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04/07/2004 19:51
TESTE DE HIV: VOCÊ TEM MEDO?
Engraçado como tem pessoas que se cagam de medo de fazer teste de Aids não é mesmo? Medo do que? De que dê positivo? É melhor não saber que se tem a doença para poder tratá-la e viver mais tempo? Putz! Bom, dá pra entender que se descobrir soro-positivo deve ser algo terrível e vem daí o medo de fazer o teste: medo de o resultado ser positivo. Eu, particularmente, nunca tive medo de fazer o teste, afinal, se tive uma situação de risco o melhor é fazer e ter o alívio de saber como está minha saúde. Recentemente assisti um episódio da série Sex And The City (que eu amo de paixão) e a personagem Samantha Jones, a mais devassa e promíscua das quatro amigas decide fazer o teste após um de seus parceiros dizer que só transaria com ela sem camisinha caso ela tivesse o resultado do teste em mãos. Ela foi fazer e ficou super nervosa, até aí normal, mas na hora em que a responsável conduzia ela até a sala onde seria entregue o resultado ela acabou desmaiando no meio do corredor, pânico, acreditando que o resultado seria positivo, mas não foi. Pelo menos ela encarou o medo e fez o teste e acho que isso é o que importa, muita gente devido ao medo não faz. A ignorância de como está sua saúde lhes é mais agradável do que a certeza.
Eu vou lá e faço numa boa. Com poucos dias de vida sexual eu já tive uma situação de risco e logo quis fazer o teste. Foi no segundo semestre de 2001, eu tinha 22 anos e transava com Nuno, um cara bissexual da facul, de 21 anos, que tinha namorada. Foi com ele minha primeira vez que um dia eu conto aqui na Seção Flashback. Nuno transava sem camisinha com sua namorada, que confiava nele, é claro. Mas em uma de nossas transas ele pediu para transarmos sem, dizendo que fazia teste regularmente. Eu não topei, é claro, eu era muito consciente nos meus primeiros tempos de sexo, quase mais consciente do que hoje em dia. Veja só, Nuno namorava e fazia sexo sem preservativo com sua namorada, mesmo assim me propôs foda sem, e se eu tivesse o vírus? Ele o repassaria para a coitada da namorada! Quanta irresponsabilidade! Certa vez estávamos no bom da transa e a camisinha estourou, no exato momento em que Nuno gozava dentro de mim. E agora? Como ele me dissera que fazia teste regularmente e que estava tudo ok com ele tentei não ficar preocupado e acabei contando para ele que eu só havia transado com ele até então, que de minha parte podia ficar sossegado.
Nesses primeiros tempos, a camisinha rompia com freqüência, com Nuno foi só uma vez, que eu me lembre, mas teve também a foda com Negão, um carinha de 18/19 anos. Só vimos que havia rompido depois que ele gozou e retirou o pau. Esse é um grande problema, às vezes na empolgação da transa o cara não percebe que rompeu, ou então finge que não percebe. Ao passivo é possível reparar quando a camisinha se rompeu, mas só ás vezes devido a uma sensação e a um barulhinho de rompimento, quem deve estar atento a isso é o ativo que tem o dito cujo encapado, ele sim é capaz de perceber facilmente se o preservativo se rompeu. Na realidade não sei porque rompia nesses primeiros tempos, talvez porque eu fosse mais apertadinho ou não lubrificasse suficientemente o rabinho, só sei que cada vez que acontecia isso eu ficava preocupado, afinal, uma coisa você fuder sem camisinha ciente do risco que tá correndo, outra coisa é ser vítima de um "acidente" de percurso.
O momento mais tenso dessa fase aconteceu no finalzinho daquele ano de 2001, foi quando conheci o carinha que viria a ser meu namorado: Ludi. Após algumas transas aconteceu de a camisinha se romper. O pinto de Ludi era pequeno, devia ter uns 12cm (mas eu adorava) e mesmo assim a camisinha se rompeu, o que leva a crer que independe de tamanho para que isso aconteça. Paramos tudo e trocamos de preservativo, mas a realidade é que o fato de a camisinha romper é uma desculpa perfeita para aboli-la das transas, afinal "se era pra pegar algo, já pegamos quando estourou a camisinha". Após Ludi ter me dito que nunca havia feito sexo sem camisinha com ninguém, passamos a transar sem. E claro que era muito mais gostoso, a sensação de sentir o pau de verdade do parceiro, sem barreiras, pele com pele, é muito mais prazerosa, o mesmo para o ativo, que pode sentir o cuzinho envolver seu cacete sem aquele látex no meio.
Mas Ludi guardava uma surpresinha desagradável para mim: ele mentira! Depois de várias fodas ótimas, todas sem camisinha, uma noite falávamos de parceiros sexuais e Ludi me confessou que no começo quando era mais passivo fazia sempre sem camisinha! Disse inclusive que certa vez ele estava dormindo em uma casa onde houvera uma espécie de festa e que um cara veio e comeu ele enquanto ele fingia dormir. Detalhe: o cara esse que comeu ele era um tremendo de um drogado! Já me vieram mil coisas na cabeça, imaginei o cara com uma seringa se picando, podia perfeitamente ser aidético e ter passado para Ludi, e agora Ludi passava para mim! Fiquei em pânico!
Corri fazer o teste de AIDS, com um pouco de vergonha, visto que a cidade em que eu morava era pequena, mas eu precisava saber se estava tudo ok comigo, eu preferia saber para, se fosse o caso, me tratar. Esperei com ansiedade o resultado que chegou em algumas semanas: "Não reagente". Foi um alívio. Mas a verdade é que eu não sabia do lance de janela imunológica e não haviam se passado os 3 meses necessários para o teste acusar a presença do vírus no organismo. Tendo o teste em mãos, comuniquei a Ludi. Me certifiquei de que Ludi não transara com mais ninguém naqueles dias, afinal era namoro a distância e fazia mais de mês que não nos víamos. Ele disse que não. E quando nos encontramos novamente foram cinco dias de muito sexo, e sem camisinha, afinal, estava tudo bem com a gente!
Só que mais uma vez Ludi me enganara, ele havia trepado com seu primo no reveillon, sem camisinha é claro e como sempre, acabou me contando. Contou quando já estávamos vivendo em Curitiba em 2002. Ele mudou-se primeiro, eu fui cerca de um mês depois. Na pensão em que eu ia ficar, eu mal havia arrumado as malas e Ludi quis transar comigo, uma rapidinha, sem camisinha, foi ótima. Só tempos depois e várias fodas depois disso que fiquei sabendo o lance do primo. E Ludi também poderia muito bem ter ficado com alguém mais naquele tempo que esteve sozinho em Ctba, pois ele havia feito contatos com gente de lá enquanto ainda morava no RS. A verdade é que Ludi era um mentiroso compulsivo, mas como eu estava fortemente envolvido por ele, seguia transando sem camisinha.
Fiz novo teste, para dessa vez saber se Ludi tinha ou não alguma coisa, já que o primeiro não valeu para ele devido ao tempo de janela imunológica não estar completo. Deu negativo. Decidi assustar Ludi e com cara de espanto fui ao ponto de ônibus dele dizendo que precisávamos falar urgentemente. Ele me ligou todo preocupado no dia seguinte querendo saber o resultado do teste, mantive o suspense e nos encontramos mas, como não consigo mentir, ele leu na minha cara que tava tudo ok, acabamos comemorando com uma boa transa.
Meu lance com Ludi degringolou e pouco tempo depois conheci CWB. Logo no primeiro encontro bateu um tesão forte e quando fomos conhecer o apartamentinho que ele havia acabado de comprar acabamos transando e a camisinha arrebentou. Paramos tudo. Iniciei namoro com Cwb e mais uma vez, aproveitando a desculpa do "se era pra ter pego algo já pegamos na primeira vez" começamos a transar sempre sem camisinha. Garanti a Cwb que eu havia feito teste e tinha dado negativo e ele me contou que só transara uma única vez com um cara até aquele dia e com camisinha. Eu era o primeiro parceiro sexual pra valer que Cwb estava tendo e eu sentia que nele eu podia confiar. Num pacto de fidelidade abolimos a camisinha de vez, eu jamais trairia Cwb, como nunca traí ninguém nem antes nem depois, para mim era muito séria a responsabilidade que eu tinha em fazer sexo com Cwb sem camisinha pois ele confiava em mim. Fiz um novo teste para mostrar a ele e garantir que estava tudo bem comigo e poderíamos aproveitar ao máximo nossa vida sexual com toda tranqüilidade e confiança.
Terminado o namoro com Cwb por ocasião de minha mudança para Floripa, fiquei meses sem sexo e já em 2003 passei a fazer sempre sexo seguro (entenda-se por seguro no meu caso o uso de camisinha apenas na penetração, pois no boquete eu corro o risco e quase sempre faço sem, os médicos afirmam que o sexo oral também transmite o vírus, no entanto as chances de acontecer são mínimas). Uma das situações de risco mais graves que enfrentei foi quando transei com Marco no dark room da boate NH: o idiota usou preservativo mas retirou o pau após gozar deixando o preservativo dentro do meu cu. Sentindo uma coisa estranha no ânus fui ao banheiro e percebi que o preservativo continuava ali e a porra escorrera entrando em contato com a parte externa do cu. Filho da puta do caralho, imbecil! Me revoltei, mas não havia nada a fazer a não ser esperar 3 meses para fazer novo teste de Aids e torcer para que tudo estivesse ok comigo. E assim foi passando-se o ano de 2003 no qual tive vários parceiros e poucos vacilos durante o sexo, uma que outra esfregada de pau no cu sem camisinha e os boquetes sempre sem.
No início de 2004 em uma foda com Kiko o tesão estava muito forte e montado sobre ele o pau acabou deslizando rapidamente para dentro do cuzinho no que me movi rapidinho para que saísse. "Que vontade de fazer sem!", falei, "Ah, se fosse pra pegar algo já teríamos pego agora", disse Kiko. E dizendo que era uma loucura aquilo que não poderíamos fazer sem, que tínhamos que pegar camisinha, falando uma coisa e fazendo outra completamente ao contrário acabei sentando de vez e transamos sem preservativo. Foi ótimo, perfeito. Mas depois nos papos seguintes Kiko me revelou que fudera sem camisinha com alguns caras. É assim, na hora do tesão a gente perde a cabeça, e eu tinha muito tesão por Kiko, na hora da foda cheguei a pensar "se eu pegar algo vai ter valido a pena!" Vê se pode, a que nível de insanidade o tesão leva a gente, a ponto de fuder sem camisinha, sabendo dos riscos e mesmo assim pensar que tá valendo a pena arriscar a própria vida.
Fiz novo teste, mesmo sabendo que não havia passado o período de janela imunológica com Kiko, ao menos eu saberia se o lance do dark room havia me ferrado ou não. Resultado negativo e alívio. Kiko havia me garantido que o seu namorado de outra cidade com quem ele fudia sem camisinha fizera teste e dera negativo, sinal que estava tudo ok com Kiko também.
E não demorou acabei novamente fazendo sexo sem camisinha, desta vez com Rapha, meses depois. Já havíamos trepado com preservativo algumas vezes, sempre com muito tesão. Mas estávamos em um nível além de simples parceiros de foda, aquilo era quase um namoro e eu sentia que em Rapha eu podia confiar, eu via isso em seus olhos. Aí está um grande perigo nesse lance de fazer sexo sem camisinha: a gente costuma ficar cego de tesão e de amor e acredita em tudo o que o outro fala, a gente confia cegamente e é nessas que muita gente já foi engambelada e se ferrou, adquirindo o vírus da Aids. Mas Rapha me garantira que tivera pouquíssimos contatos sexuais com outros caras e até então penetrara apenas um, com camisinha creio eu, não lembro se perguntei. O fato é que confiei nele e ele confiou em mim, que falei que tinha feito teste recentemente e dera negativo.
Numa noite o tesão estava forte e acabei montado sobre Rapha, sentindo seu pau roçando em meu cu. Nos olhamos e sentindo que ele também queria aquilo, acabei sentando de vez e assim rolou nossa primeira transa sem camisinha. Meu lance com Rapha era especial e para mim era maravilhoso sentir o pau de verdade do cara que eu tava curtindo dentro de mim, sem barreiras, isso é muito bom. Seguiram-se outros encontros e outras transas sem camisinha, mas, infelizmente as coisas complicaram, o clima esfriou fora da cama e nosso relacionamento acabou. Tudo foi rápido e aí está um equívoco nesse lance de sexo sem camisinha, tem que estar ciente de que não se está vivendo uma ilusão. Muitos caras logo se apaixonam e não demora estão transando sem camisinha com seu parceiro, às vezes era tudo fogo de palha e o namoro logo acaba deixando como recordação o vírus da Aids, uma recordação eterna.
Felizmente não foi o caso, e dessas transas sem camisinha com Rapha sobraram quase só boas lembranças, primeira vez que ele foi passivo comigo já havíamos abolido a camisinha e isso foi marcante pra mim, outras transas foram igualmente especiais pois era ótimo sentir ele dentro de mim de verdade, gozando em mim, e isso é algo especial quando se gosta de alguém, sem dúvida. Fiz novamente o teste depois disso tudo, e peguei o resultado nessa semana que passou: não reagente.
Mas espero a partir de agora não mais repetir todos esses vacilos que cometi em minha vida sexual, sexo sem camisinha, só com muito tempo de namoro e olhe lá, afinal pode-se não pegar Aids transando sem camisinha mas há sempre o risco de pegar outras perebas, são vários tipos de DST que dão uma trabalheira também, melhor se preservar e evitar futuras dores de cabeça (hehe). Eu sei que é muito difícil e chato ficar usando preservativo quando a gente está envolvido fortemente por uma pessoa, quando se namora, ama e é exclusivo dela, quando se confia nela, afinal não usar camisinha é a maior prova de confiança em alguém. Mas a gente tem que estar ciente de que não está iludido de amor e de que fidelidade não depende só da gente, o outro pode vir a vacilar e a gente se ferra junto. É uma questão muito delicada. Eu mesmo não posso garantir que não tornarei a fazer sexo sem camisinha, quem sabe quando encontrar alguém que eu leia nos olhos que é sincero e confiável, confiável como eu sei que sou, eu torne a fazer, mas que seja por amor, não por simples tesão-loucura de momento.
A Aids tem tratamento hoje em dia, muita gente se apega a isso pra sair trepando sem camisinha, fazendo bare-backing, mas mesmo com esses tratamentos a convivência com esse vírus devastador no organismo não é nada legal, traz muito sofrimento e abrevia a vida. Acho que o melhor a fazer é, se viveu uma situação de risco, fazer o teste sem medo e se descobrir que é portador do vírus tentar conviver com ele da melhor maneira possível, sem revolta, sem querer passar adiante, afinal foi uma dessas fatalidades que acontecem na vida, não é o fim. O melhor a fazer é evitarmos correr esse risco, tomarmos vergonha na cara, sermos conscientes e usarmos camisinha.
That's it!
enviada por Garland
04/07/2004 04:43
TRILHA SONORA DIRTY PEARLS - VOLUME 2
Totalizando 20 músicas dou por encerrado o segundo volume da trilha sonora do meu blog, sendo a última canção A Quien Le Importa de Thalia. Foram aproximadamente 6 meses trazendo a cada semana uma música que é marcante para mim, das minhas preferidas. Seguindo o mesmo estilo do Volume 1, o critério mais utilizado foi o da "música de estimação", aquelas que tocam meu coração de alguma maneira, são especiais e não canso de escutar. Várias canções foram escolhidas de acordo com meu estado de espírito na ocasião, outras foram porque lembravam momentos e pessoas marcantes da minha vida, outras simplesmente porque gosto da canção, mesmo que não seja fã do artista e outras justamente por ser fã do cantor ou banda. Busquei pôr pelo menos uma música que representasse cada um de meus artistas preferidos ausentes no primeiro cd. Claro que vários tiveram que ficar de fora novamente, ficam para a próxima. O que importa é que a Trilha Sonora Dirty Pearls Volume 2 ficou a minha cara, representando bem os meus gostos musicais.
Particularmente gostei mais da seleção deste segundo cd, ficou mais agradável, mais variada. Claro que os estilos musicais seguem os mesmos do primeiro, pois são os estilos que eu gosto, então não poderia faltar novamente uma boa dose de anos 80 (The Pretenders, Suzanne Vega, Nena) e cantoras gringas em profusão (Jewel, Björk, Madonna, Tori Amos), por exemplo. Compondo uma seleção musical eclética foram pinçadas músicas de diversas décadas e em diferentes nacionalidades e línguas, passando pelo espanhol, italiano, inglês, francês e português.
Foram vários hits e algumas outras pouco conhecidas. Músicas que transitam pelo pop internacional ou nacional, pela MPB (teve até uma pitadinha de bossa nova com Baby, quem diria), baladas de cortar os pulsos (como Fake Plastic Trees e Northern Lad), canções super românticas (aliás, acho que prevaleceu o romantismo nessa trilha, desde Jewel a Marisa Monte, Renato Russo a Aleks Syntek, todos cantando o amor) e outras cujo objetivo era levantar o astral (Daydream, 99 Red Balloons e Big Time Sensuality). Uma breguice aqui e ali, como Wanessa Camargo e Thalia, também serviram para descontrair.
Retomei alguns nomes presentes também no primeiro volume, como Jewel (em duas músicas) e Janis Joplin, artistas que sempre estarão pintando por aqui, afinal são minhas preferidas e não consigo ficar muito tempo sem ouvi-las. O único defeito do cd foi a ausência de vozes masculinas brasileiras, visto que não recordei nenhuma música em português que fosse marcante de verdade para mim e merecesse tocar aqui. Isso só comprova que são as mulheres que dominam meu gosto musical. Outra ausência foi a de alguma sapinha, no primeiro volume tivemos Zélia Duncan, mas no segundo fez falta uma Ana Carolina ou Cássia Eller. Na próxima com certeza estarão presentes!
Confira a seguir a lista de músicas que tocaram aqui no blog nesta segunda etapa. Clicando no nome da canção você será levado ao post explicando porque ela é especial para mim.
TRACKLIST do cd Dirty Pearls Vol. 2:
Já está rolando a nova trilha sonora do blog, e claro que tinha que iniciar com minha queridinha Jewel para não sair da tradição. A música, Foolish Games é de cortar os pulsos, mas reflete meu estado de espírito. Muitas outras músicas virão!
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DÊ SUA OPINIÃO!
Dê uma olhada na tracklist acima para refrescar a memória e responda qual destas músicas que tocaram aqui no blog você leitor mais gostou. Qual sua preferida? Qual você gostaria de ouvir tocando no blog de novo? PLEASE, não deixe de opinar, a mais votada tocará novamente em breve!
That's it!
enviada por Garland
02/07/2004 00:35
AMIZADE COM EX E A CURIOSIDADE MÓRBIDA
Estive pensando no que nos move a querer saber o que se passa com as pessoas com quem já namoramos. Porque essa curiosidade muitas vezes mórbida? Será por que o envolvimento foi forte e simplesmente não conseguimos esquecê-la facilmente? Será por que ainda temos carinho pela pessoa e gostamos de saber como está a vida dela, se ela está bem, se está feliz? Será por que temos rancor e gostaríamos de saber que ela se ferrou, e pensarmos, "bem feito"? Será por que teimamos sempre em nos supervalorizar na relação e achar que fomos especiais para o outro e ele não vai conseguir nos substituir tão rapidamente? Será por acreditarmos no íntimo que somos inesquecíveis e que o cara não conseguirá ser feliz longe de nós? Será para reforçar nosso ego na expectativa de saber que o outro não nos esqueceu e ainda sofre por nós, pelo fim? Será para saber se a pessoa está satisfeita com outra que lhe dá coisas que não fomos capazes? Acho que tudo isso e muitas mais são razões prováveis.
Daí entro em um aspecto de um assunto que estava reservado para um post futuro que nem sei se vai sair: amizade com ex. Muitas pessoas gostam de manter amizade com o ex justamente como forma constante de saciar a sua "curiosidade mórbida", afinal, quem melhor para contar tudo o que se passa com o ex, do que o próprio ex? O que pode ser melhor para saber do ex do que ser amigo do ex? Tive algumas experiências desse tipo nos últimos tempos. Começou em Curitiba, 2002, com meu primeiro namorado, Ludi. Ao término do namoro existia um querer bem, que creio que era mútuo, e era forte minha vontade de ser pelo menos amigo de Ludi, eu gostava dele e parecia duro nos afastarmos de vez. Acreditava que poderíamos tentar manter uma relação adulta de amizade, compartilhando nossos problemas, falando de relacionamentos, etc, sem precisarmos "eliminarmos" um da vida do outro. Não foi possível, por problemas religiosos de Ludi, e cortamos contato, na verdade Ludi se afastou, de forma que nos víamos na rua e fingíamos não nos conhecer, numa situação realmente desagradável. Mesmo assim, persistia uma curiosidade muito grande em mim sobre como estava a vida de Ludi, e pelas artimanhas do destino eu acabava sabendo coisas, seja através de Didi que por coincidência conhecia ou ficava com algum cara que conheceu ou transou com Ludi, seja de alguma outra forma. Era inevitável querer saber, e quando eu sabia das coisas da vida dele eu geralmente ficava arrasado, e pior, sem saber ao certo porque. Nesse período namorei com CWB, com quem tive um namoro bem tranqüilo e mais maduro, mas carente do mesmo "fogo" que havia na relação conturbada com Ludi.
Quando saí de Curitiba, ainda sem falar com Ludi, já havia a duras penas aceitado a idéia de que ele não fazia mais parte de minha vida. Mas, algum tempo depois, morando em Florianópolis recebo um telefonema de Ludi. Ele trabalhava em uma empresa de telefonia e descobrira meu número. Queria ser meu amigo e falava que apesar do mal que me fizera havíamos vivido muita coisa boa e que eu não poderia esquecer disso. Perguntou como eu estava. Fui monossilábico, frio. Ele disse que tornaria a ligar de vez em quando, mas, felizmente nunca mais ligou. Queria ser meu amigo? Depois de virar a cara pra mim, depois de me eliminar da vida dele sem eu ter feito nada de mal para ele, depois de me desprezar e cagar para meus sentimentos? Porque queria ser meu amigo agora? Justo agora que eu havia arduamente quase o esquecido por completo e já não sofria mais por ele? Para que retomar amizade? Para voltar a ser o inferno que havia sido um dia, para me contar de sua vida atual, de seus bofes? Nada disso me interessava mais. Eu havia superado a minha curiosidade mórbida em relação a ele. Mandou e-mails, os quais não respondi e depois se mancou e nunca mais me procurou. Recentemente fiz o mesmo com Rapha, me afastei, mas por razões diferentes, Ludi o fez por não querer mais saber de mim realmente, por não gostar mais de mim, mesmo que depois tenha se arrependido. Já eu fiz isso com Rapha por não querer mais saber dele para não me magoar, não por não gostar.
E CWB? Ficou amigo dele Garland? Sim. O término com CWB foi por circunstâncias, não por brigas ou desgastes, terminamos porque precisei mudar de Ctba para Floripa, mas ainda havia muito carinho entre a gente, um pouco mais e aquilo poderia ser chamado de amor. Por isso, o querer bem a CWB que sempre foi uma pessoa maravilhosa comigo permaneceu. E a curiosidade mórbida? No caso não era mórbida, pois era uma curiosidade que quando saciada não me fazia mal, eu gostava de CWB como ser humano e a mim interessava saber como ele estava e saber de sua felicidade. Seria por falta de amor que eu não sofria em saber dele com outros caras? Não sei, talvez até fosse, a verdade é que às vezes eu sentia um pouco mal de saber que ele havia me substituído. Mas tadinho, ficou um ano sem ninguém depois de minha partida, a mim só restava torcer sinceramente pela felicidade de CWB, a quem agora eu chamava de amigo. Tivesse sido uma paixão arrebatadora ou algo intenso e conturbado, eu talvez me sentisse mal em saber dele com outra pessoa, mas como tudo havia sido tão tranqüilo não me doía em nada, ao contrário, me alegrava. Mantínhamos contato via ICQ e Msn, antes mais intensamente, agora, raramente. Mas ainda nos consideramos amigos e ainda existe carinho, CWB vive me convidando para ir a Curitiba, ficar no apartamento dele, como amigo, mesmo ele estando em um namoro de mais de 6 meses. É um exemplo de relação saudável com ex, sem curiosidade mórbida. E creio que só é assim porque não teclamos com muita freqüência, não somos grandes amigos, confidentes. Acho que ser confidente de ex é uma porcaria, só serve pra se machucar e pra alimentar curiosidades mórbidas. Amizade plena com ex somente se estiver 100% desencanado e olhe lá!
Com Déco, em Floripa, 2003, vivi o lado oposto da situação vivida com Ludi em Ctba: eu não gostava suficientemente de Déco, não o amava, ele ao contrário, parecia gostar muito de mim, ligava chorando ao telefone às vezes, chorava vendo Edwiges e Cláudio na novela e lembrando de mim. Isso me entristecia, por que eu não conseguia sentir o mesmo por ele e eu várias vezes quis saltar fora mas Déco era insistente. Infelizmente éramos incompatíveis para um namoro, além das diferenças de temperamento eu não sentia tesão por ele. No entanto considerava ele um cara muito especial e seria ótimo se eu nunca tivesse me envolvido sexualmente com ele e sim sido apenas amigo. Quando terminei o relacionamento com Déco via Icq (pessoalmente nunca dava certo) eu senti vontade de permanecer amigo dele, nos dávamos bem, eu gostava dele, como amigo. Chegamos a nos ver na boate algumas vezes depois disso e conversamos numa boa, mas eu sentia que por mais que fosse legal para mim ser amigo de Déco, aquilo não seria bom para ele, ele poderia se magoar de me ver com outro ou saber que eu estava namorando outra pessoa, ou poderia alimentar esperanças em relação a mim. Eu não quis ser egoísta e forçar amizade com Déco, por isso optei por nunca mais procurá-lo e deixar que ele me procurasse caso sentisse vontade. Eu acreditava que ser amigo de Déco seria algo tranqüilo para mim. Porque? Porque nunca amei ele, nunca gostei pra valer, nunca fui apaixonado, gostei apenas como amigo e sendo assim não doeria nada em mim vê-lo com outro cara, eu seria capaz de conversar com ele numa boa a respeito, como inclusive conversei na boate depois do término e ele me disse que estava namorando um cara. Não senti uma fração sequer de ciúmes, ao contrário fiquei feliz por ele. Não havia a mínima curiosidade mórbida, não me fazia mal algum saber da vida amorosa dele, era apenas curiosidade de conhecido que quer ser amigável perguntando a alguém como vai a vida. Se não o procurei também é porque não me doeu muito o afastamento, penso nele às vezes, com um certo carinho, mas sem saudades daquele tempo. Acredito que Rapha quisesse ser meu amigo assim, da mesma forma que eu queria ser amigo de Déco, de uma maneira fácil e simples para si, afinal nunca me amou logo ciúmes, ou sensações ruins ao me ver com outra pessoa ele não sentiria. É assim mesmo, se não houve paixão é fácil ser amigo e se não houve paixão é fácil esquecer.
Recentemente vivi um "relacionamento" com Kiko em que a curiosidade mórbida foi dominante. Por gostar do carinha eu queria ser seu amigo, havíamos trepado "ótimamente" algumas vezes e nos dávamos muito bem como "amigos" também, conversando sobre tudo numa boa. Mas quando Kiko começou a namorar com Tavinho, tudo mudou. A curiosidade que eu tinha antes como amigo, em saber dos rolos de Kiko, virou curiosidade mórbida. Na tentativa de ser amigo e "ter assunto" eu era confidente, ouvinte de Kiko, a quem ele ligava para contar das transas com Tavinho, da vez que o descabaçou, da vez que Tavinho chupou seu pau depois de ele já ter metido, das posições sexuais, das coisas que faziam e não faziam na cama. E eu sempre instigando Kiko a me contar tudo, eu era um amigo e como amigo queria me aproximar, perguntando sobre tudo, opinando, demonstrando interesse. Na realidade eu tinha grande interesse em saber detalhes da vida sexual de Kiko com o namorado, mas ao mesmo tempo aquilo me fazia mal. Muitas vezes me peguei feliz ao saber que algo havia dado errado no relacionamento deles, ao saber que Tavinho tinha passado um cheque, ou que Kiko havia chifrado ele. E aí me perguntava, que tipo de amizade era aquela? Que sentia-se mal em saber das alegrias de Kiko com o namorado e feliz em saber que o namoro dava errado. Acho que era implicância com Tavinho, por ele ter me virado as costas e por Kiko ter mudado comigo após começar a namorar com ele. Não desejava realmente o mal de Kiko, na verdade adorava ele, queria o bem dele, só que vivia em conflito no que se referia a aceitar bem suas transas com outros, mesmo assim fazia questão de saber. E aí está o ponto principal: porque eu queria saber das intimidades de Kiko com Tavinho se aquilo intimamente me fazia mais mal do que bem? Masoquismo? Pura curiosidade mórbida (no fim das contas são quase sinônimos). Eu queria saber mais e mais, e adorava que Kiko me tirasse pra amigo e me contasse. Vivia numa relação de amor e ódio com o carinha, em que aquela amizade acabava me fazendo mal, principalmente quando virou algo somente virtual. Para que prosseguir? Para estar presente na vida de Kiko pelo menos como amigo e poder saber o que se passava com ele? Quem sabe. Só sei que decidi me afastar, faz um mês que não nos comunicamos, ele nem deve saber o porquê, mas não me procurou mais e tenho achado isso bom, assim não fico sabendo de nada que possa me magoar de alguma forma.
E aí entramos no lance com Rapha. Decidi me afastar de Rapha justamente por perceber que se seguíssemos amigos eu embarcaria novamente na mesma história de amizade com curiosidade mórbida que eu havia vivido com Kiko. Para mim, amigos de verdade são aqueles que conversam sobre tudo, principalmente sobre relacionamentos. Se eu fosse ser amigo de Rapha, como ele mesmo havia me dito, ele não falaria certas coisas comigo para não me magoar, por que eu não estava curado ainda daquela relação. Eu poderia fingir que já não me afetava em nada os lances de Rapha com outros caras, poderia ter fingido que nem liguei para os amassos no Beto Carrero e seguir amigo dele, da mona dele e de todos os outros amigos, tudo muito cor-de-rosa, bonitinho, adulto e civilizado. Mas eu ia acabar como qualquer amigo querendo saber como Rapha estava, o que estava acontecendo na vida amorosa dele, o que ele havia feito com esse ou aquele bofe. E cedo ou tarde sentindo que eu estava (falsamente) desencanado Rapha acabaria contando para mim, assim como eu para ele os meus lances por aí. Só que eu ia acabar embarcando numa nova amizade por curiosidade mórbida, eu estaria perguntando detalhes para Rapha que no fundo iam me fazer mal ao saber, cada rolo dele que eu viesse a saber eu compararia com o que aconteceu entre nós, me acharia inferior, ou sentiria ainda algum ciúme absurdo. Não conseguiria estar legitimamente feliz por ele, mesmo gostando dele e querendo bem, não gostaria realmente de saber dele com outros caras e se quisesse saber seria por uma curiosidade mórbida disfarçada de amizade que se interessa nas coisas que acontecem com o amigo. Tudo isso, falo do momento atual, no momento é assim, não digo que futuramente eu não pudesse ser amigo verdadeiro que fica feliz com a felicidade de seu amigo.
GARLAND, A NAJA, ENTRA EM AÇÃO
Todos sabem que não tenho mais me comunicado com Rapha, cortei contato para me preservar e não me magoar com certas coisas. No entanto, por gostar do cara e por já ter tido um praticamente-namoro com ele sobrou uma curiosidade de saber como ele está, se está bem, enfim, uma curiosidade fruto de um querer bem. Mas uma curiosidade mórbida na realidade, que, ao ser saciada poderia me deixar mal. Quem já gostou de alguém sabe que a gente muitas vezes fica apegado à pessoa e não é simples deletar ela da vida e mente da gente, ainda mais se existe carinho por ela. É nessas ocasiões que decidimos ser amigos para poder estar por perto, estar presente, gostamos da pessoa como ser humano e achamos legal ter ela de alguma forma na vida da gente, se não dá pra ser como namorado, que seja como amigo. Eu optei por não manter contato, nem ser amigo, porque no momento isso podia me machucar mas ainda estava sendo difícil deletar ele de dentro de mim, pois ainda havia apego, saudade.
Por conta disso, persistia a curiosidade mórbida e interesse em saber como ele estava. Uma das coisas que eu continuava a fazer era entrar no blog dele, uma maneira de saber como estava a vida dele, mesmo sabendo que em seu blog eu encontraria quase nada, pois ele não se expõe lá. Tenho quase certeza de que ele também acessa meu blog, pelo mesmo motivo: saber como estou. E foi por esse mau hábito remanescente, de acessar o blog do Rapha, impelido por essa curiosidade mórbida, que acabei quebrando a cara recentemente.
Estava lá, o relato em forma de conto de uma ida de Rapha com um cara a um motel. Trata-se daquele cara que foi conosco no Beto Carrero e o tal encontro se deu alguns dias depois daquele passeio. Comecei a ler o tal conto, entitulado "Surpresa" e imediatamente me senti mal, mas, a maldita curiosidade mórbida me obrigava a ir até o fim, mesmo que aquilo não estivesse sendo bom para mim. E vejam só (melhor despistar a irritação com uma boa dose de humor negro), acabei, através do tal conto tendo uma bela aula grátis de como ser uma bicha super-romântica e fisgar um bofe na primeira noite de sexo! A receita, com algumas observações cretinas minhas, consiste no seguinte:
Aproveite que você tem grana e tem um carro, assim qualquer namoro torna-se muito melhor pois poderão passear muito, e ir a motéis de luxo ou até mesmo loteamentos na cidade sempre que der vontade, ser uma bixa motorizada é um trunfo muito forte para se fisgar um bofe, e você sabe disso menina! Mas atenção! Sendo uma bixa barbeira como você é, tome cuidado redobrado, a intenção é você QUASE matar o bofe de prazer numa cama de motel e não MATÁ-LO de vez em um poste qualquer no meio do caminho! Chegando no motel, o segredo é agir como uma noiva na noite de núpcias, o que importa que é a primeira vez que vão foder? Não tema assustar o bofe e libere sua fantasia da maneira mais óbvia: ponha uma venda nos olhos dele e surpreenda-o, espalhe pétalas de rosa pelo quarto todo, sem esquecer da champanhe e dos morangos com chantilly para fazer aquele lambuzo tão sexy! Você sabe que esse tipo de coisa na primeira noite é meio patético mas você quer fisgar o bofe não quer? Então, força na peruca mona, você quer ou não quer mostrar que é uma bixa especial que merece ser namorada desse partidão?! Você sabe que ele é tanso e romântico e que é assim que vai conquistá-lo: sendo uma mona super-romântica! Mas, resista a vontade de pedir para o bofe levá-la no colo para a suíte nupcial e mantenha aquele anel de noivado guardado para outra ocasião, é a primeira foda menina, não exagere, venda nos olhos e pétalas de rosa já estão de bom tamanho! Um detalhe crucial para não fazer feio é certificar-se de que está com o hálito "em dia", você sabe que essa sua linda boquinha de cinzeiro pode causar vontade de vomitar em um bofe não fumante como esse que vc quer seduzir! Já pensou ele setindo esse seu gosto péssimo de cigarro e vomitando em cima da cama repleta de pétalas de rosa? Ou na banheira de hidromassagem repleta de pétalas de rosa? Seria um desastre não é mesmo? Outra coisa importantíssima é ter certeza de que seu adorável e romântico rabinho está "clean": Você não vai querer acabar com a magia dessa noite estragando a linda decoração de pétalas de rosa na cama com um belo monte de merda nos lençóis né? Nada de melecar o bofe todinho de bosta meu bem! Deixe para fazer isso com a champanhe e chantilly que será bem melhor para ambos. Lembre-se que você quer que essa noite seja inesquecível, mas não um fiasco completo! Você não pode esquecer que armou tudo isso para fisgar o bofe e ele sair daí encantado com sua criatividade, nada pode dar errado! Tendo o cenário todo preparado e os detalhes do hálito e chuca nos conformes, chegou o momento de você mostrar do que uma mona romântica é capaz naquela cama enorme! Boa sorte! Se tudo der certo, o bofe já está no papo e você terá mais uma ótima história de motel para contar para seus amigos! Depois é só aplicar o golpe da barriga e pronto, o tanso está no papo em definitivo! Quem sabe da próxima vez você leva a aliança de casamento e consegue entrar levada no colo? Afinal, se você preparou esse carnaval todo logo na primeira noite de foda, o resto de seus dias com esse bofe romântico que você acaba de fisgar, serão uma verdadeira disneylândia não é mesmo?
Nossa, quanto veneno! Coisa feia! Bixa INVEJOSAAA!!! É o que muitos devem tá pensando, mas sei lá, não é necessariamente inveja afinal uma noite em um motel não é coisa de outro mundo. É só que simplesmente não gostei do que li mesmo, foi uma bela esfregada na cara, do tipo que diz, "nanana, olha só o que eu tô fazendo e vc não". Venenos e brincadeiras à parte, realmente não foi nada agradável ler aquele conto, me senti tenso, triste, irritado, praticamente uma mona sem coração diante de tamanho romantismo logo numa primeira noite de sexo. Foi realmente uma aulinha de como fisgar um bofe, acho que preciso exercitar mais esse meu lado melado, com venda, pétalas e champanhe, mas não na primeira noite de foda, please, uó, quem sabe em uma ocasião especial e depois de ter conferido se o bofe é bom de cama mesmo. Só sei que ler aquilo conseguiu acabar com a minha noite e com meu dia hoje e isso só me fez ver que tomei a decisão acertada em ter me afastado, se fiquei arrasado com um simples "relato sensual" imagina se eu seguisse como amiguinho ouvindo histórias do tipo diariamente? Tortura demais pra esse coraçãozinho. Mas, quem mandou ler né, bem feito, se ferrou. Vou dar um jeito de controlar essa minha curiosidade mórbida e nunca mais acessarei o blog de Rapha, já o retirei dos favoritos de meu pc. Acho que não fará muita falta, afinal não é exatamente o estilo de blog que gosto, pois é impessoal, sem entrega e sem quase nada de exposição dos sentimentos e das coisas da vida. Mas eu gostava de acessar por ser o "blog do Rapha", por poder saber dele. Só que para quê saber? Para que se afastar do cara se é para seguir lendo esse tipo de coisa que me faz mal no blog dele? Então nem tivesse criado esse climão todo e se afastado né Garland?! Porra, mas porque você se sente mal e com uma coisa tão tola, tão à toa? Alternativa 1: você ainda gosta dele. Alternativa 2: é recalque por ele estar com outro e você sozinho. Tendo a achar que a alternativa 1 é a mais provável, visto que a 2 seria fácil de resolver. No fundo uma coisa está ligada a outra e é o conjunto que faz eu me sentir mal em saber certas coisas.
Well, parei com isso, nada mais de acessar o blog de Rapha, nem de querer saber dele, chega de curiosidade mórbida. Já vi que o melhor que tenho a fazer é ficar alheio por completo e fingir que ele "caput". Isso vai ser muito difícil, mas não é impossível, só não quero mais sentir essas porcarias que tenho sentido ainda. Odeio sentir isso, quando na verdade deveria estar feliz por ele, que sempre foi ótimo comigo, feliz por ele estar vivendo momentos felizes, momentos os quais não pude proporcionar. Infelizmente no momento não consigo estar feliz com essas coisas, mas quero ele seja feliz! Meio confuso né? Mas nada de olho gordo, inveja ou coisas do tipo, isso eu sinto que não existe em meu coração, sinto sim uma leve irritação, tristeza, cansaço. Well, o tempo tudo resolve não é, "caput", foi assim com Ludi, será assim com Rapha. Felizmente não precisarei vê-lo e fingir que não conheço, pois não moramos na mesma cidade, gracias a dios! Longe dos olhos, longe do coração. Que seja feliz! Sei que esse post é uma enchida de bola grande pro bofe que deve pensar "hahaha essa bixa não me esquece, sou o máximo", mas, é por uma questão de fidelidade aos princípios desse blog que estou aqui relatando como me sinto e assim será sempre, nas alegrias e nas tristezas, não ligo para o que pensem, se me julgam mal, nem se me rebaixo em dizer certas coisas, sou humano e tenho minhas neuras e fraquezas, porque não falar a respeito?
Em breve espero ter desencanado e poder rir de ter feito esse papel patético e de ter me sentido tão mal com essa história, rir assim como várias pessoas que lêem esse post agora devem estar fazendo. O que me deixa mais irritado é ter que ficar de molho (quem sabe ainda digo os motivos aqui), sem poder me entregar de vez a alguns lances legais com outros caras e esquecer essa merda toda, parar de ficar aqui nessa suposta tempestade em copo d'água, esse drama sem fim que tenho feito em cima dessa história com Rapha, história que só existe na minha cabeça ainda. Deixa eu poder partir para outra, como ele, que me liberto e tudo vira cor-de-rosa e não me afeta mais. É só encontrar alguém que goste de mim, coisa que não é tão difícil e que eu goste também e pronto, ploft, tá esquecido. Como me acho infantil, tolo, amargurado e naja lendo certas coisas que escrevi acima, mas em relacionamentos nem todos conseguem ser adultos e bem resolvidos o tempo todo, estamos aí para aprender com a vida e é assim mesmo. Felizmente em alguns casos o fim de um relacionamento é simples e não dói, mas, infelizmente em outros casos "nem tudo são rosas" (perdão o trocadilho ridículo, não resisti, ehehe). O que nos consola é que tudo sempre passa, mais cedo ou mais tarde.
That's it!
enviada por Garland
30/06/2004 05:47
TODAS AS SEÇÕES FLASHBACK
A Seção Flashback foi uma das primeiras seções que eu criei no blog. Sempre achei que minha vidinha era pacata demais pra eu ter um blog, e na época em que iniciei o Dirty Pearls ela estava monótona mesmo, inclusive na parte sentimental e sexual, algo parecido com o que eu vivo hoje. Eu havia saído de um relacionamento bem legal em Curitiba e fiquei vários meses sem me relacionar com ninguém, foram 6 meses de celibato voluntário, em que eu não tive interesse em conhecer outros caras. Quando iniciei o Dirty Pearls eu estava recém começando a sair com alguns caras, depois dessa fase reclusa. Mas o meu namoro fracassado e conturbado com Ludi e as lembranças de meu namoro com CWB ainda traziam muito o que pensar e, conseqüentemente, o que blogar. A alternativa para trazer um pouco de vida ao blog na época acabou sendo relembrar episódios passados na minha vida "pré-blog", dessa forma aqueles que liam os meus textos poderiam saber um pouco mais sobre mim, sobre o que eu já havia feito e como havia sido minha vida antes de o Dirty Pearls nascer.
SEÇÃO FLASHBACK OFICIAL
DESCOBERTA DA MINHA SEXUALIDADE
Da infância à fase adulta, os posts a seguir revelam em ordem cronológica, passo a passo, como fui me descobrindo e me aceitando homossexual. Desde os preconceitos sofridos quando criança na escola, passando pelas incertezas da adolescência, até o primeiro contato sexual com outro homem. Confira!
*Título do post: And I'll remenber
Data: 13/06/2003
Seção flashback: Eu era gay e não sabia - Parte 1
Minha infância, as perseguições, o primeiro pau que vi, o primeiro amigo de verdade. Acesse aqui.
*Título: Back to flashback
Data: 18/06/2003
Seção flashback: Eu era gay e não sabia - Parte 2
Dos 11 aos 17 anos: início da descoberta sexual; primeira punheta; tesão por colega de aula; vestibular; atração por mulher; pensando ser assexuado. Acesse aqui.
*Título: Intervalo Para Mudança!!
Data: 10/07/2003
Seção Flashback: Minhas histórias - Parte 3
Os primeiros anos na universidade; conflitos com colegas de pensão; Leka achando que eu era gay; primeira paixonite (por um colega da facul). Acesse aqui.
*Título do post: Seção Flashback
Data: 29/08/2003
Primeira Amizade Virtual, Revelação Atordoante e Gemidos de Prazer Ao Telefone. Minhas Histórias - Parte 4
Aos 21 anos, a minha amizade e relacionamento virtual e por fone com um padre; sexo por telefone. Acesse aqui.
*Título: Seção Flashback
Data: 22/11/2003
Poderia Ter Sido Sérgio...& Max e Meu Primeiro Contato Sexual Com Outro Cara
Aos 21 anos, meu relacionamento e "amizade" com um cara da pensão com quem poderia ter rolado minha primeira vez. Aos 22 anos, meu primeiro beijo, primeiro boquete e primeira decepção com um cara. Acesse aqui.
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OUTRAS SEÇÕES FLASHBACK
AMIZADES MARCANTES
Os posts linkados a seguir são sobre amizades em fases distintas de minha vida, uma na adolescência e outra na época em que decidi me aceitar como gay e iniciar minha vida sexual. Ambas as amizades foram muito importantes para mim e mereceram posts super especiais e nostálgicos. Confira!
*Título: Música da Vez Cry Baby & Ball And Chain + Seção Flashback
Data: 16/12/2003
Sobre minha breve 'amizade', aos 14 anos, com Simone, uma garota inesquecível para mim. Acesse aqui.
*Título: Seção Flashback: Lu
Data: 14/02/2004
Sobre minha amizade com Luciana no segundo semestre de 2001, no RS. Na época eu tinha 22 anos e essa amizade foi muito especial para mim e rendeu boas histórias. Acesse aqui.
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OUTROS FLASHBACKS
Fatos de minha vida pré-blog inseridos em posts sobre assuntos diversos, sem ordem cronológica definida e sem o título "Seção Flashback". Um panorama dos namoros com Ludi e Cwb, entre outras histórias. Confira! .
LUDI
Ludi foi meu primeiro namorado, conheci ele em 2001 e mantivemos contato até 2002. Ele merece capítulo à parte nessa retrospectiva das seções flashbacks do Dirty Pearls, pois já esteve presente em várias "seções flashback não-oficiais". Os textos estão linkados por ordem de data em que foram postados.
*Título: E quando seu ex conhece seu outro ex?
Data: 09/05/2003
Primeiro post "projeto de flashback" do blog, escrito na ocasião em que fiquei sabendo que CWB conhecera Ludi, isso me deixou muito noiado. Nesse texto fiz um resumo básico de como havia sido meu namoro e término com Ludi, bem como com CWB. Acesse aqui.
*Título: Amor de pica é amor que fica??
Data: 12/05/2003
Sobre o papel da psicologia na minha vida, idas à psicóloga quando eu era pré-adolescente e como comecei a ir ao psicólogo em Curitiba em 2002, aos 22 anos. Fatalmente eu tive que escrever sobre Ludi nesse post, visto que ele foi um dos principais motivos de eu precisar recorrer a um psicólogo. E aí eu conto um pouco mais sobre meu relacionamento com o cara. Acesse aqui.
*Título: Cineminha pra sair da rotina
Data: 27/05/2003
Breve texto sobre uma pegação de cinema com Ludi. Acesse aqui.
*Título: No sacolejar do ônibus
Data: 04/06/2003
Em um post sobre pegação no busão relembrei alguns amassos que Ludi e eu demos em um ônibus certa vez. Acesse aqui.
*Título: Fantasma do passado
Data: 14/06/2003
Após ter recebido um cartão virtual mandado por Ludi em meu aniversário escrevi um post em que relembrei brevemente meu relacionamento com o cara. Acesse aqui.
*Título: Fantasminha do passado ataca novamente
Data: 25/06/2003
Outro post escrito por ocasião de um e-mail que Ludi me enviou. O texto contém o enorme e-mail de despedida que enviei para Ludi quando fui embora de Curitiba. Este e-mail imenso faz um resumo do início, meio e fim de meu relacionamento com ele, falando dos primeiros tempos de namoro no RS e das tristezas e decepções do período de rompimento em Curitiba. Acesse aqui.
*Título: Música da Vez: Um Grande Amor de Wanessa Camargo
Data: 17/03/2004
Mini Flashback: Namoro a distância ao som de "Um Grande Amor"
Neste post relembro minha amizade com Luciana e o meu namoro à distância, com Ludi, ainda no RS, aos 22 anos, em 2001. Acesse aqui.
*Título: Auto-Análise: Garland e A Auto-Sabotagem
Data: 06/04/2004
Post sobre a tendência a se isolar, relembrando brevemente aspectos do namoro com CWB e ida ao 100% Bar com Ludi, Curitiba, 2002. Acesse aqui.
CWB
Meu namoro com CWB aos 21/22 anos, quando morei em Curitiba, 2002, também apareceu em alguns flashbacks no blog. Além dos já citados acima há este:
*Título: Mimo de Ex
Data: 30/07/2003
Sobre meu relacionamento com CWB e amizade com ex. Acesse aqui.
SEÇÃO MÚSICA DA VEZ
A Seção Música da vez também funciona como uma constante fonte de "mini-flashbacks" de fases passadas da minha vida, geralmente conto como comecei a gostar do artista cuja música está tocando no blog e quando faço isso acabo falando das circunstâncias e época de minha vida em que aquela canção tornou-se marcante para mim. Quem costuma ler esta seção já pôde saber alguns fatos ocorridos comigo e sempre poderá encontrar mais. Além da já citada acima Um Grande Amor, de Wanessa Camargo, outros exemplos:
*Título: Música da Vez: Imorais de Zélia Duncan
Data: 23/09/2003
Neste post falei de minha formatura na universidade em 2002, no RS, quando decidi dar uma de revoltadinho e escolhi Imorais para tocar na hora em que peguei o diploma. Acesse aqui.
*Título: Música da Vez Baby de Gal Costa e CaetanoVeloso
Data: 10/05/2004 06:13
Sobre a minissérie Anos Rebeldes e a minha "febre anos 60" durante a adolescência em 1995. Acesse aqui.
Outras seções Música da Vez, contendo algumas histórias da minha vida, podem ser encontradas nos links disponíveis no menu lateral do blog.
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É isso aí, com esse post encerro os posts de retrospectiva comemorativos de um ano de Dirty Pearls. Já faz 2 meses que o blog fez aniversário mas só consegui concluir agora os posts especiais, ah, antes tarde do que nunca! Através desses links disponíveis neste post de hoje é possível saber muita coisa sobre esse carinha que escreve, escreve e escreve neste blog. Muito do que sou hoje é reflexo desses inúmeros acontecimentos relatados aqui na Seção Flashback que cobrem alguns dos principais fatos desses meus 20 e poucos anos. Ainda tenho muita coisa para relembrar, como a minha primeira transa, que eu sempre prometo contar desde a primeira Seção Flashback (isto é, há quase um ano) e até agora nada. Para não perder o costume de "prometer", deixo dito aqui que em breve (aham, sei) estarei contando a tal primeira vez. Minha vida não foi das mais agitadas mas tenho muito conteúdo ainda para várias Seções Flashback, principalmente as primeiras experiências sexuais que eu não esqueço os detalhes e que adorarei relembrar aqui.
Os outros posts "comemorativos" reunindo os melhores momentos do primeiro ano de Dirty Pearls encontram-se no menu lateral. Obrigado pela presença de todos e espero em 2005 estar por aqui comemorando mais um ano de blog com uma nova retrospectiva em posts especiais cheios de coisas boas para relembrar. Kisses!
That's it!
enviada por Garland
30/06/2004 05:10
MÚSICA DA VEZ
A QUIEN LE IMPORTA de THALIA
Depois da linda balada de cortar os pulsos, Northern Lad, de Tori Amos, senti vontade de levantar o astral desse bloguinho e acabei escolhendo essa música muito animada e "pra cima": A Quien le Importa, de Thalia. Já fiz um post especial sobre Thalia no Dirty Pearls, quando tocou por aqui Gracias a Dios, no volume 1 da trilha do blog, por isso não vou me repetir contando de novo como tive contato com o som de Thalia e como passei a curtir algumas de suas canções, quem tiver interesse leia o tal post aqui. Não sou fã de Thalia, mas não tenho preconceito com as músicas da cantora e escuto numa boa quando me dá na telha, muitas são tão bregas que chegam a ser engraçadas e tem o poder de levantar meu astral. Não é exatamente o caso de A Quien Le Importa, cuja letra não chega a cair na breguice pois não fala de amor babado e sim sobre preconceito. Não é à toa que tornou-se um hino gay. Confira a letra abaixo, cante junto e solte a franga, baby! Heheh:
A QUIEN LE IMPORTA
(Autores: G. Berlanga / I. Canut)
La gente me señala
Me apuntan con el dedo
Susurran a mis espaldas
Y a mi me importa un bledo
Que más me da
Si soy distinta a ellos
No soy de nadie
No tengo dueño
Yo sé que me critican
Me consta que me odian
La envidia les corroe
Mi vida les agobia
Por qué será?
Yo no tengo la culpa
Mi circunstancia les insulta
Mi destino es el que yo decido
El que yo eligo para mí
Coro:
A quien le importa lo que yo haga?
A quien le importa lo que yo diga?
Yo soy así y así seguiré
Nunca cambiaré
A quien le importa lo que yo haga?
A quien le importa lo que yo diga?
Yo soy así y así seguiré
Nunca cambiaré
Quizá la culpa es mía
Por no seguir la norma
Ya es demasiado tarde
Para cambiar ahora
Me mantendré firme en mis convicciones
Reforzaré mis posiciones
Mi destino es el que yo decido
El que yo eligo para mí
Coro 2X
A QUEM IMPORTA?
As pessoas me marcam
Me apontam com o dedo
Sussurram as minhas costas
E a mim pouco me importa
O que mais me dá
Se sou diferente deles?
Não sou de ninguém
Não tenho dono
Eu sei que me criticam
Me consta que me odeiam
A inveja os corrói
Minha vida os sufoca
Porque será?
Eu não tenho culpa
Minha circunstância os insulta
Meu destino é o que eu decido
O que eu escolho para mim
A quem importa o que eu faça?
A quem importa o que eu diga?
Eu sou assim e assim seguirei
Nunca mudarei
Talvez a culpa é minha
Por não seguir a norma
Já é muito tarde
Para mudar agora
Me manterei firme em minhas convicções
Reforçarei minhas posições
Meu destino é o que eu decido
O que eu escolho para mim...
Originalmente interpretada pelo grupo espanhol Alaska y Dinamara em 1986, e com letra de G. Berlanga e I. Canut, essa canção com uma letra forte e impactante foi escolhida pela Thalía para ser regravada no seu álbum de número 9, o Thalía, lançado em 2002. Com o toque que só ela sabe dar a cantora deixou a música muito mais moderna e dançante, sem perder a essência da mensagem que a música deseja passar.
A Quien Le Importa foi o 3º single do álbum Thalía (2002), e como todos os singles da Thalía, foi um grande Hit nas paradas latinas da Billboard, a revista de música mais importante do mundo. O clipe é algo especial, todo em preto e branco e foi gravado em Nova York, em um navio afundado que virou uma famosa danceteria depois de tirado do fundo do mar. Nele, Thalía aparece com um visual mais dark, rodeada de gays e travestis, que dão um toque mais polêmico ao clipe, com direito até a um beijo entre duas mulheres no final! A propósito, essa música foi um hino gay dos anos 80 para o público de língua espanhola, justificada pelas fortes frases contidas na música, como diz o refrão "A quem importa o que eu faça? A quem importa o que eu diga? Eu sou assim, assim seguirei, nunca mudarei...". Uma curiosidade... esse foi o primeiro clipe da Thalía a chegar ao 1º lugar no Top 10 da MTV Brasil, o Disk MTV, permanecendo na parada por várias semanas.
Ainda não assisti a esse clipe, mas parece bem legal, fiquei curioso. Já o álbum Thalia eu ouvi brevemente em uma lojas de cds, junto com meu amigo Didi na época em que eu morava em Ctba, em 2002. Lembro de não ter gostado nadinha, achei as músicas muito "samba do crioulo doido", repetitivas e ruins de ouvir, eu não estava acostumado com uma Thalia assim "americanizada" que tentava o crossover com este cd. No entanto ela não perde a essência, como pode ser comprovado nessa música A Quien Le Importa, onde se encontra toques latinos, presentes ao longo de quase todo o cd. Creio que ouvindo o cd mais algumas vezes eu acabaria gostando, pelo menos sei que me divertir e me animar eu iria. Hora dessas pego no Kazaa.
Procurando a letra e informações sobre Thalia e A Quien Le Importa descobri que o excelente site Letras da Thalia coincidentemente elegeu como música especial do momento justamente A Quien Le Importa. As informações presentes neste post a respeito da canção foram retiradas deste site, que traz uma matéria especial sobre a música, com muitas fotos e outros dados a respeito. Para quem curte Thalia, ou gostou desta música que está tocando neste momento no Dirty Pearls eu indico que visitem este site legal clicando no banner abaixo:
Well, até a próxima Música da Vez! A Trilha Sonora Dirty Pearls Volume 2 está chegando ao fim, mas e daí? Pra isso existe a 3, a 4, a 5... trazendo muitas canções que eu curto ouvir sempre e que quero compartilhar com os leitores deste blog. Té mais, people!
That's it!
enviada por Garland
29/06/2004 05:31
MESES DEPOIS, UMA BALADA PRA DESCONTRAIR
(Isso merece um mega post!)
ATENÇÃO! O post abaixo, apesar de imenso NÃO contém nada de sexo, se é isso que você quer, não perca seu tempo, não foi dessa vez que o Dirty Pearls voltou a "ferver" como antes, hehe.
Vou me mudar nessa semana e achei que era uma ótima desculpa pra sair pra balada neste sábado passado, 26/06, afinal agora acaba a mamata de só descer e já estar praticamente na porta da boate NH. Seria uma espécie de despedida deste apartamento e deste lugar onde morei por quase um ano.
Nem parece mas faz quase 4 meses que eu não saio à noite para ir a uma boate, bar ou qualquer outro ambiente onde possa dançar, beber e conhecer gente. A última vez foi em 6 de março, quando fui com Danny na NH. Aquela vez não foi das mais legais e, como eu estava indo com freqüência naquela época, acabou servindo de "gota d'água" para eu tirar umas férias de balada. Contribuiu também o fato de eu não estar querendo ou precisando conhecer caras com própósito de beijar, transar ou iniciar namoro: eu estava de rolo com Rapha e estar com ele naquela fase me bastava, não tinha interesse em outras pessoas, logo a boate perdeu o sentido pra mim.
Mas, nesse sábado, apesar da preguiça (quanto mais tempo sem, mais acomodado e sem vontade de retornar eu fico) e de acreditar que, devido a Parada Gay de Curitiba ter sido no mesmo dia e de o tempo estar com cara de chuva, a boate estaria uma droga e com pouco movimento, me preparei e resolvi arriscar. Banho tomado, depilação e chuquinha pra garantir, lá fui eu em direção ao bar gay que fica a menos de 2 quadras de meu edifício: o Caphé Soleilll. Era uma boa ir ao Café antes da NH, pois a galera costuma fazer um esquenta lá e eu poderia ter uma idéia de como estaria a boate dependendo da movimentação no Café.
Muito chatinho sair sozinho pra balada né? Acompanhado geralmente é melhor e a gente se diverte mais, mas não havia outro jeito senão ir sozinho mesmo. De certo modo já estou acostumado com isso, visto que em BC não tenho amigos de verdade pra sair junto, então entrei no Caphé daquele meu jeitão "tô sozinho mesmo e daí?". Estava pouco movimentado lá e eu fui rapidamente em direção ao bar, me sentei e pedi uma Summer. Sentado, bebendo minha cerveja eu pensei: meu Deus, o que estou fazendo aqui, não tenho nada a ver com esse tipo de lugar, esse ambiente não é pra mim. A verdade é que fazia tanto tempo que eu não ficava com alguém que eu olhava os caras e não conseguia me imaginar beijando ou partindo pra uma transa, depois de meses só tendo Rapha, parecia que eu não combinava com mais ninguém, eu estava tímido, tinha perdido o jeito e a espontaneidade nesse tipo de ambiente e no contato com outros caras. Felizmente essa sensação não durou muito tempo.
O lugar começou a esvaziar, e eu tratei de pedir a segunda Summer pra completar a consumação e sair correndo de lá. As pessoas no lugar eram um tanto feinhas, caras comuns, sem graça e intimamente eu até torcia pra que ninguém chegasse em mim. Por outro lado estava sendo chato ficar ali bebendo sozinho, sem conversar com ninguém, seria bom que alguém puxasse papo. Quem sai sozinho pra balada sabe como é, a gente sempre fica esperando que alguém se aproxime, puxe papo, então a gente fica sentado olhando a galera ao redor, mas nada exagerado pra não parecer desesperado, daquele que parece dizer "ei eu tô sozinho, alguém chega em mim por favor, alguém!". Não, não sou assim, se chegarem que bom, se não chegarem fico meio frustrado, mas tudo bem, antes só do que mal-acompanhado. Ah, e porque eu não chego puxando papo com alguém então? Porque não sou bom nisso, prefiro que cheguem em mim.
Entediado e bebendo minha cerveja rapidamente para sair dali e decidir se ia ou não na boate, vejo vindo em minha direção Tina Tunellll, drag da NH que sempre vai ao Café antes. Ela se aproximou perguntando meu nome e se eu estava sozinho e dizendo que alguns amigos dela que estavam sentados em um mesa perto da entrada queriam que eu me juntasse a eles. Eu dei uma olhada e eles todos tavam de olho em mim, topei o convite e acompanhei ela até a mesa deles. Eram 3 caras, comuns, nenhum chegava a ser nem lindo nem feio: um deles cabelo raspado e óculos, outro com um princípio de calvície, cabelo raspado, rosto bonito e olhos claros (chamarei de Alex), e outro bem parecido com Kiko mas numa versão mais gorda e mais afeminada (vou chamá-lo de Tony). Todos na faixa de 22 a 27 anos, eu acho. Me sentei e começamos a conversar. Eu gostei daquilo, pois deu um novo ânimo à minha noite, mas eu estava muito tímido e o comportamento deles não ajudava muito: ficavam me "devorando" com os olhos. O mais gordinho foi o que achei mais bonito, mas era o mais safado também e logo foi dizendo que os três estavam afim de mim. No entanto eu sentia uma "energia" com aquele de olhos claros, não sei se porque fiquei bem de frente para ele, mas a gente se olhava nos olhos o tempo todo e ele me pareceu muito simpático, enfim foi com ele que me identifiquei mais.
Ficamos de papo e eles me elogiavam, ora dizendo que eu era o mais gatinho do lugar, ora falando que os meus dentes eram lindos, que meu sorriso era tudo. Quando perguntaram minha idade eu soltei aquela bem cretina: "que idade você acha que eu tenho?". Mas não deixei responderem e já falei que tenho 25. "O QUEEEE?" falaram em coro. "Jura?". Hheheh, eu ri. Ah, tão legal quando acham que a gente é mais novo, chega a ser melhor dizer a verdade do que mentir a idade nesses casos. Conversávamos e com freqüência Tina vinha ali fazer graça com a gente. Achei engraçado eles falando do jeito que eu entrei no Café: de nariz empinado, cara de tô nem aí, que passei reto sem nem olhar pra ninguém como quem diz "tô sozinho, grandes coisas". Mesmo tímido e meio sem graça com os elogios aquilo tava sendo bom, deu uma inflada legal na minha auto-estima que nos últimos tempos tava uma droga.
O Café já estava um pouco menos vazio, já era quase 1h e logo Tina disse que iria para a boate. Eu já estava na terceira cerveja e já me sentia bem tontinho, fazia muito tempo que eu não bebia. Fui ao banheiro e quando voltei estava só Alex na mesa, os outros haviam ido acompanhar Tina até a boate e logo voltariam. Ficamos os dois conversando e eu falei que temia que a boate estivesse vazia, mas que mesmo assim já havia valido ter saído e ter conhecido eles, que foi legal terem me chamado para a mesa deles. "Ah é, foi minha idéia, eu não mereço um beijo por isso?", falou o carinha. Então nos beijamos. E beijamos muito. O beijo casou direitinho e isso pra mim é importante pois determina o meu tesão no cara, se o beijo não dá certo muitas vezes nem fico de pau duro. Nesse caso tivemos uma "química de beijo" bem legal. Logo chegaram os outros dois e seguimos, a pé, para a NH. Tony, muito abusado, falava altas sacanagens e não perdia chance de tirar uma casquinha de mim.
Chegando na boate que estava com uma boa quantidade de gente permaneci com os caras. Notei que Alex estava mais distante e pensei que talvez tivesse perdido o interesse em mim diante de outras possibilidades da boate. Mas no fundo creio que ele talvez estivesse se achando pouca areia pro meu caminhãozinho e não queria dá uma de meu proprietário. Ficamos dançando e Tony não perdia a chance de vir passando a mão em mim, na minha bunda. Uma hora dançando se posicionou atrás de mim e ficamos de esfrega, mas de zuera. A verdade é que não sei ao certo se o trio era passivo ou ativo, tinham jeito de serem mais passivos e como eu também prefiro ser passivo, caso eu ficasse com algum deles podia ser um equívoco. Mas diante da atitude de Tony, saquei que pelo menos ele topava tudo.
Dei umas voltas pela boate e avistei um amigo de Beto que veio me cobrar porque virei a cara pra ele na rua outro dia, falei que naquele dia eu só havia percebido que era ele quando ele já havia passado por mim e não deu tempo de cumprimentar. Avistei Beto também em outro momento da noite, mas por poucos segundos, nem cheguei a ver direito a cara do namorado dele que eu queria conhecer. Depois não os vi mais.
Alex e Tony estavam comigo na pista 2 que toca música mais trash e em um momento em que Tony saiu de perto, Alex se aproximou e rolou "O" beijo! Ficamos um tempão no meio da pista se beijando. Meu pau ficou durão e eu meio sem jeito, mas, como não é grande não deve ter aparecido. Alex estava empolgado e começou a abusar no beijo, forçando muito a língua, quase "estuprando" minha boca. Não curto muito beijo desse tipo, mas diante do tesão que ele e eu estávamos eu não queria desgrudar. Beijamos muuuito.
Depois disso, Alex passou a se sentir mais à vontade comigo e percebeu que eu estava interessado em seguir com ele e mais ninguém, então rolou vários outros beijos na noite. Uma hora ele foi ao banheiro segurar a porta para uma amiga e eu fui junto, quando ela saiu pegou a gente no maior beijão. Alex me apresentou e falou que eu era o cara mais bonito da boate, que eu tinha um sorriso lindo e me mandou sorri para a amiga dele. Eu acho que fiquei vermelho como um pimentão, de tão sem graça diante da situação. Um sorriso foi inevitável e ela então concordou e disse que minha boca era linda também e que era pra Alex aproveitar e não me deixar escapar. Tony, que também esteve afim de mim, acabou não ficando com ninguém, enquanto o outro cara, o de óculos, se arranjou com um sujeito por lá. A verdade é que curti bastante ficar com o Alex, e gostei também de Tony, acho que dar uns beijos nele seria legal, mas eu não queria dar atestado de vadia ficando com todos, tão pouco queria climão entre os amigos.
Eram quase 5 horas quando eles decidiram ir embora. Tony, que mora em BC iria levar os outros dois à cidade vizinha onde eles moram. Alex e eu demos um último beijo que me deixou excitado de novo e ele perguntou se eu queria que eles me deixassem em algum lugar. Falei que não, que eu morava ao lado da boate e que ia ficar mais um pouco. Saquei que Alex preferia que eu fosse embora também, mas, como eu disse que ia ficar, ele se despediu dizendo para eu aproveitar bastante o resto da noite e me divertir. Ia saindo sem mesmo trocar um número de telefone, daí pedi a ele para me passar o seu Msn e fomos ao bar onde ele anotou apenas seu nome e o número de seu celular, dizendo para eu ligar para ele.
Segui mais um bom tempo dançando sozinho até que chegou um carinha meio feinho dizendo que o amigo dele estava afim de mim. Perguntei onde estava o amigo e ele disse que tinha ido ao banheiro e disse que o amigo estava com uma camiseta com um número atrás. Falei para que o amigo viesse falar comigo quando voltasse e saí dar umas voltas pela boate. Mais tarde vi o tal amigo do cara, reconheci pela camiseta com o número, não curti e zarpei rapidinho na direção oposta. Dei mais uma circulada e saí de lá em direção à meu apartamento.
Foi muito bom ter saído nesse findi, eu havia esquecido como é legal uma baladinha às vezes. Foi ótimo ter conhecido o trio com quem passei boa parte da noite. E foi ótimo também sentir que eu tava com tudo, e que tinha vários carinhas afim, me elogiando, etc, fez um bem danado para eu perceber que não tô tão por baixo, ou feio e chato como eu estava me vendo nesses últimos tempos. Me diverti, dancei, beijei muito e tive uma noite bem legal. Quero ver se volto a freqüentar a NH, pelo menos uma vez por mês. Estarei morando um pouquinho mais longe, mas vai valer a pena.
Ufa, que post gigante foi esse? E olha que só contei coisinhas banais que em um parágrafo podiam ter sido contadas. Ah, deixa eu reviver e relembrar em detalhes que eu sou assim mesmo, ehehe, gosto de escrever, lê quem quer.
Não me senti preparado nem com vontade de "algo mais" nessa noite, mas quem sabe minhas próximas idas à NH rendem alguns relatos safados aqui no Dirty Pearls?! O blog anda carente de sexo né? Acho que minha vida também, tô tão comportadinho. Mas logo isso começa a mudar, aliás, já começou.
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Ah, o bofe que embelezou esse post é o lindo Victor Webster, que vocês já conhecem da minha seção "Eu Quero Um Desses!". Mais fotos do gato podem ser vistas clicando nos links no menu lateral. Em breve outro tesudo estará tornando meu bloguinho mais gostoso. Quem será o escolhido? Mistéééerio...
That's it!
enviada por Garland
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