Putz nessa semana passada levei pau quase todo dia. Loucura, loucura! Acho que foi-se o tempo que eu tinha disposição pra dar todo dia. Mas é que com o Japinha foi tão legal que eu queria aproveitar ao máximo os momentos que a gente esteve junto. Pra falar a verdade isso de transar tanto assim ocorreu apenas com um cara, o Ludi, uma vez, em janeiro de 2002, ainda no RS, fui visitá-lo quando a gente namorava a distância e tiramos o atraso, durante 5 dias transamos 9 vezes, quase 2 vezes por dia. Acho que Ludi estava até cansado, mas eu queria mais e mais. Eu sou assim, quando a pessoa realmente desperta meu tesão fico afim todo dia e me transformo num devasso. Mas são poucas as pessoas que me fazem sentir assim fogoso. Ludi foi uma delas. Em Curitiba nos encontrávamos quase que diariamente e todo dia eu tinha vontade, várias vezes pressionei o rapaz e o melhor é que ele não conseguia resistir a mim, ehehe, transávamos toda vez. Mas não sou do tipo que sente uma enorme necessidade de fazer sexo como algumas pessoas que tem que transar de qualquer jeito haja o que houver, seja com quem for. Já fiquei muito tempo sem fazer sexo e sem sentir necessidade alguma, apenas alguma vontade, às vezes, que facilmente era saciada com uma punhetinha no banho. Aí está, eu sou assim.
Talvez pelos últimos posts os leitores de meu blog tenham a idéia de que sou um bagaceira, promíscuo que dá todo dia e só pensa em trepar. Se eu fosse realmente assim não veria problema algum em assumir aqui, afinal a vida é minha, o corpo é meu e a bunda é minha, dou pra quem eu quiser, hehehe, não devo nada a ninguém... Mas não sou assim, gosto de uma boa transa de vez em quando, mas se não rolar não fico desesperado a ponto de sair procurando qualquer um pra matar a vontade... O lance comigo é esse: quando estou envolvido pelo carinha e rola a química eu viro um vulcão e estou sempre disposto a horas e horas de prazer, quando o sexo é bom sempre quero mais... Mas se não estou me relacionando com alguém ou se estou mas não tá rolando a química não tenho essa disposição toda e chego a ficar apático e indisposto...
No geral não sou um promíscuo que a cada dia tá com um cara diferente. Quem acompanha meu blog desde os primeiros posts sabe que sou absolutamente normal e já fiquei tempos sem ficar com ninguém, sem sexo. A gente é assim, tem fases animadas que está super excitado e pensa em sexo o tempo todo, tem fases mais pacatas que tá com a mente em outras coisas e nem tem muita disposição e vontade de trepar.
Agora, depois de tanta transa nesses últimos dias vou ficar um tempo "descansando", nada de caçar, de marcar encontros... estou temporariamente saciado... Não sei até quando, e mesmo que me dê "aquela vontade", se rolar rolou se não rolar morrer é que não vou.
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Mas não pense que só porque não tô transando o tema SEXO deixará de aparecer aqui no blog. Se vc é daqueles que adora a parte bagaceira do blog, pode esperar as próximas seções flashback, tenho cada história pra contar e detalhes picantes não faltarão!
That's it!
enviada por Garland
01/08/2003 03:44
Esse sou eu, no estilo South Park. Sem malícia, mas adoro um pirulitão desses!
That's it!!
enviada por Garland
01/08/2003 03:15
ESTIVE PENSANDO EM MATAR ESSE BLOG...
Devo dizer que gosto muito deste meu espaço e adoro escrever aqui, principalmente agora que ando sem fazer nada, é uma boa passar minhas idéias pra telinha e disponibilizar aqui. Quando iniciei este blog a idéia era colocar muita putaria, tanto que optei pelo nome "My Dirty Pearls" (Minhas Pérolas Sujas). No entanto, passei a fazer deste espaço um lugar onde eu registro tudo o que vem a minha mente, o que me afeta, gostos, dúvidas, angústias, alegrias, relacionamentos etc. Mas a idéia inicial não se perdeu, há muita pornografia aqui. Acho que é isso que torna meu blog autêntico e diferente: as descrições safadas e a presença constante do sexo. Nunca tive problemas de escrever sobre sexo e me expor aqui, afinal para mim sexo é uma coisa natural, não há por que ficar fazendo draminha na hora de escrever a respeito, todo mundo transa (quase todo mundo). Eu apenas optei por escrever a respeito aqui, de forma bem explícita...
E é justamente isso, esse conteúdo pornográfico do blog misturado a coisas de minha vida e do meu dia-a-dia o que me deixou encucado sobre continuar blogando. Muita coisa se passou e se passa pela cabeça a respeito disso. Talvez eu devesse ser menos explícito, não contar com tanta riqueza de detalhes as transas, afinal são só transas, basta dizer: "subimos ao seu apartamentto e transamos depois me levou em casa" e pronto, tá tudo dito, pra que dizer que fez nessa e naquela posição, que chupou ou foi chupado, que gozou assim ou assado. Mas de certa forma penso que esse blog perderia sua personalidade, pois quando o criei queria fazer um ambiente sexy, safado, libidinoso com relatos picantes, quase contos eróticos... Parece que se não for assim My Dirty Pearls perde o sentido, e se é pra mudar o jeito de postar é melhor matar este blog e quem sabe iniciar um mais pudico, menos revelador. Das duas uma: ou faço um blog discreto, sem detalhes explícitos como muitos que vejo por aí... ou faço um blog de relatos sexuais, sem a mínima hipótese de identificação e sem a presença de coisas da vida pessoal e do dia-a-dia, como muitos que vejo por aí...
Do jeito que está My Dirty Pearls, está reunindo os dois mundos em um só. E isso me deixa um pouco amedrontado quanto a influência que isto pode ter na minha vida real, fora do virtual, caso venha a ser descoberto por pessoas que me conhecem pessoalmente. Um bom número de pessoas já sabe da existência de meu blog, a grande maioria de pessoas distantes, de cidades afastadas... No entanto alguns poucos amigos de Floripa e alguns conhecidos meus sabem desse espaço. Por exemplo, Monsieur Costa, meu amigo de Floripa, sabe da existência deste blog, abri pra ele por confiança e por saber que ele não teria por que falar a respeito com ninguém assim como eu não falaria do blog que ele acabou criando. São pessoas que a gente não se importa que saibam intimidades da vida da gente, aliás foi assim que começou minha amizade com o Monsieur Costa, pelo bate-papo, falando sobre mil coisas e contando mil detalhes...
Só que se começa a vazar que tenho um blog onde conto detalhes sexuais isso pode vir a me prejudicar. Eu NÃO quero que meu blog comece a se tornar conhecido entre as pessoas que me relaciono ou que me conhecem, pois isso tiraria a minha naturalidade ao escrever aqui e perderia todo o sentido para mim. Na verdade o fato de eu expor aqui detalhes de minha vida sexual nunca me intimidou e sempre me diverti em escrever as sacanagens, mas talvez os envolvidos nas transas se vierem a descobrir não aceitem bem isso. Dá até um certo medo. Não quero criar inimizades nem me prejudicar por algo que sinto o maior prazer em fazer: blogar. O grande lance do blog é o anonimato e se isso se perde temos aí um problema...
Existem pessoas que eu não gostaria que soubessem da existência deste espaço e que viessem a me identificar aqui e saber que é o Juliann quem escreve isso tudo. Pessoas que se descobrissem poderiam ficar aborrecidas comigo, se sentir traídas por eu revelar tudo aqui ou mesmo tornarem-se minhas inimigas. Se vaza entre o círculo de pessoas que conheço a existência deste blog, posso passar a sofrer preconceito, podem queimar meu filme, me deixar marcado como o que conta tudo e isso eu não gostaria.
Uma coisa é certa: nunca citei nomes nem comprometi ninguém aqui, tipo, dizendo onde mora, onde trabalha, onde estuda, que curso faz, etc. Por isso sempre tive minha consciência bem tranqüila. Além do mais sempre tive em mente que aqui eu coloco tudo o que faz parte de minha vida e no momento em que uma pessoa se relaciona comigo os momentos que passamos juntos são meus também e posso compartilhá-los. Se vocês analisarem bem são quase inexistentes em meu blog momentos em que contei coisas da vida alheia ou que expus opiniões de outros sem que eu estivesse fazendo parte da situação. Sempre disse que este blog só serve pra falar de mim.
O que me fez pensar seriamente sobre a continuidade deste blog foi o fato de eu ter falado sobre este espaço para o Japinha e de ele ficar querendo saber o endereço e tal. Eu sou idiota e, como um pai orgulhoso do filho, não resisti e falei do blog para algumas pessoas que eu não deveria. Quanto ao Japinha, quando teclei com ele as primeiras vezes não pensava que viéssemos a nos encontrar devido ao fato de ele morar no Paraná e talz, por isso passei endereço de meus contos do Mix Brasil pra ele e falei da existência do blog... Nesta semana ele estava cuiroso pra saber se eu havia contado algo sobre nós no Mix ou aqui no blog e acabei passando o endereço de My Dirty Pearls para ele. Não me senti forçado, passei por querer mesmo, afinal se ele quer saber o que escrevi que leia e tire suas conclusões. A verdade é que gostei muito do Japinha e adorei passar essas noites com ele, quem sabe a gente nem se veja mais... temos teclado pelo icq e segundo ele ele ainda não acessou meu blog, pois se eu não queria passar o endereço ele não se sentiria bem de tá forçando a barra. Fofinho né? Mas não tô nem aí, já disse a ele que contei TUUUUDO e ele já sabia que eu contaria antes mesmo de ter rolado algo. Aliás só contei detalhes íntimos aqui porque ele mesmo autorizou... Se ele passar aqui no blog será bem-vindo ao mundinho do Juliann.. aliás se ele voltar a B.C. será bem-vindo aos braços de Juliann também.
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Gente, decidi explicar isso tudo para que vocês compreendam a neura que dá na gente as vezes com essa história de se expor em blog. Mas eu pensei e pensei e eu gosto disso aqui, o blog vai continuar. Se um dia alguém vier a descobrir e se sentir ofendido eu elimino os posts referentes a pessoa... e se um dia eu perceber que o blog passou a interferir em minha vida de forma muito drástica eu dou um fim nele. Por enquanto está tudo bem, e vou continuar blogando com o maior entusiasmo... Vida longa a My Dirty Pearls!!!
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E você, se descobrisse que um carinha contou detalhes de transas suas com ele em um blog, como reagiria??
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Há um total de 5 lobos na imagem acima. Você consegue encontrá-los?
That's it!
enviada por Garland
31/07/2003 04:01
CONTO Caio Fernando Abreu DO MÊS
Ahá! Pensaram que eu havia esquecido né! Mas não esqueci não e aqui está o conto de Caio Fernando Abreu do mês de julho. Lembram que eu havia prometido que todo mês colocaria algo desse que é meu escritor favorito aqui no blog?? Então, aí está. Sei que dá muita preguiça e ninguém tem paciência pra ler, mas se não fosse realmente maravilhoso eu nem me daria ao trabalho de por aqui não é?? Espero que alguém leia, pode imprimir para ler em mãos que vale a pena mesmo. Este conto que selecionei é um de meus preferidos, fala sobre o amor não revelado, aquele oculto, platônico. Quem nunca se apaixonou por um colega, um amigo e ficou nessa paixão, sem se declarar?? Eu já, quem leu minha mais recente Seção Flashback sabe do que estou falando. Bom espero que quem ler curta o conto e me diga o que achou. Lá vai:
UMA HISTÓRIA CONFUSA - da obra Ovelhas Negras
Era quinta-feira. Como nas últimas quintas, ele estava muito nervoso e trazia um envelope na mão. Jogou o envelope em cima da mesa, ficou andando pelo quarto.
- Outra carta?- perguntei.
Não respondeu. Só fez um movimento impaciente com os ombros, que podia significar muitas coisas. Mas não disse nada. Eu então abri e li as palavras datilografadas com cuidado:
“Te vi por detrás das rosas e havia nos teus olhos uma ânsia muda. Algo assim como se quisesses falar comigo. Juro que na saída tentei me aproximar. Mas tive medo. Sei que ainda vamos ser amigos. Não quero forçar nada. Hoje é domingo pouco antes do almoço. A casa está vazia. Eu gostaria de ter escrito logo depois daquela noite. É incrível, mas há duas décadas, nesse mesmo dia da semana, nessa mesma hora, eu estava nascendo.”
- É bonito - eu arrisquei. - Um pouco juvenil, talvez. Mas bonito. Afinal, a adolescência é sempre bonita.
- Ele tem vinte anos.
- Ele? Como é que você sabe que é ele e não ela?
- Eu acho, eu sinto. Uma mulher não escreveria essas coisas. Não sei, o jeito de escrever, alguma coisa.
- Pode ser - eu disse.
- E tinha uma outra carta, acho que não mostrei a você. Ele dizia que estava cansado, isso mesmo, cansado e não cansada.
- Não lembro - menti.- E ele pode estar mentindo. Essa data, por exemplo, essa data pode ser inventada.
Ele evitou meus olhos ao contar:
- Fui consultar um astrólogo. Ele nasceu a 22 de setembro de 1954. Entre mais ou menos dez e meio-dia. É de Virgem, o astrólogo disse, do último dia de Virgem. Pelos cálculos, o ascendente deve ser Escorpião.
- Ascendente?
- É o signo que. - Ele levantou os olhos, irritado. - Escuta, você não vai querer agora que eu te dê uma aula de astrologia, vai?
- Não, não. Só queria saber o que quer dizer isso.
- Quer dizer que ele deve ser inteligente. Muito inteligente. E secreto, misterioso, intenso. Só pelas cartas qualquer um percebe que ele tem certa... certa estrutura. As cartas são bem escritas, a gramática é sempre correta.
- É verdade - eu disse. - Corretíssima.
Ele sentou na beira da cama. E afundou no travesseiro:
- Não agüento mais. Isso tem quase dois meses. Preciso saber quem é essa pessoa.
Sentado aos pés da cama, eu não sabia o que dizer.
- Ele sabe tudo sobre mim, os meus horários, tudo. Às vezes fala das pessoas que conheço, de lugares onde vou. Deve estar sempre por perto, deve conhecer muita gente que eu conheço.
- Você está muito agitado.
- Claro. Como é que você queria que eu estivesse? Cada vez que recebo uma carta dessas fico assim. Me dá uma sensação estranha, saio na rua com a impressão que estou sendo observado. Alguém que eu não sei quem é acompanha todos os meus passos.
- Com amor - eu disse.
Ele acendeu um cigarro e ficou seguindo a fumaça até o teto:
- Amor? Não sei. É meio paranóico. Parece uma coisa para enlouquecer a gente devagar.
- Ou para fazer que você se interesse por ele.
Levantou-se de repente e debruçou-se na mesa. De costas, eu só podia ver seus ombros curvos e as duas mãos abertas segurando a cabeça.
- Fico imaginando as histórias mais incríveis. Às vezes acho que é alguém querendo divertir-se comigo.
- Não. - E disse pela segunda vez: - Isso é amor.
- Será? Tem coisas, tem coisas que ele escreve que parecem. Não sei, parecem verdade, entende? Ele me toca, mexe comigo. Talvez eu esteja assim todo lisonjeado porque alguém parece prestar tanta atenção em mim.
- Isso é amor - eu repeti pela terceira vez.
Ele caminhou até a janela. Percebi que olhava as folhas das palmeiras no meio da rua, remexidas pelo vento norte.
- Às vezes tenho vontade de bancar o detetive. Mas as pistas são muito tênues. Selos comuns, envelope comum, cada dia um carimbo de uma agência diferente. E esse tipo de máquina é o mais comum que existe.
- Lettera 22.
Ele jogou a ponta do cigarro pela janela, voltou-se de repente e me olhou nos olhos:
- Como é que você sabe?
- Bom, qualquer um que lida com máquina de escrever reconhece logo. É inconfundível - eu afirmei. E mudei de assunto: - Mas não deixa de ser bonito.
- Bonito e infernal.
- E antigo.
- Cartas anônimas. Parece coisa de romance do século passado. Romance epistolar. Platônico. - Suspirou fundo. - Mas eu preciso saber logo quem é esse rapaz. Nunca ninguém se interessou tanto por mim.
Tornou a sentar na mesa, acendeu outro cigarro. Estendi o cinzeiro para ele:
- Você sempre fuma demais nas quintas-feiras.
Ele riu:
- Agora nas quartas também. Fico pensando se no dia seguinte vai chegar outra carta. - Tragou fundo, olhos fechados. E acrescentou, soltando fumaça: - Também tenho escrito para ele.
- O quê?
- Tenho escrito para ele, escondido.
- Você não contou nada para Martha?
- Está louco? Você sabe como ela é ciumenta, contei só para você. Eu tenho que me esconder para escrever. Trancado no escritório, fico pensando que deve haver uma espécie assim de espírito do que eu estou escrevendo que sai pela janela, eu deixo sempre a janela aberta quando escrevo para ele, depois voa sobre os telhados e atravessa as ruas da cidade e as paredes para chegar até onde ele está, percebe?
- E o que você faz com as cartas que escreve?
- Guardo. A sete chaves. Um dia talvez possa entregá-las pessoalmente.
Eu também acendi um cigarro.
- E... o que você diz nessas cartas?
- Eu peço socorro. Eu digo que o meu casamento é um horror, já três anos desse horror que não acaba. Sabe que agora a Martha deu pra me chamar de fofo? Tem coisa mais odiosa? No domingo me pede uma parte do jornal e fica dizendo “olha só, fofo, precisamos aproveitar essa liquidação aqui, fofo, vai só até o dia 15, fofo”.
- Mas a Martha era uma mulher tão... especial.
- Antes de casar. Depois que casa, toda mulher vira débil mental. Bem fez você que não entrou nessa.
Eu apaguei o cigarro:
- E o que mais você diz nessas cartas?
Ele curvou-se outra vez sobre a mesa, uma das mãos apoiava a cabeça, a outra passava lenta no tampo de madeira. Como uma carícia:
- Digo que às vezes eu tenho vontade de ter outra vez um amigo como aqueles que a gente tinha na adolescência. Aqueles pra quem você contava tudo, absolutamente tudo. E que no fim você nem sabe mais se é amigo ou irmão.
- Ou amante.
- Ou amante - ele repetiu. Depois jogou-se outra vez na cama, tirou uma folha amassada do bolso e leu: - Eu digo que estou disposto a qualquer coisa, eu digo assim: “Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada. Daqui há pouco você vai crescer e achar tudo isso ridículo. Antes que tudo se perca, enquanto ainda posso dizer sim, por favor, chegue mais perto”.
Dobrou a folha e tornou a enfiá-la no bolso, ainda mais amassada.
Ficamos nos olhando. Eu não sabia o que dizer. Ele afundou novamente na cama, virou-se para a parede. Fiquei ouvindo:
- Falo para você um pouco como se fosse para ele. Se você pudesse me ajudar, se ele pudesse me ajudar. É tão complicado. Saio na rua e fico olhando todos os meninos de vinte anos, como se cada um pudesse ser ele. Ando sentindo umas coisas que não entendo direito. Não gosto de não entender o que sinto. Não gosto de lidar com o que não conheço. Eu nunca vivi nada assim.
Um vento mais forte abriu a janela, fazendo voar as cinzas do cinzeiro sobre a mesa. Ele parecia menor, encolhido sobre a cama. Eu continuei ouvindo:
- Já tenho trinta e quatro anos, não posso sentir as coisas como se tivesse quinze. Você sabe, nós temos quase a mesma idade. Quanto você tem agora?
- Trinta e três - eu disse.
- Pois é, você sabe bem. A gente não tem mais idade pra ficar com esses delírios.
- Você acha que não? - eu perguntei. Mas ele continuou a falar sem ouvir.
- É tão estranho de repente saber que tem alguém pensando em mim o tempo todo. Alguém que eu não conheço. E que tem vinte anos. Fico pensando umas coisa loucas, não consigo parar.
- Que coisas - eu perguntei em voz baixa -, que coisas você pensa?
Ele passou a mão pela parede branca:
- Deitar do lado dele. Sem roupa. Abraçá-lo com força. Beijá-lo. Na boca. - Crispou a mão na parede e puxou-a para junto do corpo, para o meio das pernas. - Deve ser o vento norte, esse excesso de luz, a primavera chegando, a lua quase cheia. Não sei, desculpe. Eu estou muito confuso.
Ficou calado de repente. Olhava pela janela como se estivesse vendo algo, além das palmeiras, que eu não conseguia ver. Eu continuava sem saber o que dizer. Cheguei a chegar mais perto para estender a mão e tocar nos seus cabelos desgrenhados. E se não tivesse só vinte anos, esse rapaz, pensei em perguntar, você continuaria a gostar dele? Achei melhor não dizer nada. Parei minha mão no ar, depois puxei-a de volta para pegar outro cigarro. Mas continuei perto dele. Mais perto, bem perto. Era outra quinta-feira, esta de setembro, e desde o início de agosto nós andávamos os dois muito confusos.
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E então o que achou do conto?? Eu adoro. Mês que vem tem mais C.F.A. Até lá!
That's it!!
enviada por Garland
30/07/2003 04:23
MIMO DE EX
Fiz um bonequinho estilo South Park representando Cwb, meu ex namorado. Pus uma roupinha de escoteiro pois ele curte escotismo. Não ficou bonitinho??
Meu ex-namorado Cwb, que atualmente vive em Curitiba sempre envia coisas legais e mensagens bonitas para mim. A gente tecla com freqüência pelo Icq e acho isso bom pois tenho um grande carinho por ele. Cwb é uma pessoa especial, é justo, honesto, correto, companheiro, atencioso, se importa de verdade com os amigos, sensível, carinhoso... Hoje, passado quase um ano que deixei Curitiba e que nosso namoro acabou sinto por ele uma grande amizade. Me preocupo com Cwb pois parece que desde mim ele não namorou nem ficou com mais ninguém e como eu gostaria que ele encontrasse uma pessoa especial que preenchesse esse vazio e alegrasse mais os dias dele. Cwb é uma pessoa muito querida, boa e especial e com certeza merece o melhor. É o típico bom moço, confesso que as vezes isso me parecia caretice e me aborrecia, mas antes ser bom caráter em excesso do que mau-caráter, e mau caráter comigo ele nunca foi, ao contrário sempre foi um anjo. Sinto saudades, assim como ele deve sentir de mim também, pelo menos é o que diz no Icq sempre... Ah Cwb, será possível amizade com ex realmente? Acho que sim, veja nosso caso. Mas não sei se eu estivesse ainda na mesma cidade se seria viável. A verdade é que o vejo agora como um amigo, alguém que estimo muito e com quem tive um relacionamento muito legal, mas na atual fase que me encontro não reataria este namoro mesmo se voltasse a morar em Curitiba. Foi bom, guardo ótimas lembranças, mas tenho em mim um sabor de águas passadas e não gostaria que Cwb se mantivesse preso a esse passado, quero vê-lo aberto a novos amores e sendo muito feliz.
Abaixo seguem algumas mensagens que Cwb enviou para mim, vejam que lindas.
Data: 23/07/2003 15:00 Assunto: ao gatinho.... e alguem muito especial...
\"Quanto mais você encher o seu coração de amor, mais você encherá a sua vida de felicidade.\"
Thats it!!
enviada por Garland
28/07/2003 06:08
HISTÓRIAS DE FIM DE SEMANA
Well, como de costume aqui vai o registro do meu findi. Para descontrair confira uma série de ilusões legais que selecionei e distribuí ao longo do post de hoje.
QUINTA-FEIRA, 24 de julho
À noite liguei para o Japinha pois estava afim de vê-lo para a gente se despedir. Fiquei meio assim de ligar por que já era relativamente tarde, umas 22 horas. Ele disse que topava de a gente se encontrar e que me ligava mais tarde. Tomei um banho e fiquei fazendo algumas coisas, entrei na net um pouco e era meia-noite quando ele ligou dizendo que estava com os amigos no Café Soleil, um bar gay que fica aqui na esquina de casa (deu para perceber que vim morar no lugar mais gay de B.C. né, eheh). Fui encontrá-los no bar. O Café é um ambiente bastante agradável, aconchegante, de bom nível, mas sou mais o Galileu's de Floripa. Lá chegando fui cumprimentar o Japinha e os amigos dele. Logo rolou uns beijos entre nós dois e ficamos por lá ouvindo a música ao vivo que tava rolando, beijando e se abraçando como dois namorados. É difícil saber o que se passava na mente do Japinha e confesso que eu estava meio na neura pois talvez ele estivesse afim de ficar com outra pessoa por ali e estivesse comigo só porque liguei me "oferecendo" e ele ficou sem jeito de dizer não. O que posso dizer é que eu gostei bastante do Japinha e estava curtindo ficar mais uns momentos com ele, já que no dia seguinte eu iria viajar e ele iria embora no domingo, sendo provável que nunca mais nos víssemos. Não sei se o Japinha gostou realmente de mim, o meu medo é que ele tenha me achado muito facinho, bagaceira, por ter topado ir logo de cara pra cama, ou então que tenha curtido estar comigo e tenha gostado de mim e estivesse triste e meio irritado por eu estar indo passar fim de semana com outro. De qualquer forma, agora isso não faz muita diferença, está feito. Só que eu gostei dele e a gente sempre quer causar a melhor impressão né.
Houve um momento em que para testar o Japinha eu disse que um carinha havia me passado um bilhete dizendo que queria ficar com ele. Ele ficou muuuuito interessado e me perguntava quem era e queria ver o bilhete, mas logo percebeu que eu tava era sacaneando ele e disse, ah, achei que era verdade e vc vai viajar mesmo amanhã.
Os amigos dele têm um facilidade enorme para fazer "amiguinhos" e logo um deles tava aos beijos por lá enquanto o outro conversava animadamente com outros. Creio que eram 4h e pouco quando fomos eu, o Japinha e um de seus amigos para o apartamento onde estão hospedados. O outro amigo havia ido com o carinha que estava ficando para algum lugar, provavelmente o apto da gay.
ATENÇÃO: Sexo explícito, leia por sua conta e risco!
Enquanto o amigo que estava com a gente esperava na sala o gancho dele que ia chegar em instantes eu e o Japinha fomos para o quarto e damos início a transa de despedida. Tiramos a roupa e ele desceu pagando um boquetinho muito rápido para meu gosto e veio sentando sobre meu peito e direcionando o pau para minha boca, chupei durante um tempo, apalpando a bundinha dele e logo estava deitado de bruços com ele lambendo ligeiramente minha bunda para iniciar a penetração. Encapou e começou a enfiar em mim. Muito gostoso. Só de descrever isso aqui já estou todo excitado, esse Japinha me deu muito tesão, pena que foi embora :´O(
Começou a bombar devagarinho, eu temia estar meio larguinho afinal já era a terceira noite seguida que dava a bunda e virgem é que eu não ia estar né, por isso apertava os músculos do cu, comprimindo para ele ficar mais apertadinho. Para minha surpresa o Japinha pediu para eu deixar o cu totalmente relaxado. Eu obedeci e daí, naturalmente a penetração tornou-se muito mais fácil, com ele deslizando para dentro e para fora de mim rapida e profundamente. Desta vez não transamos por muito tempo, ele disse que queria gozar e eu disse que queria mais muito mais mas que tudo bem só que eu queria gozar também. Fiquei na minha posição predileta, que é frango assado e com ele metendo em mim iniciei uma punheta. Nossa, como gozei, muita porra, fiquei com a barriga toda melada. Ele continuava penetrando e eu permanecia de pau duro. Em outros tempos tocaria outra até gozar, mas cansei dessa posição pois minhas pernas começaram a doer e fiquei de ladinho, logo o Japinha gozou dentro de mim. Minha bunda estava toda molhada e eu temia que fosse algum líquido desagradável pois temia que a chuca tivesse vencido, coloquei a mão para ver a consistência e cheiro e constatei que era apenas lubrificação natural, não tava passando cheque. Pedi um pano qualquer para secar aquela meleca toda de minha barriga do contrário a cama dele ia ficar uma porra só. Ele pegou uma camiseta sua e mostrou o desenho da bandeira da Inglaterra (numa alusão a viagem que ele quer fazer para Londres, onde pretende morar). Me sequei e sinceramente nem sei de que cor e em que estado gosmento ficou a camiseta do Japinha.
Enquanto isso, no quarto ao lado as coisas pareciam estar esquentando entre o amigo do Japinha e o cara que ele estivera esperando e com quem conversava na sala enquanto eu e o Japinha trepávamos adoidados no quarto. Ouvíamos os gemidos dos dois e o barulho da cama rangendo, e eu até que apreciei a idéia de dois caras fodendo no quarto ao lado. Momentaneamente desisti de ir embora naquele instante só para ouvir um pouco mais da transa alheia. O Japinha pediu para que eu fizesse uma massagem nas costas dele, mas definitivamente não sou bom nisso. No entanto fiquei um bom tempo sovando as costas do carinha enquanto conversávamos e ouvíamos (era inevitável!) os gemidos ao lado. Logo nos levantamos, nos vestimos e o saímos do apto deixando os outros dois a gemerem no quarto. O Japinha me trouxe até meu apto eram aproximadamente 6h da manhã. Me despedi dizendo que havia gostado muito de passar esses dias com ele e que aproveitasse bem o fim de semana e que se divertisse bastante. Ele disse, aproveite vc também o seu, a gente fala, pelo icq... Subi e fui para a net ver a conta telefônica no site da Brasil Telecom, pois se eu não fizesse isso minha mãe ia ficar aborrecida pois havia me pedido para verificar a conta na net já que perdemos a de papel na mudança. Minha mãe, irmã e pai logo acordaram, comi algo e fui dormir quase na metade da manhã da sexta-feira.
Há 13 faces ocultas nesta imagem, você consegue achá-las?
SEXTA-FEIRA, 25 de julho
Dormi até 14 horas e me levantei indo arrumar as mochilas para a viagem a Blumenau com Déco. Déco ligou dizendo que pegaria o ônibus das 17h e 15min até B.C. e que era para eu estar na rodoviária ás 18 h e meia. Eram 17h e 20min saí de casa, a pé, com minha mãe pois de última hora decidi qual presente de aniversário daria a Déco: um cd da Jewel. Pensei em dar o Spirit que é o que é mais fácil de escutar (para mim o 0304 ainda nem havia sido lançado), e tem músicas lindas. Pensei assim: vou dar a Déco um cd que eu gosto, de uma cantora que ele sabe que adoro pois assim toda vez que escutá-lo, mesmo não gostando muito, vai lembrar de mim. Além do mais a transa que rolou em meu apartamento em Floripa e que foi interrompida com a chegada de meus pais rolou ao som de This Way, também da Jewel. Havia um significado em presenteá-lo com um cd dela. Enquanto minha mãe ia ao supermercado encontrei uma loja que vende cds baratíssimos e só tinha o This Way, estava dado de barato, apenas R$21,90, e acabei comprando este. Voltei rapidamente para casa com minha mãe, e meu pai levou-me à rodoviária, perdendo-se no caminho como é de seu costume.
Déco chegou logo e "embarcamos" para Blumenau no ônibus das 20h e pouco. Fomos conversando mas é claro que Déco queria uns beijos no ônibus, coisa que eu não estava afim. Inventei a desculpa de que eu achava que estava com um pouco de bafinho, talvez mau-hálito e que não estava afim de beijar, mas a verdade é que era o contrário. Mesmo assim rolou um selinho.
Chegando em Blumenau fomos a pé até a casa da amiga de Déco onde ficaríamos hospedados. Nos perdemos a caminho mas logo encontramos o lugar, onde Déco já havia ficado algumas vezes. Vou chamar esta amiga de Daisy Regina, um nome que não tem nada a ver com seu nome real, mas que condiz com a figura. Eu já havia visto ela na New Heaven aqui em B.C. no dia do show de Léo Áquilla. Era aniversário dela neste sábado. Déco havia me alertado que a casa dela era bem simples e de fato é bem simples mesmo, embora bem localizada e com todo o necessário para se viver confortavelmente (TVs, máquina de lavar, som, etc). Lá chegando fomos bem recebidos por Daisy Regina, sua filha e uma trava que é amiga de Daisy que eu também vi na New Heaven com ela. Vou chamar a trava de Marcela. A comida estava ficando pronta quando chegamos e logo fomos convidados a jantar. Elas estavam pra lá de Bagdá, ou "colocadas" como elas dizem pois haviam bebido cachaça e caipirinha. As figuras são bem desbocadas e falam tudo que lhes vem a mente, mil palavrões, teu cu viado, bichinha uó, minha buceta, etc, além de falarem tudo na gíria gay, saí de lá sabendo termos que nem imaginava, tipo ocó=bofe, aqüé=grana, etc. Logo percebi que o nível ali não era dos mais altos não e Déco me disse que a Daisy Regina é prostituta, mas que ele não me avisara antes pois eu não ia querer ir com ele se tivesse dito antes e que ele queria que eu mesmo conhecesse a Daisy para tirar minhas próprias conclusões e ver que ela era gente boa. De fato, mesmo sendo vulgar como a profissão de mulher de rua exige, a Daisy Regina parece ser gente boa e me tratou bem, mesmo me chamando de bichinha, de viado etc. Levei tudo numa boa, encarei como brincadeira pois percebi que é o jeito delas e que mesmo assim mantinham um certo respeito e estavam sendo legais comigo, logo eu me senti bem a vontade e falava um monte de besteiras também. Mesmo assim jamais me imaginei na situação de estar hospedado na casa de uma garota de programa e até pensei, "Olha só onde Déco veio me trazer."
Tomamos banho e saímos a pé com Daisy Regina e Marcela devia ser quase meia noite. Eu e Déco indo para a boate gay Galesi e elas indo para não sei onde. Marcela estava com sua bicicleta e eu matei a saudade e dei umas boas pedaladas. Marcela disse para Déco e eu que queria fazer uma surpresa para Daisy e chegamos em uma loja de conveniência em um posto de gasolina onde ela comprou uma champagne (e deu um showzinho também), pena que tava quente e era seca, azeda parecia mais um vinho, tadinha pagou 19 reais naquela champagne, mas valeu a intenção e mostrou que ela é uma amiga legal. Aliás, gostei da Marcela, me pareceu ser boa pessoa. Demos jeito e colocamos umas pedras de gelo e fomos bebendo pela rua. Mais adiante avistamos uma trava uó vulgarzona e elas chamaram para um gole de champagne e dizendo que era aniversário de Daisy Regina. A trava escândalo veio gritando meia quadra antes de chegar na gente e ainda disse na cara que a champagne tava ruim. Nos despedimos de todas e seguimos para a boate, Déco e eu.
Achei a boate muito "fraquinha". Déco havia me dito que era uó e lá chegando achei o ambiente pequeno e feinho, além disso tinha pouca gente. Dançamos, conversamos, bebi umas cervejas e Déco coca-cola pois não bebe nada alcoólico. Nos sentamos em uma almofadona tipo puff, nem sei como chama aquilo e ficamos ali conversando e beijando. Houve um momento em que fomos ao dark room e ficamos um bom tempo lá apenas nos beijando, Déco bem que quis que eu pegasse na neca dele mas eu não tava afim. Logo a drag da casa entrou lá e começou a fazer escândalo gritando com aquela voz de taquara rachada: "Olha a elza!" entre outras idiotices e saímos correndo de lá. Uó.
ATENÇÃO: mais sexo a vista. Não quer putaria? Não leia o que segue abaixo então!
Voltamos relativamente cedo para casa, a pé. Déco estava animado para transar, mas definitivamente eu não estava afim de trepar, ainda mais com a filha de Daisy dormindo no quarto ao lado com o namorado, mesmo ela tendo 18 anos me sinto sem graça de que outros ouçam e saibam que estou trepando ainda mais na casa deles. O pior é que a cama de casal onde estávamos rangia sem parar e os pisos e paredes eram de madeira, dava para ouvir tudo. Déco começou a passar a mão e eu disse que não estava afim, ele se ofereceu para me pagar um boquete mas eu disse que não queria e que era melhor a gente sossegar que eu não ia tá trepando com a filha de Daisy Regina ali do lado, que ia melar tudo ali, que eu podia tá sujinho e passar cheque, todas as desculpas possíveis. A verdade é que eu não queria dar de novo pois já tinha dado a semana toda praticamente e outra razão é que Déco já não me atrai sexualmente. Mesmo assim ele insistiu e eu disse que tocava uma punhetinha pra ele gozar já que ele estava excitadíssimo. Ele disse que topava, mas quando viu que eu tava de pau mole ficou irritado e disse: "tu tá sempre de pau mole comigo, tu não tem tesão por mim caralho, me larga, assim não quero, me larga!" Eu disse "deixa disso, vem aqui que eu quero tocar uma pra ti, eu só não to de pau duro mas nisso não posso mandar. Ele perguntou: "será que com um boquete fica duro?" Eu disse que não sabia, talvez e começamos a nos estimular e acabei ficando de pau duro. Fiquei relativamente excitado e acabei perguntando se ele queria meter em mim, ele disse que sim e nos deitamos na cama no chão feita ao lado da nossa, onde o barulho era menor. Ele encapou o pau e pediu para eu chupar. Paguei um boquetinho rápido e fiquei por cima para que quando fosse gozar esporrasse em sua barriga e não lambuzasse a cama onde Daisy ia dormir. Sentei em cima, doeu pra entrar pois é grande e grosso, parecia que ia rasgar, mas uma vez lá dentro comecei a subir e descer. De certa forma estava sendo legal pois durante toda a semana quis fazer essa posição e acabou não rolando. Déco enfiava forte em mim enquanto eu estava em cima dele. Eu havia feito chuca por precaução e estava correndo tudo bem na transa. Logo comecei a tocar uma e acabei esporrando toda a barriga de Déco. Essa posição, por cima, é bastante cansativa para o passivo também e eu já não estava agüentando mais, minhas pernas estavam doendo, em frangalhos, eu disse: "Goza Déco, goza dentro de mim, eu não tô agüentando mais!" Ele disse que estava gozando mas não consegui agüentar e saí de cima deitando esmorecido a seu lado enquanto ele finalizava tocando uma e enchendo a camisinha de porra. Nos limpamos no banheiro e gelei quando Déco disse "o que é isso nas suas costas, uma alergia" pensei que fosse um chupão do japa e é provável que fosse mesmo. Despistei dizendo que sempre fico todo manchadinho, todo avermelhado quando transo. Fomos dormir.
SÁBADO, 26 de julho
A cama fazia muito barulho a cada movimento era Nhéc nhéc e isso atrapalhava o sono. Pela manhã me deu um acesso de coceira no corpo todo e a medida que coçava ia ficando empelotado, numa espécie de alergia que não sei qual o motivo. Talvez fosse o colchão, talvez fosse porque havia um cachorrinho na casa que deitava naquela cama junto com elas e era tratado como gente, sei lá, só sei que cocei muito.
ATENÇÃO: mais uma leve putaria!
Levantei, tomei um banho, Déco fez o almoço e depois de comermos ficamos por ali conversando bobagens. A trava Marcela chegou e ficamos todos deitados/sentados em uma cama de casal no outro quarto da casa, Déco, Daisy Regina, Marcela e eu. Déco e eu deitados atravessados na cama, Daisy Regina na posição normal. Daisy, bagaceira começou a massagear o pau de Déco com os pés por sobre a calça. Ele disse que ia ficar duro e logo ficou duro mesmo e Daisy e Marcela achando tudo muito engraçado. Mas sobrou para quem?? Para mim é claro, hehehe. Fomos ao quarto com a desculpa de que iríamos mudar de roupas e Déco pediu pra eu tocar uma pra ele que ele queria gozar. A contragosto acabei tocando um pouco mas nem pensar em chupar. Ele queria me tocar, enfiar dedo no meu cu, pegar meu pau, pediu pra eu tirar a roupa. Topei tirar mas não deixei ele meter dedo. Eu não estava vendo muita graça na situação pois não estava afim de sexo. No entanto acabei ficando de pau duro. Ele pediu para eu me exibir para ele e só de cueca eu ficava de quatro com a bunda em sua direção (morto de medo que ele visse algum roxo pois o Japinha na nossa última transa fez questão de me dar dois chupões nas nádegas, perto da "portinha"), rebolava a bunda, baixava a cueca até a metade, depois deitei-me sobre suas pernas, saco com saco e puxava meu pau duro pela lateral da cueca, ou então baixava a parte de trás da cueca, deixando o cuzinho exposto e o resto dos genitais cobertos, fingia que ia enfiar os dedos, rebolava. Logo ele gozou tocando uma. Nos limpamos, nos vestimos e ainda ouvimos comentários de Marcela dizendo: humm vocês tavam se aqüendando nesse quarto, coisa feia!
Fomos ao Shopping Neumarket que eu queria conhecer, eram umas 16 horas. Adorei o Shopping, muito bonito. Lá fomos a uma Casa de Espelhos e rimos muito com nossos corpos deformados, ora anões, ora gordos, ora varetas magras, muito divertido. Na volta tiramos fotos em alguns pontos da cidade, como o belíssimo teatro.
Voltamos para casa e fomos com Daisy Regina fazer compras no Hipermercado BIG. Em casa novamente, comemos algo e nos preparamos para a ida a boate Galesi novamente, pois neste sábado havia a promessa de que ia ferver. Estávamos todos prontos á meia noite, Déco, Daisy e eu. Tiramos algumas fotos, inclusive com os cachorros. Quando saímos de casa vimos que estava chovendo. Mesmo assim decidimos seguir caminho pois a chuva era bem fina. Logo engrossou e começou uma tempestade, nos molhamos um pouco e pensamos em ir de ônibus mas nem sabíamos se tinha naquele horário. Por sorte apareceu um táxi e a corrida ia dar apenas 10 reais. Chegamos na boate e fomos a um bar que fica bem na frente, botei umas Skol para mim e Daisy Regina e logo o lugar encheu de travas que conhecem Daisy das ruas e ela disse que era aniversário dela e virou uma gritaria de trava lá dentro do bar, cantando parabéns e bebendo. Enquanto estávamos no bar chegou o ônibus da excursão de Floripa para a boate. Eu vi uma bichinha que conheço no meio da galerinha de Floripa. Ela estava conversando com Déco quando cheguei logo após pagar a conta e vi que mudaram de assunto.
Entramos na boate que estava bastante cheia. Eu estava super cansado do esforço físico da "cavalgada" da noite anterior e por isso ficamos, Déco e eu, um bom tempo sentados no almofadão e surgiu o papo de "minhas intenções por ele" e de "nossa história". A verdade é que durante todo o fim de semana eu estava louco para ter essa conversa mais que necessária com ele, só estava esperando o momento e não queria magoá-lo nem estragar nosso fim de semana, além do mais na segunda é aniversário dele, não seria legal dar de presente para ele um decepção grande comigo. Eu estava a ponto de dizer que não sinto tesão suficiente por ele para manter um relacionamento, perguntei para ele o que eu sou para ele e ele falou que eu sou como um namoradinho dele, que é assim que ele vê nossa história. Eu mais uma vez disse que a gente não é namorado. Houve um momento em que ele ficou aborrecido comigo e se levantou saindo para a pista, mas não fui atrás e logo ele voltou. Voltamos a conversar mas começou o show de drags e eu estava afim de olhar e disse que depois continuávamos a conversa. Mas não continuamos... Depois dos shows (que estavam uó, só bate-cabelão) permanecemos mais um tempo na boate e abaixo de chuva fomos até um ponto de ônibus próximo. Quando estávamos plantados esperando o busão no ponto eis que passa um taxista que conhece Daisy Regina, provavelmente algum cliente dela e ela vai até ele e nos chama. Felizes pela carona entramos no táxi. Daisy no banco da frente ia apalpando o pau do taxista e falando umas abobrinhas e putarias. Ela é boa no que faz. O taxista deixou a gente na esquina da casa de Daisy, Déco e eu descemos mas ela seguiu com ele, imaginamos que ia "pagar a corrida", no mínimo com um boquete. Chegamos em casa e nos preparamos para dormir, dali uns cinco minutos chegou Daisy Regina. Acho que ou o cara tinha ejaculação precoce ou ela se livrou do boquete.
Não se engane! Os círculos centrais são do mesmo tamanho!
DOMINGO, 27 de julho
Levantei em torno de 11h e pouco da manhã com o corpo cheio de bolotas e coçando de novo, sem dúvida era na cama a história da alergia. Déco já havia levantado e preparado a comida.
Almoçamos e começamos a arrumar as malas. No quarto começamos uma espécie de luta, que por sinal achei muito divertida, Déco tentava me dominar e eu tentava dominá-lo segurando seus pulsos, deitados no colchão no chão, vestidos viu! Era como se ele estivesse tentando me estuprar e tentava me beijar a força enquanto eu me esquivava e fazia de tudo para que me soltasse e para inverter o jogo. Enquanto ele tentava me dominar eu chamava ele de bichona e passivona. Foi divertido mesmo, me fez lembrar meus tempos de crinaça quando eu brincava de luta livre. Paramos o joguinho quando Daisy Regina entrou no quarto e viu a gente se engalfinhando e perguntou em tom de deboche o que era aquilo. Nossa, foi exaustiva a brincadeira!
Nos despedimos de todos em torno de 15h e 45. Falei a Daisy que gostei dela e agradeci a hospedagem, no fundo gostei mesmo, apesar da vulgaridade entendo que é o jeitão dela e me diverti muito com essa figura, parece ser uma boa pessoa, apesar de ser do tipo "bafenta", tipo não brinque comigo meu bem que armo um barraco e você se ferra. E vai tomá no cu viado!
Fomos andando em direção a uma banca que vende passagens perto do Shopping e a caminho Déco me disse o que a bill de Floripa havia falado com ele, ela havia dito que eu tinha ficado com o primo dela. Isso é verdade, mas fiquei com o primo dela meses antes de conhecer Déco, além do mais foi apenas uns beijos de fim de boate, nem rolou nada demais. Me pergunto porque as bichas nesse meio gay têm que ser tão ridículas e fofoqueiras e smepre querer acabar a história dos outros com intrigas e fofocas. Eita cambadinha de ridículas! Só que ela quebrou a cara pois eu já havia falado desse cara que fquei para Déco. Pegamos o ônibus que vinha até B.C. em frente ao Shopping.
Na viagem conversamos muito sobre vários assuntos. E acabei falando de minha história com Cwb e Ludi, pois Déco perguntou. Quando estávamos próximos a Itajaí surgiu de vez o assunto de continuarmos essa história e falei para Déco que não sinto tesão por ele. Claro que eu falei de forma super delicada, talvez um pouco confusa até, porque não queria magoá-lo. Eu disse que existe pessoas por quem a gente sente tesão e só, que não se tem afinidades com a pessoa, não se gosta dela de fato, é só química sexual; que existem pessoas que se gosta muito da companhia e do jeito da pessoa mas que na cama não rola química sexual e que nesses casos o melhor é ser amigo; e pessoas que te completam, que vc gosta dela como pessoa, do jeito, da companhia, e que na cama rola a maior afinidade, a maior química, e que é esse tipo de pessoa que se deve namorar. Que ele sabia que no nosso caso não tinha rolado química sexual e que de minha parte eu não consigo me excitar com ele, simplesmente não consigo e isso não depende de minha vontade. Que sequer cogitar de iniciar um namoro nessas condições sem sentir tesão suficiente pela pessoa é perda de tempo pois não tem futuro. Disse que eu não quero namorar e que ele sabe disso e que me sinto mal pois parece que estou enrolando ele e que é horrível estar com uma pessoa que não sente tesão por você, que eu me colocava no lugar dele e que se fosse comigo eu detestaria uma situação dessas. Que eu me sentiria mal de ficar com outros pois pareceria que eu estava a traí-lo, que ele seria um namorado perfeito se tivesse rolado a química, etc. Mesmo com todos esses argumentos e mais outros ele disse que gosta de mim e que queria continuar comigo, que vai me dar um tempo para pensar bem a respeito... Mas sabe, não há o que pensar de minha parte, não sinto tesão nele e pronto, o que posso fazer?? Não irei sentir de uma hora para outra, nesse caso o melhor é parar com isso de uma vez e cada um seguir seu caminho livre pra ficar com quem quiser, e se a amizade for viável, que bom!! Disse a ele que ele que pensasse bem a respeito.
Chegando na rodoviária de B.C. entreguei-lhe o presente de aniversário, o cd de Jewel. Falei que estava dando aquele presente como uma lembrança de mim, que qdo quisesse lembrar de mim ouvisse a faixa 08 entitulada This Way, que é minha canção preferida e que aquele cd tinha um significado especial pois foi ao som dele que transamos na minha casa, que se ele tivesse optado por ouvir Norah Jones eu estaria lhe dando o cd de Norah. Ele agradeceu. Pegou o ônibus que chegou atrasado e se foi para Floripa eram umas 19h. Peguei uma moto táxi e vim para casa. Meus pais e irmã estavam em Itajaí, passeando por lá para conhecer a cidade. Chegando no apartamento fui direto para a internet, algumas horas depois quem entra no icq?? Sim, Déco, e todo melosinho, parece até que tudo que eu falei entrou por um ouvido e saiu pelo outro. Ele parece gostar bastante de mim realmente e é do tipo insistente, que vence pelo cansaço, mas não posso cair nessa. Gosto dele, acho uma pessoa bem especial, mas sei bem de meus sentimentos e amor não existe, e tesão também é escasso. Não tem como namorar assim. o pior é que Déco insiste em apostar nessa história. A última coisa que quero é magoá-lo mas desse jeito as coisas ficam difíceis, vou acabar tendo que dizer com todas as letras que não dá mais e correr o risco de perder a amizade dele se for o caso. Não quero me sentir falso, mentiroso e traidor, nem empatando a vida de outra pessoa como se tivesse dando falsas esperanças. Isso não me faz bem, me sinto um traíra e temo as conseqüências que essa história ainda pode tomar.
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Mas o fim de semana, mesmo com suas surpresas, imprevistos e stress foi muito bom. Blumenau é uma cidade muito bonita e agradável, gostei bastante de lá e queria ter conhecido melhor outros pontos turísticos. Não posso negar que Déco tem me proporcionado momentos legais, divertidos, que nem tudo é neura na minha cabeça. De fato, chega a ser uma pena eu não sentir o "algo mais" por este carinha.
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Amanhã e depois estarei visitando todos os meus blogs amigos, lendo os posts passados e deixando comentários para todo mundo. Estou com saudades e curioso de saber o que a comunidade blogueira tem aprontado!
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That's it!!!
enviada por Garland
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