|
|

|
23/10/2005 18:40
REENCONTRO COM AMIGOS
Realmente não tenho clima para escrever aqui no trabalho, sou da noite, é de noite que os pensamentos fluem, no silêncio, sozinho, aqui não tenho isso, logo não sinto vontade de escrever, apesar de fervilharem mil idéias e reflexões que eu gostaria de extravazar com a escrita. Well, hoje me animei e saiu esse post grande, mas o texto a seguir é meramente de "registro" de um encontro legal que aconteceu recentemente com meus amigos, provavelmente desinteressante para outras pessoas já que não houve nada fora do comum (talvez nem valha a pena perder seu tempo lendo-o), mas, pra mim significou e pra variar, vou relatar, pra um dia quem sabe se eu tiver uma amnésia eu relembrar, hehe.
No sábado retrasado, dia 15 de outubro meus amigos de Floripa vieram a BC, Monsieur Costa estava de férias e havia proposto vir me fazer uma visita, ele ficaria hospedado na minha casa um fim de semana. Adorei a idéia, que acabou melhor ainda: durante a semana recebi uma ligação de Jack dizendo que viria junto. Fiquei muito feliz, pois adoro o Jack e certamente nos divertiríamos muito mais os três juntos. Acabou que Ch, namorado do Monsieur conseguiu atestado médico e pôde vir junto também, de modo que os dois ficariam hospedados em um hotel e Jack na casa de parentes. Era de tarde quando eles chegaram no meu ambiente de trabalho, confesso que eu estava um pouco apreensivo, numa expectativa, pois fazia algum tempo que eu não os via (desde maio eu acho, quando estive em Floripa), e fatos recentes e decepções com outros amigos também me deixavam um pouco em suspense, por medo de desapontá-los talvez, de não termos uma sintonia legal devido ao tempo sem se ver, um certo receio de o encontro não ser tão bom, de nossa amizade também estar se perdendo. Tolices de Garland.
Logo que chegaram, houve aquele breve tempo para "entrar em sintonia". Com Jack logo eu estava relax, mas com Monsieur não rolou um clima descontraído logo de cara, talvez porque percebi que o namorado dele estava com uma cara não muito agradável, parecia estar mau-humorado, triste ou insatisfeito de ter vindo. Mas, correu tudo bem, eles ficaram um pouco comigo mas como eu estava trabalhando saíram, mais à noite Jack veio sozinho e nos divertimos muito cantando músicas antigas, breguices como Total Eclipse of The Heart, Dancin Queen, Flashdance (até fiz estrelinha no meio da loja, ehehe), mas minha preferida foi Decadence avèc Elegance da Deborah Blando (adoro essa, vai tocar no blog em breve viu!), que cantamos direitinho. Acho que afujentamos clientes tamanha zona que fizemos. Um cara ligou no meu celular e achei que fosse um trote pois a voz era moníssima, era um cara da net querendo me encontrar, socorro, com aquela voz no way, além do mais eu não trocaria a cia de meus amigos por cara nenhum. Depois das 22h Jack e eu fomos pras respectivas casas se arrumar para a balada. Nos encontramos meia-noite e pouco (que acabou se transformando em 1h e pouco com a mudança de horário de verão) e seguimos conversando para a rua do hotel onde Monsieur e Ch estavam hospedados, próximo da boate NH. Seguimos para o Caphé Soleil, a cara de Ch era desoladora, eu me perguntava porque ele havia vindo se estava tão azedo e de má vontade para tudo (dias depois Monsieur me contou que eles haviam discutido a relação naquela tarde, por isso estavam tão xoxos). Jack e eu tentamos nos manter alegres e falando bobagens, apesar de que o caphé estava deprimente por si só, poucas pessoas, só gente feia. Ficamos menos de uma hora lá e fomos para a NH. Eu entrei sozinho para ver como estava lá dentro, caso estivesse ruim iríamos para a Londdon. Estava imprevisível, do tipo "quantidade razoável de pessoas", podendo vir a encher ou esvaziar. Entramos e não demorou o pior começou a acontecer, o povo tava indo embora pouco a pouco.
Monsieur e seu namorado ficaram boa parte do tempo sentados em um sofá, enquanto Jack e eu dançávamos. O Jack tava num fogo só, às vezes chegava junto de mim de tal forma que eu até sentia medo que ele me atacasse, hehehe zuera. Ele, muito comunicativo logo tava conversando com Rudi, uma trava argentina figurinha fácil das baladas gls de BC. Eu sempre a via mas nunca conversei com ela, dessa vez acabamos sendo apresentados pelo Jack, e achei ela ultra-simpática. Comentei que a noite estava fraca e que perdemos de ir na Londdon, ela disse que iria pra lá depois e ofereceu uma carona, disse que nos colocava de graça lá. Oba! Acho que era umas quase 4h quando estávamos espremidos os 4 no banco de trás do carro, com Rudi e um amigo na frente, indo para a Londdon. O clima lá tava mais animado, a boate mais cheia (e cheia de gente feia e mal-encarada, já que lá é de graça a entrada até a 1h e 30), Monsieur e Ch ficaram até com medo de serem assaltados. Chegamos bem na hora do show de Tina Tunnell a drag da londdon, mas o show tava chato. Logo percebi que eu não ficaria com ninguem naquela noite, mas jack se deu bem (em termos, ehehe), pois estávamo na parte superior da boate olhando para a pista abaixo e o vimos em ação chegando num carinha, logo encurralou o cara num cantinho e CRAW, beijo e beijo, depois subiram e foram para um canto pra se agarrarem. Cretiníssimo Jack foi lá e desrosqueou a lâmpada para ficar tudo escuro lá em cima. O tempo passou, Monsieur, Ch e eu descemos e nada de Jack terminar o esfrega-esfrega com o carinha. Estávamos cansados, querendo ir embora, mas não queríamos ser estraga-prazeres. Mas depois de um bom tempo acabei subindo para intimar Jack. Nessa hora Tina, que também havia subido, acendeu a luz. Vi Jack e o cara num sofá, Jack meio por cima do cara, achei até que tava dando de mamar ali no sofá mesmo, ehehe, mas segundo ele nem rolou boquete. Jack viu que eu estava ali e aí sim se empolgou pois é um tanto exibicionista, e beijo e beijo e altos amassos no carinha. Eu só apontei para o meu pulso como quem diz "chega né, tá na hora, vamos embora", segundo jack eu parecia uma velha chata, ehehe. Mas, logo ele se mancou e descemos para a saída, lá ele se despediu do carinha, o qual achei apenas razoável quando vi de perto. Iríamos pegar um táxi para ir embora, mas Jack sugeriu irmos a pé, eu como já tinha ido embora a pé lá da londdon outras vezes e sabia que não era tão longe do centro assim, topei. Ch que já estava mau-humorado não achou nada interessante a idéia de irmos caminhando, ainda mais porque garoava, mas para nós, seria uma boa oportunidade para conversar mais um pouco e economizar uma grana também. No caminho para casa quem encontramos fazendo ponto numa esquina? Rudi. Cumprimentamos ela, e rolou até um selinho do Jack com ela, ehehe. Depois de um tempo cheguei na minha rua e me despedi dos rapazes, Monsieur e Ch ainda teriam uma boa caminhada... Eram quase 6h da manhã, se não me engano...
No domingo depois de almoçar encontrei eles no Shopping, estava chovendo, então não havia mesmo motivos para eles ficarem mais tempo em BC, já que nem poderiam aproveitar. Conversamos um pouco, tiramos algumas fotos (que ficaram medonhas) e depois Jack foi pegar o carro. Monsieur, Ch e eu conversamos amenidades durante alguns minutos e, em torno de 2h da tarde nos despedíamos, junto ao carro de Jack. Os 3 foram embora e eu sem nada para fazer naquela tarde chuvosa fui para o meu local de trabalho, fazer companhia para minha irmã.
Enfim, é o que digo, é sempre bom reencontrar amigos queridos, às vezes esses reencontros podem ser um pouco frustrantes, mas acho que quando há amizade e sintonia mesmo, sempre são agradáveis. Nesse caso foi, fiquei muito feliz de ter revisto meus amigos e ter passados momentos bons com eles. Lamentei um pouco que a visita de Monsieur e o namorado não tenha sido só para momentos alegres e também lamentei o fato de ter chovido e não termos podido ficar mais tempo juntos, passear, conversar mais no domingo, meu dia de folga. Mas, de resto foi tudo muito legal. Acho que não demora muito eu irei para Floripa passear um pouco e revê-los, em dezembro provavelmente. Até lá as coisas permanecem como de costume, os papos de Msn, mensagens de celular, telefonemas e o desejo de que, quando nos reencontrarmos, as coisas estejam bem para todos e vivamos juntos muitos outros bons momentos para recordar.
That's it!
enviada por Garland
23/10/2005 18:35
MÚSICA DA VEZ
ENTER FROM THE EAST de JEWEL
Seguindo a tradição, mais uma vez a voz doce de Jewel (minha cantora preferida pra quem não sabe) inaugura uma nova trilha sonora do blog, dessa vez a número 5. É a primeira vez que uma música do álbum Spirit toca aqui. Spirit foi o segundo cd de Jewel, lançado em 1998, 3 anos após sua estréia com Pieces Of You, cd com o qual ela conquistou muitos fãs (sobretudo adolescentes) que se identificavam com suas letras, razão pela qual vendeu dez milhões de cópias no mundo e tornou-se um dos principais ícones pop dos anos 90.
Transcorridos quase 4 anos desde POY, em Spirit percebe-se a grande evolução de Jewel como cantora e compositora. Em POY a coisa parecia mais amadora, com várias músicas ao vivo, apenas voz e violão, em Spirit, a voz de Jewel está mais firme e os arranjos das canções mais elaborados (aí entra uma mãozinha de Patrick Leonard, produtor de Madonna, que deixou o cd de Jewel com um jeito mais profissional e ampliou o potencial radiofônico, com toques mais POP na inclusão de teclados eletrônicos e guitarras). O estilo da cantora permaneceu o mesmo, com ênfase no folk, mas mais sofisticado, e o enfoque deixou de ser tão baseado no amor e em experiências pessoais tipicamente adolescentes para abraçar algo mais global, os problemas da humanidade. Jewel voltou-se para uma abordagem mais espiritual, e o cd, como ela mesma disse à época é um chamado à coragem e à sinceridade.
Para mim Spirit é o cd mais bonito de Jewel, e o que tem uma "unidade" mais evidente, não há um choque entre músicas boas e ruins, o cd funciona como um todo agradável e bem feito, que o torna o melhor cd para quem está querendo conhecer o trabalho da cantora, é cativante. Mas, mesmo achando um grande cd, o acho um pouco piegas em alguns momentos, sobretudo na música que se tornou o carro chefe do cd, o sucesso Hands, com sua letra dramática e pobre ao mesmo tempo ("se eu pudesse dizer uma coisa ao mundo, diria que estamos todos ok... minhas mãos são pequenas eu sei, mas são minhas, não suas" dããã), mas, como o próprio nome diz, Spirit é sobre questões espirituais, e sobre fé, esperança, liberdade e luta. Dentro dessa proposta os momentos "auto-ajuda" estão em um contexto e podem ser ouvidos como algo estimulante, uma dose de esperança no ser humano. De qualquer forma, para mim o forte de Jewel é a voz dela que acho linda demais, e como compositora acho que ela "manda muito bem", suas letras conseguem tocar o coração de quem ouve, eu pelo menos me identifico muito com o que ela diz em suas canções, sobretudo as mais intimistas, que falam sobre amor (ah, quando lembro de Foolish Games...).
(Capa de "Spirit")
Minhas músicas preferidas do cd Spirit são Deep Water e Absence of Fear, mas What's Simple is True, Kiss The Flame, Down So Long e Life Uncommon também são marcantes, muito bonitas. Só que a que eu adooooro, a que me toca mais, a que acho de uma beleza incrível, não tanto pela letra mas pela interpretação de Jewel, é Enter From The East. Nela Jewel mostra a versatilidade de sua voz, transitando do grave ao agudo/suave de forma belíssima. A música transmite uma idéia de abandono, de solidão e tristeza, mas é calorosa ao mesmo tempo, tudo devido à variação do tom de voz da cantora. A letra nos faz refletir sobre a ânsia que nos invade às vezes (sobretudo quando estamos solitários e nos sentindo vazios) de que uma pessoa desconhecida entre em nossa vida e nos arrebate, nos possua e nos faça sentir plenos, nos motive a nos entregarmos completamente... É sobre o desejo de encontrar a alma-gêmea, ou melhor, que ela venha a nosso encontro. É uma canção algo melancólica, mas muito bonita e profunda, de Spirit eu não podia escolher nenhuma outra a não ser essa... Confira a letra abaixo:
ENTER FROM THE EAST
Entre pelo leste
I went out a'wandering
Eu saí como uma nômade
Beneath an unknown sky
debaixo de um céu desconhecido
The heavens all shook violently
O céu tremeu violentamente
he caught my eye
ele aprisionou meus olhos
Strange fruit fell
Fruta estranha caiu
It struck me to the core
ela bateu em meu âmago
My heart became a single flame
meu coração se tornou uma simples chama
It wanted nothing more
ele queria nada mais
Stranger, enter from the east
Estranho, entre pelo leste
Stranger, step inside this place
Estranho, dê um passo dentro deste lugar
Oh, and own me, own me
Oh, e me possua, me possua
The clock became a bullet hole
O relógio se tornou um buraco de bala
Cruel and unkind
Cruel e indelicado
It hurt me with it's second hand
ele me fere com a sua segunda mão
Alone another night
sozinha outra noite
Stranger, enter from the east
Estranho, entre pelo leste
Stranger, step inside this place
Estranho, dê um passo dentro deste lugar
Blue, is that you?
tristeza, é você?
Well, don´t bother knocking on my door this time
Bem, não me incomode batendo em minha porta desta vez
Blue, go be true for someone else
tristeza, vá ser verdadeira para algum outro
There's no room inside this heart of mine
não há lugar dentro deste coração
My heart has four empty rooms
meu coração tem quatro salas vazias
Three wait for lightning and one waits for you
três esperando por luminosidade e uma esperando por você
I must have you all to myself
Eu preciso tê-lo inteiramente para mim
Feel the full weight of your skin
sentir todo o peso de sua pele
I'll hollow out my insides
eu escavarei o meu interior
To place you in
para pô-lo dentro
Stranger, enter from the east
Estranho, entre pelo leste
Stranger, step inside this place
Estranho, dê um passo dentro deste lugar
Oh, and own me, own me
Oh, e me possua, me possua
CLIQUE AQUI E FAÇA DOWNLOAD DA MÚSICA!
Linda música né? A seguir trechos de uma entrevista feita pela UOL à Jewel na época do lançamento de Spirit, em que ela fala sobre o cd. Confira:
UOL - Em "Pieces of You", você falava de experiências pessoais mais concretas. Em "Spirit", você começou a falar de vivências interiores, abordando mais a fé e a esperança. O que mudou nesse tempo?
Jewel - Nos últimos três anos vi muitos lugares em que a fome e a miséria imperam. Acho que precisava dar uma mensagem a essas pessoas, que esperam por algo melhor em suas vidas, e que possa ajudá-las a suportar o que estão passando.
UOL - Em algumas canções de "Spirit", ora você faz um chamado de amor, ora questiona o elemento masculino. No amor, você se considera mais individualista ou busca uma união completa?
Jewel - Acho que as canções de Spirit têm mais a ver com um chamado à coragem, sinceridade nas relações. Acho que o amor romântico foi tratado mais a fundo no disco anterior...
UOL - Muitas de suas canções ainda remetem aos tempos difíceis que viveu. Não há nada que a inspire na vida que leva hoje?
Jewel - Acho que minhas músicas não remetem apenas ao meu passado mas à vida de muitas pessoas, principalmente em "Spirit". Ter vivido numa caminhonete não foi a coisa mais importante do mundo. Não posso deixar de escrever sobre coisas que interessam ao mundo, do contrário acho que poderia voltar a viver na minha caminhonete.
UOL - Mas você não teme estar perdendo o contato com a sua fonte criativa?
Jewel - De jeito nenhum, não sou daquelas pessoas que só olham para o seu umbigo. Teria que ser cega ou estúpida se não tivesse capacidade de perceber que tantas coisas acontecem no mundo. Fome, desespero, miséria são coisas que me chamam a atenção. Não posso viver como se não estivesse acontecendo nada no mundo. Seria muito superficial.
É isso aí, em breve estará tocando outra música no blog, peninha né, vontade se continuar com Enter Fom The East pra sempre, hehe, mas tudo bem, não demora muito Jewel estará presente novamente aqui com outra música igualmente linda.
That's it!
enviada por Garland
23/10/2005 18:32
ERIC HANSON - PARTE 3
Mais algumas fotos do tesudo Eric Hanson, novamente de um de seus ensaios fotográficos para a revista Playgirl, de alguns anos atrás, usando o pseudônimo Marc Reina. Delícia...
Ainda tenho muuuitas outras fotos de Eric Hanson, umas mais atuais (até agora as fotos que coloquei são do começo dos anos 2000), com ele usando cavanhaque, bem latino, um tesão... Mas essas vão ter que ficar para outra ocasião, tá na hora de outro gostoso pintar nessa seção. Quem será meu próximo eleito? Aguarde...
Confira outras fotos e informações sobre o bofe clicando nos links abaixo:
ERIC HANSON - Parte 1
ERIC HANSON - Parte 2
That's it!
enviada por Garland
|