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31/07/2004 03:28
QUE TAL UM POST COM TEMA?
FIDELIDADE NO MUNDO GAY

Estive conversando com um cara sobre esse assunto e cheguei a conclusão que é muito mais fácil ser chifrado e chifrar no mundo gay. Ah chegou a essa conclusão? Que gênio, haha. Isso é óbvio né! Seria porque nós viados somos mais promíscuos, justificando o preconceito que muita gente tem contra nós por causa disso?

Das vezes que namorei não chifrei, mas também, foram poucos meses de namoro. No primeiro, com Ludi, o tesão que eu tinha por ele me supria, ele meio que era meu mundo, tendo ele eu não precisava de mais ninguém, mesmo sabendo que ele já havia me chifrado. E segui fiel mesmo após termos "acabado": enquanto seguíamos trepando sem compromisso eu tava fiel. Porque? Talvez por eu ter a tal alma feminina que minha amiga Marcinha diz que tenho. Essa de ser fiel, de não trair é coisa mais típica de mulher, de quem tem alma feminina. Ah mas e as mulheres que chifram adoidado? Ah, vai ver elas tem alma masculina, hehe. Porque homem mesmo chifra numa boa, apareceu a oportunidade ele agarra e sem remorsos.

Já em meu segundo namoro, com Cwb até pensei em trair, pois não havia aquele fogo todo que havia com Ludi e para mim parecia que faltava algo. Qual a desculpa para não trair então? Para mim Cwb não merecia ser traído, eu via nos olhos dele que ele gostava de mim, que ele confiava em mim, tanto que transávamos sem camisinha. Eu não tinha coragem de traí-lo embora pintasse vontade às vezes. Mas eu não trairia ele. Claro que nessas muito viado é mó galhudo, achando que o namorado é tanso, é romântico, é fiel e não merece chifre e na verdade o namorado é um baita cachorro que se faz de bonzinho mas mete chifre valendo, ehehe... Enfim todos corremos risco de nos envolver com um tipo desses. Mas Cwb eu sabia que não era assim, eu sentia, a gente confiava muito um no outro, até mesmo pelo lance do sexo sem camisinha. Fui fiel até o fim do namoro, que durou 3 meses.

E se meus namoros tivessem durado mais? Será que com o tempo e a rotina eu não iria acabar inevitavelmente traindo meu namorado? Taí coisa que não faço idéia, talvez sim, talvez não. Eu só me conheço no sentido de que quando eu amo alguém, quando eu sinto muita atração mesmo eu só tenho vontade de estar com aquele cara, eu até acho gostosos, atraentes outros caras por aí, mas não sinto vontade de trair meu namorado e trepar com eles, meu namorado me basta, se ele dá conta do recado, demonstra ter interesse e tesão por mim e o lance é recíproco, não sinto vontade alguma de ficar com outro cara. Mas sei que tem gente que com menos de um mês de namoro já tá metendo galho no namorado. Aparece a oportunidade e o viado não perde!

Daí entro no tema que eu falava lá no início do post: de oportunidades o mundinho gay tá assim ó! Não sei muito do mundo hetero, muita gente pode dizer que rola traição pra caramba do mesmo jeito e que é fácil trair também. Mas eu sei de uma coisa, no mundo gay se vc quer trair basta entrar em uma sala de bate-papo e vc vai achar dezenas de viados querendo sexo... Mulher é muito raro tá nesse papel. Basta você ir a uma boate gay e é muito provável que vá encontrar um viado pra te chupar ou oferecendo o rabo pra você naquela noite mesmo, ali, naquele momento no dark room, ou então vai encontrar um cara disposto a te presentear com um pau no rabo facinho facinho... Putz, peguei pesado? Que nada, é a mais pura realidade, e eu mesmo faço parte dessa realidade pois várias vezes marquei foda pela internet, encontrei na boate e na mesma noite trepei... É a realidade do meio gay, os gays são muito mais objetivos nesse sentido, às vezes não precisa palavras, basta um olhar e já partem pra foda. Ao menos com mulheres hetero não é tão fácil assim, esse lance "chegou levou", por isso acho que em relação ao mundo hetero, no mundo gay as tentações e oportunidades são muito maiores para a traição.

Na realidade, apesar da fama de promíscuos que nós gays levamos (e acho que nesse caso até é com razão) eu gosto dessa objetividade, essa falta de hipocrisia, esse "instinto animal" do mundo gay. Curtiu, trepou. Mas também fico pensando no lado ruim disso, se eu estivesse namorando, pra meu namorado achar um viadinho oferecendo o rabo pra ele seria moleza, não precisava nem procurar. Assim como se eu estivesse mal-intencionado pra achar um bofe afim de trepar comigo também seria bem fácil, só entrar em um bate-papo, marcar e pronto.

O cara com quem eu conversava a respeito me disse que nunca foi fiel. E das pessoas que converso, do meio gay, a grande maioria já chifrou também, e já foi chifrado, tem os que chifram descaradamente sem remorso algum, querem é gozar, ninguém é de ninguém, e dá-lhe brincar com os sentimentos dos outros afinal o que os olhos não vêem o coração não sente não é esse o ditado? Eu, quando soube que havia sido chifrado por Ludi também prometi que nunca mais seria fiel, que eu sempre trairia pra depois não me sentir um idiota, pra poder dizer "Ah é, me chifrou? Ha-ha-ha, pois eu também te chifrei seu trouxa". Mas, mesmo tendo sido chifrado não consegui, não chifrei Ludi, nem Cwb. A promessa foi por água abaixo. O que vale mais? Ter a sensação de que chifrou também, de que foi esperto e tá vingado, ou a sensação de que não foi sujo, não enganou, mas foi um corno trouxa? O que vale mais a pena no fim das contas? Gozar? Hehe. Não sei, me diga você. Eu já nem julgo quem trai pois sei que isso já faz parte da cultura mesmo da galera e porque eu mesmo não estou livre disso, apesar de eu ainda ser do tipo que acha uma sacanagem enganar, trair...

"É só sexo baby, sem sentimento, o bofe era bom e eu fiz, mas eu amo mesmo é o fulaninho ele que é o amor da minha vida!" Ah, sei lá mas acho que eu ainda não tô nesse nível de separar as coisas assim, de tudo ser simples e fácil assim, mas sabe que eu bem que queria ser desse jeito, ter essa "alma masculina", pois na certa quem é assim curte muito mais a vida, arrasa alguns corações, mas quem disse que a vida é um mar de rosas mesmo né? Daí vem alguém e me diz: "Todo mundo trai, porque ser diferente, porque se privar do bem bom, que caretice, ninguém é de ninguém Garland! Porque fidelidade é tão importante? Relaxa e goza besha!" Ah será que consigo? Será que quero? Pra que namorar então?

Só sei que às vezes tenho medo de namorar, de me jogar em um relacionamento sabendo que tem tantas possibilidades de eu ser chifrado. Bobagem né? Mas tenho medo mesmo. De confiar, ser enganado e me magoar. Só que se todos pensassem assim, deixassem esse receio dominar, ninguém namoraria mais não é mesmo? Onde entra a confiança no namorado? Pode ter mil bixas de quatro pra ele, mas se ele gosta mesmo de você ele não vai querer nenhuma delas! Ahhhh, também não adianta se iludir tanto, sabemos que quando a tentação é grande... Hehe, vai que tem um deus grego ali no meio hein? Ele vai resistir? Vai ficar com o feijão com arroz de cada dia (você)? Se ele é do tipo que separa bem as coisas e não tem remorsos então? Foi só sexo, ele pode seguir com você na boa, você não precisa saber e nada vai mudar... Pois é, não adianta, o jeito é desencanar, deixar essas neuras o mais longe possível e aproveitar o bom do namoro pois de levar chifre, ou mesmo de chifrar ninguém tá livre. Às vezes isso é coisa que já até faz parte do namoro, há o perdão pra isso, há quem tenha uma relação aberta, há quem faça a 3, swing e o escambau. O jeito é arriscar e não deixar que os traumas de chifres passados impeçam a gente de namorar e de tentar ser feliz.

Mas que no mundinho gay é muito mais fácil meter e levar chifre, ah isso é né gente?
That's it!
enviada por Garland



29/07/2004 03:24
PARECE QUE ALICE FINALMENTE ESTÁ ACORDANDO...


That's it!
enviada por Garland



29/07/2004 01:39
DOMINGO EM FLORIPA

Havíamos combinado há alguns dias, Rapha e eu, de irmos a Florianópolis reencontrar nossos amigos Monsieur e Jack. Seria melhor se fosse em um sábado, mas Monsieur só podia no domingo pois no sábado ele trabalhava, então o tal encontro acabou acontecendo nesse domingo que passou, dia 25/07.

Eu havia ficado até umas 4h e pouco da madruga na internet, depois disso deitei mas não consegui dormi, dei apenas um cochilo de alguns minutos e logo estava em pé, pronto para tomar banho e seguir para a rodoviária, meu ônibus sairia as 9h e 50. Mesmo sem ter dormido eu me olhei no espelho e me achei lindão naquele dia, arrumei o cabelo de um jeito diferente, mais arrepiadinho e enfim, me gostei mesmo, estava com sono mas uma cara boa, feliz. Meu pai me levou na rodoviária e já no ônibus enviei mensagem de celular para Rapha dizendo que eu estava saindo de BC. Dessa vez não iríamos nos encontrar no caminho e irmos juntos a Floripa pois ele estava com preguiça de ir de moto até uma cidade próxima para poder pegar o mesmo ônibus em que eu estaria. Preferiu ir direto de sua cidade e nos encontraríamos só em Florianópolis. Claro que eu preferia viajar com ele, mas fazer o que?

Cheguei em Florianópolis em torno de 11h e 30 e mandei mensagem para Rapha dizendo que eu já estava lá. Conforme o combinado quem chegasse primeiro esperaria o outro. Ele havia saído há pouco de sua cidade e eu tinha tempo para dar umas voltas até que ele chegasse. Saí em direção ao centro, dei uma volta no calçadão e senti uma certa nostalgia do tempo em que eu morava em Florianópolis. Lá pelo meio-dia e 15 Rapha chegou e o encontrei na rodoviária.

Seguimos em direção ao centro e de lá iríamos para o Shopping Beira-Mar. Eu mal havia encontrado Rapha e já fiz uma proposta indecente para ele a qual ele recusou. Mais tarde eu me sentiria ridículo por causa disso. Incrível a minha capacidade de me sujeitar a papéis ridículos e ser descarado quando gosto mesmo de alguém, que uó, preciso parar com isso...

Seguimos conversando numa boa até o Shopping, parando no caminho em uma locadora Blockbuster que abriu recentemente em Floripa. Estavam contratando atendente e me lembrei do namo de Monsieur que estava procurando emprego, se eu ainda morasse em Floripa adoraria trabalhar lá. Já no shopping demos umas voltas e estávamos decidindo onde almoçar. Eu queria ir a um lugar diferente, almoçar no shopping era um saco, sempre a mesma coisa, propus irmos ao Habib's na beira-mar. Rapha topou e quando estávamos saindo do shopping damos de cara com Monsieur e seu namorado Ch. Monsieur havia dito por Msn na noite anterior que Ch não estaria presente no encontro então ficamos de certo modo surpresos em vê-lo junto de Monsieur. Nos últimos tempos eu havia tido algumas "discordâncias" com Ch e trocamos e-mails de modo que decidimos não manter mais contato por Msn nem sermos amigos, não seríamos inimigos mas era melhor cada um ficar no seu canto. Por isso particularmente eu estava satisfeito que ele não fosse ao encontro pois eu não queria climão. Mas, lá estava ele e assim que nos viu não estava com a cara das melhores, assim como eu também devo ter feito uma cara 'daquelas' quando o vi. Só que realmente eu não tinha nada contra o cara e não deixaria que isso estragasse nosso encontro entre amigos, tudo ok, uma pessoa a mais para falar bobagem com a gente, hehe. Logo todos agíamos naturalmente.

Eles toparam ir com a gente almoçar no Habib's e no caminho (a pé) fomos conversando numa boa. No Habib's também estava um clima legal entre todos. Eu nunca havia comido lá e pretendo não voltar tão cedo: detestei tudo, tanto as esfihas quanto o kibe (odeio kibe) e os doces, sem falar o atendimento demorado pra caralho. Rapha e Ch acharam os atendentes gatinhos mas eu achei todos uó (sou chato mesmo né? eheh). Jack nos ligou dizendo que estava indo a nosso encontro. Terminamos de almoçar e o encontramos no lado de fora. Seguimos para o Shopping, a pé.

Percebi que Jack não estava muito a vontade, parecia meio mau-humorado, desconfortável, talvez por estarmos "bichas-demais" para ele que é mais encucado com essas coisas. Mais tarde, naquela noite ele me confessaria que estava meio incomodado mesmo, pois a gente acaba não conversando nada que preste nesses encontros, só sai merda e o fato de estar em público e darmos pinta o deixa meio grilado.

Demos uma volta no Shopping, mas a verdade é que nosso encontro não tinha muito propósito além de ser um encontro mesmo para nos re-vermos e conversarmos. Jack ficava perguntando "e aí galera, e agora, vamos fazer o que, vamos aonde?". Parece que a falta de um "objetivo maior" no encontro o deixava inquieto. E na verdade a mim também, pois às vezes morria o assunto entre nós. Se ao menos estivéssemos em um lugar onde pudéssemos estar à vontade...

Seguimos para a beira-mar e nos sentamos à uma mesa e ficamos conversando besteiras. Tava legal lá, mas depois de um tempo nos cansamos e decidimos dar umas voltas de carro com Jack. Fomos para o mirante (? - nunca sei como chama aquilo lá) da ponte Hercílio Luz, no caminho, no carro, eu mexia com Rapha e fazia cócegas em Monsieur e até em Ch. Ficamos um bom tempo de conversa lá na cabeceira da ponte. Depois Jack nos levou ao Shopping novamente e nos despedimos dele, que foi embora.

Eu pensava em pegar um cinema, assistir Cazuza, mas ao mesmo tempo estava com preguiça. Monsieur e Ch disseram que me fariam companhia se eu quisesse pois também estavam afim de ver o filme. Mas eu estava cansado da noite sem dormir e achei que o filme seria cansativo demais para mim. Acabei comprando um dvd que há tempos eu queria: Björk Greatest Hits: Volumen, contendo todos os clipes da cantora, de 1993 a 2003. Paguei 42 reais e logo depois encontrei por 37,00 em outra loja, com o desconto sairia 35,00. Que UÓÓdio! Grrr... Me precipitei e me ferrei, eheh. Rapha debochava de mim por eu ter pago mais caro. Fomos nas Americanas. Todos os cds da Legião Urbana estavam a R$14,90 e acabei comprando um que faltava em minha coleção: Equilibrio Distante, de Renato Russo, com músicas em italiano. Rapha também comprou.

(Minhas compras aí em cima: o dvd achei o máximo, Björk é o máximo e seus clipes são demais; já o cd de Renato Russo achei bonito, meio deprê, mas na real já ouvi tanto Legião Urbana nessa vida que to enjoadinho da voz dele para escutar um cd interio, hehe)

O ônibus de Rapha sairia às 19h e eram aproximadamente 18h e 30min quando nos despedimos de Monsieur e Ch e seguimos para a rodoviária, mas eles decidiram nos acompanhar e fomos os quatro conversando. Chegamos lá quase em cima da hora, Rapha comprou rapidamente sua passagem e mal se despediu de mim. Comprei a minha rápido e acabei por mal me despedir de Monsieur e Ch também. Na verdade eu gostaria de ter pelo menos voltado com Rapha no mesmo ônibus. Quem sabe rendia uns amassos. Mas não tanto por isso e sim pela companhia dele, seria legal voltar a seu lado no ônibus, conversar a sós um pouquinho. Mas ele já estava em seu ônibus, e eu esperava o meu que chegaria em poucos minutos.

Já na rodoviária da cidade de Tijucas acabei olhando para o lado e vi um ônibus da mesma empresa daquele em que Rapha havia ido. Dei uma olhada e logo avistei Rapha lá dentro, peguei o celular e liguei para ele, disse para ele olhar para o lado que me veria, mas estava escuro dentro de meu ônibus e ele não me viu. Que pena, acabei vindo sozinho, sendo que poderíamos ter vindo no mesmo ônibus, pelo menos até uma boa parte do caminho... Mas acho que Rapha não queria isso mesmo.

Meu pai me esperou na rodoviária de BC e cheguei em casa aproximadamente 21h, fui direto para a internet, e acabei conversando com todos os amigos com os quais eu havia me encontrado naquela tarde: Jack, Monsieur e até Ch que acabou me desbloqueando no Msn após nosso encontro. Teclei bastante com Rapha também e acabei dizendo algumas coisas sérias...

Enfim, sempre é ótimo rever meus amigos, sinto que são grandes amigos e que amizade assim é meio dificil de a gente conquistar, tudo é tão passageiro e quem a gente acha que vai ser amigo acaba se afastando... Sinto que nessa turminha eu posso confiar, do Monsieur já sou amigo há mais de ano e é bom saber que mesmo com a distância e tudo mais a gente segue com a amizade numa boa. Não achei esse encontro dos mais legais, já houve outros melhores, em que estávamos mais dispostos, nesse tinha algo estranho no ar, um cansaço meu talvez, a estranheza de Jack, sei lá. Talvez ele tenha razão e a gente não fala nada que presta nesses encontros. Na verdade acho legal falar merda com a galera, é como um exorcismo, sempre nos divertimos, rimos muito e saio de lá mais leve e feliz. Mas, realmente só besteira aí fica muito vazio o negócio... Well, no fim das contas, para mim o encontro foi bom, sempre é bom. Naquela noite vindo para casa, me senti meio deprê no ônibus, mas a sensação de que tinha sido um dia legal era maior. Valeu!
That's it!
enviada por Garland



29/07/2004 00:52
BUÁÁÁÁ!
Chorei horrores vendo a novela das 7 nessa quarta! O Afonso morreu...


Esse garoto é ótimo...
That's it!
enviada por Garland



28/07/2004 04:51
MÚSICA DA VEZ
A LUZ QUE ACENDE O OLHAR de DEBORAH BLANDO


A música da vez é de Deborah Blando, a rainha das trilhas de novelas da Globo. Hehe pode crer, não demora muito e lá está a doce voz de Deborah na abertura de alguma novela ou como tema de algum personagem. E assim foi com A Maçã (releitura de Raul Seixas, que entrou em O Mapa da Mina), Unicamente ("Raiou o Sol, olha o mar que alegria...", hit da novela A Indomada), Somente o Sol (versão de I'm Not In Love e que foi tema de abertura de Corpo Dourado), Próprias Mentiras (aquela em que Deborah quis ser Alanis Morissette, "Cuide do seu nariz, você fala demais..." Quem não lembra? Foi tema de Íris em Laços de Família), depois A Luz Que Acende O Olhar (O Beijo do Vampiro) e recentemente Chocolate com Pimenta (feita sob encomenda para a abertura da novela de mesmo nome). Sem falar as que eu devo estar esquecendo e que tocaram em alguma novela global por aí. Todas as citadas acabaram virando hits da cantora e com exceção de Chocolate com Pimenta todas podem ser encontradas no álbum A Luz Que Acende O Olhar, lançado em 2002 e que é metade coletânea, metade inéditas, trazendo um panorama de toda a carreira de Blando. Vale a pena ter esse cd não é mesmo?

Conheci o som de Deborah Blando nos anos 90 quando estourou a bela balada Innocence. Naquela época a cantora fazia sucesso pelo mundo e no começo eu não fazia idéia de que aquela loirinha cantando em inglês tivesse saído daqui do Brasil (ela nasceu na Itália, em 1969, mas foi criada em Florianópolis). Para mim a música mais marcante dessa época foi sem dúvida o sucesso Decadence Avec Elegance (versão em inglês de uma canção de Lobão) que por um triz não entrou agora como trilha do meu blog no lugar de A Luz Que Acende O Olhar, talvez até uma injustiça pois me marcou muito mesmo, fica pra uma próxima. A Maçã também era lindíssima (se eu te amo e tu me amas...) e eu escutava até cansar, pois comprei na época o LP A Different Story, de 1991, que trazia todas essas músicas.

Sempre gostei da voz de Deborah Blando, não vou dizer que sou fã, mas gosto mesmo dela, é uma cantora brasileira muito versátil, canta em inglês, italiano, português e sempre com muita competência, uma voz doce e agradável, independente do estilo musical, seja balada, MPB, rock ou pop dançante. Muitos podem ter preconceito e taxá-la de um embuste forjado pela Globo, Xuxa e cia mas é inegável que ela tem talento e uma riqueza vocal ímpar. Como eu já disse, Deborah Blando já acumulou vários sucessos durante a sua carreira e muitos deles se devem ao fato de entrarem para trilhas de novelas globais. Esse "fenômeno" tem um nome: Mariozinho Rocha. Percebendo que Deborah estava fora da mídia em 2002, Mariozinho deu a dica: se ela gravasse a música Cuccioli (sucesso do italiano Marco Masini, que Deborah havia gravado em seu álbum de canções italianas, Salvatrice, de 2000) em português, ele colocaria a canção em uma novela. Dito e feito: A Luz Que Acende O Olhar acabou entrando na trilha de "O Beijo do Vampiro" e entrou para a lista dos hits de Blando. Foi através da novela que eu tive contato com essa música, enfim, inevitável a gente não ouvir mesmo que não assista com freqüência a novelas, pois acaba tocando em todo lugar. Na época achei uma canção bonitinha mas não me interessei muito, só recentemente que baixei no Kazaa e aprendi a letra direitinho. Enfim, escolhi como trilha sonora do blog nessa semana porque não dá pra negar: é uma canção muito linda, a letra que quase não se repete, a sonoridade, a voz, tudo. Confesso que pesou na escolha o fato de ter sido trilha de novela pois fica muito marcada no subconsciente da gente, mas é muito gostosa de ouvir e muito bonita essa canção, de todas as de Deborah foi a que achei mais atraente para música de fundo do meu blog. Confira a letra abaixo:

A LUZ QUE ACENDE O OLHAR
A luz que acende o olhar
Vem das estrelas no meu coração
Vem de uma força que me fez assim
Vem das palavras, lembranças e flores
Regadas em mim

O tempo pode mudar
A chuva lava o que já passou
Resta somente o que eu já vivi
Resta somente o que ainda sou

A luz que acende o olhar
Vem pelos cantos da imaginação
Vem por caminhos que eu nunca passei
Como se a vida soubesse de sonhos
Que eu nunca sonhei

Vem do infinito, da estrela cadente,
Do espelho, da alma, dos filhos da gente,
De algum lugar, só pra iluminar
A força
Vem de onde eu venho de tudo que acende
A vida, calada, me olha e entende
O que eu sou, tudo que é maior
Vem do amor
Vem do amor

A luz que acende o olhar
Vem dos romances que viram poesia
Vem quando quer, se quiser, se vier
Vem pra acender e mostrar o amor que a gente não via

Vem como um passe de pura magia
Como se eu visse e jurasse que há tempo já te conhecia

Vem do infinito, da estrela cadente,
Do espelho, da alma, dos filhos da gente,
De algum lugar, só pra iluminar
A força
Vem de onde eu venho de tudo que acende
A vida, calada, me olha e entende
O que eu sou, tudo que é maior
Vem da
A luz que acende o olhar,
Vem das histórias que me adormeciam
Vem do que a gente não consegue ver
Vem e me acalma, me traz e me leva
Pra perto de você
E me leva
Mais pra perto de você


Mais informações sobre Deborah Blando (incluindo uma biografia escrita pela própria) você encontra no Site Oficial da cantora que é muito bonito e super completo. Mesmo se você não é fã vale a pena dar uma espiadinha!
..........
É isso aí, não preciso nem dizer que "em breve outra música que adoro estará tocando aqui no blog". Ops, já disse, ehehe. Até lá!
That's it!
enviada por Garland



28/07/2004 04:00
FILMES DOS ÚLTIMOS TEMPOS
Continuando as críticas aos filmes vistos de uns meses para cá... Mas antes entenda as notas:
0=BOMBA!
2= FRAQUINHO
4=RAZOÁVEL
6=BOM
8=MUUUITO BOM
10=OBRA-PRIMA!



DO QUE AS MULHERES GOSTAM (What Women Want, EUA, 2000) Direção: Nancy Meyers. Com: Mel Gibson e Helen Hunt.
Re-assisti em 03/05
Machista e seguro em seu sucesso com as mulheres, um publicitário se vê abalado quando é preterido em uma promoção a favor de uma colega. Após sofrer um grave acidente, Nick Marshall, misteriosamente passa a ter o dom de ler os pensamentos das mulheres. A princípio atordoado com a novidade, Nick vai aos poucos usando a seu favor e a medida que conhece melhor a intimidade das mulheres começa a mudar seu estilo de vida. Esta comédia romântica tem momentos muito divertidos, algumas gags ótimas e uma simpática atuação de Mel Gibson, o único defeito é o excesso de conflitos próximo ao fim do filme (Nick se acerta com a colega de trabalho por quem está apaixonado, leva a filha a um baile e ainda arranja tempo para salvar uma jovem do suicídio). Mesmo assim o filme é gostoso de assistir e rende boas horas de divertimento. NOTA: 6
...................

OS NORMAIS - O FILME (Brasil, 2003) Direção: José Alvarenga Jr. Com: Luiz Fernando Guimarães, Fernanda Torres, Marisa Orth e Evandro Mesquita
Assisti em 05/05
Vani (Fernanda Torres) e Rui (Luiz Fernando Guimarães) estão prestes a se casar. Ela com Sérgio (Evandro Mesquita), ele com Martha (Marisa Orth). Ambas as cerimônias estão marcadas para a mesma sacristia, sendo uma às 18 hs e outra às 20 hs. É lá que Vani e Rui se conhecem, quando ela lhe pede um pouco de arroz para comemorar o casamento que está para ocorrer. Saídos da série de sucesso da Rede Globo o casal Rui e Vani tem uma química perfeita e nessa comédia romântica totalmente amalucada puderam ser mais espontâneos e engraçados do que nunca, pois aqui o linguajar e as situações são muito mais explicítas do que na TV. A idéia de mostrar como Rui e Vani se conheceram foi muito boa, visto que o público já estava muito familiarizado com o casal e esperava por algo realmente inédito, mas com o mesmo senso de humor a que estava habituado. O filme consegue ser uma boa comédia romântica em uma linguagem cinematográfica, mas sem perder o estilo irreverente que consagrou o programa semanal da TV. NOTA: 6
................

PIRATAS DO CARIBE - A MALDIÇÃO DO PÉROLA NEGRA (Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl, EUA, 2003) Direção: Gore Verbinski. Com: Johnny Depp, Orlando Bloom, Geoffrey Rush e Jonathan Pryce .
Assisti em 06/05
"Em pleno século XVII, o pirata Jack Sparrow (Johnny Depp) tem seu navio saqueado e roubado pelo capitão Barbossa (Geoffrey Rush) e sua tripulação. Com o navio de Sparrow, Barbossa invade e saqueia a cidade de Port Royal, levando consigo Elizabeth Swann (Keira Knightley), a filha do governador (Jonathan Pryce). Decidido a recuperar sua embarcação, Sparrow recebe a ajuda de Will Turner (Orlando Bloom), um grande amigo de Elizabeth que parte em seu encalço. Porém, o que ambos não sabem é que o Pérola Negra, navio de Barbossa, foi atingido por uma terrível maldição que faz com que eles naveguem eternamente pelos oceanos e se transformem em esqueletos à noite" (fonte: www.adorocinema.com.br). Este movimentado filme de piratas dirigido por Gore Verbinski (O Chamado) tem como principal trunfo a presença cativante de Johnny Depp, no papel de um debochado pirata. A figura do anti-herói acaba por conquistar o espectador e rendeu uma merecida indicação ao Oscar de melhor ator para Depp. O filme em si traz cenas de ação de tirar o fôlego e boas doses de horror light, no entanto a história é um tanto fantasiosa e superficial em alguns momentos, perdendo-se em meio às cenas constantes de lutas e perseguições. Mesmo assim é um bom filme de aventura que retoma um divertido gênero pouco explorado no cinema atual. NOTA: 7
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O PRIMEIRO AMOR DE UM HOMEM (The Pallbearer, EUA, 1996) Direção: Matt Reeves. Com David Schwimmer e Gwyneth Paltrow.
Assisti em 07/05
"Recém-formado, Tom Thompson (David Schwimmer) não consegue achar emprego, namorada, nem uma forma de sair da casa de sua mãe no Brooklyn. Ainda convivendo com seus velhos amigos de infância, o coração de Tom bate mais forte quando ele reencontra sua antiga paixão de colégio, Julie DeMarco (Gwyneth Paltrow). Justamente quando a sua sorte parece estar mudando de direção, Tom recebe um misterioso telefonema de uma mulher lhe pedindo que carregue o caixão no funeral de um antigo colega de colégio. Atingido por um senso de dever, Tom concorda, apesar de um pequeno problema: ele não consegue se lembrar quem é o tal colega da escola. Para Tom, isso é apenas o começo de uma série de equívocos que farão com que suas amizades, prazeres e visão geral do mundo voltem à estaca zero." (fonte: www.dvdworld.com.br) Achei aborrecido esse filme que marca a estréia de David Schwimmer (o Ross da série Friends) no cinema. Na verdade ele interpreta apenas uma variante de Ross, pois segue com os mesmos tiques e monguice de seu personagem na série (aquele olhar débil e o jeito meio DÃÃÃÃ de interpretar). Funciona e é engraçado em Friends, mas aqui nesse filme que exige um pouco mais de interpretação dramática só demonstra o péssimo ator que ele é. O filme é algo de gênero indecifrável, transitando entre a comédia, o drama e o romance, talvez por isso seja pouco prazeroso assiti-lo. Chatinho! NOTA: 5.
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OUTONO EM NOVA YORK (Autumn in New York, EUA, 2000) Direção: Joan Chen. Com Richard Gere e Winona Ryder
Assisti em 11/05
"Will Keane (Richard Gere) é um playboy cinquentão que tem como promessa nunca ter um compromisso sério com uma mulher. Quando ele conhece Charlotte Fielding (Winona Ryder), uma jovem que tem a metade da sua idade, imagina que terá com ela outro rápido e fácil romance. Mas nada no relacionamento de ambos é fácil ou rápido. Apesar da diferença de idade, eles terminam se apaixonando perdidamente e fazendo com que Will resolva abandonar sua decisão de nunca assumir um compromisso amoroso. Mas Charlotte tem um sério motivo para recusar a proposta de ter uma relação com Will que dure para sempre: ela está morrendo." (fonte: www.adorocinema.com.br). Sabe aqueles dias que você está tristinho e quer mais é ver um filme bem trágico pra se acabar chorando? Pois é, eu estava deprê e afinzão de chorar muito quando optei por assistir a Outono em Nova York. Bingo! Escolha perfeita! Chorei como um bebê. O filme é praticamente uma versão ano 2000 do já clássico melodrama Love Story e consegue arrancar facilmente lágrimas daqueles que são mais sensíveis à temáticas dramáticas. Inevitável não pensar em algum amor que passou ou está presente em nossa vida ao assisti-lo. Muitos podem qualificá-lo como piegas ou repleto de clichês (principalmente nos diálogos), mas eu achei um belo filme, romântico e ótimo para chorar, além do mais tem interpretações empenhadas e uma belíssima direção de fotografia que retrata lindamente o outono em Nova York. Pegue seu lencinho e prepare-se para uma bela e triste história de amor. NOTA: 8
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CORRENTE DO BEM (Pay It Forward, EUA, 2000) Direção: Mimi Leder. Com: Kevin Spacey, Helen Hunt e Haley Joel Osment
Assisti em 11/05
Aproveitando que eu estava no "clima para chorar" assisti logo após Outono em Nova York a este drama que já haviam me dito que era "garantia de lágrimas". A trama é a seguinte: "Eugene Simonet (Kevin Spacey), um professor de Estudos Sociais, faz um desafio aos seus alunos em uma de suas aulas: que eles criem algo que possa mudar o mundo. Trevor McKinney (Haley Joel Osment), um de seus alunos, incentivado pelo desafio do professor, cria um novo jogo, chamado "pay it forward", em que a cada favor que recebe você retribui a três outras pessoas. Surpreendentemente, a idéia funciona, ajudando o próprio Eugene a se desvencilhar de segredos do passado e também a mãe de Trevor, Arlene (Helen Hunt), a encontrar um novo sentido em sua vida" (fonte: www.adorocinema.com.br). Eu havia lido críticas muito ruins a esse filme, dizendo que era piegas ao extremo. Na verdade não posso dizer que não achei o filme um tanto cheio de clichês e piegas mesmo, sobretudo no final brega feito para forçar o espectador a chorar. No entanto até que assisti com prazer a esse drama, a interpretação do garoto Haley Joel Osment (de O Sexto Sentido) é muito boa, ele praticamente leva o filme nas costas. A própria idéia principal do filme, da corrente, é interessante, mas a maneira como ela vai "funcionando" é um tanto fantasiosa e tolinha, e o final realmente é de lascar, baita chantagem emocional, hehe. Mesmo assim o filme vale uma espiadinha. NOTA: 5
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É isso aí, em breve mais filmes que assisti nesses últimos meses estarão devidamente "opinados" aqui no blog. Até!
That's it!
enviada por Garland



27/07/2004 03:42
AS CRÍTICAS DE FILMES VOLTARAM!
Muitos dos leitores do Dirty Pearls devem ter sentido falta dessa parte do blog em que eu registro os filmes a que assisti e dou a minha opinião sobre eles. Confesso que sempre curti fazer isso aqui no blog, pois eu amo cinema, no entanto imperou a preguiça e sempre havia outros temas pessoais a abordar, acabei deixando essa parte do blog de lado. Mas sempre anotei os filmes vistos pensando em retomá-la e é isso que faço agora. E vejam só, tem filmes que assisti em março e que trago a crítica só agora! Heheh. Durante essa semana estarei falando sobre cada um dos filmes vistos ao longo desses meses, na verdade não foram muitos pois me dediquei mais a ver séries sobre as quais farei um post especial em breve. Fique com os comentários sobre os filmes, espero que algum lhe sirva como dica para a sua próxima visita à locadora! Mas antes entenda o sistema de notas:
0=BOMBA!
2= FRAQUINHO
4=RAZOÁVEL
6=BOM
8=MUUUITO BOM
10=OBRA-PRIMA!



SEIS GRAUS DE SEPARAÇÃO (Six Degrees Of Separation, 1993, EUA) Direção: Fred Schepisi. Com Stockard Channing, Will Smith e Donald Sutherland.
Re-assisti em ??/03
A trama é a seguinte: "jovem bem-apessoado que se apresenta como filho do ator Sidney Poitier consegue entrar em alguns dos mais sofisticados apartamentos de Nova York e se envolve com os moradores". Gosto desse drama com momentos cômicos em que Will Smith interpreta um jovem homossexual cativante. O filme é baseado em uma peça teatral e às vezes isso fica evidente, mas não é aborrecido pois traz uma história interessante e boas atuações. NOTA: 7
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SOBRE MENINOS E LOBOS (Mystic River, EUA, 2003) Direção: Clint Eastwood. Com Sean Penn, Tim Robbins e Kevin Bacon.
Assisti em 13/03
Assisti a esse drama no cinema, com Rapha. A trama é a seguinte: Após a filha de Jimmy Marcus (Sean Penn) ser encontrada morta, Sean Devine (Kevin Bacon), seu amigo de infância, é encarregado de investigar o caso. As investigações de Sean o fazem reencontrar um mundo de violência e dor, que ele acreditava ter deixado para trás, além de colocá-lo em rota de colisão com o próprio Jimmy, que deseja resolver o crime de forma brutal. Há ainda Dave Boyle (Tim Robbins), que guarda um segredo do passado que nem mesmo sua esposa conhece. A caçada ao assassino faz com que o trio tenha que reencontrar fatos marcantes do passado, os quais eles preferiam que ficassem esquecidos para sempre (fonte: www.adorocinema.com.br). Achei um bom filme, com interpretações excelentes, mas pra ser sincero até próximo do final, quando os dramas realmente vem à tona e são revelados os verdadeiros culpados, o filme me pareceu meio arrastado, chato. No entanto, a explosão de emoções próximo ao fim, num clímax muito intenso e dramático que leva às lágrimas, faz valer a pena todo o tempo dispensado a esse drama indicado ao Oscar de melhor filme. O ótimo Sean Penn recebeu o Oscar de melhor ator pelo papel e Tim Robbins de melhor ator coadjuvante. NOTA: 7.
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ALEX & EMMA (Alex & Emma, EUA, 2003) Direção: Rob Reiner. Com Luke Wilson e Kate Hudson
Assisti em 16/03
Ameaçado por agiotas devido a alta dívida que possui, um escritor com bloqueio precisa concluir seu romance para obter a quantia necessária. Para tanto contrata uma tipógrafa para ajudá-lo a terminar o livro. Rob Reiner, diretor da já clássica comédia romântica Harry e Sally - Feitos Um Para o Outro tenta aqui repetir a fórmula de sucesso daquele filme, mostrando os atritos entre o casal que ao término acaba se apaixonando. Uma comédia romântica "bonitinha" e divertida cujo ponto forte é a mistura entre realidade e ficção (a trama brinca o tempo todo com a realidade e a história contada pelo escritor, permitindo a Kate Hudson viver diferentes e engraçadas personagens). Um bom passatempo. NOTA: 6
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SINAIS (Signs, EUA, 2002) Direção: M. Night Shyamalan. Com Mel Gibson e Joaquin Phoenix
Assisti em 17/03
No condado de Bucks, Pensilvânia, vive o viúvo Graham Hess (Mel Gibson), seus dois filhos e seu irmão Merrill (Joaquin Phoenix). Graham reside em uma fazenda e era o pastor da região, mas questiona sua fé desde que sua mulher foi morta. Repentinamente os Hess ficam bastante intrigados com o surgimento de misteriosos e gigantescos círculos, que surgem inesperadamente em sua plantação sem que haja o menor vestígio de quem os fez ou por qual motivo teriam sido feitos. Aos poucos descobrem tratar-se de sinais que evidenciam uma invasão de extra-terrestres ao planeta Terra. Gostei bastante desta ficção científica mais realista e dramática, que não apela para exagero de efeitos especiais e utiliza de forma exemplar o poder de sugestão e da trilha sonora para envolver o espectador. Como o próprio diretor revela nos extras presentes no dvd, o filme tem como principal inspiração Os Pássaros de Alfred Hitchcock, apresentando um grupo de pessoas cujas emoções e traumas intímos vem à tona ao se verem isolados em um ambiente ameaçado pelo sobrenatural. Também há ecos de A Noite dos Mortos Vivos, Os Invasores de Corpos e A Guerra dos Mundos. Sinais traz bons sustos mas os E.Ts não são as estrelas do filme, que gira mais em torno dos dramas pessoais dos personagens. Um ótimo filme. NOTA: 9
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O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA (The Texas Chainsaw Massacre, EUA, 1974) Direção: Tobe Hooper. Com: Marilyn Burns.
Re-assisti em 26/04
Ganhei o dvd de presente do Rapha e dessa vez em que assisti ao filme achei bem menos assustador do que na primeira vez em que o vi vários anos atrás. Eis a trama: "Um grupo de jovens em viagem pelo Texas é atacado por três irmãos, maníaco- homicidas e canibais que mantém o avô da família em estado catatônico, alimentando-o a sangue e carne humana". O filme é um clássico do cinema de horror, um marco, pois praticamente inaugurou a onda de filmes com entranhas e sangüinolência que dominaria o gênero nos anos seguintes. Visto hoje o filme tem pouco impacto pois na verdade é muito amador e o terror não chega a ser explícito, tudo ocorre muito rápido e de forma pouco elaborada. Mesmo assim a idéia de um maníaco perseguindo jovens na floresta munido de uma serra-elétrica é uma pérola e deu origem a várias continuações, imitações e refilmagens (em 2003 foi lançada uma; também o recente Pânico na Floresta é praticamente um re-make desse clássico). Ainda hoje O Massacre da Serra Elétrica é um filme histérico e perturbador que merece ser visto (pelo menos por seu valor histórico) por quem aprecia o gênero horror. NOTA: 6
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MADRUGADA DOS MORTOS (Dawn Of The Dead, EUA, 2004) Direção: Zack Snyder. Com: Sarah Polley e Ving Rhames
Assisti em 27/04
Vi esse filme no cinema em companhia de Rapha. Acabamos perdendo cerca de 20 minutos iniciais. O filme é uma refilmagem do já clássico filme Zombie - O Despertar dos Mortos, de 1978. A história é a seguinte: "Na cidade de Wisconsin, zumbis começam a atacar as pessoas, quem é atacado torna-se um deles. Ana é uma jovem enfermeira, que consegue escapar do ataque dos mortos-vivos e é ajudada pelo policial Kenneth. Juntos eles encontram abrigo em um shopping center, onde outros sobreviventes estão escondidos. Mas a situação piora quando começa a faltar energia e comida, o que faz com que eles tenham que sair do abrigo e enfrentar a legião de zumbis que tomaram conta de toda a cidade." Para quem conhece a série de jogos Resident Evil este filme é uma versão quase mais fiel do que a do próprio filme que leva o nome do jogo, estrelado por Milla Jovovich, portanto, se você é fã dos jogos como eu, vale a pena conferir Madrugada dos Mortos. Trata-se de um bom filme de zumbis, mas não traz realmente nada de inovador no gênero, é só mais um filme de mortos-vivos, com boas doses de humor (algumas seqüências provocam risos involuntários, como aquela com a moto-serra), ação, alguns absurdos e muita sanguinolência. Não chega a ser assustador pra valer, mas consegue entreter o espectador menos exigente. NOTA: 6
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Por hoje é só! Amanhã eu continuo as resenhas dos outros filmes a que assisti nesses últimos meses. Até lá!
That's it!
enviada por Garland