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24/04/2004 17:24
CONTO Caio Fernando Abreu DO MÊS
O conto do mês do meu escritor preferido está presente na obra Ovelhas Negras de 1995, livro que reúne contos não-publicados de Caio desde 1962 até 1995, comentados pelo autor. Aqueles que acompanham esta sessão do meu blog devem ter reparado que a maioria dos contos que disponibilizo aqui são deste livro Ovelhas Negras, não sei ao certo porque, mas é o livro que mais tem contos que gosto, são bem variados nas temáticas e muitos deles bem explícitos como é o caso desse conto, Creme de Alface. Aqui no caso o explícito não está no sexo mas sim na violência, na crueldade. Adoro esse conto, faz refletir. A frieza do dia-a-dia e a insensibilidade com tudo que vem de fora está retratada de forma perfeita, reflete aquele egoísmo e raiva que as pessoas sentem quando, estando cheias de problemas pessoais, querem mais é que os outros se ferrem. O que uma pessoa amargurada e fria é capaz de fazer para descontar sua frustração? Leia este ótimo conto e confira. Chega a ser chocante.

CREME DE ALFACE
"O que me aterroriza neste conto de 1975 é a sua atualidade. Com a censura da época, seria impossível publicá-lo. Depois, cada vez que o relia, acabava por rejeitá-lo com um arrepio de repulsa pela sua absoluta violência. Assim, durante vinte anos, escondi até de mim mesmo a personagem dessa mulher-monstro fabricada pelas grandes cidades. Não é exatamente uma boa sensação, hoje, perceber que as cidades ficaram ainda piores, e pessoas assim ainda mais comuns." (Caio Fernando Abreu)

Para Vania Toledo

Enfim, enumerou na esquina, Raul se enforcara no banheiro, cinco anos exatos amanhã, e este maldito velho com passinho de tartaruga bem na minha frente, eu tenho pressa, quero gritar que tenho muita pressa, Lucinda quebrou as duas pernas atropelada por um corcel azul três dias depois de Martinha confessar que estava grávida de três meses, e não quer casar, a putinha, desculpe, mas o senhor não quer deixar eu passar? tenho pressa, meu senhor, o telegrama, a putinha, crispou as mãos de unhas vermelhas pintadas na alça da bolsa, pivetes imundos, tinham que matar todos, venha urgente, ir como com aquele desconto de trinta por cento no salário e todos os crediários, papai muito mal, apoiou-se, não, não se apoiou, não havia onde se apoiar, apenas pensou no apoio de alguma coisa sólida que não estava ali, havia só os corpos, centenas deles indo e vindo pela avenida, ela roçando contra as carnes suadas, sujas, as gosmas nas lentes dos óculos, como se não bastasse a tia Luiza agora que nem criancinha, mijando nas calças, brincando de boneca, dá licença, minha senhora, tenho seis crediários para pagar ainda hoje sem falta, aqueles jornais cheios de horrores, aqueles negrinhos gritando loterias, porcarias, aquele barulho das britadeiras furando o concreto, naquele dia, a fumaça negra dos ônibus e eu de blusa branca, a idiota, introduzindo devagar a chave na porta do apartamento de Arthur, buquê de crisântemos na outra mão, uma hora tão inesperada, e tão inesperados os crisântemos, a senhora não vai andar mesmo? O sinal já abriu faz horas, só uma cretina seria capaz de trazer duas crianças ao centro da cidade a esta hora, ele jamais poderia imaginar, o ruído leve da chave abrindo a porta, animal, por que não olha onde pisa? atravessar a sala na ponta dos pés, abrir a porta do quarto e de repente a bunda nua de Arthur subindo e descendo sobre o par de coxas escancaradas da empregadinha, meu deus, mulatinha ordinária, se pelo menos fosse uma profissional, eu podia entender, vomitou no elevador sobre os crisântemos amarelos, não, não sei onde é Casa Oriente, pergunte para o guarda, agora ele vai morrer, será castigo? câncer no baço, nunca mais seu cheiro de cavalo limpo, nunca mais o peso e os pêlos de seu peito sobre meus seios quase murchos, a putinha, a mulatinha vadia, por cima este calor absurdo em pleno inverno, o eixo da Terra, dizem, a estufa, o ozônio, tudo um horror, em dez anos estaremos todos surdos, cegos, envenenados, as lãs do começo do dia vertendo suores entre as pernas, como é que uma gorda dessas pode sair à rua ao lado de outra gorda ainda mais larga? fazem de tudo para atravancar o movimento alheio, se pelo menos tivessem avisado a gente, você não vai me vencer, ouviu bem sua vida de merda? eu vou ganhar de você no braço na raça e quem se meter no meu caminho eu mato, sem falar no Marquinhos o tempo todo enfiando aquelas coisas nas veias, roubando coisas pra comprar a droga, e sou eu sozinha quem carrega todo esse peso nas costas, isso ninguém percebe, ninguém valoriza, não, eu não nasci para viver neste tempo, sensível demais, no colégio já diziam, certo talento pra dança, eu tinha, e a Lia Augusta agora querendo ser modelo, fortunas naquelas fotos, não tenho nada com isso mas falei assim pra Iolanda, bem na cara dela: é tudo puta, o senhor por favor poderia fazer o obséquio de tirar o cotovelo da minha barriga? porque precisa ser super humana, vocês estão me entendendo, seus porcos, boiada, manada, desviou com nojo do velho, a pústula exposta, vai pedir dinheiro na Secretaria da Fazenda, já cansei de dizer que mendigo é problema social, não pessoal, a cadela da Rosemari bebendo cada vez mais, meio litro de uísque até o meio dia, depressão, ela diz, no meu tempo isso tinha outro nome, pouca vergonha era como se chamava, este fio fino de arame atravessado na minha testa, de têmpora a têmpora, vibrando sem parar, é preciso sim ser biônica atômica supersônica eletrônica, vocês pensam que eu sou de ferro?

Quando ia começar a rir alto parada na esquina, viu a bilheteria do cinema, a franja de Jane Fonda, imaginou a temperatura amena, o escuro macio na medida exata entre o seco e o úmido e pelo menos, decidiu olhando o relógio, ainda dá tempo, os crediários podem esperar, pelo menos duas horas santas limpas boas de uma outra vida que não a minha, a tua, a dela, a nossa, uma vida em que tudo termina bem.
***
Foi então que a menina segurou seu braço pedindo um troquinho pelo amor de deus pro meu irmãozinho que tá no hospital desenganado, pra minha mãezinha que tá na cama entrevada, tia. Ela disse não tenho, crispando as unhas vermelhas na alça da bolsa enquanto puxava a entrada do outro lado do vidro da bilheteria. A menina insistia só um troquinho pro meu irmãozinho e pra minha mãezinha, moça bonita, e tão perfumada. Ela repetiu não tenho e de novo não tenho, mas a menina olhava o troco pedindo cinqüenta centavinhos, uma tia tão bonita, eu tô com tanta fome e o meu irmãozinho desenganado no hospital e a minha mãezinha entrevada em casa, eu que cuido. Ela gritou não tenho porra, e foi tentando andar em direção à porta do cinema, não me enche o saco, caralho, em volta os outros olhavam, e não me chama de tia, mas a menina não largava seu braço. Assim: ela segurando com força a alça da bolsa fechada enquanto tentava andar, e sem querer arrastando a menina que não parava de pedir. Ela sacudiu com força o braço como quem quer se livrar de um bicho, uma coisa suja grudada, enleada, e foi então que a menina cravou fundo as unhas no seu braço e gritou bem alto, todo mundo ouvindo apesar do barulho dos carros, dos ônibus, dos camelôs, das britadeiras, a menina gritou: sua puta sua vaca sua rica fudida lazarenta vai morrer toda podre.

Tão exato, subitamente. Inesperado, perfeito. Mais contração que gesto. Mais reflexo que movimento. Como um passo de dança ensaiado, repetido, estudado. E executado agora, em plenitude.

Ela ergueu a perna direita e, com o joelho, pelo estômago, jogou a menina contra a parede. A menina escorregou gritando cadela filha da puta rica nojenta vai morrer toda podre. Mas tantos carros passando e tanto barulho mas tanto, justificaria depois, à noite, na mesa do jantar, bem natural, servindo a sopa ainda não decidira se de ervilhas ou de aspargos, sabem, hoje me aconteceu uma coisa que, tudo vibrando tanto, tudo girando tanto, tudo se movendo tanto, esse arame atravessado na minha testa, uma coroa de espinhos. Certeira, com a ponta fina da bota acertou várias vezes as pernas da menina caída. Alonga e contrai e bate e volta e alonga e contrai e bate e volta: exatamente como numa dança, certo talento, todos diziam.

Mas não esperou pelo sangue. Afastou as pessoas em volta com os cotovelos, só o tempo de comprar um pacote de pipocas, para afundar naquele escuro exato, nem úmido nem seco, em tempo ainda de ver no espelho da sala de espera uma cara de mulher quase moça, cabelos empastados de suor, roxas olheiras fundas e mãos de unhas vermelhas pintadas crispadas com força na alça da bolsa.
***
Quase uma assassina, não pensou, meu deus, quase uma criminosa, espalhando-se sem horror na poltrona no momento em que as luzes começavam a diminuir. Apertou a bolsa no colo, puxou com as unhas, para baixo, a gola alta arranhando o pescoço, cheiro meu de bicho eu brotando do meio dos meus seios quase murchos, seis crediários e esse dinheiro por um filme que nem sei direito, Arthur deve estar morrendo mais um pouco agora, os cabelos finos e frágeis da quimioterapia. Ah, se enforcar feito Raul, se deixar atropelar igual Lucinda, regredir como tia Luiza, emprenhar que nem Martinha, trair como Arthur, se drogar igual Marquinhos, beber feito Rosemari, virar puta que nem Lia Augusta: biônica atômica supersônica eletrônica catatônica o dia inteiro no canto do pátio, enrolando no dedo um fio de cabelo ensebado, os outros mijando e cagando em cima dela, a pia cheia de louça de três meses, lesmas, musgos, visgos, deixar apodrecer a vida como a vida deixou apodrecer o coração, não, não nasci para este mundo, a bunda nua subindo e descendo sobre um par de coxas alheias, ainda por cima mulatas, nunca mais e eu de blusa branca e com crisântemos amarelos, puta fudida, cadela escrota, ai que vou morrer toda podre por dentro, por fora.

O bico da bota ardia querendo mais, cinco anos no fundo de uma cama, e de repente o contato do joelho quente de uma perna estendendo-se da poltrona ao lado, tentou prestar atenção nas imagens, a silhueta das cabeças, meu deus, que boca tem a Jane Fonda, pensou em mudar de lugar, mas tão cansada, um oceano de
paz, e antes de decidir arriscou um olho para o nariz poderoso do macho ao lado desenhado no escuro a seu lado, e suspirou mole, por que não, ninguém vai saber, cadela gorda no cio afundada cada vez mais na poltrona, a boca cheia de pipocas.

Pouco antes de abrir as pernas deixando os dedos dele subirem pelas coxas, bem devagar, para não assustá-lo, ainda esfregou as palmas secas das mãos uma contra a outra, tão ásperas, o espelho da sala de espera, uma lixa, que pele meu deus tem a Jane Fonda, o lixo das ruas e o roxo das olheiras tão fundas, mas tão fundas pensou acariciando o rosto enquanto um dedo dele entrava mais fundo, tão fundas que resolveu, eu mereço, danem-se os crediários, custe o que custar saindo daqui vou comprar imediatamente um bom creme de alface.


..............
Sabe que até me identifico com essa megera de certa forma? Ah, tem dias que a gente tá mesmo de saco cheio e tudo a nossa volta só faz nos irritar, é quando a vida da gente tá andando pra trás e o mau-humor e a falta de paciência afloram. Bom, eu não chegaria a atitudes extremadas como a dessa mulher, mas que às vezes dá vontade de sair esbofeteando quem atravessa o caminho da gente nesses dias de mal-humor, ah isso dá!

Gostou do conto? Então aproveite e descubra o universo de Caio Fernando Abreu lendo o post especial sobre este escritor e os outros contos disponíveis no Dirty Pearls clicando nos links na lateral do blog. Vale a pena conferir! Mês que vem um novo conto de Caio Fernando Abreu por aqui. Até lá!
That's it!
enviada por Garland



22/04/2004 01:18
MÚSICA DA VEZ + FILME DE ESTIMAÇÃO
STAND BY ME de BEN E. KING
CONTA COMIGO de ROB REINER


Essa linda música é um clássico e ficou conhecida também na voz de John Lennon, mas prefiro essa versão mais "tranqüila" de Ben E. King. Conheci essa versão através do filme Stand By Me, conhecido no Brasil como Conta Comigo. O filme, de 1986, dirigido por Rob Reiner, é muito bonito. Baseado em um conto de Stephen King conta a história de quatro garotos que, na década de 50, partem em uma aventura tentando encontrar o cadáver de um menino não localizado pela polícia e passam por todo tipo de provação, descobrindo então o amadurecimento e o valor da amizade. É um dos meus "filmes de estimação", sempre é um prazer revê-lo, cenas como a fuga do cachorro, a do trem, a do grotesco concurso de tortas e várias outras, me fazem lembrar da minha infância, das travessuras, das brincadeiras com os amiguinhos, das aventuras e histórias que só a imaginação infantil é capaz de proporcionar. Eu tive uma infância ótima nesse sentido, em outros aspectos foi um pouco ruim, mas no que se refere às brincadeiras e aventuras eu não tenho do que me queixar, foi maravilhosa. E Conta Comigo é especial para mim porque tem esse poder de me remeter à infância.

Conta Comigo é um filme emocionante, é divertido, é triste, é um dos mais belos retratos da amizade juvenil feitos pelo cinema. Tem um elenco de jovens atores super talentosos (entre eles River Phoenix) e uma direção sensível. Além disso, conta com uma trilha sonora perfeita com canções dos anos 50 que lhe conferem um clima todo especial e nostálgico.

Stand By Me é uma bela canção e me marcou justamente por ser a canção que deu nome a esse filme que tanto gosto e por ter uma letra legal e uma sonoridade gostosa de ouvir e cantar junto. Falar nisso aproveite a letra abaixo e solte o gogó:

STAND BY ME
When the night has come
And the land is dark
And the moon is the only light we see
No, I won't be afraid
Oh, I won't be afraid
Just as long as you stand
Stand by me, so

Darling darling stand by me
Oh, stand by me
Oh stand, stand by me, stand by me

If the sky that we look upon
Should tumble and fall
Ot the mountain
Should crumble to the sea
I won't cry, I won't cry
No, I won't shed a tear
Just as long as you stand
Stand by me, and
Darling darling stand by me
Oh, stand by me
Oh stand, stand by me, stand by me

Whenever you're in trouble
Won't you stand by me, oh stand by me

ESPERE POR MIM
Quando a noite chega
E a terra fica escura
E a lua é a única luz que vemos
Não, eu não terei medo
Não, eu não terei medo
Enquando você ficar
Ficar ao meu lado

Então querida, querida
Espere por mim
Oh, Espere por mim
Oh, espere
Espere por mim
Espere por mim

Se o céu para o qual olhamos
Se desfizer e cair
Ou as montanhas
Cairem no mar
Eu não vou chorar, eu não vou chorar
Não, não vou derramar uma lágrima
Basta você ficar
Ficar ao meu lado

Então querida, querida
Espere por mim
Oh, Espere por mim
Oh, espere
Espere por mim
Espere por mim


Até a próxima "Música da Vez"!
That's it!
enviada por Garland



21/04/2004 15:15

AS DIFERENTES CARAS DO BLOG
Continuando a retrospectiva de 1 ano de blog trago mais duas capas que estiveram presentes no Dirty Pearls, no ano de 2003:

CAPA 2

Esta segunda capa do Dirty Pearls, que vocês puderam conferir na semana passada, é uma das que mais gostei até hoje.

Cansado da simplória primeira capa criada para o blog decidi criar uma nova, mais incrementada. A idéia inicial era fazer algo psicodélico no estilo anos 60/70, o título do blog também teria um novo design com um tipo de letra "sixties" também. Para não fugir muito ao estilo da capa anterior com várias imagens de homens reunidas, mantive a idéia de pôr bofes gostosos em diferentes situações e, utilizando o Corel Photo Paint em uma combinação de diferentes efeitos, consegui dar às imagens um aspecto super colorido, em alguns casos metalizado e que parecia uma pintura. O efeito psicodélico desejado desde o princípio não foi atingido mas gostei do resultado e da aparência das imagens e acreditei que combinava com o blog e comigo naquela fase. Acabei desistindo do visual anos 60 e optei por manter a mesma fonte no título de modo a criar uma logomarca, uma identidade para o blog.

Não consegui inserir o título na capa de forma satisfatória pois cobria as imagens e poluía o visual. A solução para resolver o problema foi das mais felizes: criei uma imagem no mesmo estilo das demais, posta na lateral do blog, contendo o título. O mais legal desse layout do blog estava justamente nessa mutabilidade, pois com o passar dos dias comecei a mudar essa pequena imagem lateral e a cada semana a imagem do título era diferente fazendo com que o visual estivesse sempre mudando, pelo menos em parte.

Foram várias capinhas laterais diferentes com o título ao longo dos meses em que esse visual multicolorido esteve no ar. O legal é que as imagens às vezes eram discretas e às vezes francamente pornográficas, de acordo com meu estado de espírito. Acima e abaixo 2 exemplos de capinha lateral "ousada", em tamanho natural, e as miniaturas de todas as que criei e estiveram no ar com esse segundo layout do blog.



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CAPA 3

Capa sem grandes efeitos visuais e menos "alegre" que a anterior, esta que pode ser vista nesse momento aí na tela de entrada do blog, teve como ponto de partida uma pintura de Maurice Heerdink que eu havia encontrado junto com outras do artista em um site por aí. Os trabalhos do cara são um tanto mórbidos mas sensuais, mostrando homens seminus algumas vezes num clima soturno, homens com ossos aparentes como esse da imagem escolhida para a capa do blog. Gostei dessa imagem, achei algo "redentora", como se fosse um cara querendo se libertar, em um cenário bonito de pôr ou nascer do sol. Enfim achei a imagem perfeita para um novo layout do blog. Como o cara era muito seco e apareciam as costelas coisa que não gostei muito pois dava a impressão de "miserável pobre coitado" despistei esse defeito inserindo estrategicamente o nome do blog em cima da barriguinha dele, eheh.

Foi na época desse layout que criei o primeiro banner para meu blog. Foram 3 ou 4 versões que apareceram na lateral do blog, mas a final acabou sendo essa:

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Semana que vem mais um dos visuais que Dirty Pearls teve ao longo desse um ano de existência. Até lá!
That's it!
enviada por Garland