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24/01/2004 05:06
FIM DE SEMANA PIRADO
Tenho tanta coisa pra escrever aqui no blog, mas não tô dando conta. Eu preferi não escrever nada sobre a novela Kiko enquanto ela não tivesse o "desfecho" (viagem do Kiko) e acabou que tenho muuuuita coisa pra escrever sobre isso nos próximos posts, um resumão dessas últimas semanas em que Kiko esteve presente diariamente na minha mente, meus encontros com ele e a confusão de sentimentos que vivi nesses dias. Só que nesse período tive um fim de semana muito bom, que foi um "santo remédio" para mim. E é esse fim de semana passado que eu vou relatar aqui.
SÁBADO, 17 de janeiro
À tarde encontrei no Msn um cara com quem eu havia me encontrado há duas semanas, vou chamá-lo de Beto. Fiquei feliz pois eu havia curtido muito o cara, mas não quis ligar para ele pois quase nunca ligo mesmo, fico sem graça de ligar e deixo que me procurem se quiserem. Ele puxou papo comigo e disse que estava no Shopping, ia assistir ao filme Todo Mundo em Pânico 3. Eu disse que estava super afim de ver este filme e ele então me convidou para assistir com ele. Falou que estava saindo do Shopping e viria a pé até meu apartamento para me buscar. Topei e fui tomar banho. O meu celular toca. Era Danny, estava em BC e queria me encontrar. Com um aperto no peito (todos sabem que sou meio gamadão no Danny) tive que dizer a ele que eu ia sair com um cara, ia ao cinema. Soube dias depois por Msn que a intenção de Danny era me convidar para fuder a três naquela tarde. Ele me disse que havia encontrado um cara meio feioso e como estava afim de dar uns amassos em mim e o cara topou fuder a três e ele decidiu me ligar. Que sem-vergonha! Se fosse um gato duvido que ele ia lembrar de mim pra foda a 3!
Beto chegou 17h e pouco e seguimos para o shopping. Como moro distante tivemos bastante tempo para conversar no caminho. Beto é um cara muito bonito, charmoso, simpático e gostoso. Tem 19 anos, mais baixo que eu, malha, acho que é um dos caras mais gostosos que já fiquei, pelo menos a bunda dele é a mais linda que já passou pela minha mão, ehehe. Beto sabe que é gostoso e às vezes parece meio metido, desprezando caras muito magros, feios, pobres. Fala que só se o cara levar ele no motel mais caro da cidade pra ele topar algo. Nesses momentos me perguntava: putz, o que esse cara quer comigo então? Só pode ser amizade porque eu não tenho nada do que ele fala ser importante em um cara pra sexo. Mas ele disse que sou um cara bem bonito (só preciso engordar e malhar), então acho que juntando isso ao meu "carisma" (que cá entre nós sempre deixou a desejar) conquistei a simpatia do cara.
Assistimos o filme, eu me comportando como amigo já que amizade foi o que ele deu a entender que queria comigo. Mas decorrida mais da metade do filme sinto uma mão acariciando meu braço. "Humm safadinho, então não é só amizade que você quer né!", pensei. Saindo do cinema senti no ar um clima de tesão, era evidente que Beto queria me beijar e eu também estava afim. Ele ligou para um amigo, querendo me levar lá, mas o cara não podia nos receber naquela hora, Beto combinou para o dia seguinte. Demos mais algumas voltas conversando e até entramos em alguns banheiros de umas galerias/shoppings mas não arriscamos beijar, rolou só um selinho de nada.
Havia anoitecido e propus a Beto ir comigo ao Caphé Sol, um bar gay na esquina de meu apto, pois lá poderíamos pelo menos ficar a vontade para nos beijarmos. Ele já havia me falado que não tinha a mínima intenção de ir a lugares gls pois não gostava nada disso. Mas aceitou meu convite. Era cedo ainda, passamos em frente ao bar e vimos que estava fechado. Sugeri a Beto que viéssemos ao meu edifício e fôssemos para as escadarias para pelo menos rolar uns amassos. Ele topou.
As escadarias do prédio estavam escuras, mas havia uma iluminação mínima que permitia visualizar um pouco o corpo um do outro. Começamos a nos beijar, mas senti que Beto não estava muito empolgado, parecia recusar o beijo. Odeio isso. Lembrei que ele me contou que transou com um cara e não deixou o cara fazer nada, nem beijar, nem chupar, nem sequer tocar nele. Apenas sentou no pau do cara dizendo pro cara não fazer nada. Imaginei: "ai agora o viado não vai querer que eu toque nele também!". Enfiei minhas mãos por dentro da bermuda dele e apalpei aquela bunda perfeita, "que bunda gostosa!" eu disse. "Eu sei que é", ele falou. "Humm que metido, também todo mundo deve dizer isso, eheh", falei. Ele já havia me contado que malha a bunda, não é a toa que é linda daquele jeito. Eu sei que ele é ativo e passivo, então não me surpreendi quando Beto ficou de costas para mim ainda vestido se esfregando em mim, roçando a bunda em meu pau duro dentro da calça. Ficamos nesses amassos um tempo. Depois ele baixou a bermuda me mostrando que estava depilado, sem pêlos no púbis, mas o que reparei foi aquele pau gostoso durão, peguei nele, e fiquei louco de vontade de dar uma chupada mas Beto não deixou. Eu havia baixado minha calça também revelando meu pau duro, fiquei de costas e pedi para Beto colocar o pau entre minhas pernas e fazer movimento de vai e vem como se estivesse me comendo. Ele mandou eu me apoiar nos degraus da escada e brincou um pouco assim. Depois nos vestimos e ficamos um tempo sentados nos degraus, nos acariciando, eu mordendo por cima da bermuda e cueca o pau duro dele. Cheguei a por pra fora e dei uma abocanhada mas ele disse pra eu não fazer aquilo. Eu colocava a mão em sua bunda dizendo que estava louco pra cair de boca naquela bunda gostosa. O maluco então se levantou e baixou a bermuda e colocou aquela bunda boa na minha cara. Mas eu não tava afim de lamber a bunda dele ali na escadaria. Apenas dei umas mordidas e apertões. Lamber bundinha só se estiver bem cheirosinha e limpinha, a dele já tava suada, meio azedinha, não tava no ponto pra uma boa linguada.
Depois dos amassos voltamos para o Caphé Sol e não havia abrido ainda. Sentamos em um banco na beira-mar e continuamos conversando, descobrindo lances de caras em comum que agente conheceu. Fomos dar uma volta e logo um casal abordou a gente. Era uma gordinha e um cara, chegaram de mãos dadas, perguntando se podiam conversar com a gente um pouco. Logo pensei "ai, viram que a gente é viado". Mas eles não tocaram nesse ponto, apenas perguntaram onde havia balada legal pois eles eram cariocas e não conheciam nada da cidade. Rubem sugeriu o Ibiza. Ficamos conversando com o casal e perguntamos se eram casados ou namorados, ela disse que eram mais ou menos isso, eheh. A gordinha, que chamarei de Paula (seu nome real) e o cara (que nem lembro o nome, mas vou chamar de Silvio) tinham 22 anos e haviam chegado naquela tarde em BC, antes estavam em Floripa. Paula me falou que estiveram no The Pub (um bar gay de Floripa) e foi aí que me antenei e perguntei se eles curtiam balada GLS. "Era exatamente isso que a gente queria perguntar pra vocês mas ficamos sem graça, a gente queria saber onde tem lugares gays aqui!". Aí falei que havia a NH a algumas quadras dali e que na esquina tinha o Caphé Sol. O casal revelou que o Silvio era viado, curtia rola, e a gordinha adorava viado. Ela disse que não era sapa, que o negócio dela é pau, mas que ela tem tara por gay, mesmo que seja bem afeminado. Ela namora Silvio, os dois se curtem, mas tem um lance aberto no qual ela pode ficar com quem quiser e ele também quando vão para as baladas gay. Tinham que ser cariocas mesmo! Jamais encontraríamos um casal tão liberal que morasse aqui em BC onde há muitos enrustidos e preconceituosos.
O casal nos convidou para ir com eles a NH naquela noite. Beto disse que não ia de jeito nenhum. Eu falei que como moro ao lado talvez aparecesse por lá. Decidimos acompanhar o casal até o hotel deles para conversarmos um pouco mais. Lá chegando Beto me surpreendeu quando perguntou "não vão convidar a gente para subir?". Fiquei sem graça e percebi que Beto havia confundido tudo, só porque o casal se mostrou liberal falando muita putaria com a gente não significava que iam querer fazer uma surubazinha com a gente. Beto já mal intencionado achou que eles tavam dando em cima da gente e louco por uns amassos saiu com essa. O casal, super simpático, acabou convidando a gente para subir ao quarto deles, lá ficamos sentados em uma cama Beto e eu e eles na de casal, conversamos um pouco, Beto passou a mão em mim, rolou até uns beijinhos, mas era visível que o casal tava sem graça e eu mais ainda. Eles abriram uma garrafa de vinho e bebemos, conversando um pouco mais. Depois propus a Beto irmos embora e nos despedimos do casal. Disse que talvez os encontrasse na NH.
Seguimos Beto e eu para o Caphé Sol. Já havia abrido. entramos e bebemos mais cerca de 3 taças de vinho cada um. Rolou uns beijos. Beto acabou derramando vinho em sua camiseta e por pouco não me deu um banho também. Ficamos até mais ou menos 2h e então propus a ele irmos para a NH, tentar encontrar o casal. Estávamos os dois bêbados e fomos do jeito que estávamos, Beto de bermuda, camiseta e boné e eu de calça cargo e uma camiseta meio velhinha.
Eu estava bancando todos os gastos de Beto com o maior prazer, pois adorei a companhia dele e como ele tava desprevenido pois não sabia que ia acabar saindo pra balada não tinha nenhum tostão... Ah como é bom a gente ter grana pra sair e até pra pagar pros amigos! Ainda bem que o meu inquilino havia pago meu aluguel direitinho.
Dentro da New encontrei Déco, apenas dei oi e beijei-o no rosto. Ele estava acompanhado. Beto tirou a camiseta e aproveitando que estava bêbado disse que ia beijar muito. Um carinha chegou em mim me chamando pelo nome, reconheci ele, era um cara de 17 anos de outra cidade com quem eu vinha teclando há vários meses e que finalmente estava em BC, havíamos trocado foto. Apresentei Beto a ele e meio que empurrei Beto para cima do garoto, logo eles estavam beijando. Eu bem que quis tirar uma casquinha mas o muleke me afastava com a mão. A verdade é que eu já havia pego nojo do muleke antes mesmo de conhecê-lo pois ele sempre me pareceu muito atrofiado mental, fútil e imbecil, eu já não tinha a mínima vontade de ficar com ele há tempos. Logo puxei Beto e seguimos pela boate. Beto sabia que estava comigo lá, que podia beijar quem quisesse, mas era só beijar e tchau, nada de ficar muito tempo, menos ainda com aquele muleke. Fomos procurar o casal e logo os encontramos. Eles estavam decepcionados com a boate, acharam muito abafada. Fomos os quatro para a pista de pagode e Beto começou a se jogar para cima de Silvio. Eu já havia reparado que a gordinha não tinha curtido o jeito de Beto e mesmo eles querendo posar de liberais era evidente o ciúme dela. Silvio nem era tão bonito, alto e magro, fisicamnete lembrando um pouco o cantor (sic) Latrino, digo, Latino. Paula veio para perto de mim e disse em tom meio serio meio de zuera: Garland eu vou matar esse cara, eu vou matar ele!!. Eu, fazendo cara de psicopata também disse: "eu também vou matar ele!". Puxei Beto e disse que a gordinha não estava curtindo aquilo. Deixamos eles e fomos para a pista principal.
Beto chegava nos caras, trocava duas ou três palavras e já partia pro beijo. Eu estava passado com a atitude dele, mas não tava com ciúme nenhum, afinal estávamos bêbados e o melhor a fazer era aproveitar bem a noite mesmo. Às vezes Beto chegava nuns caras feiosos, chegou a beijar uns meio jaburus. Percebi que bêbado o nível de exigência dele baixava bastante. Combinamos que quando ele fosse beijar um feiosão era para eu beliscá-lo. Como se ele estivesse assim tão lesado que nem conseguisse mais distinguir o belo do feio, fala sério né! Hehehe.
Havia um carinha magrinho de camiseta laranja e várias vezes passei por ele e foi "aquele olhar", primeira vez apenas segurei o queixo dele, outra vez dei um beijo no rosto e segui de mão dada com Beto catando algum cara. Mas houve um momento em que Beto e eu chegamos nele, ele ao contrário da maioria virou a cara para o Beto e preferiu beijar a mim, nos beijamos muuuuito, o cara tinha um beijo muito bom. Trocamos algumas palavras, ele me disse que era de Curitiba, e logo segui meu rumo na galinhagem com Beto.
Em determinado momento Silvio estava sozinho, enquanto Paula ficava com um cara, chegamos nele e ficamos dançando junto. Enquanto Beto beijava mais um ao nosso lado, perguntei a Silvio se ele tinha curtido Beto, se ele ficaria com ele. Silvio fez uma careta como quem diz não. "E comigo, você ficaria?" Ele fez que sim e abriu um sorriso, me falou que curtia caras assim magros como eu e talz. Só que quando deu o blackout (momento em que as luzes da boate se apagam) adivinhem quem ele beijou? O Beto. Aproveitaram a escuridão para beijarem muuuito. No escuro senti alguém chegando em mim, era o carinha de laranja, beijamos horrores e antes de a luz voltar fui até Silvio e tentei beijá-lo mas ele não quis. Beto já estava atracado num carinha o qual ele só foi reparar que era feio quando as luzes voltaram.
Encontramos um cara muito gatinho, de Porto Alegre, que veio com uma história de que não queria trair o namorado e talz, só que enquanto falava isso passava a mão no corpo todo do Beto. Eu sempre tava junto quando o Beto chegava em alguém e as vezes ficava encoxando o cara por trás, passando a mão também. Mas é óbvio que os caras reaparavam muito mais no Beto que tava sem camisa do que em mim, que apesar de gatinho não sou sarado nem tenho cara pra ficar sem camisa em boate. O cara chamou a gente para ir ao dark room com ele, pra ele passar a mão no Beto. Fomos, ficamos os três nos amassando lá, Beto e o cara se beijaram, mas lá dentro a coisa levou apenas alguns segundos, era óbvio que o carinha queria era um pau duro e nem eu nem Beto estávamos excitados. Pra falar a verdade acho que não me excitei em momento algum, tudo aquilo de beijar um, dois, três... já estava tão mecânico que não dava tesão, apenas era bom e divertido. O carinha vendo que não tinha ninguém durão ali saiu rapidinho.
Mais tarde ao longo da noite ele juntou-se a nós e a um outro cara de vermelho que a gente estava ficando. Esse carinha, de Jaraguá do Sul, tinha olhos claros e era bem gatinho. Eu encoxava Beto enquanto ele beijava o carinha, depois o cara me beijava por cima do ombro de Beto. Em determinado momento estávamos em um beijo a três no meio da pista! Tremenda queimação de filme. O carinha de POA louco por pau chegou beijando Déco e beijou o de vermelho depois. Fomos os quatro para o banheiro, lá Beto foi mijar e me contou que o de POA estava com o pau duro. Nos abraçamos os quatro no banheiro, só faltou rolar beijo a 4 mesmo, ehehe. mas vimos que estávamos congestionando o trânsito do local e saímos dali. O carinha de preto perguntou se eu não ia beijá-lo, eu bem que estava afim pois ele era muito gatinho, mas acabou nem rolando pois depois que fomos os quatro para outro banheiro o carinha viu que nenhum estava excitado e zarpou.
No fim da noite Beto beijou um cara que achei uó, devia ter uns 35 ou mais, meio feio de cara, sujeitinho sem graça. O nosso trato de eu beliscar Beto já não surtia efeito. Beto chegou a dizer que queria transar com aquela bésha e nesse momento eu devo ter feito uma cara de nojo como quem diz "com isso?" olhando ela de cima abaixo que a coitada chegou a ficar sem graça. Eu fulminava a bésha com os olhos, pois não estava gostando nada do fato de Beto estar fazendo caridade com ela, já havíamos perdido tempo demais com aquela bésha. Fui conduzindo Beto para o bar e a bicha sem semancol vinha junto. Eu só cortava as falas dela, mas mesmo assim Beto foi ao banheiro não sei o que fazer com a bésha e eu segurei ele e falei "tu deve tá completamente cego né, meu essa bicha é muito feia, faz favor né!" Ele então se mancou e dispensou o cara e fomos para a pista 1 procurar alguém beijável. Quando olho vejo a bésha descarada ali do lado. Tive vontade de dizer "Desaquenda bixa, some da minha frente, tu não viu que o cara tá comigo, não vou deixar ele sair ficando com qualquer coisa, desaparece!", mas fiquei quieto, apenas lancei meu pior olhar pra ela. A bésha devia estar se mordendo de raiva de mim por eu estar empatando o lance dela com aquele gostoso, ela deve ter pensado "justo hoje que ganhei na loteria de um gato desse dizer que queria até transar comigo, me aparece esse aí pra melar o lance!".
Logo decidimos ir embora. Acompanhei Beto até boa parte do caminho, fomos conversando sobre as doideiras daquela noite, os mais de 10 caras que ele havia beijado e os meus 3, o casal esquisitão, etc. Depois retornei e segui para casa. Fui dormir lembrando que não dançamos nada a noite inteira e sentindo os lábios meio assados de tanto beijar.
DOMINGO, 18 de janeiro
Dormi até umas 14h. Beto havia combinado comigo no dia anterior que passaria aqui as 15 horas para irmos ao apartamento do amigo dele, mas depois da bebedeira e da loucura da noite anterior pensei que ele fosse preferir ficar dormindo e nem apareceria. Mas ele acabou ligando em torno de 15h dizendo que estava a caminho.
Me arrumei e desci para encontrá-lo e seguimos para o apartamento do cara, que fica próximo ao Shopping. No caminho tive uma grata surpresa: avistei vindo em minha direção Maria Fernanda, uma garota que foi minha colega de facul em algumas disciplinas, eu fui apaixonado por ela, fascinado de certa forma, isso no ano de 1999/2000 eu acho e até o fim do curso. "Garland!", ela disse ao me ver e veio vindo em minha direção, nos abraçamos no meio da rua e acabamos subindo para a calçada para conversar um pouco. Ah, tão bom revê-la, tava tão linda, mais magra um pouco, cabelos loiros escuros, aqueles olhos esverdeados lindíssimos, a voz meio rouca que eu adorava, lembro que ela cantava e eu achava a voz dela o máximo, enfim foi ótimo ter ela ali na minha frente. Me contou que está morando em Brasília, ainda não se formou. Ela estava com a irmã e eu com Beto, então não nos extendemos no papo. Só sei que fiquei feliz pois estou sempre me lembrando dela entra ano e sai ano, afinal eu me apaixonar por uma mulher não é algo assim tão banal para ser esquecido.
Chegando no prédio do cara Beto perguntou se eu já havia feito a 3, eu disse que sim. "Então você vai dar pro Malhado hoje", disse ele. "Hahahah, vai sonhando, o cara tem um pauzão, eu não agüento aquilo, nem pensar!". Eu já sabia quem era o cara pois já teclei com ele há vários meses e ele me mandou umas fotos pelado, tem pra mais de 20cm. Beto me disse que perdeu o cabaço com ele e que já deu pra ele várias vezes. "Você é louco, dar o cu pela primeira vez pra ele, com aquele pauzão todo?? meu Deus!".
No apartamento do cara já não me senti muito à vontade, o cara já tinha meio que me dispensado uma vez tempos atrás na internet, eu não estava nem um pouco afim de encontrá-lo, mas se era o preço a pagar para transar com Beto eu estava disposto. Malhado tem 30 e poucos anos, é bonito, meio baixinho, bem sarado, mas um jeito meio estranho, uma bésha blasé posando de homem. Ficamos conversando e Beto contou que foi pela primeira vez na boate gay e o cara ficava só desprezando e falando mal de bichinhas e não sei o que, eu já tava cheio daquilo ali. Meu celular tocou e era o Carinha 15 Sampa, um muleke que eu e Kiko havíamos conversado para fazermos a 3 e com quem eu vinha tc por Messenger quando ele ainda estava em SP. Ele estava em BC há alguns dias e fiquei super afim de encontrá-lo mas tive que dizer que não poderia pois estava na casa de amigos.
Logo o Malhado disse que precisava sair e achei ótimo, eu e Beto saímos de lá e fomos ao shopping para eu ver se encontrava com o muleke, depois que mandei umas mensagens para o celular dele. Nada. Beto então me levou até a casa de um outro amigo. Achei o cara super gato, bem o tipo de carinha que gosto. Ficamos conversando no quarto dele, o cara mora com família e a mãe e irmã estavam em casa. Logo chegou outro amigo, um loiro alto olhos azuis igualmente lindo, pinta de modelo. Os dois são gays também, achei que fossem namorados, mas não.
Eles ficaram vendo umas coisas no PC enquanto eu e Beto nos beijávamos e brincávamos na cama. A gente parecia dois namorados. Eu pegava no pau dele por cima da calça com ele sentado no meu colo, depois fiquei deitado e ele sobre mim, de pau duro fazendo movimentos de vai e vem na minha bunda enquanto falávamos putarias baixinho. Os caras, sem-vergonhas, fizeram na câmera digital um filminho da gente nesse "sexo simulado". Depois saímos os quatro, mas Beto não pode andar com eles pois sua mãe proibiu. A mãe de Beto é bem policial, fica ligando toda hora controlando ele, nem parece que o cara já tem 19 anos!! Depois que demos umas voltas retornamos ao apartamento e eles ficaram vendo um pouco de Friends enquanto eu tirava fotos minhas na câmera digital e deletava tudo em seguida.
Ao sairmos, os 4 de lá, Beto e eu ficamos na salinha que dá acesso à escada, rolou uns bons amassos lá. Depois me despedi deles, no calçadão da avenida central e voltei para casa. À noite Paula, a gordinha do casal de cariocas, me ligou dizendo que estavam no Caphé Sol. Insistiu para eu ir lá, mas eu estava muito cansado e não fui. Também estava um pouco receoso com as intenções dele, eu posso parecer bobinho, mas reparei bem que Paula e Silvio me curtiram, mais do que o Beto até, e quem sabe até dessem em cima de mim. Já me imaginei com a gordinha (que é muito bonita) e Silvio, no maior sanduiche, e já imaginei que, complicadinho como sou nessas coisas de sexo e com uma mulher no meio, provavelmente meu pau nem ia dar sinal de vida.
Foi um fim de semana muito legal, eu estava precisando mesmo me distrair para esquecer um pouco aquela minha paixonite pelo Kiko, que estava me torturando naqueles dias. Realmente não há nada melhor que conhecer novas pessoas para deixar de lado as agonias de estar sofrendo por paixão. Beto foi ótimo para mim naquele fim de semana, gostei muito de estar com ele e de conhecer seus amigos. Espero poder manter contato com esse cara por muito tempo, a gente se deu super bem, rolou uma afinidade legal entre a gente (ou seria sintonia?? Hhehe). Não vislumbro a possibilidade de namoro, pois não me enquadro no perfil que ele deseja para um namorado, mas desejo algo mais com ele, não vou negar que desejo sexo com ele, me sinto feliz de ele ter me curtido mesmo eu indo contra os ideais de fisico e $$$$ dele. Mesmo que fiquemos apenas na amizade eu ficarei satisfeito pois percebi que acima de tudo o potencial "amizade" é o mais forte. Gostei tanto do fato de ele, naquele seu jeito de hetero, me aceitar como sou, sem ter vergonha de andar comigo, de conversar comigo e se sentir plenamente a vontade em minha companhia. Me faz bem quando isso acontece, pois sei que não sou nenhuma bésha loka com a qual é preciso se esconder para conversar e tem muitos sebosos que acabam detonando a auto-estima da gente com suas neuras. Well, o que acontecerá nesse lance com Beto só o tempo dirá!
That's it!
enviada por Garland
23/01/2004 05:48
MÚSICA DA VEZ
CIRCO de PENÉLOPE
Tenho ouvido muito o som da banda PENÉLOPE, da qual sou fã. Recentemente, em 05 de dezembro de 2003 comprei o último cd da banda, entitulado ROCK, MEU AMOR, a princípio achei um pouco repetitivo em seu estilo, muito semelhante aos álbuns anteriores, mas logo passei a adorar esse trabalho e sinto vontade de ouvir quase diariamente.
Minha admiração pelo trabalho de Penélope surgiu em 2000, quando estourou nas rádios o primeiro sucesso da banda: Holiday, aquela do "espero o dia passar, espero o dia passar, aiaiaiah não tchóque em mim". Antes disso eu havia visto a banda no final de 1999 em um programa da TV Cultura chamado Bem Brasil. A banda se apresentou antes do PATO FU e na ocasião me pareceu ridícula. A vocalista parecia uma tremenda de uma desafinada, meio louquinha saltitando pra lá e pra cá e um jeito menininha de vestir, com um saião laranja até os pés. Gravei apenas o show do Pato Fu e mais tarde me arrependi de não ter gravado o da Penélope também, mas quem iria imaginar que eu me tornaria super fã daquela desafinada e sua banda?
Nessa época em que estourou Holiday, soube que a voz feminina que cantava "por favor, seu locutor, ao menos uma vez..." na música A Mais Pedida, dos Raimundos também era de Érika Martins, vocalista da banda Penélope. Em pouco tempo a banda baiana, nascida em Salvador em 1995, conquistava o coração dos brasileiros, principalmente após o sucesso de Namorinho de Portão. Fazendo um rock super original as garotas e os rapazes da banda faziam uma mistura de influências como: Björk, Smiths, Sonic Youth, etc. Foram revelados através do Festival Abril pro Rock de 1997 em Pernambuco. Tiveram um reconhecimento merecido e logo depois assinaram contrato com a Sony Music para gravação do CD MI CASA, SU CASA, onde estão presentes os hits já citados e ainda a bela Circo, que escolhi para tocar aqui no blog nestes dias. A voz inconfundível de Érika Martins, as letras irreverentes cheias de poesia e a competência dos músicos fazem de Penélope uma das bandas mais criativas do cenário pop nacional.
Tendo por base a participação de Érika em A Mais Pedida e o sucesso Holiday, comprei em 14 de março de 2000 o cd de estréia da banda, MI CASA, SU CASA, de 1999, e após escutá-lo algumas vezes percebei que era um cd maravilhoso. Extremamente bem produzido, repleto de sonoridades e riqueza musical na parte instrumental, as faixas de Mi Casa, Su Casa eram todas muito gostosas de ouvir e cantar junto.
Uma das coisas que mais adorei no cd foi a presença da flauta em grande parte das faixas, a idéia de associar a flauta transversal ao estilo rock da banda parecia algo original na cena musical brasileira e que resultou em uma combinação perfeita. Sempre preferi vocal feminino e o fato de Penélope ser uma banda de rock "de meninas", como a própria banda se entitulava à época, também foi um dos fatores que me fez gostar do trabalho de qualidade que elas apresentavam, afinal a escassez de mulheres no rock nacional é algo que ninguém pode negar e Penélope parecia ter surgido para tentar preencher de alguma forma essa lacuna.
MI CASA, SU CASA recebeu ótimas críticas, o cd realmente é excelente, mas o pau comeu e a as opiniões de dividiram na hora de julgar a capacidade vocal de Érika Martins, taxada como o grande defeito da banda com seus maneirismos e supostas "desafinadas". Eu, de fato, tive que concordar que algumas faixas de MI CASA, SU CASA, como Jr., por exemplo, ficaram ruins justamente pela voz enjoadíssima de Érika. No entanto a qualidade do cd era incontestável e as canções muito legais, a voz de Érika pareceu apenas um detalhe que em alguns momentos era doce e linda e em outros forçada e irritante, mas na totalidade isso acabava conferindo personalidade à banda, fugindo da mesmice de estilos vocais em que quase todas as novas cantoras se esforçam em uma voz "Marisa Monte". Havia a expectativa de que nos próximos trabalhos Érika melhorasse sua técnica vocal, não usasse tanto a faceta "enjoada e irritante", mas isso não aconteceu e nos cds seguintes, BUGANVÍLIA e ROCK, MEU AMOR, percebeu-se que esse é o estilo da cantora e assim ela continuará. De certa forma admiro isso, pois ela foi fiel a si própria, indo contra as críticas e hoje em dia todos que curtem a banda Penélope sabem que este é o jeito de cantar de Érika e é o que a faz se destacar entre as outras cantoras por aí, não é falta de competência vocal e sim questão de estilo, é possível identificar de imediato tratar-se de Érika cantando e isso eu chamo de "ter personalidade".
Entre as 14 faixas do cd MI CASA, SU CASA, uma em especial me conquistou, CIRCO, que pode ser ouvida aqui no blog. Assim como em outras canções do cd, Circo traz uma vinhetinha, uma brincadeira com os sons que pode ser ouvida no início e no término da canção, que nesse caso conta com uma música circense e sons de crianças rindo e falando. A letra da canção é simples e bonitinha, falando do desejo de liberdade, de alguém que deixa tudo para trás em nome do amor, é uma despedida cheia de esperança e ilusão. O som da flauta, que permeia a canção a torna mais bonita ainda e acho que por isso é uma de minhas preferidas. Confira a letra a seguir:
CIRCO
Letra por: Ronei Jorge
Música por: Ronei Jorge
Casa verde, portão aberto
Vejo à frente um deserto
Até o circo chegar
"Pai, mãe,
Eu vou partir
Tem um circo em frente à casa
Pai, mãe,
Lá fora o sol é radiante
Meu vestido esvoaçante tem um corte
Um grande beijo, um abraço forte
Eu vejo o sol pela janela".
Eu vejo o sol, eu vejo o sol
Eu vejo o sol pela janela.
Em junho de 2000 a banda esteve no RS, na cidade onde eu fazia facul e também na minha cidade natal. Fiquei super feliz, fui aos dois shows e era um dos poucos que sabia decor todas as letras. O som da banda no palco não foi dos melhores em ambas as apresentações, não se compreendia quase nada das letras, quem não conhecia o trabalho da banda saiu sem conhecer letra alguma. Alguns criticaram a performance dizendo que a banda não era muito simpática. Eu, de qualquer forma adorei, tirei foto com Érika, peguei autógrafo dela no cd, pedi para meu pai filmar um dos shows e tirei fotos. Aliás, 3 fotos exclusivas tiradas por mim podem ser vistas nesse post.
E assim surgiu minha paixão pela banda Penélope. Gravava as aparições delas na TV, comprei o segundo cd BUGANVÍLIA (que trouxe o sucesso Caixa de Bombom e as fofas Ciranda da Bailarina e Olhos Caramelos) e tô curtindo muito ROCK, MEU AMOR, uma homenagem da banda ao rock nacional trazendo regravações de sucessos como A Fórmula do Amor (que está tocando nas rádios), Saber Amar, dos Paralamas e Menino Bonito, de Rita Lee, entre outras. Tudo com o estilo próprio da banda, o que faz deste cd um trabalho animado e gostoso de ouvir (minhas preferidas são Tudo Com Você e Eu Tenho Uma Camiseta Escrita Eu Te Amo). Penélope é uma banda que merece mais, há muita gente que desconhece o som de qualidade que eles fazem, espero que esta banda conquiste cada vez mais espaço na mídia e nas rádios do Brasil todo! Com certeza vocês poderão ouvir outras canções de Penélope tocando por aqui em breve.
Conheça mais sobre os integrantes, a história, o trabalho da banda e ouça os 2 primeiros cds na íntegra e com uma boa qualidade no SITE OFICIAL. Todos os três cds da banda são criativos, bem produzidos e muito bons, vale a pena ter! Fica a dica.
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Gostaria de agradecer aos 2 (isso mesmo, só 2!!!, que decepção!) leitores que opinaram na minha enquete sobre qual a música mais legal do Volume 1 da Trilha Sonora do Blog e que merecia tocar novamente. Márcia e Monsieur Costa, valeu!! Tenho certeza que não doeu dar a opinião né? Heheheh. Infelizmente, apesar de ambos terem citado a natalina Silent Night, de Jewel, não houve uma concordância nos votos de vocês (Márcia escolheu Janis Joplin e Monsieur ficou com Zélia Duncan). Por isso, para não cometer injustiças colocarei a MINHA música preferida daquela lista, ao menos a que estou com vontade de ouvir novamente aqui no blog. É a bela Carolyn's Fingers, de Cocteau Twins. Mais uma vez, obrigado a vocês dois pela atenção! Um beijão!
That's it!
enviada por Garland
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