|
|

|
12/11/2005 23:09
MÚSICA DA VEZ
A CASE OF YOU de JONI MITCHELL
A CASE OF YOU
Just before our love got lost you said,
"I am as constant as a northern star."
And I said, "Constantly in the darkness
Where's that at?
If you want me I'll be in the bar."
On the back of a cartoon coaster
In the blue TV screen light
I drew a map of Canada
Oh Canada
With your face sketched on it twice
Oh, you're in my blood like holy wine
You taste so bitter and so sweet
Oh I could drink a case of you, darling
And I would still be on my feet
Oh I would still be on my feet
Oh I am a lonely painter
I live in a box of paints
I'm frightened by the devil
And I'm drawn to those ones that ain't afraid
I remember that time you told me, you said,
"Love is touching souls"
Surely you touched mine
'Cause part of you pours out of me
In these lines from time to time
Oh, you're in my blood like holy wine
You taste so bitter and so sweet
Oh I could drink a case of you, darling
Still, I'd be on my feet
I would still be on my feet
I met a woman
She had a mouth like yours
She knew your life
She knew your devils and your deeds
And she said,
"Go to him, stay with him if you can
But be prepared to bleed"
Oh but you are in my blood
You're my holy wine
You're so bitter, bitter and so sweet
Oh, I could drink a case of you, darling
Still I'd be on my feet
I would still be on my feet
CLIQUE AQUI E FAÇA DOWNLOAD DA MÚSICA!
That's it!
enviada por Garland
07/11/2005 21:44
SOBRE AMIZADES E SUMIÇOS...
Como eu estou? Bem! Estou bem. Vivendo um tanto 'amortecido', mas diria até que feliz no marasmo desses meus dias. Me falta uma série de coisas para eu me sentir FELIZ no sentido mais amplo da palavra, mas não me sinto infeliz e isso já é grande coisa! Felizmente fatos que aconteceram recentemente e que vinham me agoniando deixaram de pesar sobre mim, hoje, se não posso me considerar totalmente indiferente aos acontecimentos e às pessoas envolvidas, pelo menos já não me sinto triste nem atormentado por pensamentos desagradáveis e constantes referentes a isso. Ah, ainda penso um bocado nessas pessoas, mas já não me sinto mal quando penso nelas, a decepção continua sendo um fato, mas digamos que eu consegui conviver com ela de modo que hoje estou beirando a indiferença. Fico feliz por isso... Well, para não parecer que estou 'falando' por códigos é melhor explicar o que aconteceu de uma vez...
Recentemente duas pessoas que eu prezava decidiram se afastar de mim, cortar contato, dar sumiço, esse tipo de coisa. O afastamento de ambas foi semelhante, algo na moita, sem uma conversa explicativa ou uma despedida. A diferença é que, de uma eu até podia esperar um afastamento, até acho natural ter acontecido, mas de outra foi um choque pois eu não estava mesmo preparado para isso, nunca pensei que pudesse acontecer, não da forma que foi.
AFASTAMENTO # 1
Uma dessas pessoas é Rapha (quem acompanha meu blog já deve estar saturado de tanto ler textos em que cito essa pessoa). Houve aquele "episódio" de minha ida a Floripa para visitá-lo em maio, encontro que para mim foi uma frustração só, mas depois daquilo conversamos por telefone durante horas e colocamos os "pingos nos 'is'", naquele papo, se eu tivesse prestado mais atenção teria captado alguns motivos para o que estaria por vir, afinal ele disse que não tinha mais paciência comigo, sentia-se irritado comigo, não sentia-se bem quando eu o tocava, entre outras coisas, em outras palavras, tava difícil me suportar, o próximo passo conseqüentemente seria o afastamento. Depois daquele papo passou-se um tempo, continuávamos trocando mensagens de celular, fui para Curitiba, voltei, comecei a trabalhar e minha amiga Luciana veio me visitar em Balneário Camboriú, em julho. Uma tarde fui com Lu a um cyber café, tínhamos tomado uns tragos, eu tava tontinho tontinho, Rapha tava on line no Msn, acabamos ligando as webcams e mostrei minha amiga pra ele, teclamos um pouco, foi legal vê-lo na webcam, eu tava com saudade do rosto dele. Mas eu tava muito bebum, nem sei se disse algo que o ofendeu, fiquei chateado por ele não querer aparecer por mais tempo na webcam para mim, e também porque estava on um cara que ele tava num namorico virtual e ele, logicamente, queria dar atenção pro dito cujo. Só sei que depois desse dia Rapha chegou a mandar uma mensagem de celular para mim a qual não tive vontade de responder. Nos esbarramos mais uma vez no Msn dias depois e ele perguntou como tava meu trabalho e só, um papinho bem frio e sem sal que logo morreu. Depois disso nunca mais tivemos contato.
A verdade é que sempre criei expectativas erradas em relação a essa pessoa, sempre esperando que a gente se entendesse melhor, que surgisse uma sintonia maior entre nós, que nossos momentos juntos fossem mais gratificantes, como eram com outras pessoas, outros amigos, que ele agisse mais natural comigo, que fossem alegres os momentos que a gente se encontrava. Esse foi meu erro. Um dia alguém deixou uma frase em um comentário aqui no blog, que o culpado não era o outro mas sim quem se iludiu, quem achou que merecia algo melhor vindo da outra pessoa, a culpa de seu sofrimento não era da pessoa que não agiu conforme vc desejava, mas sim sua por ter criado expectativas em relação a ela, de que agisse como vc esperava. Era algo assim. E realmente, acho que é assim que funciona mesmo. Não acho legal se responsabilizar por tudo isentando o outro de uma parcela de culpa no fracasso de qualquer tipo de relacionamento, mas tenho que concordar que os maiores responsáveis pelo nosso sofrimento somos nós mesmos, que criamos ilusões idiotas e expectativas furadas.
Na época desse afastamento em julho, que perdura até hoje, eu estava saturado de atitudes indiferentes de Rapha, daquele comportamentozinho frio, ambíguo, travado e blasé dele comigo, sempre queria a atenção dele, ser especial, ser quem ele mais gostava de teclar, de conversar, etc... Enfim, meu desejo era que, mesmo estando em diferentes cidades, mesmo sem se ver, pudéssemos manter contato, algo que pudesse ser chamado de amizade. Já não havia mais amor por ele há tempos, mas acreditava na possibilidade da amizade. Mas estava sendo difícil e eu estava cansado de me frustrar, ter contato com Rapha parecia ser só pra me frustrar mesmo, por isso fui ficando na minha, não escrevi mais, não enviei mensagens, não liguei, da parte dele foi a mesma coisa. A diferença é que sempre fui eu quem fui atrás, mesmo das vezes que achei que um afastamento era a melhor coisa para mim, e que tentei me afastar, sempre acabei indo atrás dele. Dessa vez decidi deixar as coisas quietas, e como eu imaginava ele não veio atrás, lógico sempre foi indiferente, se eu não tivesse ido atrás dele de outras vezes, retomado contato, estaríamos até hoje sem se falar, porque ele não me procuraria. De qualquer forma, estamos sem se falar hoje, se era pra ter acabado dessa forma talvez tivesse sido melhor se eu não o tivesse procurado já naquela época, daria na mesma né, mas o que passou, passou, está feito...
Sabe, a meu ver esse "deixar quieto" é uma decisão cômoda que a gente costuma tomar quando esse tipo de coisa, esses "sumiços", acontecem: "se a pessoa se afastou foi porque quis, deve ter tido seus motivos, não devo estar fazendo falta, por isso não vou atrás, vou RESPEITAR a decisão dessa pessoa e ficar na minha, ela que me procure se quiser". Às vezes "deixar quieto" é mesmo por pura indiferença, mas pra mim soa mais como puro orgulho disfarçado de "respeito" ao suposto desejo do outro de estar afastado. Admito que eu mesmo penso assim, "se sumiu foi porque quis", e sou orgulhoso também, mas em certos casos a gente não vai atrás mesmo porque a gente cansa de se humilhar e se importar com gente que não se importa com a gente... E às vezes é interessante deixar que o outro tome alguma atitude, pois é nesses momentos que a gente fica sabendo nosso real valor para aquela pessoa. Triste é constatar que, se a gente não procurá-la ela simplesmente vai cagar pra gente, como se não tivéssemos a menor importância, o menor valor e não fizéssemos a mínima falta.
A conclusão que chego é que, para Rapha, não faço mais diferença alguma. Já imaginei mil hipóteses para ter acontecido o que aconteceu, mas como são hipóteses nem vou enumerá-las aqui agora. Também não busquei saber dele os porquês, seria tolice, só serviria para eu ser visto como o neurótico novamente, o que sempre quer saber "porque", e se bem o conheço ele nem saberia explicar ou não teria paciência pra isso. Melhor deixar quieto, até porque, para saber eu precisaria ir atrás e me recuso a isso. Fato é que nesse acontecimento a fase de eu me angustiar e me importar com porquês já passou, me atenho aos fatos, sumiu sumiu e está feito, esse é o fato, não vou mais impôr minha presença. Como eu disse, de certo modo já esperava algo do tipo, sei que é mesmo difícil ser amigo de alguém com quem você já teve um caso, se as afinidades são poucas então é bem improvável, mas nesse caso eu tinha esperança que fosse viável, digamos que eu persisti até demais nesse intuito, esperneei, insisti, mas não fui feliz mesmo, não deu. Parece que tudo foi em vão. Lamento, porque gostava mesmo dessa pessoa, hoje nem sei se o que sentir...
Uma vez escrevi um post a respeito do sumiço dos amigos, talvez lá mesmo já esteja descrita a provável causa desse afastamento de Rapha, de qualquer forma, se bem lembro foi um post incompleto que prometi continuar em outra ocasião, quem sabe agora que estou vivendo de novo isso, e duplamente, eu tenha teorias mais claras a respeito para o post-continuação, mas, por hora vamos falar do segundo "sumiço".
AFASTAMENTO # 2
Em dezembro de 2003 comecei a teclar com uma pessoa que acabou se tornando meu melhor amigo, nos conhecemos pessoalmente e até setembro desse ano tivemos uma ótima amizade, pelo menos para mim foi. Com Igor eu tinha aquilo que descrevi acima que gostaria de ter tido com Rapha, uma fração já seria bastante... A gente tinha muita intimidade para conversar sobre tudo, sem preconceitos, sem moralismo, falávamos de bofes, de sexo, de transas, até de merda, sempre de forma descontraída e engraçada, ríamos muito juntos, cantávamos Madonna no meio da rua, deturpávamos músicas da Wanessa Camargo, fazíamos bundalelê, até íamos juntos no dark room e falávamos besteira lá dentro, enfim, tínhamos muita liberdade um com o outro e nos divertíamos muito, a gente se sentia bem junto. Nossa amizade era como uma válvula de escape, quantas vezes eu estava estressado, deprimido ou entediado e encontrava com Igor e tudo mudava, era quase ”terapêutico”, e sei que teve vezes que ele também não estava legal e conseguimos reverter isso nos encontrando e saindo por aí falando besteira e rindo.
Às vezes nos alfinetávamos demais, é verdade, a gente se tombava, mas sempre superávamos essas coisas, até quando brigávamos não demorava muito já estávamos conversando de novo no Msn ou por celular. Com o desenvolver da amizade eu acho que Igor passou a me conhecer e saber as coisas que me irritavam nele, no começo eu o achava muito convencido e arrogante, ele vivia contando vantagem, dizendo que era rico, que era lindo e gostoso, que tinha pauzão, que só trepava com caras lindos etc etc, era cansativo. Eu até me admirava de ser amigo dele já que dificilmente consigo suportar pessoas assim que vivem contando vantagem e se acham o máximo, mas havia outras coisas que valiam a pena naquela pessoa, seu senso de humor, sua simpatia, nossa afinidade. Com o tempo Igor já não ficava mais se gabando, sei lá se aprendeu a evitar isso por eu me irritar, ou se foi mesmo ficando mais humilde, ou se eu que acostumei com o jeito dele e já não achava que estava se “exibindo”. Mas uma coisa continuou: a mania dele de me imitar SEMPRE, imitava meu jeito, frases e expressões que eu usava, às vezes isso me irritava, porque eu me sentia motivo de chacota, mas com o tempo acostumei e não ficava bravo com isso, levava como brincadeira dele. Certamente eu também fazia coisas que o irritavam, mas não me lembro de nenhuma agora, ele que teria que enumerá-las...
Igor sabia que eu não tinha dinheiro, nem carro, nem vantagens a lhe oferecer além de minha amizade, mas isso nunca pareceu importar pra ele, até porque, se a família dele tinha grana, casa com piscina e um Pegeout na garagem, ele não passava de um publicitário desempregado tal como eu com pouca grana no bolso. Cansamos de caminhar quadras para ir na balada e quantas vezes nem bebemos pra não gastar grana a toa... De minha parte, eu, que não ligo a mínima para bens materiais que as pessoas têm ou deixam de ter, seria amigo de Igor mesmo que ele não tivesse nada do que dizia ter, pois para mim o que importava era a amizade e afinidade da gente...
No começo desse ano Igor arranjou um emprego, ou melhor arranjaram para ele, o salário era legal. Quando ele recebeu o primeiro pagamento até fomos jantar para comemorar, algumas vezes que eu estava sem grana ele até me bancava algum lanche quando saíamos juntos (não que eu não tivesse comida em casa né, hehee), as idas nas boates ficaram mais escassas pois ele agora não achava legal ir a pé e tinha sempre que acordar cedo pra trabalhar ou tinha preguiça de vir da cidade dele só pra sairmos pra balada. Mesmo assim sempre nos encontrávamos, aos fins de semana quando ele vinha a BC. Eu já estava trabalhando e ficava ruim de ir visitá-lo em Itajaí como fiz algumas vezes no tempo de vadiagem. Algumas vezes ele vinha aqui no meu trabalho. Foi num desses fins de semana que o vi pela última vez, já fazem quase 2 meses, foi na semana do 7 de setembro. Minha amiga Gabbi estava em BC com o “marido” dela - Igor já havia conhecido eles de outra vez que haviam estado aqui - saímos os quatro a pé e demos uma volta no calçadão da Atlântica, depois quando Gabbi e o marido dela foram embora (eles estavam voltando para Curitiba) acabaram dando uma carona para Igor. Depois disso não soube mais dele.
Os dias se passaram e Igor não entrou em contato comigo (ele sempre me ligava, preferia assim já que ligava do trabalho e não gostava que eu ligasse quando ele estava em casa pois não poderíamos falar a vontade), no Msn quando o cumprimentava ele não respondia, um domingo liguei para ele e ele não atendeu. Eu gostaria de saber o que estava acontecendo, por que ele estava sumido, mas diante dessas atitudes decidi ficar na minha. E foi isso... Nunca mais nos falamos.
Fiquei decepcionadíssimo e muito triste com isso, agora, escrevendo esse post e relembrando as coisas que fizemos juntos, os momentos que passamos até senti uma vontade de chorar... Eu não esperava uma coisa dessas de Igor, um afastamento tão covarde e mesquinho. Eu considerava ele meu melhor amigo, ele não podia ter feito uma coisa dessas comigo, o mínimo que eu esperava dele era que conversasse comigo, desse alguma razão e depois se quisesse que sumisse. Ele tinha toda liberdade para falar comigo qualquer coisa, se eu fiz ou falei alguma coisa que o incomodou, o decepcionou ou o aborreceu bastava ter me intimado para uma conversa e dito na minha cara, eu assumiria meu erro e pediria desculpas se achasse que era o caso, já havia acontecido outras vezes de ambas as partes. Se de repente ele estava numa fase que queria dar um tempo na amizade pois tinha necessidade de ficar sozinho ou não queria conversar ou estava cansado de mim, bastava me dizer, eu entenderia... Se tivéssemos brigado, se um tivesse traído a confiança do outro, se houvesse motivos fortes, eu nem precisaria de explicação... Mas não, Igor preferiu se afastar sorrateiramente, em silêncio, me deixando sem saber o porquê, se fiz algo errado, se alguém fez alguma intriga ou fofoca, se de repente ele se deu conta de que eu não servia mais para ser seu amigo por algum motivo...
Durante um tempo eu fiquei muito abalado com essa atitude de Igor, eu ficava me indagando os motivos de ele ter decidido me descartar e jogar no lixo nossa amizade de 2 anos que era tão legal, a qual cheguei a pensar que seria pra sempre... Mas, com o passar dos dias eu fui acostumando com a idéia de que não éramos mais amigos, com o tempo a gente acostuma com tudo né, e já não me importo com os motivos do afastamento, deve ter tido os motivos dele... Se foi um teste, afastar-se para ver se eu ia atrás, lamento se o desapontei, mas acho que sempre esteve evidente o quanto eu valorizava nossa amizade, não havia necessidade de me testar, se eu não o procurava mais vezes esperando que ele viesse até mim era porque ele preferia assim. Quem lê isso deve pensar que, para alguém que se importava tanto com a amizade eu fiz muito pouco, só liguei uma vez, dei oi no Msn e não obtendo resposta já dei tudo por encerrado, mas o fato é que me decepcionei demais com a atitude de Igor. Se fosse vinda de qualquer outra pessoa uma atitude dessas não teria o mesmo impacto sobre mim, não me aborreceria, existem outras pessoas que somem, depois de um tempo, às vezes meses, retornam e eu sigo falando numa boa como se nada tivesse acontecido, porque não me afetou o sumiço, porque são apenas amigos-conhecidos, mas de alguém que você considera o seu melhor amigo não dá pra aceitar tão fácil, é uma decepção forte. Acho que depois disso nossa amizade se perdeu, penso que se foi capaz de fazer uma coisa dessa comigo é porque me enganei com essa pessoa, ela não merecia a minha consideração. Porque foi uma puta falta de consideração o que ela fez.
Aquela frase manjada do Pequeno Príncipe, que diz que você se torna eternamente responsável por aquele que você cativa, se aplica bem a esse caso... Acho “eternamente” um pouco exagerado, mas a gente é responsável sim pela pessoa que a gente cativou, é necessário um mínimo de responsabilidade para com os sentimentos das pessoas que a gente conquistou a confiança e a consideração, a admiração e a afeição... Igor não ligou a mínima pra nada disso, que decepção, que pena, uma amizade tão rara, tão legal, perdida assim...
Sabe, coisas assim, como o afastamento de Rapha e de Igor, me deixam meio ressabiado, quando vejo estou até com medo de considerar alguém amigo novamente, parece que é preciso estar sempre de sobreaviso porque pode acontecer de novo de quando você menos esperar ser descartado por alguém que você se apegou, como se sua amizade não valesse nada. A gente acaba analisando todas as amizades da gente, tentando imaginar como seria se fulano ou beltrano também sumisse, é quase uma paranóia. Há também a raiva, sim eu fico puto da cara com pessoas covardes que vão saindo pela tangente sem conversar, que acham mais fácil sumir, isso me enoja e me dá ódio, justamente por eu ter tido consideração pelas criaturas e elas terem feito isso comigo, esse tipo de coisa fere a gente, fere o amor-próprio da gente. Mas, aos poucos fui me colocando em primeiro lugar, não adianta, pode ser egoísmo puro, mas nessa vida a gente tem que aprender a se amar mais que aos outros, não dá pra depositar a auto-confiança da gente e o nosso valor em ser ou não estimado por outras pessoas, porque na verdade a gente nunca tem a real dimensão do quanto gostam mesmo da gente, podem estar sendo falsos, podem demonstrarem uma coisa e sentirem outra, podem nos induzir ao erro e à ilusão... No momento, apesar de ainda guardar rancor e ainda me sentir decepcionado, estou bem. Tenho consciência de que fui um bom amigo para essas pessoas, se não correspondi aos interesses delas ou se de repente acharam que eu não servia mais ou não valia a pena minha amizade, não dependia de mim... No momento minha filosofia é que a gente tem mais é que ir vivendo um dia de cada vez, aproveitando a presença dos bons amigos enquanto eles ainda fazem parte da vida da gente e ainda, supostamente, nos querem bem. Se um dia se afastarem, paciência, não podemos obrigar ninguém a gostar da gente. Ainda tenho amigos que eu gosto muito, são pouquíssimos, mas valorizo muito essas amizades, algumas já duram anos e resistem a distância e mesmo ao pouco contato, não as descartaria fácil assim sem mais nem menos, não mesmo. Só espero que não me descartem também, não tão cedo, não agora tá? Se não, vou traumatizar hehehe. Chega de decepções por enquanto...
That’s it!
enviada por Garland
|