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26/06/2004 01:34
CONTO Caio Fernando Abreu DO MÊS
Nem só de contos é composta a obra de Caio Fernando Abreu. O escritor deixou uma vasta coleção de crônicas publicadas nos melhores jornais do país. Da reunião dessas crônicas surgiu um livro belíssimo, um dos meus preferidos entre todos os livros que já li nessa vida: Pequenas Epifanias. Ao contrário dos contos, que apresentam um Caio cujos pensamentos estão metamorfoseados em personagens e histórias quase sempre fictícias, as crônicas mostram o verdadeiro Caio, suas opiniões, suas fraquezas, seus gostos pessoais, seu modo de ver e sentir o mundo a sua volta. Por isso, Pequenas Epifanias, é um livro inigualável na obra do autor, pois é de uma beleza e sensibilidade sem igual. Acompanhar as "cartas para além dos muros", escritas por Caio quando já estava em estado terminal vítima da Aids é de partir o coração de qualquer um, eu pelo menos não consegui conter as lágrimas. Díficil não se comover lendo e imaginando a dor de perceber a vida se esvaindo, ainda mais a vida de alguém tão interessante, perspicaz, sensível e talentoso como Caio. A crônica que apresento aqui no blog a seguir faz parte deste livro, Pequenas Epifanias, e mostra um pouco do lado bem humorado do escritor. Confira:

DEUS É NAJA
Estás desempregado? Teu amor sumiu? Calma: sempre pode pintar uma jamanta na esquina.

Tenho um amigo, cujo nome, por muitas razões, não posso dizer, conhecido como o mais dark. Dark no visual, dark nas emoções, dark nas palavras: darkésimo. Não nos conhecemos a muito tempo, mas imagino que, quando ainda não havia darks, ele já era dark. Do alto de sua darkice futurista, devia olhar com soberano desprezo para aquela extensa legião de paz e amor, trocando flores, vestida de branco e cheia de esperança.

Pode parecer ilógico, mas o mais dark dos meus amigos é também uma das pessoas mais engraçadas que conheço. Rio sem parar do humor dele- humor dark, claro. Outro dia esperávamos um elevador, exaustos no fim da tarde, quando de repente ele revirou os olhos, encostou a cabeça na parede, suspirou bem fundo e soltou essa: -"Ai, meu Deus, minha única esperança é que uma jamanta passe por cima de mim..." Descemos o elevador rindo feito hienas.

Devíamos ter ido embora, mas foi num daqueles dias gelados, propícios aos conhaques e às abobrinhas. Tomamos um conhaque no bar. E imaginamos uma história assim: você anda só, cheio de tristeza, desamado, duro, sem fé nem futuro. Aí você liga para o Jamanta Express e pede: -"Por favor, preciso de uma jamanta às 30h15, na esquina da rua tal com tal. O cheque estará no bolso esquerdo da calça". Às 20h14, na tal esquina (uma ótima esquina é a Franca com Haddock Lobo, que tem aquela descidona) , você olha para esquina de cima. E lá está- maravilha!- parada uma enorme jamanta reluzente, soltando fogo pelas ventas que nem um dragão de história infantil. O motorista espia pela janela, olha para você e levanta o polegar. Você levanta o polegar: tudo bem. E começa a atravessar a rua. A jamanta arranca a mil, pneus guinchando no asfalto. Pronto: acabou. Um fio de sangue escorrendo pelo queixo, a vítima geme suas últimas palavras: -"Morro feliz. Era tudo que eu queria..."

Dia seguinte, meu amigo dark contou: - "Tive um sonho lindo. Imagina só, uma jamanta toda dourada..." Rimos até ficar com dor na barriga. E eu lembrei dum poema antigo de Drummond. Aquele Consolo na Praia, sabe qual? "Vamos não chores / A infância está perdida/ A mocidade está perdida/ Mas a vida não se perdeu" – ele começa, antes de enumerar as perdas irreparáveis: perdeste o amigo, perdeste o amor, não tens nada além da mágoa e solidão. E quando o desejo da jamanta ameaça invadir o poema – Drummond, o Carlos, pergunta: "Mas, e o humour?" Porque esse talvez seja o único remédio quando ameaça doer demais: invente uma boa abobrinha e ria, feito louco, feito idiota, ria até que o que parece trágico perca o sentido e fique tão ridículo que só sobra mesmo a vontade de dar uma boa gargalhada. Dark, qual o problema?

Deus é naja - descobrimos outro dia.

O mais dark dos meus amigos tem esse poder, esse condão. E isso que ele anda numa fase problemática. Problemas darks, evidentemente. Naja ou não, Deus (ou Diabo?) guarde sua capacidade de rir descontroladamente de tudo. Eu, às vezes, só às vezes, também consigo. Ultimamente, quase não. Porque também me acontece – como pode estar acontecendo a você que quem sabe me lê agora - de achar que tudo isso talvez não tenha a menor graça. Pode ser: Deus é naja, nunca esqueça, baby.

Segure seu humor. Seguro o meu, mesmo dark: vou dormir profundamente e sonhar com uma jamanta. A mil por hora.
O Estado de S. Paulo, 15/07/86


Uma bela crônica não é mesmo? Vale a pena ter Pequenas Epifanias, coletânea póstuma das melhores crônicas de Caio Fernando Abreu, lançada em 1996, o livro é realmente liiiiiindo. Mês que vem mais um texto marcante de Caio estará presente no Dirty Pearls, mas, caso tenha gostado desta crônica e ficou com vontade de conhecer outros trabalhos do escritor, acesse o post especial sobre ele ou um dos contos no menu lateral, todos são maravilhosos! Eu, pelo menos acho, não é a toa que é o meu escritor favorito né?
That's it!
enviada por Garland



23/06/2004 23:42
O LADO RUIM DO MESSENGER

Algumas das pessoas da minha lista de contatos do Msn Messenger devem ter percebido a minha ausência, eu que toda noite estava lá de plantão, pronto pra teclar com quem aparecesse. Pois é, digamos que estou meio cansado, tô tirando férias do Msn. Existem duas ou três pessoas com quem tenho teclado regularmente, entre elas está minha grande amiga, meu suporte, Marcinha. Tenho um grande entendimento com ela e raríssimas vezes nos estressamos nos papos de Msn, mesmo quando eram diários. A gente sempre se ajuda através dos papos e a distância física que existe entre a gente nesse caso é boa. Não sei, mas acho ruim quando duas pessoas que podem ser amigos reais, que podem sair, que podem conversar por fone, ficam só teclando e teclando. Acho isso triste, isso me irrita... Quando é caso de amigos virtuais que estão distantes, como Marcinha ou meu amigo Rick, ainda justifica, mas quando se está na mesma cidade, quando se está próximo é meio deprimente.

Recentemente senti isso com Kiko, fazem meses que não nos encontramos pessoalmente, mesmo morando na mesma cidade, depois que ele começou a namorar nos tornamos "amigos" virtuais. É como se pra sair junto e se divertir falando besteiras como nos velhos tempos eu já não servisse mais, mas pra tc aqui, em segredo, sendo ouvinte das coisas dele eu servisse sim... Só sei que cansei disso e tô sem tc com ele há um tempinho já. Ele nem me procurou, nem ligou, sinal que não tô fazendo muita falta.

Engraçado que a gente tende a achar que a gente é importante, quando na verdade a gente muitas vezes não passa de um cano de descarga onde são jogado todos os problemas e desabafos dos "amigos". Caso a gente dê um sumiço sempre haverá outras pessoas a quem recorrer e chorar as pitangas. Claro que eu me considero uma pessoa legal de teclar no messenger, sou bom "ouvinte", interessado, adoro dar opinião, não costumo soterrar os outros só teclando sobre mim, mas sei que no mundinho de amigos virtuais ninguém realmente é insubstituível.

Quando descobri o Messenger achei excelente, uma maneira incrível de fazer amigos e manter contato com eles sempre, obtendo resposta imediata, sabendo sempre como estão, sabendo sempre onde encontrá-los... Muito melhor do que e-mail, ou chat, pois no Msn, assim como no Icq (que já aposentei), as pessoas estavam sempre "on" e era fácil encontrá-las para conversar, desabafar ou "manter contato".

Não vou dizer que não gosto mais de Msn, claro que gosto e acho ótimo, muito prático para teclar, trocar arquivos, enfim, para manter contato com a galera sempre que necessário. É um belo meio de aproximar as pessoas, intensificar o contato e fortificar uma amizade. É um belo meio de encontrar pessoas dispostas a compartilhar suas vivências, a "ouvir" os desabafos da gente e opinar para nos ajudar a tomar algumas decisões. Na falta de um amigo real, um amigo de Messenger ajuda muitíssimo! Só que ultimamente eu pude perceber o lado ruim do Msn, ou melhor, o lado ruim que o uso do Msn pode ter.

Cria-se um hábito de teclar sempre, às vezes diariamente, com as mesmas pessoas e isso com o passar do tempo é prejudicial. Claro que quanto mais vc tecla no início mais intensa vai se tornando a amizade virtual, no entanto com o passar do tempo vai enjoando, tornando-se mesmice, cansa. Cria-se uma ditadura da novidade em que pela freqüência diária de bate-papo é preciso "ter o que contar", acontece que teclando diariamente é óbvio que grandes novidades no espaço de um dia não há de ter não é mesmo? Muitas vezes nem existe mais assunto e ficamos ali teclando besteiras, repetindo assuntos, sem jeito de cortar o papo, quando poderíamos estar utilizando aquele tempo para algo mais útil. Percebi isso em meus papos diários de madrugadas inteiras com Kiko quando ele estava nos Estados Unidos. Aquilo tornou-se um hábito, chegamos até mesmo a enjoar um do outro depois de tanto papo, de forma que quando nos encontramos na real era como se não tivéssemos nos afastado nunca, muito pelo contrário estávamos tão presentes um na vida do outro que estávamos saturados, enjoados, querendo "férias", e o pior, férias na vida real, não do virtual. E pra quê tudo aquilo? Para que serviu aquele tempo todo teclando toda noite? Aquele tempo todo, aquela atenção especial que eu dispensava às nossas conversas de Msn. Pra quê? Pra depois eu virar mero amigo virtual? Pra desgastar nossa "amizade" e depois ele se desinteressar de mim e de me encontrar pessoalmente. Puro tempo perdido. Eu poderia ter feito tanta coisa, ter me dedicado a teclar com outras pessoas, ter acessado tantos sites legais, ter aprendido algo, em vez de ter ficado à toa só tc e tc à exaustão.

Existe no Messenger a opção de bloquear os contatos, quando não se está disposto a teclar com alguém, e olha que dos cento e poucos contatos do meu Msn, uns 90% estão bloqueadinhos. Não há quem não tenha sido bloqueado em algum momento. É necessário, caso contrário eu viveria só teclando a noite toda. O que isso acrescenta em minha vida? Muito pouco. Tem gente com quem já teclei horrores e hoje em dia entra no Msn e nem oi dá mais. Então é preciso ter limite e não deixar que os papos de Msn se tornem TUDO durante o tempo em que a gente está conectado à internet.

A praticidade do Messenger acaba tornando a gente preguiçoso também. Percebi isso recentemente quando fiz aniversário. Não recebi um cartão virtual, um telefonema sequer dos meus amigos considerados "reais" me dando os parabéns. Ora, porque gastar com telefonema, por que tá enviando cartão, se é tão mais simples e mais prático dar os parabéns pelo messenger mesmo e pôr uns emoticons engraçadinhos não é mesmo? Pois é, realmente é mais simples e prático mesmo, mas mais frio também. Certas coisas por mais trabalhosas que sejam valem mais a pena, são mais significativas. Com certeza eu preferiria muito mais uma ligação telefônica de 2 minutos me parabenizando do que um papo frio de Messenger que em nada difere da mesmice de todo dia. São essas coisas que me fazem perceber o lado ruim do Messenger, o lado ruim do papo diário. As relações acabam preguiçosas e resumidas ao virtual.

Pude perceber isso também recentemente em meu relacionamento com Rapha. Será que as coisas teriam acabado como acabaram se não fossem os papos diários de Msn? A verdade é que sinto que havia dois relacionamentos distintos entre Rapha e mim: o virtual era um, o real era outro. Quando estávamos juntos, mesmo que houvesse alguma "cerimônia" entre a gente, nos dávamos bem, a gente se curtia e tinha a atração também. Já quando teclávamos no Messenger parecíamos outras pessoas, éramos amigos, e as coisas tornavam-se muito mais complicadas do que realmente eram. Os papos de Messenger ocorriam em um universo paralelo que acabava interferindo drasticamente na vida real da gente. Pra se ter uma idéia todos os mal entendidos que tivemos, todos os términos, tudo foi pelo Messenger. Raríssimas vezes nos falamos por telefone ou discutimos um assunto pessoalmente. Foi através do Messenger que Danny entrou na história, gerando ciúme em mim e prejudicando meu lance com Rapha e nossa viagem à Curitiba que acabou nem acontecendo. Então, me pergunto, se eu não tivesse ali, disponível toda noite, resolvendo e/ou tornando mais complicadas as coisas através das tecladas diárias, se as coisas não teriam outro rumo. Os papos de Messenger criam uma ótica distorcida da realidade muitas vezes, briga-se pelo Messenger, discute-se, magoa-se, inicia-se e termina-se relacionamentos através daquela telinha ali, quando pessoalmente, olhos nos olhos, cara a cara, conversando de verdade, ouvindo a voz do outro, vendo as lágrimas, sentindo o cheiro, tocando a pele, os sentimentos poderiam ser totalmente diferentes e as coisas pudessem ter outro rumo.

É desse tipo de ditadura, desse vício que estou tentando dar um tempo sabe? Porra, lembro que no útlimo papo sério que eu tive com Rapha pessoalmente, quando nos encontramos para conversar sério e terminar tudo se fosse o caso, acabamos como dois idiotas se olhando sem ter o que falar um pro outro. Porque? Porque já havíamos teclado tudo no Messenger, não havia nada a dizer. Tinha sido tão "fácil" decidir tudo por Messenger, pessoalmente, olhos nos olhos era bem mais complicado... Acho triste isso, a gente ficar mascaradado, seguro, escondido atrás daquela janelinha, resolvendo a vida sentimental da gente, tomando decisões que vão mudar a vida real da gente, tudo através daquela telinha quando poderia estar resolvendo pessoalmente, por fone ou sei lá, qualquer coisa menos fria e com menos capacidade de distorcer as coisas.

Bom, tudo é uma questão de como a gente usa os meios que se apresentam pra gente né? Pode-se ter um uso ótimo do Msn, como eu e Marcinha usamos, como amigos que se ajudam. Agora tá decidindo a vida da gente com alguém sempre através de Msn, ah faça-me o favor, não tô afim disso, isso é preguiça, covardia, acomodação. Ficar teclando e teclando e teclando pode ser útil, pode nos ajudar, é muito bom desabafar com os amigos virtuais, eu mesmo já aluguei tantos com meus problemas e tantos já me alugaram também, até aí tudo bem, é uma troca. Mas tem necessidade de ficar tc todo dia? Ah, acho que isso acaba fazendo a gente enjoar, se cansar da pessoa, pois perde o encanto, perde-se o interesse, sabe-se tudo o que acontece, todo dia... Não vejo necessidade, se existe essa necessidade tá mais pra hábito, vício do que por ser bom realmente.

Eu estou querendo usar o Messenger como um meio de manter contato, de conhecer e saber das pessoas, de desabafar também, de ajudar e ser ajudado, mas não de resolver minha vida. Não quero estar enfiado em confusões de Messenger, com gente que nem conheço direito às vezes, coisas que no fim acabam afetando a minha vida do lado de cá, do lado real. Chega de sentir, de se estressar, de sofrer por "papo de Messenger".

Foi por tudo isso que eu dei um sumiço do Msn, tô numa relação de amor e ódio com esse programinha. Vejo que ele tem sido danoso pra mim. Muitos amigos que estavam acostumados comigo ali toda noite devem estar estranhando essa minha ausência. Eu só gostaria de dizer que não é nada pessoal realmente, apenas não acho necessário contato diário, isso tem sido ruim pra mim, só tem desgastado as coisas que sinto. Recentemente mandei um e-mail para meu amigo Monsieur Costa falando sobre isso tudo, que mesmo eu estando meio ausente de Messenger, ou entrando somente aos fins de semana, eu sigo gostando muito dele e a falta de contato diário em nada muda meus sentimentos por ele. Antes de Messenger mantínhamos nossa amizade através de e-mail, de telefonemas, alguns papos de chat de vezenquando, e era bem legal. O Messenger talvez tenha nos aproximado, no entanto também pode ser prejudicial para a nossa amizade, gerar stress, desencanto, sei lá...

Nessa terça-feira outro amigo de Floripa, o Jack, me ligou e ficamos um tempão conversando ao telefone, foi tão legal, rimos muito. Aí pude perceber como a gente muitas vezes perde essas pequenas coisas por conta do Messenger. Se eu não tivesse sumido com certeza estaríamos lá teclando e teclando como sempre e não teríamos tido esse papo legal.

Por isso, peço que aqueles amigos que lêem esse post agora e que não tem me encontrado no Messenger entendam minhas razões. Não existe injustiça, não estou me afastando dos meus amigos, como alguns podem estar pensando. Simplesmente quero transformar o meu "convívio" com esse programinha em algo mais saudável pra mim, mais fonte de alegrias e menos fonte de stress, só isso. Nesse momento tô tentando dá uma aliviada, realmente não há necessidade de todo dia tá lá sempre on. Eu não desapareci, não bloqueei de vez, não excluí meus contatos ou pessoas que gostam de tc comigo e com quem gosto de tc. Uma saudadezinha faz bem às vezes, logo eu apareço pra gente bater um papinho ok?

That's it!
enviada por Garland



23/06/2004 23:35
UNS PAPOS COM PRINCE

Prince, personagem bastante presente nos primeiros tempos de Dirty Pearls (clique em "Relatos Picantes" no menu lateral para saber um pouco mais sobre ele) me adicionou no Msn Messenger há algum tempo - logo depois de uma mensagem de celular que ele enviou e que respondi via e-mail - mas só há duas semanas, dia 13/06, teclamos pela primeira vez. Já que Prince é parte da história desse blog nada mais justo do que registrar aqui esse fato né?

Foi bem legal teclar com Prince, afinal eu fiquei gamado nele no tempo em que transamos, em março do ano passado. Hoje em dia, mais de um ano sem se ver e praticamente sem contato nenhum, é claro que aquela paixonite já era, mas, como as fodas foram uma beleza, o tesão continua, tenho certeza de que eu ficaria excitadíssimo em estar com ele novamente. Gostei de ver que algumas das inseguranças que eu tinha ele também teve:

13/6/2004 23:56:27 PRINCE: o dia que te mandei o torpedo e vc não respondeu pensei mil coisas tipo "ele trocou de celu" "ele tá achando ridículo" "o namorado dele leu e deu rolo" etc.

GARLAND: ahha que loucura, que nada, achei legal que mandou o torpedo... até pensei; será que ele tá em BC? Nenhuma dessas alternativas ae me passaram pela cabeça ;)


Engraçado né, que às vezes a gente não entra em contato com o cara, não se aproxima por receio das coisas que o outro vai pensar e na verdade o outro também está afim mas não entra em contato pelos mesmos motivos. Que desperdício, ehehe.

Foi bom perceber que ainda tem um clima de tesão nos nossos papos, gostei de Prince dizendo como gostou de nossas transas, me elogiando e dizendo estar afim de repetir. Foi bom ver que ele não me esqueceu e que não fui uma fodinha à toa pra ele. Pra mim que já fui meio apaixonado por ele, isso foi gostoso de saber. Faz bem a gente sentir que foi e é especial, que não passou em brancas nuvens, mesmo que tenha sido só sexo:

PRINCE: eu gostava porque era power, era pra valer, sem frescurinha de páre-que-tá-doendo e é assim que eu gosto.

GARLAND: hahah, pzeh, foi por isso que gostei tbem... é assim que gosto;) enfim, foi bem legal, acho que rolou uma boa química sexual :P tesão.

14/6/2004 00:18:14 PRINCE: na verdade só de falar ele já ficou em estado de alerta! :$


Teclamos sobre vários assuntos, antes de cair nessa putariazinha aí. Curiosamente soube que ele está morando agora no mesmo bairro em que eu quando morei em Florianópolis, imagina se eu ainda estivesse morando lá? Um vizinho gostoso desses viria bem a calhar. Os nossos papos só não foram mais animados porque eu não ando com muita paciência para teclar com ninguém, além do mais ele está em Floripa e eu estou em BC, é bobagem ficar se iludindo, alimentando vontades, afinal tão cedo acho que não rola um novo encontro. Continuo achando Prince um gato e fico feliz que ele tenha gostado de mim e tenha achado nossas transas tão gostosas como eu achei, seria ótimo repetir, quando lembro daquele beijããão hummmmm, foi uma delícia. Quem sabe a gente ainda possa repetir, não é algo assim tão complicado, basta eu aproveitar uma ida a Florianópolis e partir pro amasso.

Neste sábado que passou, 19/06, teclamos um pouco novamente, está sendo bom manter contato com o cara, assim bem de vezenquando pra não enjoar e não estragar o clima, não quero ficar amiguinho, nem confidente, nem namoradinho virtual, ando de saco cheio dessas coisas, então está ótimo como está, uns papos esporádicos só pra saber como está e pra não esquecer. Essa semana recebi um e-mail dele com uma piada que achei bem engraçadinha e compartilho com vocês:

TRIIIMM.......... TRIIIMM......... TRIIIMM..........
A SECRETÁRIA ELETRÔNICA DO HOSPÍCIO ATENDE:
''Obrigado por ter ligado para o Instituto de Saúde Mental, a companhia mais certa para seus momentos de maior loucura.''
- Se você é obsessivo-compulsivo, aperte repetidamente o número 1;
- Se você tem múltipla personalidade, aperte 3, 4, 5 e 6;
- Se você é paranóico, nós sabemos quem é você, o que você faz e o que quer. Espere na linha enquanto rastreamos sua chamada;
- Se você sofre de alucinações, aperte o 7 nesse telefone colorido gigante que você (e só você) vê à sua direita;
- Se você é esquizofrênico, escute cuidadosamente, e uma voz interior lhe indicará o número a pressionar;
- Se você é depressivo, não importa que número aperte. Nada vai lhe tirar de sua lamentável situação;
- Se você sofre de amnésia, aperte 8 e diga em voz alta seu nome, endereço, telefone, carteira de identidade, CPF, data de nascimento...
- Se você sofre de indecisão, deixe sua mensagem depois de escutar o bip,... ou antes do bip,... depois do bip,... ou durante o bip...
- Se você tem baixa auto-estima, por favor desligue. Todos os nossos operadores estão ocupados atendendo pessoas mais importantes que você.
- Se VOCÊ votou no Lula, desligue e espere até 2006... Aqui atendemos LOUCOS e não IMBECIS!!!!


........................
LEMBRA DE MIM?
Hoje recebi uma mensagem no meu celular que a princípio, lendo não me liguei quem poderia estar enviando e achei que fosse engano. Mas logo "caiu a ficha" e sabe quem era? Aquela carioca, do casal com quem Beto e eu fomos à boate NH. Foi muito legal, adorei tê-los conhecido, apesar de ter sido tudo muito rápido e termos ficado poucas horas juntos. Achei que nunca mais saberia deles. E agora, tanto tempo depois, ela manda uma mensagem no celular que me deixou de certa forma surpreso já que eu mal lembrava da duplinha e nem pensava que lembrariam de mim:

"Lembra de mim? Sou a carioca que teve aí em janeiro. Nós zoamos muito na NH, lembra? To com saudades!"

Claro que respondi a mensagem dizendo que lembrava deles sim e passando meu endereço de e-mail. Será legal se pudermos nos rever um dia. Que coisa né? Legal quando ocorrem coisas assim e a gente percebe que por alguma boa razão a gente não foi esquecido, que mesmo tendo sido pouco tempo junto ainda lembram da gente. Legal receber um "oizinho" assim.
That's it!
enviada por Garland