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22/11/2003 15:23
SEÇÃO FLASHBACK
Até que enfim pintando aqui a já saudosa Seção Flashback onde eu conto coisas e momentos marcantes de minha vida, principalmente da descoberta da minha (homo)sexualidade. O tema principal do texto de hoje é meu primeiro beijo e meu primeiro amasso com outro cara. O texto ficou um pouco grande, mas ficou legal.
PODERIA TER SIDO SÉRGIO...
Corria o ano de 2001, era o primeiro semestre e eu estava morando em uma pensão que ficava em frente à Sede Acadêmica. Para mim estar morando lá era ótimo pois eu ficava a apenas uma quadra dos Laboratórios de Informática e podia ficar direto acessando putaria e batendo papo no chat. Meu quartinho na pensão era uma caixa de fósforos, tinha um guarda-roupas, uma geladeira, uma cama com um colchão péssimo responsável por muitas noites mal-dormidas, uma mesinha, e o banheiro conjugado, separado apenas por um box de plástico. Mas pelo menos era o meu cantinho, eu estava sozinho e o quarto ficava em separado do resto da casa me proporcionando alguma privacidade.
No primeiro semestre eu conheci um dos moradores da pensão, seu nome era Sérgio, eu estava na frente da pensão um dia e ele puxou papo comigo. Nessa época eu era ainda bastante fechado, mas Sérgio pareceu simpatizar comigo e iniciamos uma conversa bem legal cujo tópico era música. Sérgio era moreno claro, vinte e poucos anos, não era propriamente bonito, mas era charmoso e muito simpático, estava no último semestre de direito, era bem extrovertido e logo iniciamos um tipo de amizade. Ele sempre me cumprimentava ao passar por meu quarto, às vezes batia na porta e a gente ficava lá conversando, ele fumava horrores. Ele se dizia heterossexual, me contava que tinha uma namorada, que estavam noivos, etc, mas eu acredito hoje que Sérgio curtia homem também, ele tinha a maior pinta de giletão. Além do mais, tudo bem que ele fosse liberado mas na certa deve ter percebido que eu era gay e por mais que ele fosse simpatizante, eu achava um pouco estranho sua aproximação de mim. Talvez seja loucura minha, os gays têm a mania de ver algo gay em todo cara que se aproxima querendo amizade. Só sei que Sérgio aparentava ter uma grande simpatia por mim, algo gratuito que eu não estava acostumado e achava estranho, por isso suspeitava que ele tivesse segundas intenções.
Eu sabia que Sérgio puxava fumo pois ele mesmo me falara que curtia maconha, e uma vez estávamos em meu quarto conversando e ele convidou para darmos umas voltas, buscar uma erva. Eu topei, afinal eu já estava acostumado com minha amiga Leka, uma tremenda maconheira, e já tinha ido com ela em alguns lugares pegar a macô. Era noite e Sérgio acabou me levando a um lugar assustador, muito escuro, e havia uma espécie de trilha de chão batido com algumas macegas até o casebre do cara que fornecia a droga. O engraçado é que o cara que fornecia era deficiente físico e usava cadeira de rodas, tão insuspeito ele. Sérgio entrou e pegou a erva e eu fiquei do lado de fora, morrendo de medo. Chegamos em casa e Sérgio decidiu queimar a pouca erva que havia comprado ali comigo, no meu quarto. Ele não sabia fechar direito o baseado, mas o fez ali, com uma caixa de fita k-7, sentado em minha cama. Quando começou a queimar o cigarrinho o cheiro impregnou o cúbiculo e ele disse pra eu abrir a janela. Eu não ligava para o cheiro, até gosto do cheiro de maconha. E como todo bom maconheiro Sérgio me ofereceu, mas eu recusei como sempre. Ficou ali fumando enquanto conversávamos sobre shows e música, ele era fã de Ozzy Osbourne, e sobre outras coisas, ele disse que ficava no maior tesão quando queimava um. Não rolou nada, imagina se eu, um santo, pra não dizer um bocó, ia tomar alguma atitude e dar em cima do cara?
Outra vez ele me pediu uns cds emprestados e ficou ouvindo-os em volume alto na parte da frente da pensão, onde ele morava. Creio que nesse mesmo dia ele estava sozinho e me convidou para jogarmos cartas, canastra, e eu topei. A gente jogou um pouco, depois chegou uma garota que costumava trepar com um dos caras que moravam ali com ele e ficamos conversando um pouco. Depois a garota foi embora e Sérgio e eu continuamos sozinhos. Tinha anoitecido e assistimos um pouco de TV enquanto conversávamos, ele me falava sobre sua namorada, que ele havia traído ela algumas vezes, chegou a falar alguma coisa sobre sexo com outro cara, que se estivesse bêbado era até possível rolar alguma coisa. Não lembro exatamente sobre o que conversamos, só lembro que pintou o assunto homossexualidade na história e eu nem mesmo me posicionava, afinal para todos os efeitos eu era hetero, não ia tá assumindo com o cara que eu era gay sendo que eu nunca havia trepado com outro homem. Depois fomos para o quarto e ficamos conversando, não lembro ao certo o motivo de termos ido ao quarto dele mas creio que ele foi queimar um baseadinho. Enfim, tudo conspirava para que rolasse algo sexual entre nós, estávamos sós e havia uma certa tensão no ar mas nenhum dos dois tomava nenhuma atitude. Sérgio até havia dado demonstrações, jogado umas iscas na medida do possível, mas eu fingia não perceber nada. Eu poderia ter demonstrado estar afim dele, hoje acredito que ele teria topado e talvez até ansiasse por isso, eu poderia ter passado a mão na perna dele, roubado um beijo ou algo do tipo, ele tinha me dado a deixa, com certeza rolaria algo sexual entre nós, mas a verdade é que apesar de me sentir atraído por Sérgio eu não tinha certeza do que eu sentia por ele, se eu queria mesmo transar com ele. Eu tinha um pouco de receio de estar interpretando errado o cara e demonstrar que tava afim de sexo e não ser nada disso, dele ficar zangado comigo ou de eu passar por ridículo. Só sei que perdi essa oportunidade de dar meus primeiros amassos com outro cara.
Ao fim do semestre Sérgio se formou e nunca mais o vi.
MAX E MEU PRIMEIRO CONTATO SEXUAL COM OUTRO CARA
Na época que conheci Sérgio eu já estava fanático por chat, havia o padre gay de Porto Alegre com quem eu teclava direto, e paralelo a isso começou a surgir o desejo de teclar e combinar encontro com algum cara, conhecer outros gays, fazer amizade com gente igual a mim. Eu já havia me aceitado como gay e estava afim de transar logo com outro homem, era tempo demais de virgindade.
No dia 8 de junho de 2001, um dia antes de eu completar 22 anos eu estava em uma sala de informática, no Campus universitário. Eu estava no chat e teclava com um cara que usava o nick Max (tá, não era esse o nick, mas aqui vou chamá-lo assim). Em uma série de coincidências percebi que o tal Max estava na mesma sala que eu, pois quando eu parava de teclar ele inicicava, obviamente respondendo minhas perguntas. Quando tive certeza de que era ele perguntei no chat aonde ele estava e ele me falou que estava no Campus, eu disse "eu também, e estou na mesma sala que você, olhe para o lado". Ele então deu uma olhada disfarçadamente e nossos olhares se cruzaram por uma fração de segundos. Ele disse, no bate-papo que eu era um gatinho e que queria me beijar, disse que me esperaria no banheiro, eu disse ok. Ele saiu da sala e logo eu fui atrás. Max tinha 18 anos, o cabelo castanho claro, quase loiro, olhos verdes, usava óculos, era branquinho do tipo que eu adoro que fica com as bochechas vermelhinhas quando está com calor, envergonhado ou com tesão. Me senti atraído pelo cara e fui até o banheiro, ele me esperava do lado de fora e entramos juntos no banheiro sem falar palavra. Era fim de tarde e não havia alunos no campus, por isso estávamos desencanados e foi aí que rolou meu primeiro beijo. Nem mesmo entramos em uma cabine, nos beijamos ali mesmo no meio do banheiro. Foi um beijo rápido e sem graça, afinal era meu primeiro beijo, eu nem sabia como agir, foi um beijo algo seco, senti sua língua percorrer rapidamente meus lábios e tentar adentrar. O medo de que alguém aparecesse fez com que o beijo fosse assim rápido e insípido. Mas eu fiquei imensamente feliz, era meu primeiro beijo!!!
Saímos do banheiro e fomos conversando até o ponto de ônibus, eu soube que Max era de uma cidadezinha próxima e vinha de ônibus todo dia que tinha aula. Me despedi dele já apaixonado, ao entrar no ônibus fiquei olhando para ele pela janela e mandei um beijo, por sorte foi algo discreto e ninguém percebeu, nem mesmo ele. Que mico, onde eu estava com a cabeça? Era como se eu tivesse sido levado para um universo paralelo onde um cara gostar e beijar outro cara era totalmente aceitável.
Não mantive contato com Max nos dias que se seguiram pois fui para a minha cidade, mas enquanto estava lá eu pensava muito nele. Dias depois, era 12 de junho, eu estava teclando e novamente encontro Max no bate-papo. Estávamos no Campus de novo e dessa vez ele disse que queria "ficar" comigo. Eu topei, apesar de não saber muito bem o que ele queria dizer com aquele "ficar". Nos encontramos e seguimos para um banheiro bem distante, que ficava em um dos últimos prédios. Já havia acabado a aula da tarde e era provável que ninguém apareceria no banheiro para nos atrapalhar. Entramos em uma cabine e fechamos a porta.
Atenção!! Descrição explícita de pegação entre homens, leia por sua própria conta e risco
Largamos nossas coisas sobre a privada e começamos a nos beijar. Agora sim eu estava conhecendo o que era um beijo de verdade. Eu achava meio estranha a sensação de ter aquela língua invadindo minha boca, mas eu estava adorando. Max beijava muito bem e parecia estar muito excitado por estar comigo ali. Nos beijamos muito e um calor grande tomou conta de mim, eu sentia uma certa excitação, Max me acariciava, logo a gente começou a apalpar nossos paus por cima das calças. Não lembro agora se eu cheguei a ficar de pau duro, acredito que sim. Desabotoamos as calças e começamos a pegar um no pau do outro, comecei a punhetar Max enquanto nos beijávamos. Os beijos estavam uma delícia e eu num arroubo de loucura e para satisfação de Max fui descendo e descendo até que senti meus lábios tocarem no pau do cara. Ele tinha um pau estranho, era o primeiro pau que eu tocava na vida, eu nunca tinha visto outro assim duro na minha frente, mas achei estranho o pau dele pois tinha uma curvatura acentuada, era bem empinado para cima, eu sabia que é normal o pau ser um pouco assim, mas o dele era meio além do normal, muito curvado. Era perceptível que Max havia mijado naquela tarde pois seu pau tinha um cheirinho, mas nada desagradável, apenas um cheiro de leve que misturava-se ao cheiro de sua excitação.
Coloquei a cabeça de seu pau em minha boca e iniciei o primeiro boquete de minha vida. Eu não fazia aquilo por tesão, mas sim para agradar a Max. Comecei a chupar com mais intensidade tentando abocanhar o pau todo que tinha cerca de 18cm e razoavelmente grosso. Max então se prevaleceu e começou a socar forte o pau em minha boca, acariciando minha cabeça e às vezes forçando-a contra seu pau. Eu, inexperiente, deixava ele fazer o vai-e-vem em minha boca. Mas ele começou a meter com força, como se quisesse foder minha boca, metia o pau valendo até entrar tudo, ia lá na minha garganta o que me causava ânsias de vômito e uma sensação desagradável, saíam lágrimas de meus olhos. Me levantei e nos beijamos mais um pouco. Ele pegou um pouco em meu pau, mas eu não estava excitado, no fundo eu não estava me sentindo confortável de estar fazendo aquilo tudo em um banheiro, eu tinha medo que alguém chegasse. Max estava louco de tesão, abaixou mais minha calça e agarrava minha bunda, tentava dedar meu cu, me virou e foi colocando o pau entre minhas nádegas, acreditei que ele queria meter em mim, e se eu deixasse na certa teria metido, cheguei a sentir a cabeça roçando minha portinha, mas daí falei, "não, sem camisinha não dá". Ele então pediu pra eu chupá-lo novamente e eu topei, aí sim ele meteu o pau com força em minha boca e em minha garganta, fodia minha boca com tudo. Ele disse que estava quase gozando, eu disse para ele não gozar na minha boca, e ele seguiu metendo até que não agüentou mais e tirou o pau tocando uma bronha e esporrando muito, em jatos, na lata de lixo. Adorei ver aqueles jatos saltando. Nos recompomos, demos um último beijo e saímos de lá.
Percebi que ele já estava meio frio comigo, mas convidei ele para me acompanhar até o prédio onde eu teria aula. Ele topou. Não lembro bem o que desencadeou esse assunto, mas no caminho ele me contou que ele conhecia dois caras e eles formavam uma espécie de triângulo amoroso, que eles três faziam loucuras, que já havia rolado até dupla penetração entre eles. Me despedi de Max e entrei no banheiro para tentar dar um jeito, me limpar um pouco, gargarejar com um pouco de água para que pelo menos não reparassem na aula o cheiro de sexo empregnado em mim. Na sala a gente acessava os computadores e entrei no bate-papo e Max estava lá, puxei assunto mas ele não deu bola para mim. Fiquei magoado.
Talvez nesse mesmo dia ou poucos dias depois conheci pessoalmente um carinha que se tornaria meu primeiro amigo gay, o Robin e falei pra ele que eu havia conhecido um cara gay e que eu estava meio gamado por ele, aí falei em Max. Robin me disse que o nome daquele cara não era Max coisa nenhuma, que ele se chamava Dilson e era o maior galinha da universidade. Não acreditei que se tratasse da mesma pessoa, mas mais tarde constatei que Robin tinha razão, o nome verdadeiro de Max era Dilson e ele realmente era a maior puta da facul.
Nos dias que se seguiram ao boquete que fiz em Max/Dilson eu senti uma irritação terrível na garganta e senti medo, muito medo. Pensava que talvez aquilo fosse algum sintoma de Aids ou outra doença sexualmente transmissível, minha garganta coçava, eu pigarreava e não adiantava, bebia muita água e nada. Felizmente depois de alguns dias passou, na verdade era apenas irritação devido a intensidade com que Max socara o pau em minha boca.
Max havia pedido para que se eu o visse que não o cumprimentasse pois ninguém sabia dele. Eu então toda vez que o via ficava na minha. Várias vezes estivemos juntos no Detec (Departamento de Tecnologia), nos laboratórios de informática, e nem mesmo nos cumprimentamos. Eu seguia gostando de Max, tinha uma forte atração por ele. Mas nossas conversas se resumiam aos papos no chat. Eu já sabia algumas coisas sobre ele, e algumas vezes cheguei a propor transa, eu acreditava que seria legal se fosse com ele pois além de eu me sentir atraído ele era experiente e já havia rolado algo entre nós. Ele era meio escroto comigo, a verdade é que ele não tinha interesse em mim, não sei porque, talvez por que eu já não fosse novidade, talvez por eu não ter me excitado suficientemente aquela vez do banheiro ou porque eu não tenho pau grande, eu sabia que ele curtia dar também e parecia ser do tipo que só curte cacetão. Ele chegou a dizer que topava me comer, mas algo assim escroto, como quem fizesse um favor, e minha dignidade falou mais alto. Max não sabia que eu era virgem, acho que nunca falei claramente a respeito, mas lhe disse via chat que ele foi o primeiro cara com quem fiquei, e ele duvidou, na certa pareci "experiente" pagando aquele boquetaço pra ele.
Com o tempo fui desencanando de Max/Dilson. Em pouco tempo comprovei que ele era realmente o maior galinha da facul. Todos os caras com quem eu teclava (e alguns que eu encontrei mais tarde) já tinham trepado com o Max. Eu perguntava e sempre eles acabavam falando que tinham comido um loirinho de olhos verdes. Eu e meus amigos passamos a nos referir a ele como "A" Dilson. De certa forma peguei nojo dele ao saber que ele era um escroto e um galinha e que eu todo ingênuo tinha sido mais um na lista dele. O mais engraçado é que só Max acreditava que ninguém sabia que ele era gay: certa vez eu estava em um mesmo laboratório que ele e assim que ele saiu chegou um cara e quando ia sentar-se na cadeira que Max estivera sentado seus colegas (e colegas de Max também) disseram: "Ih cara, não senta aí não, o Dilson tava sentado aí".
Outra vez teclei com um gay que estava em pânico pois tivera uma irritação na garganta e uns caroços no pescoço e acreditava que estava com AIDS, ele me contou que havia ficado com um cara que tinha um pau esquisito, que o pau do cara parecia um gancho. "Mais uma vítima da Dilson", pensei. Acabei encontrando com esse cara e conversamos sobre o assunto, ele me contou que havia chupado Max e o Max também o mamara no banheiro, o cara estava muito tenso e com medo de estar com Aids, esperava passarem-se os três meses da janela imunológica para poder fazer o teste. Queimei o filme de Max e revelei que eu havia descoberto que ele não valia nada. Tempos depois teclando com esse cara ele me contou que havia descoberto a razão de seu problema, que felizmente não era Aids e sim um sintoma de uma alergia a gatos.
Às vezes me pego pensando em Max, no que aconteceu com ele, em quantos caras em sua ignorância caíram nas teias de Max assim como eu, se a faculdade inteira acabou sabendo que ele era uma bicha, como ele lidou com isso, como ele está hoje, o que tem feito, etc. Afinal, Max faz parte da minha história, natural eu lembrar dessa figura às vezes.
Well, foi assim o meu primeiro contato sexual com outro cara. Para tudo na vida existe uma primeira vez. Poderia ter sido melhor e com alguém melhor também, mas foi do jeito que tinha que ser. Foi bom, porque de certa forma tirei um peso de meus ombros quando, aos 22 anos finalmente desencalhei. Me relacionar sexualmente com outro homem foi o passo decisivo na aceitação de minha homossexualidade. Pouco tempo depois rolou minha primeira transa pra valer, foi bem inusitada, mas isso é assunto para a próxima Seção Flashback. Até lá!!
That's it!
enviada por Garland
22/11/2003 14:43
NOTÍCIAS DE ALGUNS CARAS QUE FORAM PERSONAGENS DESTE BLOG
PRINCE
Nesta quinta-feira 20/11 à noite recebi uma ligação totalmente inesperada. Teoricamente já era sexta pois havia passado de meia-noite quando o celular tocou e ao atender e perguntar quem falava ouvi uma voz meio preguiçosa que no entanto não me soou familiar: "É o Prince." "Quem?", perguntei. "Prince" ele repetiu. Fiquei supreso, eu até havia criado em minha mente a fantasia de receber uma ligação de Prince algum dia, mas passado mais de meio ano desde a última vez que nos falamos eu já nem imaginava receber um telefonema dele. A desculpa que ele usou foi que o e-mail dele na globo.com havia sido desativado e que ele estava ligando para todos os que tinham aquele e-mail para avisar sobre isso, que se eu tivesse enviado algum e-mail foi por isso que ele não respondeu, falou que havia perdido toda a lista de contatos, mas como tinha meu celular decidiu ligar. Pedi seu novo e-mail e anotei. Prince perguntou se eu estava solteiro, assim em tom de brincadeira, mas logo saquei a intenção dele. Eu disse que sim e perguntei se ele também estava, na verdade eu já sabia que sim, mas decidi sondar, ele confirmou que estava sozinho também. Falou que nunca mais havia me visto na noite apesar de que ele não costumava sair muito, aí acabei falando que eu estava morando em BC agora. Ele ficou um pouco decepcionado: "Ah e eu que queria te rever...". Perguntei se ele não vinha a BC e ele disse que quase nunca vem, que só ano que vem pra ele aparecer por aqui. Conversamos mais alguns segundos e ele foi se despedindo.
Fiquei feliz com essa ligação do Prince, de saber que ele não me esqueceu e mesmo vários meses depois decidiu me ligar. Todos que lêem o blog sabem que eu fui apaixonado pelo Prince, um "amor de pica" sem futuro nenhum, mas ainda sou de certa forma gamado por ele. Por isso o telefonema me deixou triste também, pela impossibilidade de estar com ele sendo que ele estava afim de estar comigo novamente, tudo o que eu mais queria era ficar com ele de novo, beijar muito aquela boca gostosa e passar momentos de muito prazer com aquele gostoso. Acho que eu errei em dizer que havia me mudado, eu poderia ir a Floripa para encontrá-lo e fingir que ainda moro lá, bastava pegar o ônibus aqui e dentro de uma hora eu estaria lá aí era só encontrar o Prince e depois da transa (que seria ótima, com certeza) voltar para casa. Enviei um e-mail para ele dizendo que gostei de ele ter ligado e propondo um encontro hora dessas, dizendo que posso ir visitá-lo sem problemas. Tô esperando a resposta ainda.
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JAPINHA
Como o Japinha sumiu do messenger e faz mais de mês que não tenho notícias dele enviei um e-mail dia desses para saber como ele está. Nesta quinta p/ sexta-feira li a resposta e fiquei aborrecido. Ele disse que estve aqui em BC no fim de semana passado, ficou 4 dias com os amigos. Putz poderia ter me ligado, não precisava ter medo que eu fosse querer forçar a barra, era apenas para revê-lo, para dar um "oi". Ele disse também que pretende passar um mês aqui em dezembro ou janeiro e pediu pra eu ver local pra ele alugar ( ! ). Depois dessa falta de consideração que ele teve comigo me deu vontade de mandá-lo á merda. Respondi o e-mail de forma seca no entanto, mas sem demonstrar muito que fiquei aborrecido, afinal se ele não quis me ver pra mim tanto faz, a vida é dele, ele que sabe o que quer. Ele respondeu novamente dizendo que gostaria de ter me encontrado mas que não pôde. Tudo bem, quem sabe a gente se veja quando ele aparecer por aqui de novo, mas se não rolar não é nenhum fim de mundo para mim. Tenho que querer quem me quer.
E só de birra coloquei aí em cima aquela foto que eu sei que o Japinha detesta!
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KIKO
Kiko simplesmente se afastou de mim, no fim de semana passado ele estava no chat e não falou comigo, no messenger tava definido como ocupado e não me dirigiu palavra. Eu também fiquei na minha, nada de e-mail nem mensagens. Odeio situações mal-resolvidas e confesso que essa história com Kiko me deixou aborrecido, afinal tava tudo legal entre a gente, não queria mais trepar tudo bem, mas também não precisava me evitar desse jeito. Mandei um e-mail para ele na quinta-feira no qual fiz um desabafo sutil sugerindo a gente se encontrar para eu devolver o cd-rom dele. Não desejo sexo com Kiko, desejo apenas devolver-lhe essa merda de cd de uma vez para sentir que não há nada mais MESMO entre nós. Ele não respondeu o e-mail, mas nessa sexta-feira para sábado teclamos um pouco, vi que ele tava on e puxei assunto, mas em tom amigável sem cobranças ou coisa do tipo. Ele me disse que iria hoje a uma praia de nudismo com uns caras. E é isso, nem sei se encontrarei Kiko novamente. Essas coisas acontecem mesmo, sujeitos que depois de muito babar ovo para a gente dizendo que nos adoram etc simplesmente desaparecem da forma mais estúpida, é uma constante no nosso meio mesmo. Valeu como lição, eu sempre soube que os novinhos são muito instáveis e que é burrice se envolver, dessa vez pude comprovar, felizmente não me envolvi, conseqüentemente não sofro com essa história. Não gosto de ver ninguém como objeto mas as vezes esse é o melhor caminho: foi bom sexo, tive duas transas muito gostosas e gozei numa bundinha depois de quase um ano sem fazer isso. Beleza! É assim que tenho tentado ver as coisas na atual fase de minha vida: sem levar nada muito a sério para não me magoar.
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(Credow que pau é esse!?!)
CWB
Na madrugada desse sábado teclei muito com meu ex-namorado, o CWB. Fazia um bom tempo que eu não teclava com ele, pois eu não estava afim. Ele está namorando e decidi ficar um tempo sem teclar com ele enquanto o namoro se firma. O namoro anterior de CWB, o qual cheguei a comentar alguma coisa aqui no blog, durou apenas um mês e quando CWB acreditava que tudo corria bem o cara afastou-se dele sem mais nem menos terminando tudo por mensagem de celular (!!!). O mesmo tipo de afastamento idiota que eu comentava acima ao falar de meu lance com Kiko. Quero muito bem a CWB e sei que ele não merece que idiotas brinquem com os sentimentos dele. O papo com CWB foi muito legal, teclamos, entre outras coisas, sobre minha vontade de ir a um psicólogo novamente, alguns de meus medos como o de embarcar em um relacionamento, sobre o fato de que eu não gostaria de ficar hospedado no apartamento dele quando eu for Ctba pois eu não me sentiria bem diante de um possível climão com o atual namorado dele... ah, conversamos sobre várias coisas. Foi ótimo, CWB é um anjo que apareceu em minha vida, desejo tudo de bom para ele.
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ILUSÃO DO DIA
That's it!
enviada por Garland
22/11/2003 07:16
FILMES, FILMES E MAIS FILMES!
ALFRED HITCHCOCK
Na minha fase "louco por cinema" (que foi mais ou menos dos 12 aos 17 anos, quando eu assistia a todo tipo de filme, varava madrugadas gravando e vendo filmes antigos na TV, e anotava todos em uma agenda super colorida cheia de recortes e colagens de fotos dos filmes) eu tive um grande interesse pela obra de Alfred Hitchcock. O cineasta foi um dos primeiros a ter seu nome em destaque nos cartazes, os espectadores iam ao cinema mais para assistir ao novo filme de Hitchcock do que pelos atores que algumas vezes eram desconhecidos do grande público. Todos os guias de vídeo que eu tinha sempre davam cotação máxima para os filmes do diretor e eu ficava cada vez mais curioso para assisti-los. E assim surgiu meu interesse pela obra deste diretor. Eu locava alguns filmes dele na seção de velharias da videolocadora (a qual acho que só eu mesmo que olhava), outros eu assistia na TV, na Manchete, ou no Corujão na Globo e outros acabei comprando o VHS para poder assistir, como foi o caso de Intriga Internacional (lembro que custou super caro, 48 reais mais despesa de envio, encomendado da Videoteca 2001 de São Paulo). Já outros eu decidi comprar por gostar realmente e querer ter a fita selada na minha coleção, é o caso de Os Pássaros, Um Corpo Que Cai e O Homem Que Sabia Demais. Agora pretendo ter em dvd os meus preferidos.
Sou fã de Hitch, já assisti a todos seus principais filmes, desde os primeiros na virada do cinema mudo para o falado, passando pela fase inglesa e depois seus maiores clássicos já em Hollywood. As histórias do mestre do suspense sempre me cativaram, sua maneira de conduzir os sustos, os jogos de câmera, as reviravoltas nas tramas, enfim tudo o que caracteriza uma obra de Hitchcock tem o poder de despertar minha atenção.
Ah, me deu vontade de listar aqui todos os filmes de Hitch que eu já assisti, com a minha cotação, vamos lá:
***=bom
****=ótimo
*****=obra-prima
Chantagem e Confissão (1929)***
Os 39 Degraus (1935)***
A Dama Oculta (1938)***
Rebecca, A Mulher Inesquecível (1940)***
Quando Fala o Coração (1945)****
Interlúdio (1946)***
Agonia de Amor (1947)***
Festim Diabólico (1948) ****
Sob o Signo de Capricórnio (1949)**
Pacto Sinistro (1951)*****
Disque "M" Para Matar(1954)****
Janela Indiscreta (1954)*****
Ladrão de Casaca (1955)***
O Terceiro Tiro (1955)****
O Homem Que Sabia Demais (1956)****
O Homem Errado (1956)****
Um Corpo que Cai (1958)*****
Intriga Internacional (1959)****
Psicose (1960)*****
Os Pássaros (1963)*****
Marnie (1964)***
Cortina Rasgada (1966)***
Frenesi (1972)****
Trama Macabra (1976)***
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Toda essa introdução se deve ao fato de que recentemente revi um clássico do mestre do suspense:
INTRIGA INTERNACIONAL
(North by Northwest, EUA, 1959, direção: Alfred Hitchcock, com Cary Grant, Eva Marie Saint e James Mason)
Re-asisti esse filme no sábado passado, dia 15/11, no Cine Belas Artes no SBT. A primeira vez que o assisti foi em 11/05/1996 logo que a fita que eu havia encomendado (junto com Nunca Fui Santa e Adorável Pecadora, ambos com Marilyn Monroe) chegou. Na época dei 5 estrelas, mas revendo-o hoje em dia percebo que exagerei um pouco. Intriga Internacional é um ótimo filme de aventura, um road movie de primeira mas não chega a ser nenhuma obra-prima, tem defeitos que o prejudicam como as interpretações canastronas e as cenas de ação que não são tão emocionantes. A favor do filme está a trama interessante e o bom humor, fatores que o tornam agradável de se assistir ainda nos dias de hoje e que evidenciam que o filme não envelheceu mal.
A trama de Intriga Internacional é a seguinte: Um publicitário e playboy nova-iorquino (Cary Grant) é tomado por espião e raptado por agentes inimigos que tentam fazê-lo passar por culpado de um assassinato e, depois, procuram matá-lo em uma série de "acidentes". Para provar sua inocência, ele brinca de gato e rato com seus adversários em uma divertida escapada por várias cidades dos Estados Unidos.
O filme é considerado um dos melhores de Hitchcock, devido a seu ritmo envolvente, e o "pai" dos filmes de 007. Aqui predomina a aventura, ao contrário da maioria dos filmes do mestre onde impera o suspense. Algumas seqüências tornaram-se antológicas: o ataque ao herói no meio de um milharal por um avião pulverizador em vôos rasantes e a caçada humana entre as célebres estátuas de quatro presidentes dos EUA, no monte Rushmore (Dakota do Sul).
Os filmes de Hitchcock talvez pequem pela pouca profundidade no desenvolvimento psicológico de seus personagens, na verdade sempre é privilegiada a trama e os personagens acabam pouco consistentes. Grandes interpretações nos filmes de Hitchcock nem sempre se fazem necessárias pois a intensidade dramática nem sempre é o foco do personagem. Assistindo a Intriga Internacional dessa vez prestei atenção especial à personagem de Eva Marie Saint, um papel importante na trama, mas totalmente raso e interpretado de forma canastra. Esse papel seria perfeito para Marilyn Monroe. Eva Marie Saint é tão má atriz quanto Marilyn e seu papel em Intriga Internacional exige dela apenas caras lânguidas e bancar a sensual coisa que Marilyn tirava de letra e deixaria Saint no chinelo. Infelizmente Hitch nunca escalou Marilyn para interpretar uma de suas louras, talvez por preconceito, e acabou pondo a sem sal da Eva Marie Saint. Ah, seria uma delícia ver a união desses dois mitos do cinema em um filme: Marilyn e Hitch.
Enfim, acho Intriga Internacional um bom filme, que utiliza um tema caro ao mestre, o do "homem errado tentando provar sua inocência". É uma obra gostosa de assistir, mesmo passados quase 45 anos de seu lançamento. Nota: 7,5
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OUTROS FILMES QUE ASSISTI RECENTEMENTE FORAM:
BEBÊS GENIAIS
(Baby Geniuses, EUA, 1999, Direção: Bob Clark com Kathleen Turner e Christopher Lloyd)
Eu havia deixado gravando esse filmezinho há mais de um ano e só nesse domingo que passou, 16/11, na falta de ter o que fazer, lembrei de assisti-lo. Eu esperava que fosse uma bomba completa, mas até que não achei tão ruim, me diverti assistindo. a idéia do filme é original e ver bebês zombando dos adultos e tendo condutas tão racionais é interessante. Claro que o filme tem seus defeitos, entre eles algumas situações forçadas (bebês lutando corpo a corpo com adultos e vencendo), mas como é um filme infantil são coisas que é preciso abstrair para garantir a diversão. A história do filme é a seguinte: Uma dupla de cientistas desenvolve um método de fabricar gênios, confinando bebês num laboratório, sob disciplina quase militar. Enquanto isso, um casal dono de uma creche tenta provar que os bebês têm sua própria linguagem e que o amor é a melhor forma de desenvolvê-los. As coisas se complicam quando um dos bebês de laboratório provoca uma rebelião, foge e encontra seu gêmeo, que vive na creche (sinopse do site www.adorocinema.com.br).
Enfim, Bebês Geniais é um filme razoável que deve agradar às crianças e aos adultos não muito exigentes. Na falta de coisa melhor, funciona como um bom passatempo. Nota: 5
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TERROR A BORDO
(Dead Calm, AUS, 1989, direção: Phillip Noyce, com Sam Neill, Nicole Kidman e Billy Zane)
Esse filme passa com freqüência na Globo nas madrugadas e eu creio que nunca havia visto ele do começo ao fim. Dessa vez deixei gravando e o assisti na segunda-feira, dia 17/11. Um dos principais motivos de eu querer ver o filme é que eu lembrava de uma cena de transa entre Nicole e Billy Zane, e que aparecia a bunda dele! Com certeza foi um "estímulo a mais" a presença do gostoso do Billy Zane pagando bundinha.
O filme apesar de ter uma história simplérrima que poderia ser contada em 15 minutos ou menos não é aborrecido. A trama é a seguinte: Casal, em férias num veleiro, encontra barco avariado em alto mar com um único sobrevivente. Eles acolhem o sujeito mas logo começam a perceber o grande equívoco que cometeram.
Interessante, ver Nicole Kidman quase 15 anos atrás com aquele cabelão a lá Ronald McDonald e constatar que ela parece bem melhor hoje, inclusive fisicamente, Hollywood, alguns milhões e um Oscar lhe fizeram muito bem. Mas a atuação dela em Terror a Bordo não deixa a desejar, consegue passar o desespero que o papel exige. Billy Zane, como o assassino também está bem, é extremamente charmoso, imaturo e psicótico ao mesmo tempo. Ótima a idéia de por um cara boa-pinta no papel de vilão, gerando um sentimento paralelo de atração e repulsa no espectador.
Terror a Bordo é um bom filme, mesmo com apenas trâs personagens em cena (quatro se for contar o cachorro) consegue manter o interesse sem apelar para a sangueira explícita, utilizando expectativas e sustos para enredar o espectador. Nota: 6
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MAIS QUE O ACASO
(Bounce,EUA, 2000, direção: Don Roos, com Gwyneth Paltrow e Ben Affleck
Revi esse filme na segunda-feira, na Tela Quente da Globo. Eu acabo sempre vendo as comédias românticas estreladas por Gwyneth Paltrow, apesar de achar ela meio sem sal, o mesmo ocorre com Sandra Bullock e com a chata da Julia Roberts, não sou nada fã delas mas me sinto atraído a assistir os filmes que elas protagonizam, estranho né??
Mais que o Acaso eu já havia visto em vídeo (na mesma época que assisti outro filme com Acaso no título e igualmente com Gwyneth, o superior De Caso com o Acaso) e achei um romance bem agradável, partindo de uma idéia inicial interessante: Buddy Amaral (Ben Affleck) é um bem-sucedido publicitário que, impedido de pegar um vôo, cede seu assento a um desconhecido, poucos minutos antes da decolagem. Porém, o avião sofre um acidente, matando todos os passageiros que nele estavam. Em crise de consciência por causa do ocorrido, Buddy decide ir conhecer a viúva (Gwyneth Paltrow) do estranho a quem cedera o assento. A partir de então, os dois se conhecem e iniciam um profundo relacionamento (fonte da sinopse: www.adorocinema.com.br).
Eu havia esquecido muita coisa e dessa segunda vez achei um pouco mais sem graça. Como ponto negativo eu aponto o clima de funeral ao longo do filme, que às vezes enche o saco, e o elenco pouco convincente nas interpretações dramáticas (convenhamos, Ben Affleck posando de triste é um fiasco). No entanto Mais Que O Acaso funciona ao dosar de forma adequada o drama, o romance e um toque de comédia, adotando um estilo mais sóbrio por lidar com a questão da morte e fugindo do estereótipo da comédia romântica babada. Um bom filme, gostosinho de ver. Nota: 6
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OS PÁSSAROS
Na madrugada de segunda para terça-feira 18/11, ainda sob o "efeito Hitchcock" causado por Intriga Internacional que eu havia visto no sábado, tive vontade de re-assistir a um de meus filmes de estimação, Os Pássaros, de Alfred Hitchcock. Como é um filme especial para mim, muito em breve vou fazer um post exclusivo falando a respeito dessa obra que eu adoro, oficializando a nova seção do blog: Filme de Estimação. Por enquanto fica a Nota: 10
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Ah, esse post já tá grande demais, depois comento os outros filmes da semana que passou.
That's it!!
enviada por Garland
20/11/2003 02:16
PASSANDO POR AQUI RAPIDINHO
Eu nem ia postar hoje, mas decidi passar por aqui pra deixar registrado meu encontro com um cara de Itajaí, uma cidade vizinha. Eu havia teclado com ele no fim de semana e combinamos nesta quarta um encontro na beira-mar, às 20h. Vou chamá-lo aqui de Klaus. Ele veio especialmente pra gente se conhecer. É loiro, olhos claros, 1m e 80 e poucos de altura, 22 anos, não é nem feio nem lindo. Ele freqüenta a Londoon e a NH e parece bem desencanado quanto ao fato de ser homossexual (sua família sabe dele)e eu diria que é perceptível que ele é do babado, mas não chega a ser afeminado. Eu gostei do Klaus, não sei se para algo sexual, mas uma amizade quem sabe?? Seria legal, me senti a vontade com ele. Conversamos bastante sentados em um banco. Quando caminhávamos na calçada da beira-mar passamos por Christian que caminhava com uma garota, talvez ele tenha me reconhecido apesar de que não ficamos cara a cara, pois ele vinha em nossa frente, mas eu só vi ele de costas e por isso nem cumprimentei. Seguimos, Klaus e eu, para o Shopping e demos umas voltas olhando vitrines, ele queria ver um presente de amigo secreto para uma colega de trabalho. Nos despedimos eram quase 22h e 30. Agora há pouco ele estava no Messenger, batemos um papo bem legalzinho. Ele disse que tenho cara de bebê, que pareço ter 16 anos (acho que tá na moda todos os caras me chamarem de bebê, já que o Christian outro dia se despediu de mim dizendo "tchau criança" e vive dizendo que tenho cara de garoto). Que bom, isso me deixa feliz, antes parecer bem mais novo do que parecer mais velho! Imagina se eu dormisse bem e me cuidasse direitinho? Estaria melhor ainda, hahaha...
Fora isso, mais nada aconteceu nestes últimos dias que mereça registro aqui.
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VAMOS RIR UM POUQUINHO??
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ILUSÃO DO DIA
O que há de errado nessa espiral?
Espiral? Que espiral? Acorda, isso é apenas um amontoado de círculos!!
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QUANTO MAIS GOSTOSOS MELHOR!
Gosto de fotos de suruba por isso, de uma só vez dá pra vislumbrar um monte de traseiros, cacetes, e caras gostosos numa infinidade de possibilidades sexuais. Nham nham!!
That's it!!
enviada por Garland
19/11/2003 07:27
TEM GENTE DE ANIVERSÁRIO!!
Meu amigo RICK está de aniversário hoje, dia 19. São 24 aninhos né? Well amigowww, se tem uma coisa boa de eu ter criado este blog foi conhecer pessoas legais como você! Gosto muito de teclar contigo, é bom poder compartilhar as coisas que eu sinto com você e espero poder te ajudar também com as minhas opiniões. Sei que nem sempre sou fácil de lidar e você mesmo já conhece o meu lado naja, mas é que gosto sempre de ser sincero e dizer o que eu penso mesmo que seja um pouco difícil aceitar. Legal que você me entende e não leva a mal esse meu jeito. Obrigado pela sua amizade! Como eu disse em teu blog, espero poder te dar parabéns pessoalmente algum dia, em algum de seus aniversários, afinal, estamos longe mas não é de forma alguma impossível a gente se encontrar e desejo muito te conhecer na real!! Por enquanto te desejo através de meu blog toda a felicidade do mundo e que todos os seus sonhos se realizem. Saúde, amizade, grana e muuuito amor! Parabéns, te adoro amigo!
Nham nham, vai ter bolo??
That's it!!
enviada por Garland
19/11/2003 05:48
MÚSICA DA VEZ
INBETWEEN DAYS de THE CURE
Não demorou e já tem outro hit dos anos 80 como fundo musical do Dirty Pearls!! Todos que acompanham o blog sabem de minha predileção por vocal feminino, mas para intercalar um pouco os timbres optei por esta música que eu gosto muito Inbetween Days da banda The Cure, na voz do vocalista Robert Smith. Para ser sincero prefiro o clássico Boys Don't Cry, mas é inegável que Inbetween Days é tão bacana quanto esta; é a segunda música que mais gosto do The Cure, e para não cair no óbvio de por Boys Don't Cry aqui, optei por esta canção.
Não posso dizer que sou fã da banda britânica The Cure, afinal durante toda minha vida foram poucas as canções do grupo que eu escutei. Mas Boys Don't Cry sempre esteve entre minhas músicas preferidas, ela é contagiante, assim como Inbetween Days que cativa desde os primeiros acordes. São músicas que mesmo tocadas à exaustão não enjoam e é sempre uma delícia ouvi-las novamente. As minhas canções preferidas do The Cure são os hits mais óbvios: Boys Don't Cry, Inbetween Days, Friday I'm In Love, Close To Me e The Lovecats. Só recentemente fui conhecer os outros sucessos da banda, quando comprei em 1 de julho o cd The Cure Greatest Hits, com 18 faixas. Tem muitas músicas legais, mas a verdade é que gosto mesmo é dessas que já citei, o resto parece não ter o mesmo apelo comigo.
Inbetween Days foi lançada em 1985 no álbum The Head On The Door. Há algum tempo Herbert Vianna regravou a canção em seu álbum O Som do Sim, contando com Érika Martins da banda Penélope nos vocais; a versão em estilo bossa-nova ficou legalzinha, bem diferente, mas perdeu muito do vigor que caracteriza a original, mesmo assim vale a pena conferir como curiosidade. Eu particularmente acho muuuuuito superior a versão animada e contagiante do The Cure. Fique com a letra e sua tradução:
INBETWEEN DAYS
Yesterday I got so old
I felt like I could die
Yesterday I got so old
It made me want to cry
Go on go on
Just walk away
Go on go on
Your choice is made
Go on go on
And disappear
Go on go on
Away from here
And I know I was wrong
When I said it was true
That it couldn't be me and be her
Inbetween without you
Without you
Yesterday I got so scared
I shivered like a child
Yesterday away from you
It froze me deep inside
Come back come back
Don't walk away
Come back come back
Come back today
Come back come back
Why can't you see
Come back come back
Come back to me
And I know I was wrong
When I said it was true
That it couldn't be me and be her
Inbetween without you
Without you
Without you
Without you...
DIAS INTERMEDIÁRIOS
Ontem eu fiquei tão velho,
Eu me sentia como se pudesse morrer.
Ontem eu fiquei tão velho,
Isso me fez querer chorar...
Prossiga, prossiga,
Apenas vá embora.
Prossiga, prossiga,
Sua escolha está feita.
Prossiga, prossiga
E desapareça,
Prossiga, prossiga
Para longe daqui...
E eu sei [que] eu estava errado
Quando eu disse que era verdade,
Que não poderia ser eu e ser ela
No meio, sem você.
Sem você...
Ontem eu fiquei tão assustado,
Eu tremi como uma criança.
Ontem, longe de você,
Isso me gelou profundamente por dentro...
Retorne, retorne,
Não vá embora.
Retorne, retorne,
Retorne hoje.
Retorne, retorne,
Por quê você não consegue perceber?
Retorne, retorne,
Retorne para mim...
E eu sei [que] eu estava errado
Quando eu disse que era verdade,
Que não poderia ser eu e ser ela
No meio, sem você.
Sem você...
Sem você,
Sem você...
The Cure é uma banda que escreveu sua história nos anos 80 e possui milhares de fãs no mundo tudo. Muito se deve à forte personalidade do líder Robert Smith, com seus cabelos arrepiados, batom na boca e olhos maquiados, é uma figura exótica e carismática. O som de The Cure transita entre o iluminado e alegre e o melancólico e depressivo, mas seja qual for o tom das canções elas cativaram (e cativam) muita gente e estão gravadas na memória de quem viveu os anos 80 e 90. Confira a biografia da banda no link abaixo:
Mais informações sobre essa banda bacana que já decretou seu fim várias vezes mas segue em atividade podem ser encontradas nos sites:
The Cure: A Strange Day (em português)
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Semana que vem outra de minhas canções preferidas rodando aqui!
That's it!!
enviada por Garland
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