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12/09/2003 07:26
UM REFLEXIVO CARA CAMINHANDO NA CHUVA
Uma angústia se apossou de mim nos últimos dias, aquela já conhecida sensação misto de insatisfação, tristeza, desilusão, tédio, desânimo, solidão. Às vezes tenho desses momentos, e é até de estranhar que não tenham se manifestado com mais freqüência visto que minha vida anda muito da sem graça ultimamente. Acho que faz tempo que não sinto isso intensamente, desde a péssima fase que passei em Curitiba no ano passado em que somado a solidão e a tristeza pelo fim de um relacionamento eu perdi vários quilos de tanto chorar e de não conseguir dormir. Taí uma receita para emagrecer, chore muito, não durma, e caminhe bastante hehe. Era o que eu fazia tamanha minha angústia. Várias foram as vezes em que por baixo dos óculos escuros eu chorava andando em plena XV, no meio daquela multidão. Acordava horas antes de o sol nascer e não conseguia mais pegar no sono, com a imagem de Ludi me atormentando. E uma raiva imensa de não poder mandar aquela imagem para o quinto dos infernos e dormir em paz. Mas nunca mais quero me ver assim novamente, de sofrer tanto por uma situação, por alguém ou pelo que quer que seja. Não posso cair nessa de novo.
No entanto nesses dois últimos dias foi duro agüentar a sensação ruim e angustiante em meu peito, uma certa canseira da vida mesmo, uma falta de algo que nem eu sei ao certo o que é. O que poderia preencher esse vazio? Ou melhor seria dizer, o que poderia esvaziar essa angústia de dentro de mim. Humm Ahhhhhh respirar muito fundo...
Precisei sair para as ruas nessa quarta-feira dia 10, eram quase 19h da noite. Garoava e fui caminhando por baixo dos toldos até o Shopping Atlântico para me distrair, na vã esperança de talvez encontrar uma pessoa com quem teclei recentemente e que me enviou sua foto. Perambulei pelo shopping, olhei vitrines, sentei um pouco e olhei o movimento lá dentro. Depois decidi voltar pra casa. Dobrei no calçadão para vir pela calçada da beira-mar. Chovia.
Como eu amo a chuva! Um banho de chuva é algo maravilhoso. Gostaria de estar num campo correndo nu de noite na chuva para que me lavasse e levasse embora todas as coisas ruins, todos os pensamentos cansativos e me deixasse limpo, purificado, livre de toda forma de stress. Fui caminhando lentamente tomando chuva, não era uma chuva forte, não era uma tempestade, era só uma chuvinha noturna incessante. O mar na escuridão ao lado, a água gelada no meu rosto, o meu blusão verde começava a ficar ensopado e eu vinha vindo de braços cruzados, andando devagar e pensando, pensando. Na certa acharam que eu era meio maluco por ir tão lentamente na chuva, mas já que eu estava me molhando então queria desfrutar por mais tempo esse momento só meu. Um homem meio mal trapilho com um saco na mão passou por mim e falou: Oi moço, tudo legalzinho contigo? Deus te abençoe. Dei oi e segui meu caminho, as vezes tenho um certo preconceito com gente assim suja, mendiga, idiotice minha, no fundo creio que é preconceito com o estado em que a pessoa se encontra e não com ela propriamente. Que Deus o abençoe também.
No que eu pensava a caminho de casa? No que tenho pensado ultimamente, nos caras que passaram por minha vida. Nas paixões bobas que alimentei, nas pequenas angústias esperando um telefonema. Não gosto de ser assim, gostaria de ser como tantos que apenas usam os outros para sentir prazer e depois nem mesmo reconhecem se vêem na rua, nem sabem se tem um nome, não passou de um corpo, um buraco ou dois onde pudesse se satisfazer. Já trepei por trepar sabendo que nunca mais repetiria ou memso tornaria a ver a pessoa, acho que quando uma trepada é ruim ou quando não nos sentimos atraídos de verdade é fácil socar a lembrança em algum canto. Mas apagar totalmente eu não apago, não deleto, não consigo. Talvez porque não trepo a cada dia com um, se fosse assim acho que seria fácil talvez inevitável esquecer. Mas o ruim são aqueles que foi bom. Contraditória essa frase, mas é assim. Ruim quando se queria mais que uma trepada, quando se achou que representou mais do que mais um na lista de fodas do cara. Ruim se ver pensando em alguém para quem você foi só uma gozada a mais. Merda isso! Será que você pensa em mim como eu penso em você? Só um tolo como eu pra até mesmo sofrer por isso.
Chuva, wash me, wash me. Wash away my sorrow. Ah, será que quero alguém de verdade? Será que desejo alguém apenas pra preencher esse vazio? Um amigo ajudaria? Não quero intrigas, quero alguém pra passear, rir, conversar, não quero medo, não quero nóia, quero confiar. Tão difícil se entregar depois de constatar certas coisas sórdidas do ser humano. O jeito é ser sórdido também. Mas usar e jogar fora sem nem pensar no outro é complicado. Meu problema é que penso demais!
Chuva, I feel it. Cheguei em casa ensopado, as roupas pesadas mas o peito mais leve. Minha tristeza se dissipou durante esse lento passeio na chuva. Talvez se minhas lágrimas tivessem se misturado às gotas de chuva a sensação de alívio fosse maior, mas não chorei. No entanto, meu cérebro parece ter refrescado desde então, minha mente que dóia e fervia estressada em casa, ficou aliviada. Momentaneamente eu sei, mas o que importa é que hoje, 12 de setembro eu até que estou bem.
..................
Lembrando da chuva, da maravilhosa chuva, busquei em uma pequena agenda algo que escrevi durante uma de minhas muitas fases, a fase musical, uma boba letra escrita sem muitos critérios tendo como base o belo conto "Além do Ponto" de Caio Fernando Abreu:
Dentro da Chuva
Roupas molhadas coladas no corpo
Vou a teu encontro
Maço de cigarros molhados no bolso
Chove sem parar
Se eu pudesse torcer minhas roupas
Delas sairia um rio
Pois sem capa nem guarda-chuva
E tremendo de frio
Eu vou
Por dentro da chuva
Por dentro da chuva
Pelo meio da cidade
Pelo meio da rua
Pulando poças d'água e sorrindo
Garrafa de conhaque na mão
Pra tomarmos juntos e aquecidos
E da chuva só o som
Eu vou
Por dentro da chuva
Por dentro da chuva
Pelo meio da cidade
Pelo meio da rua
Longe da água, do vento e da lama
Roupas secas, cobertores, cama
Longe da água, do vento e da lama
Junto de você na cama
Roupas molhadas coladas no corpo
Caminhei por tanto tempo
Chego aqui e não te encontro
Chove sem parar
E tive vontade de voltar
Pra algum lugar seco e quente
Mas não sei para onde ir
É tarde demais e vou ficar aqui
Aqui no meio da chuva
No meio da chuva
Batendo, batendo
Nessa porta que não abre nunca
Ou você não está
Ou você não me quer
Ou você não me quer
Ou você quer me deixar
Aqui no meio da chuva
No meio da chuva
Batendo, batendo
Nessa porta que não abre nunca
Faz muito tempo
Estou parado nessa porta
Batendo, batendo, batendo
Não vou achar o caminho de volta
Está tão escuro e continua chovendo
E continua chovendo
E continua chovendo...
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Escrita em 27 de março de 1999.
Todos os direitos reservados a Garland ;-)
That's it!!
enviada por Garland
12/09/2003 07:19
E QUE NÃO ROLE CLIMÃO!
Neste sábado tenho planos de me divertir um pouco. Se tudo der certo vou na New Heaven. É a festa especial do mês e não quero perder, afinal faz mais de mês que não saio de casa, que não vou dançar e ver gente diferente. Estou precisando. Confesso que tenho um pouco de preguiça, mas já defini em minha cabeça há muito tempo que iria e não vou desistir.
O chato é que provavelmente encontrarei Déco por lá. Desde que "terminei" tudo por Icq com ele, eu liguei uma vez e conversamos normalmente como amigos, mas ele nunca mais me ligou e não achei legal tá ligando novamente uma vez que a decisão de pararmos de ficar partiu de mim.
Entendi que ele preferiu se afastar e não o critico por isso, seria bom ter mantido amizade mas se ele não quis, tudo bem, não vou morrer por isso. Sigo minha vida na boa, e satisfeito por não estar me sentindo preso a algo que não me satisfazia.
Ele não ligou e também me deu o calote numa calça que vendi para ele, gostaria de saber o que se passou na cabecinha dele, se ele pensou que eu ligaria pra cobrar, ou se por raiva não quis pagar ficando de pagamento pelas vezes que me botava de graça na boate já que é amigo dos donos.
Taí, tantas vezes disse que não curtia entrar na faixa. Odeio isso. Odeio dever favores e ganhar esse tipo de gentilezas porque quando tudo acaba adoram sair dizendo: O garland muito entrou de graça as minhas custas. Não preciso disso. Admito, sou orgulhoso. Não preciso me sujeitar a esse tipo de comentário, por isso prefiro ser "otário" e pagar mesmo podendo entrar de graça com o amiguinho.
Tudo indica que Déco estará na New e já tô antevendo um climão. Torço pra que ele não apareça. Caso aparecer o cumprimentarei numa boa e se perceber que ele não tá receptivo ficarei na minha, não vou forçar situação nenhuma. Eu quero é me divertir, mas sei que vai ser uma situação chata tê-lo por perto. Vou tentar ignorá-lo pra poder aproveitar a noite, quero diversão, não stress!
Quero dançar, ver pessoas, rir das drags e curtir as outras atrações. Não tenho planos de ficar com ninguém, mas se rolar rolou!
Depois conto detalhes, ok!?!
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Ilusão do Dia
Fixe o olhar no centro e aproxime e afaste o rosto para ter a sensação maluca de que a imagem se move
That's it!
enviada por Garland
12/09/2003 06:10
O SILÊNCIO DOS INOCENTES,
LIVRO E FILME
Na virada de terça para quarta-feira, enquanto minha mala-irmã (como tenho me estranhado com essa criatura ultimamente, meu Deus! Que difícil convivência!) utilizava o pc finalmente terminei de ler O SILÊNCIO DOS INOCENTES (The Silence of The Lambs, 1989) de Thomas Harris. Era 1 hora quando acabei a leitura e fui até o vídeo terminar de assistir a adaptação cinematográfica do livro. Isso mesmo, adoro ler livros que foram adaptados para o cinema e fazer esse joguinho de comparação entre as duas mídias (lembrei agora das aulas de Comunicação Comparada, ainda vou contar uma história aqui!). Dessa vez fiz diferente, em vez de ler todo o livro e somente então assistir ao filme, fui lendo um pouco e assistindo um pouco. Ao assistir ao filme cheguei ao cúmulo de estar com o livro em mãos para comparar diálogos e seqüências. Claro que isso foi prazeroso somente por se tratar de um filme que eu adoro e não canso de rever. Um filme de estimação como O Silêncio do Inocentes é sempre um prazer re-assisir.
Falando do livro: o que posso dizer? É desde já um dos melhores que já li. A história é a mesma do filme: cinco mulheres são brutalmente assassinadas em diferentes localidades dos Estados Unidos. Para chegar até o sanguinário assassino (conhecido como Buffalo Bill por tirar a pele das vítimas), uma jovem treinada pelo FBI entrevista o Dr. Hannibal Lecter, um brilhante psiquiatra, cuja mente está perigosamente voltada para o crime. Ao seguir as pistas apontadas por Lecter, a jovem Clarice Starling se vê envolvida numa teia mortífera e surpreendente (sinopse retirada da contracapa do livro, com algumas alterações minhas). A versão que eu li é da coleção SuperSellers da editora Altaya e tem 319 páginas. Mas a versão disponível nas lojas é da editora Record.
O livro é excelente, tão intrigante quanto a obra cinematográfica e repleto de detalhes que como era de se esperar não puderam ser adaptados para a telona por motivos óbvios, senão o filme ficaria imenso. Mas o interessante é perceber a perfeição da adaptação cinematográfica, desde detalhes mínimos de cenografia aos diálogos idênticos presentes no livro e no filme. Não é a toa que o filme ganhou o Oscar de melhor roteiro adaptado. Óbvio que algumas pequenas coisas e falas foram alteradas, mas a essência está toda lá, acho que depois de O Bebê de Rosemary e Como Água Para Chocolate este é o livro mais bem adaptado para o cinema que já li.
Sobre o filme de 1991 dirigido por Jonathan Demme nem vou falar muita coisa mais, eu, como adoro obras de suspense e horror, sou fã desse filme, acho simplesmente maravilhoso, muito assustador e utiliza como poucos o poder de sugestão. Os cinco Oscars que recebeu: melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro adaptado, melhor atriz para Jodie Foster perfeita como Clarice Starling e melhor ator para Anthony Hopkins como o psiquiatra canibal Hannibal Lecter (um dos melhores vilões da história do cinema) falam por si mesmos e consagraram a perfeição do filme. Uma obra bem sucedida em todos os quesitos, uma feliz união de talentos merecidamente reconhecida e um brilhante exercício de tensão e medo.
Ficam as dicas. Leia o livro. (Re)Veja o filme. Ou vice-versa.
NOTA DO LIVRO: 10
NOTA DO FILME:10
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O QUE É MELHOR
Falando em comparação entre a obra literária e a adaptação da mesma para o cinema eu sempre fico na dúvida sobre o que é melhor: assistir primeiro o filme e depois ler o livro ou ler o livro e depois assisti o filme?? Acho que em casos de obras de terror e suspense não se deve em hipótese alguma ler primeiro o livro pois perde-se muito da deliciosa sensação do medo e do suspense presentes no filme. Lembro que li O Exorcista antes de assistir a adaptação cinematográfica. Senti arrepios lendo aquele livro e considero um dos melhores livros que já li, uma leitura totalmente absorvente, difícil parar de lê-lo até que chegue a última página. No entanto quando fui assitir ao filme tempos depois me frustrei por já saber tudo o que iria acontecer, perdeu muito da graça e do suspense. Mesmo assim adorei o filme, apesar de achar o livro, repleto de detalhes tétricos muito mais interessante. No entanto me pergunto, e se houvesse visto primeiro o filme? Perderia a graça a leitura do livro? Perderia o suspense, sabendo de antemão o final?? Creio que sim, mas os detalhes inéditos na telona de certa forma compensariam.
No entanto ler um livro meigo e de pequenos dramas como Mulherzinhas, de Louisa May Alcott, adaptado para as telas como Adoráveis Mulheres, antes de assistir ao filme, como foi meu caso, é até um prazer por ver como aquilo que vc leu tomou forma e como os personagens que vc imaginou ganharam rosto e vida na telona. Caso não houvesse lido o livro antes acho que nem me interessaria pelo filme.
Ó duvida cruel!
Quero saber de você leitor: prefere ler o livro antes ou depois de ver sua adaptação cinematográfica?
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Em tempo, comecei a ler nesta quarta-feira, dia 10, o livro Coração Satânico de William Hjortsberg, que inspirou o filme de mesmo nome com Mickey Rourke e Robert De Niro.
That's it!
enviada por Garland
09/09/2003 06:14
CHAT RENDENDO E FAMOSO? TÔ NEM AÍ!
Faz um bom tempo que não falo nada sobre meu dia-a-dia aqui, de fato não curto contar coisas banais e como tô numa fase bem medíocre só socado em casa nem tenho o que contar sobre mim, mas de vez em quando é bom registrar alguma coisa sobre esses dias tediosos tbem. Engraçado que após publicar aquele post sobre a "chatice dos chats" (post que por sinal recebeu comentários super legais do pessoal, valeu gente por responderem as perguntas que eu fiz no final do texto, adoro as histórias e opiniões de vcs aqui!) eu, na falta do que fazer acabei entrando no bate-papo na virada de sábado 6 de setembro para domingo e encontrei um carinha super legal pra teclar. Obviamente o assunto só podia ser sexo, trocamos fotos, e acabamos teclando desde a 1h e pouco até as quase 5h da manhã!! Muita putaria, e ele durão do lado de lá e eu durão aqui. Queria me encontrar naquela noite mesmo, mas sabem como é, não rola eu tá saindo no meio da noite pra encontrar desconhecidos, nem no desespero pra trepar eu faço dessas imagine agora então que nem tô tão necessitado assim, ehhe!! Mas o papo foi massa, e é provável que nos encontremos pessoalmente hora dessas pra por em prática tudo o que teclamos.
O encontro só não aconteceu no domingo porque precisei ir até Itajaí, uma cidade aqui ao lado, praticamente colada a B.C. Acontece que minha irmã inventou que quer ser atriz e está fazendo um curso para televisão em Itajaí todo domingo, ela também entrou em um curso de teatro aqui em B.C., fiquei tentado a fazer também mas eu e ela no mesmo curso não ia prestar. Então, este domingo seria, segundo ela, especial pois o ator e ex-paquito Marcelo Faustini estaria ministrando uma espécie de palestra para o pessoal do curso pra TV e eles filmariam cenas com os alunos atuando com Marcelo e passariam em um telão na praça de alimentação do Shopping onde ocorre o curso. Ora, o povinho aqui em casa, inclusive eu, tava afim de ver como ela se saíria no tal teste de vídeo com o ator e acabamos todos indo para Itajaí. Acontece que não teve telão coisa nenhuma e ficamos mofando eu e minha mãe, sentados das 15h às 17:30 esperando acontecer algo referente ao curso.
Quando estávamos cansados e entediados aparecem os alunos e o Faustini e sentam-se em umas cadeiras em um canto do shopping e ele fica falando umas coisas que não conseguíamos ouvir nada pois haviam cordas pro povo não passar. A verdade é que nem juntou gente ali. E, putz, eu esperava que o Faustini fosse mais bonito pessoalmente, mas não vi nada de especial, tão apagadinho, tão comum, aliás só percebi que era ele quando minha mãe disse "olha ele lá", com uma cara de desapontamento, ehehe.
Engraçado como criamos uma expectativa em relação a uma pessoa só porque ela aparece na TV, até esperamos algo sobre-humano às vezes. Natural, afinal na novela, na TV, maquiada e com um ótima luz, até a pessoa mais feia parece melhorzinha. Claro que não é o caso do Marcelo Faustini, porque ele é um gato realmente, apesar de não ser nenhum deus grego.
Taí uma coisa que eu não me importo: famosos. Tem gente que se acotovela, se machuca, se rala todo para ver um famoso, para tirar foto junto e pedir autógrafo, só porque a pessoa aparece na TV. Putz, não ligo muito pra isso. Lembro que em 2000 fui ao Festival de Cinema de Gramado com a turma da facul e aquilo lá fervia de globais, Luciano Szafir, Paula Burlamaqui, Betty Faria, Regina Casé, Selton Mello, Thiago Lacerda entre outros passaram do meu ladinho. As meninas corriam para tirar foto, pegar autógrafo e eu nem aí. Lembro que encontramos Hugo Carvana em uma loja de revelações de foto e um grupo de amigas foram pedir pra tirar foto com ele, ele de péssimo humor quando viu que outras colegas se aproximavam soltou um "ih agora todo mundo vai querer tirar foto", mas com uma cara de cu, uma cara de bunda azeda que assustava... Eu hein, o que que eu quero com tirar foto ao lado duma pessoa assim, que tá de má vontade, só porque é da TV?? Entendo que ele estivesse farto, mas putz não custa fingir simpatia de vez em quando. Saí de Gramado sem uma foto sequer ao lado de global, simplesmente porque não sou fã de nenhum daqueles que estavam lá. Não vou dizer que eu não curta tirar foto ao lado de um famoso, mas somente quando eu sou fã, admiro o trabalho da pessoa, caso contrário pode ser o campeão de cartas da Globo e estar toda noite aparecendo na novela das 8 que tô nem aí. Um autógrafo de uma pessoa que não admiro não quer dizer nada pra mim, jura que vou tá me amontoando pra pegar.
Depois que o povo tirou fotos com o Faustini finalmente minha irmã saiu dali e pudemos voltar para casa. Desci próximo ao shopping aqui em B.C. e vim caminhando pela beira-mar, sentindo a brisa, até em casa.
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Ilusão do dia
ABC ou 12 13 14?
That's it!!
enviada por Garland
09/09/2003 05:33
MÚSICA DA VEZ
BIRTHDAY, de THE SUGARCUBES
Sai Jewel com This Way, entra Björk com Birthday. Natural que Björk uma de minhas cantoras preferidas tenha sido a segunda escolhida para a trilha do blog. Tenho ouvido muito o maravilhoso cd Debut, de 1993, estréia solo da cantora após fazer parte do grupo The Sugarcubes. Minha curiosidade para a música de Björk foi aguçada a partir da leitura da saudosa revista de música Bizz, na época Showbizz, lá havia uma matéria com os melhores discos da década de 90 e Debut foi citado, apesar de não ter entrado na lista. Outra coisa que me levou a querer conhecer o som de Björk foi uma declaração de Érika Martins da banda Penélope (também na Bizz em uma matéria em que vários nomes da música pop e rock brasileira foram convidados a falar sobre os discos que haviam mudado suas vidas) dizendo que sua história se dividia em "antes e depois de ouvir Debut". Ora, eu como fã de Penélope fiquei intrigado e curioso para saber o que de tão especial esse cd possui. Eu já havia lido que Érika "imitava a voz" de Björk, querendo ser a Björk brasileira e que algumas músicas da banda eram bem no estilo da Björk. Putz, quem é essa tal de Björk? Lembrei que ela havia participado de alguma forma do cd Bedtime Stories de Madonna e fiquei mais curioso ainda.
O passo seguinte foi buscar algo dessa cantora de origem islandesa para conferir o que tinha de tão especial. Fui a uma loja e o único cd que encontrei foi Homogenic, com aquela capa muito maluca em que Björk aparece com traços e detalhes característicos de várias etnias. Então é essa louca?? Pedi para ouvir. Simplesmente adorei a voz dela, mas não curti o som, achei "viagem" demais, não era um cd gostoso de ouvir e à primeira audição me pareceu chato apesar da ótima voz da cantora. Mas tempos depois acabei comprando o Homogenic, em agosto de 2000. É o tipo de cd alternativo que para começar a gostar é necessário ouvir várias vezes, de fato não é um dos cds mais fáceis de Björk, as experimentações nesse cd foram várias e algumas músicas chegam a ser quase insuportáveis tamanha a repetição de frases. No entanto a voz de Björk me conquistou, os efeitos vocais incríveis que ela fazia naquelas canções, as vezes passando da voz doce para algo quase gutural, o sotaque esquisito dela e a maneira como sua voz caía bem com os vários efeitos eletrônicos.
Infelizmente eu não tinha computador para baixar outras canções e conhecer outros momentos da carreira da cantora, problema resolvido um tempo depois quando finalmente baixei os cds dela e também conheci o som que ela fazia na época em que era vocalista na banda islandesa The Sugarcubes, um som bem mais pop do que as viagens eletrônicas da carreira solo. É da época do Sugarcubes o hit que eu adoro e coloquei aqui para compartilhar com quem acessa o Dirty Pearls: Birthday. É uma música que curto muito, já falei a respeito na ocasião de meu aniversário, quando pus a letra aqui. Gosto dessa música justamente pelo estilo Björk nos vocais, é algo pop e ao mesmo tempo diferente, fora do comum. Esta canção foi o primeiro single dos Sugarcubes lançado em 1987 e faz parte do álbum de estréia da banda, Life's Too Good, "era a primeira pop song islandesa a fazer sucesso fora da ilha. O impacto foi fulminante nos modernos de plantão da época. As linhas de baixo e o timbre de guitarra davam o tempero alternativo que se esperava, mas, que vocalista era aquela? Sua voz ia do mais doce sussurro a rasgos de voz típicos das crooners americanas negras. Era Björk dizendo 'oi' ao mundo" (informações do site Björk Brasil).
É provável que muitos de vocês ao escutarem achem irritante a até uma tortura essa música cheia de gritos, mas sendo a Björk, pode estar gritando a vontade nas canções que eu adoro a voz dela, seja como for, e grito junto.
E quem quiser gritar, digo, cantar também, aqui vai a letra novamente:
BIRTHDAY
Sugarcubes
She lives in this house over there
Has her world outside it
Scrapples in the earth with her fingers
and her mouth
She's five years old
Thread worms on a string
Keeps spiders in her pocket
Collects fly wings in a jar
Scrubs horse flies
And pinches them on a line
Ohhh...
She has one friend, he lives next door
They're listenening to the weather
He knows how many freckles she's got
She scratches his beard
She's painting huge books
And glues them together
They saw a big raven
It glided down the sky
She touched it
Ohh...
Today is a birthday
They're smoking cigars
He's got a chain of flowers
And sows a bird in her knickers
Ohhh...
They're smoking cigars
They lie in the bathtub
A chain of ... flowers
tradução:
ANIVERSÁRIO
ela vive naquela casa ali na frente,
onde tem seu próprio mundinho.
se agarra com a terra com seus dedos
e sua boca
ela tem cinco anos.
alinha minhocas numa corda,
mantém aranhas em seus bolsos,
coleciona moscas em um jarro
esfrega moscas de cavalo
e as gruda em uma linha
Ohh...
ela tem um amigo, ele vive na porta ao lado,
eles escutam o tempo,
ele sabe quantas sardas ela tem,
ela arranha sua barba.
ela está pintando livros enormes,
colando-os juntos,
eles vêem um grande corvo;
ele desliza pelo céu
ela o toca.
Ohh...
hoje é um aniversário
eles estão fumando charutos,
ele tem uma corrente de flores,
semeia um pássaro em sua calcinha,
Ohhh...
eles estão fumando cigarros
eles estão deitados na banheira,
uma corrente de ... flores.
CLIQUE AQUI E FAÇA DOWNLOAD DA MÚSICA!
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Saiba mais sobre Björk e Sugarcubes em:
Super biografia de Björk
Página Oficial dos Sugarcubes
Site Oficial de Björk
Well, depois de explicado neste post gigante o meu primeiro contato com o som de Björk e como eu curto ela vocês já devem imaginar que haverá outras músicas dessa cantora rolando aqui!
That's it!!
enviada por Garland
09/09/2003 04:55
SEÇÃO PRESENTINHOS
Olhem as coisas legais que recebi de amigos através da internet:
O lindo banner acima eu recebi da minha amiga virtual TATHY, do blig Tathy: Meu Mundinho. Você já sabe que adorei né Thaty, não podia ter escolhido imagem mais apropriada: eu adoro bunda e você já arranjou de uma vez um trio de bundas nota 10! Valeu amiga, coloquei na lateral do layout a versão menor como se fosse um award. Aliás vocês viram o bannerzinho que fiz pra Tathy aí ao lado, não ficou uma graça? A cara dela!! Ah, Tathy, obrigado por me ajudar com a música tbém! (Tathy deu uma força pois eu não sabia se a música nova tava rodando, mas se ela conseguiu ouvir então acho que todo mundo vai conseguir ouvir também). Outra coisa, massa ter teclado contigo no Messenger menina! Visitem o blog dela, sempre tem mil mensagens e gifs bonitos que ela mesma faz.
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Outros presentinhos que recebi foram enviados por meu ex e amigo CWB e SONINHA, que por acaso enviaram um tempo atrás os mesmos bonequinhos, vejam que engraçadinhos:
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A Sonia também enviou um postal bem bonito por e-mail, com os dizeres:
Garland,
OI
GARLAND...ABRIGADA POR VOCÊ ME DÁ SUA
ATENÇÃO...ADOREI AQUELE PAPO QUE LEVAMOS...VALEU AMIGÃO,TE ADORO.SONIA
sonia
E também enviou lindas fotos duns gostosos, ela tem um bom gosto incrível, manda cada gato, inclusive acho que meu novo layout trará fotos enviadas por minha amiga. Confiram as mais recentes enviadas por ela:
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Valeu amigowwws, mil beijos a todos!
That's it!!
enviada por Garland
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