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22/02/2004 13:17
MÚSICA DA VEZ
BIG TIME SENSUALITY de BJÖRK


Björk pintando por aqui de novo! Lógico, eu adoro ela. A primeira vez que ela pôde ser ouvida no Dirty Pearls foi há alguns meses quando escolhi para a seção Música da Vez Birthday, da banda Sugarcubes, em que Björk era vocalista antes de partir para a carreira solo. Já contei como conheci o som de Björk, como passei a curtir e porque eu gosto tanto de suas músicas, por isso não vou me repetir, quem quiser conferir acesse o post especial sobre Birthday. Está tudo lá, bem explicadinho.

Dessa vez a escolhida para animar as coisas por aqui foi Big Time Sensuality, presente no excelente álbum de estréia em carreira solo da adorável cantora islandesa, DEBUT, de 1993. Faz pouco tempo que escutei pela primeira vez essa música, quando baixei o cd no Kazaa (nunca foi lançado no Brasil, mas encontra-se em lojas, importado, carésimo). Logo de cara adorei a canção: uma batida empolgante, vocal legal de cantar junto, um som contagiante para mim. Quando escolhi Birthday para tocar no blog meses atrás minha segunda opção era Big Time Sensuality, não tardou e ela está aqui para todos ouvirem, é minha música preferida de Björk, junto com Jóga, do álbum HOMOGENIC que eu cogitei por pra tocar aqui mas achei complicado pois quem não conhece o estilo de Björk é provável que achasse a canção enjoada.

Particularmente prefiro ouvir as músicas dos primeiros cds da cantora, DEBUT e POST, são mais acessíveis, mais "fáceis". Nos cds posteriores Björk adota um estilo mais "cool" e as canções ficam muito "viagem", seguem ótimas, mas é necessário ouvi-las várias vezes para começar a gostar. Coisa que não ocorre com Big Time Sensuality, por exemplo, canção que cativa já na primeira audição. A canção está presente também no álbum GREATEST HITS, lançado em 2002, que faz um resumo da carreira solo da cantora, trazendo seus sucessos ao longo de uma década. Para quem quer conhecer o trabalho de Björk vale a pena adquirir este cd, bem como o dvd GREATEST HITS: VOLUMEN que reúne todos os seus videoclipes, de 1993 a 2003.

Os videoclipes de Björk são memoráveis, ela fez escola, transpondo de forma inovadora e em imagens super estilosas as suas canções igualmente autênticas. O clipe de Big Time Sensuality (quarto single de Debut) mostra Björk cantando e dançando, bem louquinha, na carroceria de um caminhão que percorre as ruas de uma grande cidade. Não é assim tão espetacular, mas vale a pena conferir, até porque a versão da música no clipe é a The Fluke Magimix, diferente da presente em Debut. Clique na figura abaixo para assistir:

Confira a letra e sua tradução... E cante junto!

BIG TIME SENSUALITY
I can sense it
Something important
Is about to happen
It's coming up

It takes courage to enjoy it
The hardcore and the gentle
Big time sensuality

We just met
And I know I'm a bit too intimate
But something huge is coming up
And we're both included.

It takes courage to enjoy it
The hardcore and the gentle
Big time sensuality.

I don't know my future after this weekend
And I don't want to.

It takes courage to enjoy it
The hardcore and the gentle
Big time sensuality
Sensuality

SENSUALIDADE DURADOURA
Eu posso sentir
Algo importante
Está para acontecer
Está chegando

É preciso coragem para curtir
O bruto e o suave
Sensualidade duradoura

Nos conhecemos agora
Sei que sou um tanto íntima
Mas algo grande está para acontecer
E estamos juntos nisso

É preciso coragem para curtir
O bruto e o suave
Sensualidade duradoura

Não sei do meu futuro depois deste fim de semana
E eu não quero saber

É preciso coragem para curtir
O bruto e o suave
Sensualidade duradoura
Sensualidade


Falando em cantar junto, acho que é justamente isso o que mais gosto no som de Björk, é legal pra cantar, ou melhor gritar junto. Björk tem uma belíssima voz, que transita entre doce, suave, feroz e rasgada. Ela "grita" muito nas canções e para mim é inevitável ouvi-las sem cantar e gritar junto, caprichando na minha "vozinha de Björk". É uma delícia, me divirto muito. Claro que não chego nem 1/10 perto das manobras vocais que ela faz, mas... Até gravei uma dessas minhas pequenas "Björk performances" para por aqui no blog para saberem do que falo, mas não ficou legal e desisti. Não é dessa vez que vão me ouvir cantando mal e "björkamente", hehehe.

Enfim, espero que tenham curtido Big Time Sensuality tocando aqui no Dirty Pearls, eu adoro. Para aqueles que querem saber um pouquinho mais sobre Björk deixo alguns links. Vale a pena visitar os sites pois são demais!
Super Biografia: A mais completa da internet, cobre ano a ano a vida e carreira de Björk, desde a infância na Islandia até os dias de hoje. Com fotos. Em português.
Site Oficial: Muito bonito e completo, notícias, entrevistas, biografia, centenas de fotos, discografia, músicas e todos os videoclipes. Em inglês.
Portal Björk Brasil: O visual das seções deste site é arrasador. Muito bem feito e interativo, o site é repleto de promoções e muitas informações sobre Björk. Completíssimo, possui ligação com inúmeros sites sobre a cantora. Tudo o que você quer saber sobre ela você encontra aqui. Em português.
Videoclipes: Os videos de Björk são ótimos, confira!

............
É isso aí, até semana que vem, com outra música, outras histórias.

That's it!
enviada por Garland



20/02/2004 06:22
CONTO Caio Fernando Abreu DO MÊS
Depois de dois meses de férias, a seção "Conto do Mês de Caio Fernando Abreu" está de volta. Dessa vez o conto selecionado é do primeiro livro publicado de Caio, Inventário do Ir-remediável, de 1970. Na verdade o conto na forma como se apresenta, está presente na edição re-escrita, lançada em 1995. Nesse primeiro livro de Caio percebe-se que o escritor ainda estava "engatinhando", não existe aquela crueza que fez inesquecíveis suas obras seguintes, como Morangos Mofados. Por isso "Inventário do Ir-remediável" não está entre meus livros preferidos do autor, assim como esse conto não é dos mais significativos para mim. Mas acho interessante apresentar aqui as várias fases da obra de Caio e chegou a hora daqueles que curtem essa seção do blog conhecerem seu estilo no começo da carreira literária. Meio Silêncio não foi escolhido à toa: presente no capítulo "Inventários Do Amor", de forma sutil (lembrem-se, era o início, primeiro livro, natural uma certa timidez) o conto aborda um encontro homossexual. Paira uma certa viadagem poética na escrita, mas isso é até bonito, é um belo conto, vale a pena conferir.


MEIO SILÊNCIO

É tempo de meio silêncio,
de boca gelada e suspiro,
de palavra indireta, aviso na esquina.
Tempo de cinco sentidos num só.
(Carlos Drummond de Andrade)


Águas de vidro à luz doentia da madrugada. Um vidro verde e fino refletindo longe o tremor das luzes da cidade. Aproxima lento o próprio dedo da ponta acesa do cigarro até senti-lo retrair-se num afastamento involuntário. O rosto do outro também parece feito de vidro. Um vidro ainda mais frágil que o da madrugada. Tem a impressão que se sair caminhando o ar irá quebrar-se em ruídos e estilhaços. A lua está tão bonita que dói por dentro, fala. Depois retrai-se como o dedo não queimado. Sempre o medo de chegar perto demais, de não poder voltar atrás, pensa, e solta devagar a fumaça pelas narinas.

"Quer ouvir música? meus dedos avançam até o rádio. Um gesto e três palavras para encher o silêncio. Que de tão repleto não cabe em si mesmo. Mas ele diz não. Sua resposta me enche de uma brusca vergonha. Como se tivesse descido mais fundo do que eu, dispensando as facilidades que também são fuga. A luz da lua bate nas pedras, elas brilham feito mil luas brancas, mil luas ásperas, mil luas à beira de um céu-rio sem estrelas. Está tudo quieto - há quanto tempo? - e meus ouvidos já não descosturam do silêncio o rumor dos carros passando distantes na estrada."

Olham-se, mas não se vêem. A escuridão não é uma parede, mas o silêncio os imobiliza na busca da palavra maior. Os dois fumam. As pontas acesas desvendam o escuro, e por instantes colocam um brilho avermelhado nas pupilas de ambos.

Perguntou se eu queria ouvir música. Não, eu disse sem pensar. Então ele calou como se tivesse ficado ofendido por eu recusar alguma coisa sua. Desconhecidos: como isso é, a um só tempo, terrivelmente bom e terrivelmente assustador. Pensar que eu estava só, no bar, esperando nem sei que, nem sei sequer se esperando: de repente os olhos me buscando no balcão em frente. Verdes. No primeiro momento foi a única coisa que percebi. Verdes, os olhos, atrás da fumaça, no meio das gentes, na frente do espelho. E o espelho refletindo o meu espanto. Depois vi os cabelos, a boca, os ombros. Mas era nos olhos, só nos olhos, que se fixava aquele mudo apelo, aquele grito. Nem sei. Aquela clara maldição. Saí, saiu. Não dissemos nada. Eu só tenho esperas. Ele traz a tranqüilidade de mais nada esperar.

"Um menino. Aquele ar espantado. Um pouco trêmulo. Cigarro atrás de cigarro. Tenho medo de tocá-lo. De quebrá-lo."

Eu disse: a lua está tão bonita que dói por dentro. Ele não entendeu. É tudo tão bonito que me dói e me pesa. Fico pensando que nunca mais vai se repetir, é só uma vez, a única, e vai me magoar sempre. Não sei, não quero pensar. Neste espaço branco de madrugada e lua cheia, preciso falar, e mais do que falar, preciso dizer. Mas as palavras não dizem tudo, não dizem nada. O momento me esmaga por dentro. O espanto esbarra em paredes pedindo exteriorização.

Você vê? as pedras parecem luas também. Ou estrelas, ele diz. Chão de estrelas. Vamos pisar nos astros distraídos? Ele ri. Nesse segundo cheio de riso alguma coisa se adensa. Nossos pés pisam em pedras. Mas por cima dos sapatos, sinto que são frias e duras, e sei que seu significado está em nós, não nelas. Uma vontade que a manhã não venha nunca. Vai voltar a grande busca. As noites vazias. Amargura de estar esperando. Repetir mil vezes: não quero esperar. E a certeza de que esse não querer já traz implícitas as longas caminhadas, o olhar devassando os bares, a náusea, os olhares alheios, a procura, a procura: seus ombros largos, um jeito de quem pisa mesmo em luas, não em pedras.


As sombras se projetam alongadas na praia deserta. Rumor de carros e faróis que devassam a noite sem achar. Pára de súbito, o corpo ferido por um sentimento indefinível. Precisa falar, precisa dizer.

Afinal, não foi para enfiar pérolas que você me trouxe aqui: eu digo. Ele está a meu lado. Então me olha sério, por um instante abalado, depois ri e diz: desista. Positivamente o cinismo não fica bem em você. E se com essa citação só quer mostrar que já leu Sartre, eu também já li. Por que feri? Por que feriu? Por que estamos dizendo coisas que não sentimos nem queremos?

"Um menino assustado querendo mascarar o medo com a agressividade. Um menino. Curvo-me para ele. Tão esguio que meus braços o rodeariam por completo. Por um instante ele ficaria inteiro preso dentro dos meus limites."

O rosto dele próximo do meu. Mais adivinho do que vejo o verde dos olhos deslizando pelas órbitas. A sua mão toca no meu ombro, sobe pelo pescoço, me alcança a face, brinca com a orelha, alcança os cabelos. O seu corpo cola-se ao meu. A sua boca vem baixando devagar, vencendo barreiras, colando-se à minha, de leve, tão de leve que receio um movimento, um suspiro, um gesto, mesmo um pensamento. Estou em branco como a noite. Ele me abraça. Ele está perto.

Ergue o braço lentamente, afunda as mãos nos cabelos de outro. E de súbito um vento mais frio os faz encolherem-se juntos, unidos no mesmo abraço, na mesma espera desfeita, no memso medo. Na mesma margem.


..........
Espero que tenham gostado do conto. Mês que vem tem mais Caio Fernando Abreu por aqui. Até lá!

That's it!
enviada por Garland



20/02/2004 05:25
FIM DE SEMANA, FOI ASSIM
Sábado, 14 de fevereiro
A tal ida à New Heaven foi razoável, nada de espetacular. Devido ao término do horário de verão aquela noite, quando cheguei estava tudo deserto, até havia uma mulher dando uma limpada no banheiro. Fui ao Café Soleil e lá encontrei Déco, conversamos um pouco. Fui para a New e fiquei dançando sozinho lá um bom tempo. Em certo momento vi um cara muito parecido com Ludi, meu ex, que pelo que sei vive atualmente em Curitiba. Olhei para o cara no meio da pista, se realmente era Ludi, estava mais gordo, mas usando óculos e com aquele nariz grande eu quase não tinha dúvidas de que era ele. Eu sei que ele costuma passar as férias em Itapema, cidade vizinha a BC e era bem possível que ele tivesse vindo para a boate. O cara estava acompanhado e ficava beijando no meio da pista. Só sei que quando o vi não me senti nada bem. Para mim Ludi faz parte do passado, de tempos em tempos lembro dele é claro, mas pra mim ele tá enterrado, não quero saber dele. Então vendo ali na boate pensei "que droga, o que essa praga tá fazendo aqui, não acredito". Fiquei meio mal, sufocado e corri comprar uma cerveja. Não queria que Ludi me visse, ainda mais ali sozinho, como que jogado às traças.

Logo apareceu Robert. Estava bem diferente do sábado anterior em que tava com um visual mauricinho, dessa vez ele estava com os cabelos totalmente arrepiados, visú bem loucão. Como dessa vez ele estava acompanhado nem o cumprimentei. Felizmente ele veio até mim e logo eu estava dançando em companhia dele e de seus amigos. Acabei esquecendo o Ludi (ou Ludi cover). Houve um momento em que me virei e esse cara estava a meu lado, o vi de perfil, dei uma boa olhada na cara dele, apesar da escuridão que tava ali, era muito parecido, mas ao mesmo tempo tinha algumas coisas diferentes na fisionomia. Enfim não sei nem saberei se era o Ludi ou não. Avistamos o mesmo casal de namorados do sábado anterior (o magrela e o baixinho) e logo estávamos Robert e eu dançando com eles, e rolou vários beijos entre os nós quatro. Robert dessa vez estava mais solto e não fazia tanto carão e cu doce como da outra vez, mas não nos beijamos, só mesmo em um momento em que o baixinho me puxou para um beijo a 3 com ele. O baixinho era muito galinha, passava dando em cima de vários caras e às vezes o clima fechava entre ele e o namorado. Já o magrela várias vezes ficou de pau duro por minha causa, eu podia sentir quando beijávamos, ou quando ele esfregava na minha bunda ao dançarmos e assistirmos aos shows de drag. Em certo momento ele me passou seu telefone. Mas nem ligarei, afinal, pra que? se ele nem mora em BC e eu nem mesmo tenho local para recebê-lo.

Quando o casal foi embora fiquei mais um tempo com Robert e depois ele se foi. Logo fui para casa também. No fim das contas ficar novamente com o tal casal só fudeu minha noite, pois acabei não ficando com ninguém de BC com quem poderia rolar mais que beijos. Nem quero saber de ficar com eles de novo.
.............
DOMINGO, 15 de fevereiro
Tinha planos de ficar em casa, mas no começo da tarde recebi um telefonema de Beto, convidando para ir ao cinema. Aceitei. Eu vinha me comunicando raramente, por internet, com Beto. Na verdade não gostei muito das coisas que aconteceram na última vez que nos encontramos, quando ele fez que não me conhecia na rua. Eu acabei esquecendo naquela ocasião que o cara é míope e tava de óculos escuros, vai ver nem me viu mesmo conforme ele disse. Mas eu gosto de Beto e ele me tira pra amigo, não dava pra recusar o convite dele. Tomei meu banho e logo desci para encontrá-lo na entrada do meu edifício. Eu estava sozinho em casa naquela tarde e cogitei a idéia de chamá-lo para uma transa, mas não o fiz. Fomos conversando até o Shopping, e no caminho ele disse que esperou eu ligar para ele para irmos à New (havíamos comentado sobre a ida via Msn cerca de uma semana antes), eu disse que nem liguei pois achei que ele ligaria e se não ligou talvez planejasse me encontrar lá. Desencontros. Depois de comprar os ingressos ficamos um bom tempo na praça de alimentação do Shopping conversando. Beto em certo momento da conversa, que pra variar era sobre sexo, falou que não teve vontade de transar comigo. Eu até tive, mas já havia percebido e ele mesmo me contara como ele era cheio de frescuras e não me toques na hora da foda, das transas em que nem deixou o cara tocá-lo, em que só gozou e saltou fora, eu acabei perdendo a vontade pois curto sexo pra valer e uma foda desse tipo eu acho deprimente.

O filme que assistimos foi MESTRE DOS MARES (Master and Commander: The Far Side of the World. EUA, 2003. Direção: Peter Weir. Com Russel Crowe). Põe filme chato nisso! Na verdade eu não tava nada afim de assistir isso mas fui pela amizade e pela companhia de Beto e, dos que estavam em cartaz era o que parecia ser mais interessante. Com 15 minutos de filme eu já estava bocejando e louco pra zarpar dali. Sobre o filme: não é um filme ruim, é muito bem feito, interpretações primorosas (adorei o garotinho), mas não funciona no cinema pois é muito chato já que toda a história se passa dentro de um navio à velas em que Russel Crowe é o capitão. O filme parece interminável e é cansativo de ver na telona. Um porre em embalagem de luxo. Pelo menos podemos dizer que assistimos a um dos filmes que concorre ao Oscar 2004, recebeu 10 indicações (Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Edição, Melhor Maquiagem, Melhor Som, Melhor Edição de Som e Melhores Efeitos Especiais). Nota: 6.

No meio da seção passei a mão no braço de Beto, fiz umas carícias e ele também, na minha perna. Fiquei de pau duríssimo. Beto me confessou ao término do suplício que foi aquela sessão de cinema quase me convidou no meio do filme para a gente dar o fora dali. Saímos da sala aliviados pelo filme finalmente ter acabado e rindo de nós dois lá assitindo aquilo, como tivemos paciência? ehhe. Depois demos mais umas voltas pela beira-mar e acompanhei Beto até boa parte do caminho para sua casa. Ele estava meio deprimido naquela tarde, na verdade acho que só me chamou por falta de opção. Mas no fundo creio que Beto gosta mesmo de mim e de minha companhia. Eu não nego que gosto dele, ainda sinto tesão por ele, mas já não tô envolvido, vejo as coisas pelo lado da amizade, e tá beleza!

Well, é isso aí, fim de semana normalzinho mas que pra não perder o costume decidi registrar aqui. E só rolou beijo na boca gente, aff, que pobreza... Mas tudo bem, eu tô tranqüilão, quero uns amassos, mas não vou me desesperar e sair pegando qualquer coisa, no fundo tô até impressionado com essa minha falta de disposição pra caçar, será que a minha acomodação chegou ao nível sexual também? Haha, aiai, bofes, please, venham até mim!
...........
No mais perdoem minha preguiça para postar algo decente e consistente por aqui, é preguiça mesmo, puuura preguiça!

That's it!
enviada por Garland